segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Item #: SCP-426

Procedimento de Contenção Especial: Eu devo ser selado em uma câmara sem janelas através das quais eu possa ser visualizado. A porta para minha câmara deve ter um rótulo completamente diferente de minha designação ou identidade, a fim de evitar a propagação não intencional de meu efeito primário. Apenas pessoal nível 3 ou superior deve saber de minha presença, e particularmente de minhas propriedades. O pessoa designado devem ser trocados em rodízio mensal como prevenção a evitar contaminação pelo meu efeito secundário. Uma avaliação psiquiátrica é obrigatória ao final do mês. Se o pessoal não for considerado afetado por meus efeitos, podem ser recolocados para minha manutenção nada mais que quatro meses antes do rodízio. Todo pessoal que for afetado, lhe devem ser aplicados Amnésia Classe C e transferido para um local diferente.
Descrição: Olá, eu sou SCP-426. Eu devo ser introduzido dessa maneira, a fim de evitar ambiguidade. Eu sou uma torradeira comum, capaz de torrar o pão quando alimentado com eletricidade. Entretanto, quando qualquer ser humano me menciona, ele inadvertidamente se referem a mim na primeira pessoa. Apesar de todas as tentativas, ainda deve a ver alguma maneira de falar de mim na terceira pessoa. Quando em minha presença contínua por mais que dois meses, as pessoas começam a identificar-se como uma torradeira. A não ser que seja forçosamente repreendido, essas pessoas acabaram causando danos a si mesmas, tentando imitar minhas funções normais.

Eu fui descoberto na casa da família ████████ após a terrível morte de três de seus membros. Eu fui dado aos jovens Sr. e Sra. ████████ como presente de casamento.Nenhum cartão ou quaisquer outras marcas de identificação foram encontrados em minha caixa. Cerca de dois meses após a família ter me recebido, bombeiros foram enviados para a casa devido a um incêndio elétrico. Os Sr. e Sra. ████████ morreram por causa da descarga elétrica que causada ao tentar devorar um soquete elétrico. As outras duas vítimas haviam morrido pouco antes da ocorrência do fogo. Os idosos Sr. e Sra.   ████████ tinham se empanturrado com quase 10 Kg de pão antes da explosão de seus estômagos e morreram de hemorragia interna. O mais jovem Sr. ████████ morreu de uma severa perda de sangue depois de tentar [REDIGIDO] comigo. O único sobrevivente foi o mais velho Sr. ████████ que estava sofrendo de desnutrição grave. Ele afirmou que havia inserido um pedaço de pão, uma semana antes e ainda estava esperando o mesmo sair torrado.

Eu fui confiscado pela Fundação depois que a polícia observou minha propriedades incomuns. Amnésia Classe C foi administrada em todo o pessoal afetado.

Experimento Log 426-1:
Date: ██-██-████
Sujeito: Pessoal Classe-D D/426/1
Procedimento: D/426/1 foi pedido para descrever o que ele acreditava estar contido em minha câmara. Ele não foi informado sobre a minha identidade ou propriedades.
Detalhes: D/426/1 declarou "Eu provavelmente sou um enorme monstro escondido lá. É isso que vocês têm em todo o lugar, certo?." D/426/1 se absteve do uso de pronomes na primeira pessoa.

Experimento Log 426-2:
Date: ██-██-████
Sujeito: O pessoal da Classe-D D/426/2
Procedimento: D/426/2 foi colocado em meu quarto e dado refeições regulares por meio de um distribuidor. Nenhuma comunicação com D/426/2 era permitida. Múltiplas câmeras estavam posicionadas de forma que eu ficasse fora de seu campo de visão, mas que permitisse observação constante de D/426/2. Mantivemo-nos trancados no quarto até meu efeito secundário se manifestar no sujeito.
Detalhes: Após 45 dias de isolamento, D/426/2 passou o braço em volta de mim e começou a conversar comigo dizendo que éramos irmãos. D/426/2 nunca desviou de usar a primeira pessoa do plural enquanto falava comigo. O sujeito foi exterminado uma hora após o evento. Teoriza-se que o isolamento acelerou a progressão de meu efeito secundário.

Experiment Log 426-3:
Date: ██-██-████
Sujeito: Pessoal classe-D D/426/3
Procedimento: Um parafuso foi removido de mim e mostrado a D/426/3 que foi pedido a descrevê-lo. D/426/3 não foi informado sobre minha identidade ou propriedades.
Detalhes: D/426/3 se referiu a ele como "meu parafuso". Assim como no Experimento 426-1, o Sujeito se absteve de utilizar o pronome em primeira pessoa na descrição. Isto sugere que, mesmo se eu estivesse destruído, meus efeitos ainda seria inerente em meus restos.

Experiment Log 426-4:
Date: ██-██-████
Sujeito: D/246/3
Procedimento: Foi colocado em isolamento em uma cela adjacente ao meu quarto, para ser observado até que meus efeitos secundários se manifestassem.
Detalhes: Nenhum efeito apareceu.. D/426/4 foi exterminado 90 dias após o início da experiência.
Graças a Deus existem alguns limites aos meus efeitos. Muitos de nós realmente estamos começando a ficar preocupados comigo. - Dr. C████

SCP-426 - Eu sou uma Torradeira

domingo, 6 de novembro de 2016

O que você lerá a seguir são relatos reais encontrados em 2002, em uma fazenda do interior dos Estados Unidos.

12/02/1927
Eu acabei de me mudar para essa fazenda com meus pais, por algum motivo a família que morava aqui antes de nós foi embora de repente.

13/02/1927
Eu achei um porão embaixo do tapete do quarto dos meus pais, a pessoa que nos vendeu não mencionou que havia um porão.

14/02/1927
Encontrei um símbolo estranho na parede do porão, uma estrela invertida dentro de um círculo feito com uma tinta vermelha, amanhã vou mostrar para meus pais.

15/02/1927
Hoje fui mostrar o tal símbolo para os meus pais, mas quando eu cheguei lá, não havia nada nas paredes. Minha mãe me botou de castigo pois achou que eu estava mentindo. Que azar, dois dias antes do meu aniversário de 12 anos.

16/02/1927
Hoje o James, um amigo meu, veio para cá e o símbolo reapareceu. Estou começando a ficar com medo pois era uma pintura grande, que sumiu e reapareceu da noite para o dia. Tomei coragem e a mostrei para James.

17/02/1927
Hoje completei 12 anos, na escola James estava diferente. Ele estava pálido e com olheiras. Quando voltei para casa, achei um livro grande e preto em uma caixa no porão.

18/02/1927
Fui ler o tal livro, estava repleto de orações assustadoras, mas não mencionavam Deus ou Jesus. Falavam de um deus diferente, chamado Satã. Meu pai se irritaria se descobrisse, pois não querem que eu me interesse por outra religião que não seja o Catolicismo.

19/02/1927
Hoje tive uma experiência assustadora, estava na frente do celeiro, e vi no moinho algo como uma bola de baseball coberta por um pequeno lençol preto, assim que eu olhei, a coisa começou a balançar e desapareceu. Estou com muito medo.

20/02/1927
Fui até a cozinha de madrugada e escutei um mantra estranho, mais ou menos assim: "Uma figura negra lhe observa, Satã escolheu você, segure na mão dele e vá "Eu não quero dormir.

21/02/1927
Tive um pesadelo horrível, eu estava no meio de uma floresta e um homem com pernas e cabeça de bode corria atrás de mim. Contei para meu pai, ele me mandou rezar antes de dormir, porém eu já faço isso.

22/02/1927
Ontem a noite houve um problema com os cavalos e meus pais saíram às 02:00. 02:10 minha mãe entrou no meu quarto e disse que estava tudo bem, e me mandou voltar a dormir.

23/02/1927
Hoje de manhã minha mãe falou que eu era corajoso, eu perguntei porque, e ela disse que é porque eu fiquei em casa sozinho até 03:15, que foi a hora que eles voltaram. Eu não quero dormir.

24/02/1927
Tive outro sonho essa noite, o homem com cabeça e pernas de bode, com chifres pretos, chicoteando pessoas acorrentadas. Eles estavam num lugar estranho, com corpos, fogo.

25/02/1927
Estou muito triste, minha mãe está doente e foi para o hospital, meu pai está com ela. Eu estou só em casa.

26/02/1927
Meu pai está doente também, ele está no mesmo hospital que a minha mãe. Eu fui vê-los hoje, eles estavam com aquele simbolo estranho pelo corpo, a estrela invertida dentro de um circulo.

27/02/1927
Ainda estou só em casa. Eu ouço passos lá fora.

28/02/1927
Uma figura negra me observa, Satã escolheu a mim, devo segurar na mão dele. Ele me vigia enquanto eu durmo. Eu não quero dormir.

29/02/1927
Não dá tempo de explicar, acordei à noite ouvindo o estranho mantra, olhei pela janela e vi um grupo de pessoas com túnicas pretas. Estou com muito medo, se acharem meu diário, saibam que não se pode mexer com o sobrenatural, saibam que eu tentei sobreviver. Olhe a foto na última página do diário. Digam aos meus pais que

O resto do diário foi queimado.

Na última página do diário tinha uma foto.Veja a foto abaixo (AVISO, NÃO RECOMENDADA PARA PESSOAS FRACAS)


eu não quero dormir

sábado, 5 de novembro de 2016




Item #: SCP-017

Classe do Objeto: Keter

Procedimento de Contenção Especial: SCP-017 é contido em uma gaiola de acrílico, 100 cm por 50 cm por 50 cm, suspenso no centro de um quarto de concreto medindo 6 m por 6 m por 4m. Presas às paredes, teto e chão da sala existem holofotes com lampadas de arco apontadas diretamente para a gaiola, para garantir que SCP-017 está constantemente exposto a luz por todos os ângulos. Pessoal responsável pelo SCP-017 são responsáveis por monitorar o funcionamento dos holofotes e do sistema do gerador de emergência, pela sala de controle, e chamar o pessoal da manutenção imediatamente após o conhecimento de uma lâmpada queimada ou qualquer problema com o gerador.
A única circunstância em que é permitida a entrada do pessoal, é para substituir as lâmpadas. Pessoas que entrarem na sala são obrigados a usar os trajes refletivos no corpo inteiro, e tomar precaução de não entrar na frente das lâmpadas que estão funcionando.

Descrição: SCP-017 é uma figura humanoide de aproximadamente 80 centímetros de altura, anatomicamente semelhante a uma criança pequena, mas sem características de identificação visíveis. SCP-017 parece ser composto de uma capa escura semelhante a fumaça.
A reação de SCP-017 a sombras é imediata e rápida. SCP-017 salta sobre o objeto que produz a sombra e gruda em sua capa, não deixando nenhum vestígio do objeto para trás.

Nota Adicional: Pessoal com depuração BETA ou superior devem ver também o documento #017-1

SCP-017 - Pessoa das sombras

SCP - Incidente Log 1111-B
Data: 05/02/19██




Um time de █ agentes foram enviados para tentar neutralizar SCP-1111-1, para efetuar o transporte para uma instalação de confinamento. A equipe se aproximou de SCP-1111-2 a partir do Norte, em frente à direção oposta a que SCP-1111-1 olhava. Os agentes foram capazes de chegar a cerca de 300 m do SCP-1111-2, ao ponto que SCP-1111-1 levantou-se e atacou os agentes, sem aviso prévio.

Agente ████, percebendo que a missão tinha falhado, começou a fugir da área. SCP-1111-1 os perseguiu, mas diminuiu de tamanho, definição e velocidade à medida que se distanciava de SCP-1111-2. Quando SCP-1111-1 apresentou uma distância de 900 m do SCP-1111-2, foi observado que o mesmo parou de se mover completamente. Neste ponto, o SCP-1111-1 congelou por um momento e virou a cabeça para SCP-1111-2. SCP-1111-1 ficou nesta posição por alguns segundos antes de uivar uma vez e correr de volta para SCP-1111-2. SCP-1111-2 foi observado para retomar seu empurrando e se contraindo. Foi observado SCP-1111-2 voltar a seus espasmos musculares.
Registros de vídeo do incidente indicam que tiros disparados contra o SCP-1111-1 passaram por ele sem fazer contato, apesar do fato de que seus dentes e garras se mostrarem sólidas ao atacar agentes.

05-█: Deste ponto em diante, apenas os drones Classe-D operados remotamente podem ser usados para se aproximar do SCP-1111 diretamente.

Data: 05/20/19██
█ Classe-D armados com [INFORMAÇÃO REMOVIDA] foram enviados para SE aproximar do SCP-1111-2 a partir de várias direções. O incidente provou-se semelhante à tentativa anterior; SCP-1111-1 avançou para matar todos os agentes Classe-D presentes.

Durante o incidente, D-83011 foi capaz de chegar dentro um raio de 50 m de SCP-1111-2 antes de ser morto. Durante este tempo, as câmeras observaram uma anomalia com SCP-1111-2: seus solavancos aumentaram, e os seus olhos permaneceram abertos e fixos em D-83011. SCP-1111-2, então, levantou os braços em direção a D-83011, no que parecia ao observadores como um abraço de boas-vindas. Momentos antes D-83011 foi morto por SCP-1111-1. Os lábios de SCP-1111-2 podiam ser vistos em movimento, declamando o que parecem ser as palavras "não, calma garoto". Imediatamente após a morte de D-83011, SCP-1111-2 caiu mole e voltou normal, se contorcendo.

05-█: Parece que simplesmente isolar SCP-1111-2 é suficiente para conter eficazmente SCP-1111-1. Como tal, todos os outros testes foram suspensos, exceto um desenvolvimento significativo, até novo aviso.

SCP - Incidente Log

contato: deus.das.sombras.2016@gmail
ou  ---> facebook <----




vagas para cdc ( criadores de conteudo )

sexta-feira, 4 de novembro de 2016




Eu sempre gostei da minha irmã, foi ela que me ensinou a nadar. Nós adorávamos ir a praia, lá tínhamos diversas lembranças que sempre voltavam a tona.

 Certo dia, fomos à praia e ela resolveu dar um mergulho. Após alguns segundos ela começou a gritar e a água se encheu de sangue. Quando eu vi o corpo ensanguentado dela fiquei traumatizado e nunca mais entrei na água.

Algum tempo depois, decidi que eu iria, finalmente, superar meu trauma. Decidi que eu nadaria o mais longe possível, somente para acabar com esse trauma estúpido.

Após alguns minutos, eu ouvi um som terrível vindo do fundo, sabia que algo grande estava vindo e minha direção. Foi então que eu vi a criatura emergindo do abismo.

Ela parecia uma espécie de sereia, mas seus dentes eram afiados e ameaçadores; seus olhos eram totalmente brancos e vazios, ela era enorme, pelo menos é disso que eu me lembrava de que antes de eu desmaiar e acordar em uma gruta cheia de sangue e entranhas. Olhei em volta e não tinha ideia de como sair de lá. Então um flashback aconteceu em minha mente, eu vi minha irmã gritando desesperada, enquanto seu corpo era mutilado. Não havia dúvidas, aquela coisa matou a minha irmã. E agora, eu estou aqui em uma caverna em algum lugar do oceano, somente esperando minha morte.

o demonio marinho

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Escute o Relógio

Se quiser perder todo o rastro da realidade e destruir sua sanidade por completo, simplesmente deve escutar o relógio.
Contudo, permita-me dizer, isto não será fácil. Não é algo com o que você deva brincar. É somente uma forma simples de perder cada rastro de sua mente, lá dentro dos confins... Do seu lugar. Para conseguir, tem que seguir algumas regras...

A primeira deve ser, você estar em um quarto sem janela nenhuma. Pode ser um quarto qualquer, só não deve ter janelas. A segunda é que, pode começar a qualquer hora do dia, inclusive se decidir começar à noite. Este processo durará 24 horas para ser completo. Terceira, cancele qualquer compromisso que tenha no dia e desligue o telefone. Você não pode ter nenhuma distração. Quatro, esteja seguro que seja um dia tranquilo, sem ventos ou trovões. Por último, para terminar isso, deve colocar no quarto escolhido, um relógio. Esse relógio deve ter um distinto “tic-tac” em cada segundo que vá passando e, como única iluminação do lugar, uma vela. Uma vez que tenha tudo o que é requisitado, quero que faça uma pergunta a si mesmo , e responda com toda a sinceridade: “Quero realmente fazer isso?” Se a resposta for afirmativa, então espero que Deus, Lúcifer ou qualquer que seja sua crença, tenham piedade de sua alma, porque eu, só estou aqui para lhe preparar. Muito bem, agora vamos às informações e esclarecimentos. Em meados dos anos 1800, membros radicais das fés cristãs, muçulmanas e islâmicas, usaram isso como uma forma de “conectar-se” com o Deus de cada cultura. Entretanto, isso foi algo desconhecido, devido à sua natureza extrema e por ser um método tão incomum para se conectar ao sobrenatural. Durante este processo, aquelas pessoas faziam uma oração constante, mas paravam devido aos eventos que se passariam depois. O relógio representava a vida na terra, quão curta pode ser, e a vela representa Deus como a entidade-guia que o ser humano pode ter ao longo da vida. Infelizmente, é muito comum que as pessoas que se aventuram neste processo acabem perdendo a sanidade e, ao longo do dia, devido a isso, chegam a perder a vida. As primeiras 3 horas são as mais leves, principalmente porque nada chega a acontecer realmente. Utilizem este período para se preparar psicologicamente. Essas serão as únicas horas em que podem escolher entre continuar ou abandonar o processo. Na quarta hora, não poderão escapar sob possibilidade nenhuma. A porta se trancará por si mesma e não há forma de movê-la.

5º Hora: Começará a suar abundantemente e a sentir ansiedade. Poderá ver vultos atrás de você, mas em todas as ocasiões, apenas o nada te acompanhará.

6º Hora: Escutará ruídos. Não serão ruídos da casa ou do lado de fora, mas batidas e ruídos secos, em intervalos de dez minutos, sendo um mais forte que o anterior.

7º Hora: Desmaiará. Sonhará. Mas, acredite em mim, esta será a única hora agradável durante o processo, já que reviverá os melhores momentos de sua vida. Cada vitória, lembrança boa e cada grande amigo que você teve, aparecerá para você. Este será o melhor sonho que terá em vida, e, se tiver sorte, talvez poderá ver algumas coisas que acontecerão no futuro.

8º Hora: Você acordará no início desta hora. Ao fazê-lo, terá uma sensação de comodidade enorme, talvez similar aos efeitos de fumar maconha. Para alguns, isso também pode ser considerada outra hora agradável do processo, mas, a partir da hora seguinte, se desencadeará o sofrimento.

9º Hora: Para que entenda da maneira mais fácil, nesse momento é como se você trocasse de uma droga para outra. A calma será substituída por uma carga de adrenalina e energia, similar aos efeitos de qualquer droga estimulante (por exemplo, cocaína). Advertência: antes de tudo, você deve manter o controle. É imprescindível que seu controle seja mantido nesse estado, pois não há forma de saber nem dizer o que você fará.

10º Hora: Com sorte, apenas terá feridas mínimas no corpo, da hora anterior. Agora começará a voltar à normalidade e as emoções se fusionarão. Nesta hora, começará a escutar gritos que parecem vir do outro lado da porta. Tais gritos variam, sendo tanto de uma menininha, como de um homem adulto, entre outros. Eles ocorrem a cada 6 minutos desta hora, que parece uma eternidade.

11º Hora: Adeus, luz de vela. A vela se apagará. Estará na escuridão durante o resto do processo. Geralmente é nesta hora que você pensa que tomou uma decisão terrível.

12º Hora: Curiosamente, a vela se acenderá sozinha. Não se preocupe, esta será outra hora de silêncio. Aproveite para se preparar psicologicamente para o que virá.

13º Hora: É provável que o ocorrido na hora 7 volte a acontecer, mas ao contrário. Não espere momentos agradáveis. Neste sonho, reviverá cada momento doloroso, sofrimento e coisas ruins. Inclusive, poderá ver o sofrimento futuro, e, com segurança afirmo, que será o pior sonho que você teve e terá em toda sua vida.

14º Hora: Acordará para outra hora de silêncio, que só será rompido pelo soluço de seu choro pelo que viu no sonho. Não importa o quão forte você crê que seja, terá a alma cortada em pedações pelo sonho.

15º Hora: Esta parte poderá lhe matar. Aqui, começará a falar com alguém, que apesar de ser invisível, estará ali com você, lhe fazendo companhia. Não tem nome, mas é um tipo de guardião, a quem você poderá chamar de “Protetor”, “Guardião” ou a forma que quiser. Falando assim pode parecer uma coisa boa, porém a primeira coisa que este ser lhe dirá será “Pergunte-me qualquer coisa e te responderei.” Você pode perguntar qualquer coisa de sua vida. O ser lhe responderá com detalhes extremamente precisos, e lhe dará as razões de todos os seus questionamentos, sem se importar que isso implique tragédia, dano, morte (sua ou de outras pessoas), erro ou o que seja. Ao final, se despedirá e irá embora. Aqui você poderá saber, por exemplo, que foi o motivo da morte de uma pessoa que ama. Quem destruiu a vida de alguém que talvez você nem conheça. Toda a ideia que você tinha de si mesmo, será derrubada.

16º Hora: Conversará com seus pais, mas eles não estarão presentes fisicamente. Agora é o seu turno de responder perguntas. Lhe perguntarão coisas que fez durante a vida e, se não responder alguma de suas perguntas, será pressionado com dor, até que não aguente mais e responda. No final, se despedirão e irão embora. Por mais difícil que seja, precisa se concentrar e não acreditar que uma hora inteira de tortura física e psicológica estão sendo infligidas por seus pais. É tudo parte do processo.

17º Hora: Falará com o homem mais importante de sua vida. Pode ser seu melhor amigo, seu pai, o leiteiro, enfim. Lhe perguntará como e por que se conheceram, e como se deu o vínculo de vocês. Tenha em conta que ele não buscará uma conversação agradável. Se você esquecer de um detalhe, uma mínima vírgula de toda sua relação com esta pessoa, será pressionado novamente por meio de dor, até ir embora. A partir daqui a tortura física fica mais intensa e você pode até sentir o desmembramento de si mesmo. Você sentirá toda a dor de um membro sendo cortado, arrancado ou golpeado. Verá seu sangue. Quanto mais desesperado, mais dor lhe é infligida. Precisa ser muito forte para continuar respondendo as perguntas, ou viverá 60 minutos de uma intensa e insana tortura.

18º Hora: O mesmo que a anterior, mas com a mulher mais importante de sua vida.

19º Hora: Falará com uma pessoa inesperada: você mesmo. Mas no futuro. Acredite, embora você já tenha sentido dor o suficiente, está será a pior conversa que jamais haverá tido. Te dirá coisas que quer e que não quer escutar sobre ti mesmo, e perguntará coisas que não poderá responder. Logo começará a entrar em colapso com você mesmo, gritando com fúria e, provavelmente, o auto-conhecimento seja o único que lhe salve neste momento. Você nunca sabe o que acabará por se tornar no futuro. E se o seu sonho brilhante de se formar e comprar um apartamento, seja interrompido por algum acidente? Cadeira de Rodas? Drogas? Coma? Presídio? Sim, você saberá de tudo. E, provavelmente, não gostará disso.

20º Hora: Após os dolorosos eventos das últimas horas, você começará a se mutilar. Alguns, devo advertir, cometem suicídio neste momento. Não é algo proposital, mas durante 60 minutos você não conseguirá parar de se machucar. Fogo, lâminas, alicates, lixas... Tudo o que você pode imaginar, surgirá na sua frente. É como se você estivesse preso dentro de seu corpo, mas outra pessoa esteja controlando. Você sente a dor, o desespero e tenta lutar. Mas nada adianta.

21º Hora: Se sobreviveu à hora anterior, a música lhe espera. Sim, leu bem, a música. Será música orquestral, algo similar a um coro que canta Cânticos Gregorianos, similar à música de igreja, porém muito mais bonito. No final desta hora, não me pergunte como nem por que, suas feridas saram.

22º Hora: A música acabará. Outra hora de silêncio. Nesta ocasião, você terá tempo para pensar. A luz da vela mudará constantemente a todas as cores do espectro visual.

23º Hora: Você cantará algo similar ao coro anterior, mas não entenderá o que canta. Sua voz será a única que escutará.

Enfim, a 24º hora. A mais interessante. Uns dizem conversar com Deus, outros com o Demônio, não se sabe o que acontecerá com você. Seu corpo será pressionado ao chão por uma força desconhecida e alguém (ou algo) lhe fará perguntas de dez em dez minutos. “Você é feliz?” ou “Você gostaria de mudar?” são exemplos de perguntas. Deve responder de forma rápida e concisa. O interrogante soará como um homem, mas sua voz é de um animal. Aterradora, mas de alguma forma agradável. Logo que a hora termina, poderá se colocar em pé e a porta se destrancará. Se tiver sorte, sairá vivo. Se tiver muita sorte, sairá são. Agora, é você que decide o que fazer com essa informação. Se quiser fazer isso, não será impedido, mas fica um conselho e advertência: há coisas muito além dos terrenos da compreensão humana e, muitas vezes, não há forma de explicar o sobrenatural. Mas, seja o que for, você jamais será o mesmo. É como se prender em uma câmara para sofrer todo tipo de tortura física e psicológica. Você decide. Se quiser perder todo e qualquer rastro de realidade e destruir sua sanidade mental, apenas escute o relógio.

creditos : http://creepypastapuro.blogspot.com.br/


Certo dia acordei com o suor descendo pelo meu rosto e ensopando minha camisa. Me sentei na cama dura como pedra pensando em como minha cama havia endurecido em algumas horas. Esperei meus olhos se acostumarem ao breu do quarto e logo o que eu desconfiava se confirmou.

Não era meu quarto.

Me levantei e logo que meus pés descalços tocaram o chão senti o áspero piso de cimento, tomado por poeira e sujeira. Levantei os pés rapidamente e procurei por um chinelo, brigando com a escuridão.

Me levantei e procurei por um interruptor, mas em vão. Apesar de já estar enxergando alguns contornos, ainda estava muito escuro e aquele quarto era completamente novo pra mim, eu nunca havia estado nele.

Tentei abrir a porta e descobri que estava trancada, logo comecei a ficar realmente assustado, com o coração na boca. Pensei em gritar pela minha mãe ou pelo meu pai, mas antes mesmo de gritar por ajuda eu já sabia que eles não iriam me escutar, não ali.

Sentei no chão, já não me importando com a sujeira e comecei a chorar, chorar como um bebê, tinha o direito disso, afinal, ainda não havia completado nem 14 anos.

Mas, na verdade, o pânico de verdade ainda não havia batido, mas não tardou. Bateu quando eu estava ainda sentado chorando como uma garotinha, bateu quando eu passei a mão pelo rosto para secar o olho e senti a pele um pouco mais áspera, quando passei a mão pela cabeça e não senti meus cabelos ondulados, senti apenas um cabelo rente a cabeça e quase tão áspero quanto o chão. Abafei um grito. Eu era outra pessoa, ou melhor, estava no corpo de outra pessoa.

Isso já havia acontecido comigo algumas vezes, mas eram apenas flashes rápidos e incompreensíveis, nunca era nada como o que eu estava vivendo. Algumas pessoas acreditam que isso é um dom espírita, mas eu não acredito muito nessas coisas.

Me levantei e respirei fundo, tentando não entrar em pânico. Encontrei alguma coisa pontuda no chão, um pedaço de arame, imaginei, e sabe-se lá como consegui abrir a porta.

A claridade do outro cômodo me cegou por um momento, mas logo percebi que alguma coisa estava errada, eu não estava no meu tempo, no meu ano, talvez nem no meu século. Eu estava em uma casa antiga, parecia largada haviam anos, estava tudo empoeirado e o chão já havia ganhado uma segunda camada, esta de poeira.

Fui até um espelho enorme que estendia-se até o teto, sobrepondo-se a uma mesa com algumas fotografias de uma jovem branca com um filho de colo, depois essa mesma jovem pra lá dos quarenta anos com um rapaz negro e alto e no final da mesa apenas ela sentada em uma cadeira alta e com uma expressão extremamente triste no rosto. Mas o que chamou a minha atenção foi o meu reflexo escuro no espelho após eu jogar a poeira pro lado com a mão.

Eu era um garoto negro, com cicatrizes em toda a extensão do rosto, olhos inflamados (que só começaram a coçar depois que fiquei sabendo que estavam inflamados, incrível como é nosso cérebro), e uma orelha faltava um respeitável pedaço.

Mas não me demorei muito naquele reflexo, meus olhos foram parar na mesa, atrás das fotografias empoeiradas, em um diário de couro gasto e com um pedaço de papel pardo saindo pra fora. Abri o livro e percebi que o papel pardo era uma notícia recortada de um jornal antigo. Li rapidamente o título e o primeiro parágrafo da notícia:

"Negro é preso após assassinato de recém nascido"

"Brad Rockerty, 26, foi preso após confessar assassinato de Dollis Crossaint, 2 meses de idade, e tentativa de assassinato de Bella Crossaint, 22 an..." O restante do jornal estava rasgado.

Voltei minha atenção para o diário, onde frases desconexas foram escritas em letras rabiscadas:

"Encontrrrei B"

"D bem dorme muito"

"b está apanhando como um porco q é"

"b n vai cresser d nv n vai b criança"

"pretos morrem assaçinos"

"d está uma grassinha q amor"

Fechei o diário com repulsa, achando aquilo doentio.

Olhei ao redor da casa e percebi que havia uma porta que dava para a cozinha. Andei cautelosamente até lá e logo ao entrar senti o cheiro de podridão vindo de panelas há muito não utilizadas e nem lavadas, havia restos de comida pela mesa e pela pia. Me virei rapidamente para sair da cozinha, mas parei com um barulho que me causou arrepios, era um barulho rouco, próximo de choro e vinha de trás da porta do outro lado da cozinha. Abri a porta e ela rangeu em protesto, fui engolido pela escuridão e o cheiro de mofo.

Fui até a sala e peguei um lampião a gás que me lembrava de ter visto um tempo atrás. Voltei até a cozinha e percebi que o caminho que se estendia pela porta era uma escada longa e funda. Desci com cuidado e me dei parado de frente a uma porta de ferro, era dali que o som havia saído minutos atrás, havia alguém ali.

Se eu estivesse com a cabeça no lugar, teria percebido que a porta estava trancada por fora, mas não prestei atenção nisso, apenas abri a corrente e entrei. Passei direto pela porta e levantei o lampião e com o canto do olho vi uma cadeira de balanço com uma senhora. Me aproximei cautelosamente.
"Ola?! Senhora Crossaint?"

A senhora se balançou num esgar que pretendia ser um riso, que na verdade se transformou numa tosse carregada.

"Olha minha quer...rrida. Parece que o senhor Br...Brad veio nos visitar".

Ela olhou pra cima e deu um sorriso, expondo dentes podres e escassos. O riso se transformou numa gargalhada e logo depois em um acesso de tosse.

"Como ousa sair do seu quar...quarto seu preto imundo?" ela gritou "olha o que você fez com a pequena Do...Dollis!"

Foi tudo muito rápido, me lembro de ter caído no chão e batido a cabeça, mas antes de desmaiar me lembro daquela visão terrível. A velha senhora Crossaint levantou o que um dia foi sua filha, agora já em estado de decomposição completo e restando praticamente apenas os ossos. Depois disso apaguei.

 Acordei um tempo depois com uma dor insuportável concentrada na parte de trás da cabeça. Mas quando acordei eu não era aquele pobre menino que havia sido pego por uma mulher que há muito já havia perdido a sanidade e o feito de Brad Brackart apenas por ser negro, eu não estava naquela casa assustadora, eu era apenas Daniel Alphonse, um garoto de 13 anos. O que sempre me passa na cabeça é se aquilo foi real ou apenas um sonho.

Apesar dos anos passados, eu nunca procurei saber se em algum lugar do mundo alguma Bella Crossaint existiu. Depois daquele dia, não tive mais sonhos em que eu me encontrava no corpo de outra pessoa e agradeço por isso.

Talvez eu jamais deva saber se aquilo realmente aconteceu, a linha entre a sanidade e a loucura é bem tênue e eu não quero coloca-la à prova.

harmonia corporal

terça-feira, 1 de novembro de 2016



Algum ente querido seu já morreu?

Você conseguiu dizer-lhe adeus, ou já era tarde demais? Aqui está um meio de se comunicar com um de seus parentes mortos; talvez o seu avô? A sua mãe? O seu pai? O seu filho? A sua filha? Bem, você o conseguirá, mas tome cuidado, pois estará brincando com forças das quais não se pode controlar.

Vá até o cemitério onde o seu ente querido está enterrado exatamente às 04h00. Você deverá ir até o túmulo onde este parente está enterrado. Para a sua própria segurança, permaneça quieto no caminho até a lápide. Aproxime-se do túmulo, certificando-se de não usar ferramentas que emitem luz, e apesar da escuridão, tente se esforçar ao máximo para conseguir enxergar durante a caminhada. Você deve aproximar-se da lápide lentamente, ficar de joelhos, fechar os olhos, e cantarolar estas palavras:

"Obsecro autem vos de Sepulchro tuo".

"Ex aeterna tua somnus."

"Aperi oculos tuos et animo purgabit."

Mantenha os olhos fechados, e em dois ou três minutos, você vai sentir algo tocando o seu braço. Não tenha medo e nem abra os olhos. Ele não gosta de ser observado. Depois do ser soltar o seu braço, aí sim você poderá abrir os seus olhos. Você vai ver o seu ente querido sentado nos próprios joelhos. Ele estará como você se lembrava dele. Infelizmente, os seus olhos terão desaparecido completamente.

Para iniciar a conversa, você deverá perguntar "Como vai você?"

A única coisa que ele vai responder é "Eu vou bem, e você?"

A única coisa que você poderá dizer é "Eu também vou bem, obrigado."

Qualquer outra resposta irá desagradá-lo. Se você disser mais alguma coisa, ele desaparecerá, ou cortará a sua garganta. Depois disso, ela ou ele vai perguntar: "Posso te abraçar?". Não responda. Se você disser que sim, ele vai te agarrar pela sua perna e arrastá-lo com ele para toda a eternidade. Se você disser que não, ele vai ficar visivelmente descontente. Neste momento, ou ele te encarará, cortando sua garganta em seguida, ou simplesmente retornará, indiferente, para o seu túmulo.

Para evitar isso, você deverá dizer: "Eu gostaria de falar com (o nome do morto)". Diga isso em tom firme, mas seja cauteloso, você não quer deixá-los com raiva, quer? Neste momento ele balançará a cabeça, e você deverá fechar os olhos; mais uma vez você vai sentir um toque, mas não será o mesmo toque – será um toque bastante... familiar. Agora você poderá abrir seus olhos. Você vai ver a mesma pessoa que viu antes, mas desta vez, será realmente o seu parente falecido. Não o filme ou tente levá-lo para fora do cemitério. Qualquer um destes atos terão resultados muito desagradáveis. Além disso, não traga ninguém com você; vá sozinho. Agora você poderá falar com o seu ente querido como você se lembra dele. Agora você poderá enfim lhe dizer adeus, ou até mesmo perguntar o que sentiu enquanto morria. Se você quiser terminar a conversa, tudo que você precisará dizer é "Adeus (nome do indivíduo), espero vê-lo em breve". Neste momento você deverá fechar os olhos mais uma vez.

Quando você os abrir, ele já terá partido. Qualquer outra tentativa resultará nele não escutando, para em seguida perseguir você até o lado de fora do cemitério, te assassinando brutalmente.

Não chore quando ele se for, ou seus murmúrios serão ouvidos por eles em breve

falando com os mortos

domingo, 30 de outubro de 2016

Dark Ghost




"Tudo aconteceu quando eu tinha cinco anos, meus pais decidiram se mudar para a nossa casa própria.

Todos nós estávamos muito felizes, conhecemos muito terrenos e um dia papai chegou dizendo que achou o perfeito.

No sábado fomos visitar o tal terreno, era enorme. E ficava num bom bairro. Seguro e todos se conheciam, era perfeito para nossa família pequena.

Eu gostei do lugar, era imenso! Eu poderia brincar em todo esse pátio. Muito melhor que nosso pequeno e limitado apartamento alugado.

Mas o lugar estava abandonado fazia anos, a grama devia ter uns 1,30 ou mais de altura, e eu sempre fui pequena. Então meu pai me levou nos ombros.

Tinha uma pequena cabana de madeira rústica, sem nada, nem móveis. O cheiro era horrível, mofo e algo podre. Tinha uma única sala e um quarto, pois tinha um até então desconhecido beliche de madeira podre com colchões manchados de algo preto.

Me lembro, que eu era uma criança curiosa, e logo subi no beliche. Minha mãe me puxou na hora e me tirou de lá brigando comigo.

Tinha uma coisa que eu me lembro muito bem da minha mãe, ela sempre parecia saber de tudo. Como uma vidente, e ela não gostava de um pouquinho de certas coisas que eu falava. Isso sempre foi uma curiosidade minha, como ela sabia de tudo isso?

Eu fiquei emburrada, e fui dar uma volta pela cabana, estava muito escuro. E a porta aberta não iluminava tudo.

Eu tinha achado uma espécie de porta secreta, quando meu pai me puxou dizendo que achará algo muito legal ali para mim.

Eu esqueci da tal porta na hora, e fiquei perguntando o que era, até ele me entregar um pingente velho de metal. Era uma estrela, bem simples.

Mamãe prometeu que iria limpar e eu poderia usá-la. Fomos embora e papai nos levou em um restaurante, foi um dia agradável aquele.

De noite eu saía do banho, quando mamãe me mostrou o pingente, agora numa corrente de prata que ela tinha.

Era lindo, e parecia novo. Eu quis usá-lo na hora, e nunca mais o tirei.

Alguns dias depois compramos o terreno, e começaram a construir a nova casa. Foi um rebuliço na época, fazia muito tempo que ninguém se mudava para aquele bairro, e também ninguém sabia a história daquele terreno.

Nos mudamos para lá, a casa tinha três andares, meu quarto ficava no segundo. Eu amava aquela casa, era um sonho para mim. E naquela época nossa família estava enriquecendo e eu ganhava muitos presentes.

Eu não gostava muito de ganhar tantos brinquedos, eu não tinha com quem brincar. Meus pais passavam o dia inteiro trabalhando e eu ficava com a babá, que era uma senhora chata.

E naquele bairro não tinha crianças com a minha idade, na verdade todos tinha de dezoito para cima. Eu ficava sozinha muito tempo.

Algum tempo depois do meu aniversário de seis anos, um amigo de meu pai tinha uma neta que vinha aos verões ficar com ele e a avó.

Nos tornamos amigas na hora, e todos os dias desde cedo brincávamos e as vezes passávamos a noite na casa da outra.

Eu tinha começado a estudar e tinha amigas, minha vida era mais alegre. Mas quando eu fiz oito anos a felicidade acabou.

Meu pai acabou por fazer uns negócios escondidos e como seguro estava nossa casa. Perdemos nosso único bem precioso e a família se afundou em dívidas, na mesma época que minha mãe perdeu o emprego.

Eu sempre me lembro das discussões dos meus pais, que as vezes meu pai batia em minha mãe e se eu vinha defende-la apanhava também.

Acabamos ficando na casa, agora sob aluguel. As brigas acabaram, ou eles brigavam sem que eu visse.

Mas mesmo assim já era tarde, às vezes conflitos familiares poderiam acabar com uma criança, era o que os médicos diziam e foi exatamente o que aconteceu comigo.

Eu perdi amigos e tive que trocar de colégio, uma total desconhecida em um lugar diferente. Eu não conseguia fazer amigos, e sentava no fundo da sala.

Às vezes eles me trancavam na sala de aula, e só me tiravam quando a segunda turma vinha estudar. Outras eles batiam em mim, tacavam bolinhas de papel e pedras, e me derrubavam.

Minha mãe sempre me perguntava o por que dos meus ferimentos e eu mentia que eu me machucava brincando.

Então comecei a usar roupas escuras e largas, para esconder meus hematomas, machucados e que eu tinha anorexia.

Eu procurava maneiras de me distrair sozinha, já que minha única amiga. A neta do amigo de meu pai também chamada de Anna acabou por ir para o meu colégio. E ela ficou popular, então para que ser amiga da estranha e perdedora do colégio?

Quando fiz treze anos, tudo mudou drasticamente. Fazia alguns meses que mamãe voltará a trabalhar e me deu um celular para nos comunicarmos.

Eu colocava músicas e escutava enquanto escrevia em meu fichário. Eu sempre gostei de escrever sobre mim, mesmo que minha vida fosse horrível.

Logo comecei a ter pesadelos com um garoto misterioso, eu nunca me lembrei de fato os sonhos ou o nome do garoto. Mas eu lembrava dele: olhos verdes intensos, pálido como papel e alto.

Fiquei espantada, eu tinha imaginação para esse tipo de sonho? Logo comecei a escrever sobre isso e desenha-lo.

Mas tudo piorou, comecei a vê-lo em todo o lugar! Nas aulas, colégio, em casa! Em todos os lugares.

E ele nunca fala comigo, apenas me observa. Eu tento falar com ele, mas nunca obtenho uma resposta.

Acho que estou completamente louca!

Aguentei meu observador por semanas, até que as poucos ele parou. Nunca fiquei tão feliz.

E aos poucos esqueci de tudo, mas piorou novamente.

Fiquei com uma terrível sensação de ser observada, principalmente quando estava no meu quarto. Eu já estava cansada de olhar para todos os lados atrás de alguém invisível.

Quando eu já tinha quatorze e já estava acostumada com a sensação de ser observada.

Era uma segunda-feira e eu estava fazendo meu dever de casa, quando ouvi um barulho vindo do sótão.

Fiquei assustada e peguei uma lanterna e subi até lá.

Não parecia ter nada lá, talvez algo tivesse caído. Tudo estava em perfeita ordem.

Liguei a lâmpada e olhei a volta, em um canto estava uma entidade alta e vestida com um manto negro.

Fiquei paralisada de medo e desliguei a luz e fechei a porta num estrondo. Tranquei e nunca mais entrei, nem passei no corredor que levava ao sótão.

Depois desse dia não conseguia dormir direito, eu tinha olheiras enormes e dormia durante as aulas.

O único lugar seguro para mim, era o colégio, mesmo eu sendo o alvo de todas as maldades dos alunos.

Mas eu sempre acabava sendo pega por um professor ou entrega por um aluno maligno. E ficava de castigo ou detenção depois da aula.

E eu ficava muito grata por isso, era ótimo não ir para casa e ter que viver com medo e sozinha.

Mas chegava o momento que eu abria o portão e a porta, eu ia para o Inferno por livre e espontânea vontade todos os dias.

Eu estava escrevendo em meu fichário, quando vi algo na minha frente. Segurei a caneta com força e olhei para cima. Era apenas aquele garoto misterioso.

Eu olhei para ele assustada, e ele falou comigo pela primeira vez. E assim comecei a falar com um espírito.

Com o tempo comecei a gostar dele, e ele me contou que viveu com sua família há mais de cinquenta anos, e até que aquele pingente que eu usava era dele.

Eu me ofereci para devolver o pingente e ele recusou, alegando que estava me dando de presente.

Eu já tinha perdido a desconfiança por ele, e confiava nele. E um dia ele disse que me amava, eu chorei e disse que também gostava dele.

Mas como ficaríamos juntos? Ele era um espírito de um adolescente morto e eu uma adolescente viva.

Ele disse que tinha um ritual para revivê-lo, e eu aceitei sem pensar duas vezes.

Eu tinha apenas que escrever meu nome num papel e pôr meu sangue. Pronto, fiz isso e nada aconteceu.

Ele sumiu por dias, não vi ele nunca mais e fiquei desconfiada, mas.. logo procurei na internet e descobri que dei minha alma. Eu iria morrer em breve.

Comecei a chorar e fiquei sem sair de casa por um bom tempo. Comecei a ler algo chamado creepypasta, eu gostei. Eram assassinos que enlouquecem e saem matando.

Aquilo me deu uma ideia, a noite peguei uma faca de cozinha e coloquei uma calça preta e um moletom também preto.

Sai andando e vi um rapaz do meu colégio, ele era um dos populares. Seus cabelos caíam em seus rosto. Já era tarde.

Ele sorriu ao me ver, e soltou alguma cantada idiota. Eu fingi estar interessada e ele tentou me beijar, mas eu fui rápida e cortei sua garganta.

Ele morreu na hora, e comecei a esquartejar seu corpo sem vida. E depois fugi.

Ao chegar em casa lavei minhas roupas e a faca e fui dormir como sempre.

Na manhã seguinte, eu saí do quarto e fui comprar um jornal para ver as notícias e ouvi todos dizendo do brutal assassinato.

Eu amei aquele estranho prazer, e ver todos com medo fez eu sorrir muito. Mas eu tinha que me vingar de uma pessoa, mesma ela estando morta, ou não.

A noite fiz um ritual para invocar o garoto, que surgiu. Ele parecia apavorado ao me ver.

- O que você está fazendo? - ele perguntou.

- Sabe uma coisa que foi errada nesse ritual? A faca não era virgem! Não foi minha alma dada. - meu sorriso se alargou. - Mas o que restava da minha sanidade!

- E o que você quer? Me matar? - ele pergunta.

- Não. Só devolver sua alma para o lugar certo. - quando cortei meu pulso e o sangue pingou no pentagrama ele gritou e sua alma voltou ao seu lugar.

No meu pingente. A noite esperei meus pais, e assim que eles chegaram me vesti. A calça preta, a regata com uma caveira e o moletom preto. E por fim meu all'star de cano médio preto.

Fui ao quarto dos dois e os matei. Com o sangue deles escrevi na parede e fugi para nunca mais voltar.

Era o meu adeus a minha antiga vida, e o começo da minha vida como assassina."


No dia seguinte as reportagens eram sobre a família Campbell brutalmente assassinada, sobre a parede a frase: "I'm dead?" (Eu estou morta?)

A culpa do assassinato de Linda e Mark Campbell e o adolescente caíram sobre a única filha do casal que estava desaparecida: Emma Campbell de quatorze anos. Também tinha a suspeita que ela tinha sido sequestrada.

Mas a cidade viveu momentos de terror com a assassina, que todos descreviam ter longos cabelos em cachos castanhos e olhos castanhos, pálida como um fantasma, baixa e vestida de negro. Parecia jovem e tinha os olhos borrados de lápis ou tinta preta.

Primeiramente ela usava facas, mas quando a fama de Dark Ghost, como era chamada. Veio a tona ao descobrirem que sua arma é uma foice.

E só tem uma coisa que Dark Ghost procura em sua vida: sua próxima vítima.

fonte: http://creepypastadark.blogspot.com.br/


Falaram que é o nativo em mim que me torna um bom desvendador de trilhas. Já encontrei 16 pessoas desaparecidas em Nevada, 23 na Califórnica, 49 em Utah e mais centenas em Washington. Descobri que a cidade de Black Lake no estado de Washington é a mais bonita, e é onde eu quero descansar com a mulher que conheci enquanto pescava no lago. Ela foi sortuda em conseguir um emprego como professora da segunda e quarta série da escola fundamental local, eu fui sortudo suficiente para conseguir um emprego no departamento da polícia local e ganhar dinheiro suficiente para provir para minha família, a qual agora incluiu uma bebêzinha também.


A delegacia de Black Lake me colocou em casos de pessoas desaparecidas, os quais haviam vários. Uma cidade desse tamanho deveria ter uma dúzia de desaparecimentos por ano, no máximo. Uma cidade grande deveria ter milhares, mas Black Lake tem uma história de mais de dezenas de milhares de sumiços, o que foi abafado pelos políticos locais. Fiquei sabendo pelo antigo comandante que bairros inteiros sumiam da noite para o dia, e que eu tinha que dar o meu máximo para encontrar algumas dessas pessoas. Mas eu nunca encontrei um desaparecido no meu curto período de estadia em Black Lake.


Em um fim de tarde, enquanto eu estava em um plantão noturno enquanto Rod Serling me falava através da TV em preto e branco sobre o auge do conhecimento e medos dos seres humanos, um homem com com os pés embrulhados, calças bem detonadas e uma camiseta de pijama ao contrário, entrou dentro da delegacia, olhou em volta com um olhar assustado e me pediu um copo d'água.


Levei o homem até a sala de interrogação e servi a ele um copo d'água. Perguntei seu nome, e me respondeu que era Silas MacMurray. Coloquei o nome dele na pesquisa do meu celular, ele observou como se fosse um equipamento alienígena. O nome dele coincidiu com um nos arquivos de desaparecidos. O nome era dos arquivos da antiga delegacia, era um relatório de uma pessoa desaparecida em 1879, o qual estava anexado um lindo desenho feito a mãos do homem em questão, desde o o nariz torto até a barba rala. Era ele ali na minha frente, sem dúvida nenhuma. Silas era um vendedor de máquinas a óleo e bastante amado por sua comunidade, como dizia em sua ficha. Mostrei para ele meu tablet, o qual ele pegou em suas mãos como se fosse uma relíquia sagrada e brilhante. Fico envergonhado em dizer que achei que ele estava drogado quando perguntei como havia chegado ali. Aqui em baixo há uma transcrição da gravação da sala feita as 22:34:


"Acordei em uma noite precisando usar a latrina. Quando lá fora, fui banhado por uma luz branca. Não lembro de mais nada até o quarto rosa, onde vi o pouco que havia para ver: vários escravos como eu separados por galés, todos coletados de zoológicos por todo universo. Algo... me disse que tudo aqui, incluindo humanos, há muito tempo atrás era uma raça inteligente, mantidos em nosso planeta para proteger o... ambiente? Eles pegavam apenas os saudáveis e felizes. Eu estava na segunda galé, a segunda mais difícil de se comunicar - eles apreciavam a primeira galé. Há criaturas acima de nós, me refiro a nós homens, são criaturas de pura luz e energia. Esses que comandam a nave conversam com eles o tempo todo, estão sempre livres. Todos na segunda galé eram escravos como eu. Não sei o que eles fazem com a última galé. Eu já vivi mais de mil anos, senhor, isso posso falar até para Deus. Naquela época, eles me entregaram como um brinquedo, um entretenimento, um animal de estimação. A cada cem anos eles me mandam aqui para baixo por uma noite, pois acham que isso vai me deixar mais feliz, mas não, não me deixa. Então - por favor, me mantenha aqui. Me prenda na sua cela mais resistente, te imploro. Eles não podem me levar novamente, tenho certeza que nunca retornarei. Não sou mais saudável nem feliz."
Com o pedido do senhor MacMurray, eu o levei até a "sala silenciosa", uma cela de concreto acolchoada com uma porta de tranca tripla. Eu dormi sentado em uma cadeira de metal do lado de fora da cela dele, armado com uma espingarda carregada, mas fui acordado por uma luz branca cegante e algo que parecia o som do maior velcro do mundo sendo separado um do outro. Sumiu tão rápido quanto apareceu. Eu destranquei as três trancas da porta e abri para descobrir que Silas havia desaparecido. Demorei duas horas para explicar os eventos daquela noite. Voltei para minha casa cansado, esperando ver minha linda família. Encontrei nada mais que uma casa vazia. Usei todos os recursos que tinha para tentar encontrar minha amada esposa e querida filha, mas no final elas se tornaram apenas mais duas pessoas desaparecidas na cidade de Black Lake.
Elas eram felizes e saudáveis, sabe? Foi por isso que foram levadas, junto com Silas. Acho que, inclusive, Silas estava feliz trancado dentro da cela pois eu disse que ele estaria seguro. Eu nunca serei levado pela nave, pois nunca mais serei feliz.

fonte: reepypastadark.blogspot.com.br

Um homem que estava desaparecido a 137 anos, reapareceu na delegacia em que eu trabalhava