Este é o relato da garota que viveu a experiência.
Esta história se passa cerca de um ano atrás, quando eu estava na sétima série. Por favor, não ache que estou mentindo por causa da minha juventude, porque nem todas as crianças são mentirosas. Em torno do tempo, meu primo es
tava morando comigo, e como o nosso apartamento era tão pequeno, tivemos que dividir um quarto. Felizmente eu tinha um beliche.
Então, eu tenho uma tendência a acordar tarde da noite. Não é grande coisa né? Meu primo estava dormindo no beliche acima de mim e da porta do banheiro fica ao lado de minha cama. A porta estava entreaberta e a luz estava acesa, eu e Nick (meu primo) não gostamos do escuro. Eu fico paranóica, mas ele apenas tem medo.
Enfim, eu olhei para o meu despertador no meio da noite, por volta das duas da manhã. Havia um pouco de luz no quarto, vindo do meu banheiro. E eu notei uma figura de pé no meu armário. Eu até esfreguei os olhos várias vezes para me certificar de que não estava imaginando isso ou se eu não estava vendo claramente. Ele era baixo, vestiaum casaco preto e uma máscara branca.
Foi a máscara branca que me assustou mais. Era normal, porcelana, mas os olhos estavam abertos. Quase como os olhos da máscara nas entradas de mármore Hornets. Mas eu nem sabia o que Marble Hornets estavam naquele momento. Então como eu poderia estar tendo um pesadelo sobre isso (quando este não era mesmo um sonho em tudo)?! Parecia muito real!
A boca da máscara foi puxada para um sorriso, um muito grande, sorriso de boca fechada.
Eu não podia me mover, estava muito assustada. Eu sabia que não era Nick fazendo uma brincadeira comigo, porque eu podia ouvi-lo roncar em cima da minha cama. A figura não se mexeu, nem sequer piscou. Eu lentamente me levantei, e apoiei em minha porta do banheiro. Quando eu virei minha cabeça para alcançar a maçaneta, então mais luz poderia iluminar todo o quarto, olhei para trás e não havia nada.
Escusado será dizer que, eu quase não dormi à noite.
Na manhã seguinte, antes da escola, eu verifiquei meu armário para ver se havia alguma roupa branca que poderia ter feito a forma da máscara. Nada estava lá! Segui em frente e me aprontei para a escola. Quando meu amigo me perguntou o que diabos havia de errado comigo, eu respondi: "Havia um garoto mascarado no meu armário!"
Um tempo depois comecei a pesquisar sobre ele.Foi então que eu descobri Marble Hornets.
Eu ouvi do Homem Magro (mas ele não desempenha um papel especial neste) e na entrada # 19, eu vi um homem mascarado.
Pareço louca?
Estou louca?
Hoje em dia, a própria máscara tornou-se popular, as pessoas usam-na. Mas por quê?
Só sei isso, uma vez que você vê-lo. Ele segue você. Ele vai assombrá-lo em seus sonhos. Alguns dizem que se você manter seus olhos sobre ele, ele nunca vai te prejudicar. Mas se você virou sua cabeça, como eu fiz, ele é livre para atormentá-lo até o fim de seus dias. Depois de piscar uma certa quantidade de vezes, ele vai desaparecer por conta própria, e você nunca vai vê-lo novamente.
Então, eu estava olhando uns arquivos aleatórios em um site, e encontrei um chamado "RUN.avi". Não havia descrição para o arquivo, nem todos os downloads tinham. Eu decidi fazer o download, para ver o que era. Depois que baixou, olhei para o arquivo, e foi nomeado como "RUN.avi". Eu cliquei sobre ele e isso foi o que vi.
O vídeo começava com um cara correndo pela floresta à noite. Ele estava realmente ofegante, e começa a dizer "Puta merda, puta merda, puta merda!". Isso se prolonga por alguns segundos e, em seguida, do nada, alguém a distância é ouvido gritando e gritando: "Seu maldito pedaço de merda eu vou te matar lenta e dolorosamente!" Em seguida, a voz começa a gritar muito estranhamente. Aquela foi muito profunda e semelhante a um demônio.
Por esta altura, o Sobrevivente começa a soluçar baixinho, e começa a dizer: "Oh, Deus, não, por favor ... Por favor!" Os passos e gritos à distância começavam a ficar mais altos e pertos. Toda vez que eles soavam, o Sobrevivente começou a chorar ainda mais alto. Finalmente, todos os ruídos pararam, e o Sobrevivente parou. Ele estava prestes a se virar, mas quando fez, uma mensagem de erro surgiu na minha tela e disse: “Arquivo corrompido" Eu estava meio decepcionado, porque eu queria ver o que estava atrás dele.
Bem, depois de um tempo eu consegui o arquivo corrigido e este é o resto do vídeo:
Quando o homem se virou, algo rapidamente saltou contra ele. O Sobrevivente cai na câmera, e pode-se ver o corpo de outra pessoa gritando a distância. O homem começa a dizer: "Você acha que poderia me superar seu pedaço de merda? HUH!?" Notei também que sua voz foi distorcida, então eu acho que alguém editou o vídeo. O Sobrevivente disse: "Não, por favor não, me deixe em paz ... Por favor ..." O outro homem começa a rir, e O Sobrevivente diz: "Espere, o que você vai fazer! Oh Deus, por favor não" Em seguida dava para ouvir algo sendo arrancado. O Sobrevivente começa a gritar, bem alto.
De repente, o vídeo fica estático. Eu pensei que ficaria assim até o final, mas depois alguém pegou a câmera, com a respiração muito difícil. E eu, então, sabia que a pessoa que segura à câmera não era o Sobrevivente, era o homem que o perseguia. Ele finalmente coloca a câmera para seu rosto, e ... seu rosto ... Era horrível. O rosto do homem estava horrivelmente desfigurado, ele começava a sorrir para a câmera. Ele então puxou a câmera longe de seu rosto e mostrou uma pessoa, pendurada em uma árvore (ainda na floresta), com os braços cortados. E percebia-se que o homem pendurado na árvore foi o Sobrevivente. Então se começa a ouvir o riso do homem, e em seguida, o vídeo termina.
Fiquei chocado depois disso, eu fui para o meu banheiro para vomitar algumas vezes, e voltei. Quando eu saí do vídeo, houve um novo arquivo, ele foi chamado: "SMiLe.png" Eu abri-o e era o homem sorrindo no vídeo. Essa imagem ainda me assombra hoje. Eu o vejo em meus sonhos.
Bem, eu não tenho certeza por onde começar.
As últimas semanas têm sido muito duras para mim. Eu perdi minha mãe na última primavera para o câncer, que causou uma grande tristeza entre a minha família. No entanto, o meu pai levou-a pior. Ele nunca foi o mesmo depois da morte da mãe. Ele se trancava em sua casa, sozinho, fugindo do resto do mundo. Fugindo de mim. Era estranho. Ao longo de toda sua vida, ele sempre foi assim afastado. Minha mãe, minha irmã, e eu éramos tudo o que ele tinha. Agora que minha irmã mais velha tinha crescido, casado e se mudado, eu acho que eu era tudo que ele tinha agora.
Duas semanas atrás
Uma semana depois
Dia Atuais
Eu recebi um telefonema. Eu estava no 4Chan, um site de imagens infames, lendo comentários em um daqueles tópicos " You Laugh, You Lose". Ugh, Se afastando longe do tópico. Tendo ficado na frente do meu monitor por horas em um silêncio morto, fui pego de surpresa quando o meu toque, " Believe it or Not" do Joey Scarbury, soou a partir dos pequenos mas poderosos alto-falantes do meu telefone. Eu quase saltei da cadeira. Peguei meu celular, e verifiquei o identificador de chamadas. Era o hospital local, ligando para me dizer que o meu pai tinha se matado.
Minha irmã veio para o funeral. Foi bom vê-la novamente depois de todos esses anos, mesmo que fosse em circunstâncias adversas. Ela não levou o babaca do marido com ela. Nós compartilhamos alguns abraços, falamos sobre o falecido por um tempo, e então ela seguiu seu rumo.
Sua casa, e todo o seu conteúdo, foi dado a mim. É desnecesario dizer que foi um bom passo, de um quarto para meu apartamento. Eu decidi ir bisbilhotando o meu apartamento novo no dia seguinte, talvez limpar o lugar um pouco. Honestamente, eu não tinha idéia do que eu iria encontrar lá. Pelo que eu sei, ele tinha perdido todo o senso de pudor, após a morte da mãe. Eu meio que esperava ver merda manchada em todas as paredes, juntamente com mobiliário destruído.
Eu estava na porta da frente. Ao pegar a maçaneta da porta, uma sensação instantânea de pavor superou meu corpo. Eu gelei. A idéia de estar na mesma sala que meu pai havia se enforcado. Eu balancei a cabeça e engoliu meus sentimentos perturbados. Eu respirei fundo, me preparando. Fechei os olhos e abri a porta...
A porta da frente me leva para um corredor que se dividia em duas direções. Na minha frente havia uma porta, que leva para o banheiro. Para a direita era a sala de estar. Esperando o pior, eu virei a esquina... Para minha surpresa, tudo estava em bom estado. Eu fiz a varredura da área. Havia poucos sofás ao redor de um aparelho de televisão de aparência antiga. Meu pai nunca tinha sido tecnológico. O que me chamou a atenção, porém, foi o grande lareira perto da sala de estar. Eu não lembrava disso. Certo, eu só tinha estado na casa de um punhado de vezes antes, mas isso não estava aqui antes. Agora, a lareira não é exatamente o que me chamou a atenção. Era o que foi montado acima dela.
Foi um grande retrato emoldurado pintado de minha mãe, rodeado de velas na lareira. Algo apenas parecia um pouco fora do comum. Ela tinha um sorriso condescendente em seu rosto, como se dissesse: "Eu sei algo que você não" Mais uma vez, aquela sensação estranha. Eu realmente me senti como se eu não deveria estar naquela casa. Sendo o idiota que eu sou, eu decidi ficar lá por mais algum tempo. Se aventurar na cozinha, bisbilhotar. Os armários estavam cheios de conjuntos novos de pratos, e a geladeira estava cheia de nada alem de cerveja e água. Bom e velho pai.
Um pensamento passou pela minha mente. Eu deveria verificar o quarto principal, o quarto onde ele se enforcou. Eu empurrei de volta todos os sentimentos incertos que eu tinha, e começou a ir em direção aos fundos da casa. A porta do quarto de meu pai estava ligeiramente aberta. Nós no meu estômago crescendo sempre tão apertados, e eu lentamente empurrei a porta entreaberta. As dobradiças soltaram um rangido horripilantemente alto. Eu não tinha idéia de por que eu estava sendo tão quieto. Eu me esforçava para me convencer de que eu era a única pessoa na casa. E as borboletas no meu estômago se recusavam a ir embora.
O quarto principal era normal. Tudo parecia claro, eu dei alguns passos, enquanto analisava a área. Havia uma mesa de cabeceira ao lado direito de sua cama, seus óculos estavam descansando em cima, aparentemente intocados. Ele nunca gostou de usá-los, disse que o fazia parecer um "sissy-boy" (afeminado). À esquerda da sala tinha uma porta. E alguma coisa, eu não sei o que, me atraiu para esta porta. Eu queria abri-la. Não. Eu precisava abri-la.
Fazendo meu caminho até a porta misteriosa, fiz questão de ficar quieto. Mais uma vez, não me pergunte porquê. Eu me senti como se eu estaria perturbando algo se eu fizesse barulho. Mordi o lábio inferior, colocando a mão na maçaneta. Eu estava tremendo por antecipação. Fechei os olhos, e contando a partir de três, rapidamente abri o armário ...
Casacos. Lotes de casacos. Algumas calças e sapatos também. Era uma caminhada comum ao armário. Eu levei um suspiro, aliviado, mas secretamente desapontado... até que eu vi. Algo brilhante no chão. Ajoelhando-se, eu mudei algumas caixas de sapatos fora do lugar. E era uma alça de bronze, aparafusada ao chão.Eu também tinha notado um aumento no piso acarpetado. Era uma pequena escotilha, que levava para o porão. Meu coração disparou. O que poderia ser lá?
Meu desejo para a aventura tinha conseguido o melhor de mim. Sem pensar, peguei a alça de bronze e abri a escotilha. Olhei para dentro. Estava escuro. Todos os meus instintos foram contra o que eu estava prestes a fazer, mas ignorei completamente.
Eu pulei dentro.
Felizmente, não era uma grande queda. Eu era capaz de me puxar para fora se fosse necessário. O porão estava escuro, e extremamente empoeirado. Pescando no meu bolso, tirei meu Zippo. Levei algumas tentativas, mas finalmente consegui uma chama constante para iluminar pequena parte do quarto. Foi quando eu vi a última coisa que eu já esperava ver no porão da casa de meu pai. Um computador. Sentado à beira do quarto estava uma pequena mesa, teclado, mouse e um monitor. Uma dessas cadeiras de plástico brancas foi empurrada para a mesa.
Curiosamente, eu caminhei até ele. O computador parecia novo, como se nunca tivesse sido usado. Isso não poderia ser do meu pai. Por que ele teria um equipamento bom como este no porão? Puxei a cadeira frágil da mesa, e me sentei em frente ao monitor. Eu cruzei meus dedos, inclinou-se, e tentou arrancar o computador. Eureca, funcionou. O logotipo de boot do Windows 7 apareceu na tela. Mais uma vez, pareceu-me estranho que o meu pai era dono de um ótimo e caro computador. Ele me pediu para selecionar um usuário. Havia apenas um.
"DECEPÇÃO"
Um calafrio percorreu minha espinha. Decepção? Por que ele iria nomear seu perfil como “Isso” ? Eu cliquei nele. Ele me pediu uma senha. Eu sorri, e digitei "Cheyenne". O nome da minha mãe. Inclinei minha cabeça para o lado. Algo estava errado. Seu fundo de tela era preto sólido. Não houve Bar Iniciar, e havia apenas um ícone. No meio da tela era um único arquivo executável.
"Choke.exe"
Minhas mãos tremiam. Eu não tinha idéia do que estava fazendo, e por que eu vim ali, em primeiro lugar. Eu queria voltar para o conforto do meu apartamento. A curiosidade não me deixou. Eu não consegui me controlar. Quase contra a minha vontade, eu parei o cursor sobre o ícone e dei um duplo clique.
A tela piscou. Eu percebi que havia algo errado com os cabos. Eu estendi minha mão atrás da máquina, para checar os fios.
Impossível. Não havia nada plugado.
O computador emitia um zumbido agudo, quase como se estivesse trabalhando sozinho em algo muito difícil. Tons de azul, vermelho, verde acendiam e apagavam no monitor. Os zumbidos do computador se tornavam mais e mais alto, aumentando de intensidade a cada segundo. De repente, tudo ficou quieto novamente. Eu olhei para a tela. Houve um ponto vermelho bem no meio e por baixo um texto, simplesmente dizendo, "Decepção".
Meu coração estava batendo no peito. Tudo tinha chegado a um impasse. Eu relaxei, para o que parecia ser alguns segundos. Até que eu ouvi. O som de uma respiração pesada, e passos atrás de mim, chegando mais perto. Eu não ousava olhar para mudar meu olhar do monitor.
Os passos pararam. Quem, ou o que estava atrás de mim, se inclinou. Sua boca foi bem próximo ao meu ouvido.
Eu ouvi um sussurro de voz familiar,
"Choke".
Com grande força, uma corda foi enrolada no meu pescoço. Eu gritei mais alto que pude. A corda estava me sufocando, eu tinha sido puxado para trás da cadeira. E não conseguia respirar. Meu pescoço estava dolorido. Minha visão começou lentamente a desaparecer devido à falta de oxigênio. Eu ia morrer. Amordaçado, algo arranhou meu pescoço.
Não havia nada lá.
Eu estava com minhas mãos e joelhos, ofegantes por ar. Minha visão voltou, eu me levantei e cambaleei ao redor, tentando recuperar meus sentidos. Eu estava na sala, em frente à lareira. Olhando para mim era o retrato da minha mãe, olhando para baixo, para mim, com aquele sorriso condescendente.
Enquanto me sento aqui escrevendo isso, no meu apartamento de um quarto sujo, eu posso honestamente dizer,
"Não há lugar como o lar".
Eu não tenho nenhuma idéia de que diabos aconteceu.
Honestamente? Eu não quero saber.
Tudo o que eu tenho certeza, é que eu nunca vou pôr os pés naquela casa novamente.
Sempre que é noticiado algum caso envolvendo uma suposta "criatura misteriosa", fico meio desconfiado do que possa vir a ser. No entanto, foi sugerido nesse caso que vamos apresentar nessa postagem, que essa "criatura" poderia ser um "inseto horripilante" ou então se tratar de um "avistamento de fada". Sim, exatamente isso que você leu. Esse caso foi apresentado a mim pelo Mateus, que havia sugerido um "Minuto AssombradO" sobre esse assunto, porém quando comecei a pesquisar um pouco mais a fundo, encontrei um material bem interessante, e que muito provavelmente está relacionado aos vídeos que foram publicados por um dos adolescentes no YouTube, e que acabaram repercutindo em alguns tabloides britânicos.
Resumindo, era perfeitamente possível trazer um pouco mais de conteúdo e conhecimento para vocês, do que a limitação do outro formato. Enfim, o caso é até bem simples de ser contado, visto que se resumiria a um grupo de adolescentes australianos, que estariam fazendo um passeio noturno em um cemitério da cidade de Westbury, no estado da Tasmânia, na Austrália, quando um deles começou a sentir como se algo estivesse o mordendo. A suposta criatura passa muito rapidamente em frente a câmera, emitindo uma espécie de zumbido. Então, esse adolescente dá uma série de tapas em seu pescoço e pouco tempo depois começa a correr e a gritar, supostamente de dor e na tentativa de se livrar da tal criatura. Um outro vídeo também foi divulgado na mesma ocasião, com esses adolescentes dentro de uma casa, para mostrar a "mordida" deixada pela suposta criatura no pescoço do rapaz. Um caso interessante, porém será que é mesmo verdadeiro?
Casos envolvendo supostas fadas não são muito divulgados até porque, teoricamente, seriam criaturas folclóricas e lendárias, ou seja, não existiriam de fato em nosso mundo. Apesar de muitas meninas, adolescentes e jovens mulheres acreditarem em fadas madrinhas, e fadas bondosas que protegem a natureza, principalmente estimuladas por livros e pelo universo mágico dos desenhos animados, outras pessoas tem uma visão mais macabra e sinistra a respeito delas. Um exemplo claro disso foi aquele caso sobre um suposto "esqueleto de fada" que teria sido encontrado à beira de uma rodovia por um garoto de apenas 13 anos no México, lembram disso? (leia mais: Será Mesmo que o "Esqueleto de uma Fada" Foi Encontrado à Beira de uma Rodovia por um Garoto de 13 anos, no México?) Na época, fizemos uma postagem completa sobre o assunto e mostramos, ponto a ponto, que toda a história não fazia nenhum sentido e estava totalmente maculada pela péssima ou questionável reputação daqueles que estavam envolvidos. Após algum tempo, um homem chamado L.A. Marzulli veio a público dizer que havia sido enganado, e que o "esqueleto de fada" era falso. Algo que era extremamente previsível antes. Apesar de escrever sobre casos supostamente sobrenaturais, não sou vidente e não possuo nenhuma paranormalidade, apenas pesquiso e faço questão de investigar além do que é noticiado para trazer a informação mais próxima da realidade e da veracidade em relação ao que é divulgado. Assim sendo, será que adolescentes teriam sido atacados por uma criatura misteriosa ou por uma ou mais fadas no cemitério de Westbury, na Austrália? Vamos saber mais sobre esse assunto?
Como o Caso Foi Noticiado pela Mídia Internacional?
Ao contrário do que estamos acostumados a ver diariamente, esse caso não viralizou ao redor do mundo e ficou limitado a alguns tabloides britânicos e sites de notícias do Reino Unido. Nem mesmo os sites australianos de notícias comentaram sobre o caso, algo bem estranho. É possível contar nos dedos o número de sites que divulgaram esse caso, conforme vocês podem ver na imagem abaixo:
Ao contrário do que estamos acostumados a ver diariamente, esse caso não viralizou ao redor do mundo e ficou limitado a alguns tabloides britânicos e sites de notícias do Reino Unido
O único site de notícias que tentou divulgar maiores informações sobre esse caso foi o Inquisitr, e ainda assim a pesquisa, apesar de um pouco melhor do que o restante, deixou a desejar. Vamos nos basear inicialmente nessas informações para que vocês tenham uma noção de como isso foi divulgado. Confira exatamente o que foi publicado pelo Inquisitr (deixando bem claro que não fomos nós que escrevemos o texto abaixo, que é um pouco irritante devido a constante repetição da expressão "sugadora de sangue"):
"Alguns adolescentes australianos acabaram sendo surpreendidos, quando foram atacados por uma criatura não identificada, sugadora de sangue, enquanto andavam por um cemitério escuro. O grupo de adolescentes estava fazendo bagunça em um cemitério em Westbury, na Tasmânia, quando o impensável aconteceu, e todo o incidente foi registrado pela câmera e postado no YouTube. Agora, o mundo está se perguntando qual seria aquela criatura não identificada e sugadora de sangue.
Alguns adolescentes australianos acabaram sendo surpreendidos, quando foram atacados por uma criatura não identificada, sugadora de sangue, enquanto andavam por um cemitério escuro
Ou será que tudo não passou de uma farsa bem elaborada?
Confira o vídeo abaixo e, em seguida, decida por si mesmo:
De acordo com a RT, o primeiro vídeo mostra os adolescentes fazendo um passeio pré-Halloween em um cemitério escuro. Eles parecem estar bem e aproveitando o passeio entre as sepulturas. No entanto, a diversão e o passatempo deles tem um desfecho bem rápido, quando uma criatura misteriosa, que não foi identificada, sugadora de sangue, repentinamente aparece por trás de uma lápide e ataca um dos adolescentes.
O vídeo do YouTube é intitulado como 'Fairy sighting or creepy bug attack!!?!'. Isso denota que os adolescentes estão se questionando sobre o que estaria acontecendo enquanto eles tentam se esquivar da pequena criatura sugadora de sangue e freneticamente tentam escapar do cemitério. Um dos adolescentes, o Tim, teria sido diretamente atacado pela coisa sugadora de sangue. Pelo menos de acordo com um outro vídeo que mostra o seu relato sobre o que aconteceu. Ele vai direto para o pescoço dele como um vampiro de filme de terror antes de voar para longe.
Em uma cena, pouco antes dos ataques da criatura não-identificada e sugadora de sangue, os espectadores têm um vislumbre de algo que parece uma criatura humanoide minúscula passando por trás da lápide. Um comentário de um leitor da RT chamado "Gold Blowdryer" sugeriu que parecia com um pequeno esqueleto, talvez um objeto decorativo de Halloween.
'Aos 55 segundos de vídeo fica evidente que um esqueleto fantasmagórico de papel aparece atrás da lápide, e você ainda paga as pessoas para escrever este absurdo?', disse 'Gold Blowdryer'
Outros ofereceram uma explicação mais mundana, menos 'fraudulenta' para a criatura voadora não identificada. Um leitor da RT chamado 'Purple Strawberry', achava que a criatura sugadora de sangue poderia ter sido um 'falso vampiro morcego', e citou a Wikipedia para descrevê-la:
'Megadermatidae, ou morcegos falsos vampiros, são uma família de morcegos encontrados da África Central, do Leste até o Sul da Ásia, e na Austrália. Eles são morcegos relativamente grandes, variando de 6,5 cm a 14 cm no comprimento. Eles têm olhos grandes, orelhas muito grandes e um proeminente nariz-de-folha. Têm uma membrana larga entre as patas traseiras, ou uropatagium, mas nenhuma cauda. Muitas espécies são meio marrons, mas algumas são 'brancas', cinza-azuladas ou até mesmo verde-oliva, ajudando-os a se camuflarem no ambiente preferido deles. Eles são principalmente insetívoros, mas também se alimentam de uma vasta gama de pequenos vertebrados', disse 'Purple Strawberry'.
Entretanto, apesar de finalizar seu comentário com uma quase afirmação 'Caso (provavelmente) encerrado', o leitor não aborda o fato de que a criatura não-identificada, sugadora de sangue, parece ter atacado ativamente os adolescentes, algo que os morcegos falsos vampiros não costumam fazer.
E algo definitivamente aconteceu com o pobre Tim no cemitério. Isso é evidenciado pelo outro vídeo, no qual eles analisam a lesão de Tim, e tentam descobrir o que exatamente qual seria a criatura não-identificada e sugadora de sangue que os atacou. Confira:
vídeo mostra claramente uma ferida bem visível em seu pescoço. Claro, é possível (especialmente nessa época do ano, quando 'ferimentos de mentira' estão disponíveis em todas as lojas de varejo), que a lesão no pescoço do adolescente seja falsa, mas parece bem real.
O que você acha que atacou os adolescentes no cemitério da Tasmânia? O vídeo da criatura não identificada, sugadora de sangue mostra um inseto, um morcego, uma fada ou algo totalmente diferente?"
Indo Além do que Foi Divulgado: O Cemitério de Westbury
Acredito que vocês já estão acostumados a ver que sempre vamos além do que é divulgado na mídia, principalmente em casos tão inusitados como esse. Então para tentar entender se existe ou não alguma veracidade no que foi divulgado é necessário "cavar um pouco mais fundo", e tentar compreender o que acabamos de ver juntamente com mais informações, aquelas que as pessoas não fazem muita questão que você tenha acesso.
É interessante que você saiba, que a cidade de Westbury, localizada no centro-norte do estado da Tasmânia, na Austrália, é bem pequena. Segundo o último censo realizado em 2006, a cidade contava com apenas 1.476 habitantes. Já a Tasmânia é uma ilha e um estado da Austrália que se localiza a 240 km da costa sudeste da Austrália continental. O estado contava, em 2009, com uma população de 502.600 habitantes.
Imagem do Google Maps mostrando a distância entre a cidade de Westbury até Camberra, capital da Austrália,
que é mais facilmente percorrida por avião, em uma viagem de aproximadamente 3 horas.
Em relação a eventuais cemitérios na cidade, é difícil encontrar informações sobre eles, visto que a maioria das fotos em mecanismos de busca apontam para cemitérios de mesmo nome, porém em outras localidades. Como eu disse, é difícil, porém não é impossível.
Ao acessar o site "Find a Grave" encontrei dois resultados possíveis sobre cemitérios em Westbury, na Tasmânia: o Westbury General Cemetery e o Westbury Pioneer Cemetery, anglicano e católico respectivamente.
os cemitérios são relativamente pequenos e podem ser facilmente acessados por quaisquer pessoas, principalmente adolescentes que não teriam nada para fazer, ainda mais considerando a informação que a gravação teria sido realizada em um domingo, dia 23 de outubro desse ano. Uma vez que está bem escuro, é difícil saber em qual dos cemitérios isso foi filmado, se é que podemos dizer que teria sido realmente filmado em algum dos cemitérios da cidade.
Entretanto, a discussão se poderia ser um "inseto horripilante" ou uma "fada macabra" é praticamente a que menos importa, quando nos deparamos com alguns detalhes que denotam que isso seria apenas um vídeo viral, ou seja, produzido exatamente para ter uma grande visibilidade no YouTube, e possivelmente uma farsa.
Questionamentos Iniciais
Evidentemente, a filmagem é passível de questionamento, até mesmo porque o que passa em frente a câmera está bem desfocado, e não temos a confirmação de algum médico ou de alguma unidade de saúde de que se tratasse realmente de uma mordida ou que a mesma tivesse características de ser provocada por um animal.
O mais é estranho, no entanto, é que ambos os vídeos (o da filmagem e o da "análise" da filmagem) foram publicados em um canal chamado "NibblerNibbels" com praticamente nenhuma expressividade no YouTube (com pouco mais de 76 inscritos), e que originalmente publicava apenas vídeos de jogos, e de forma bem esporádica (raramente passando de 100 visualizações).
O mais é estranho, no entanto, é que ambos os vídeos (o da filmagem e o da "análise" da filmagem) foram publicados em um canal chamado "NibblerNibbels" com praticamente nenhuma expressividade no YouTube (com pouco mais de 76 inscritos)
Isso é um grande contraste em relação a esses dois vídeos, que foram os últimos publicados por esse canal, e que receberam 186.305 e 82.148 visualizações respectivamente (esses números podem variar de acordo com o momento que você ler essa postagem). É claro que qualquer pessoa tem o direito de criar um canal no YouTube e postar um vídeo sobre algo que tenha acontecido com ela, e não necessariamente ser algum "YouTuber" famoso ou sempre ter que postar vídeos para tentar mostrar que está falando a verdade. Contudo, geralmente não é assim que as coisas funcionam, infelizmente.
Inicialmente, eu até pensei que esse vídeo pudesse ter sido copiado de algum outro canal e o contexto original ter sido modificado justamente para viralizar ou ter uma certa repercussão na mídia, mas mudei minha opinião quando me deparei com um site chamado "World Faery Society".
O Suposto "Ataque de uma Criatura Misteriosa" Não Passou de um Viral para Promover o Lançamento de um Livro?
A World Faery Society (sigla em inglês, WFS ou simplesmente "Sociedade Mundial das Fadas", em português) se considera a página oficial do movimento global das fadas (ou do mundo das fadas). A WFS pede para que as pessoas examinem as evidências para iniciar suas próprias pesquisas e ajudar a descobrir um dos grandes mistérios ainda não resolvidos: A Fada de Westbury, na Tasmânia.
página oficial do movimento global das fadas (ou do mundo das fadas)
Confira um vídeo de apresentação muito bem produzido sobre a WFS, que foi publicado em sua própria conta no YouTube, no dia 26 de outubro, dois dias depois do vídeo ser publicado pelos adolescentes:
em um determinado momento do vídeo, a jovem chamada "Willow Beck" diz ao seu avô "Dr. Arthur Beck", que tinha se deparado com o vídeo de um avistamento de fada na cidade de Westbury, Tasmânia, na Austrália. Teria sido após esse vídeo que o Dr. Arthur Beck resolveu pedir a ajuda de usuários na internet, para que pudessem ajudar a decifrar os segredos de uma antiga e empoeirada caixa, que foi anonimamente doada para a WFS nesse ano.
A caixa estaria acompanhada por bilhete onde é possível ler: "Discovered under floorboards in an old house in Westbury, Tasmania, Australia" ("Descoberto sob assoalho de uma antiga casa em Westbury, Tasmânia, Austrália", em português). A caixa estaria repleta de artefatos e documentos que parecem ser a história de uma vida, a vida de uma pessoa que acreditava em fadas, em meados do século XIX.
A caixa estaria repleta de artefatos e documentos que parecem ser a história de uma vida,
a vida de uma pessoa que acreditava em fadas, em meados do século XIX
Além disso, segundo sua página no Facebook, "a WFS diz possuir riquíssima história, embora secreta, de documentar e preservar as evidências registradas de avistamentos de fadas em todo o mundo. Desde seus primórdios, essa sociedade fechada acumulou o que é considerado a maior quantidade de evidências definitivas do mundo para apoiar a existência das fadas.
Através dos tempos, a WFS tem sido guiada sileciosamente pela força de um único membro pioneiro. Permanecendo em segredo para que ninguém, exceto aqueles indivíduos de confiança, escolhidos para levar a chama para aqueles que creem, em todos lugares, que a WFS esteja, contra a tradição dominante que se tornou conhecida pelo mundo.
Hoje, esse líder é o professor Arthur Beck. Você pode se perguntar a razão pela qual o professor Beck decidiu expor a WFS nesse momento. Tenha certeza que ele não tomou essa decisão de forma leviana. Ele quebrou o silêncio, porque precisa desesperadamente de sua ajudar para investigar a Fada de Westbury.
não dizer que é a mesma pessoa, que aparece no vídeo gravado pelos adolescentes
Outro detalhe interessante é que o domínio "worldfaerysociety.org" foi criado no dia 9 de maio desse ano e atualizado pela última vez justamente no dia 25 de outubro, um dia depois dos vídeos serem publicados no YouTube. Isso para não mencionar o canal da World Faery Society, no YouTube, onde também consta os vídeos publicados pelos adolescentes como se fossem evidências da Fada de Westbury.
No canal da World Faery Society, no YouTube, também consta os vídeos publicados pelos adolescentes
como se fossem evidências da Fada de Westbury
Interessante, não é mesmo?
O Real Propósito do Site da World Faery Society
Mas, afinal, o que é a WFS? Bem, na realidade toda essa história é uma fachada para que as pessoas participem de um concurso online, que consiste em enviar contos sobre a "Fada de Westbury". Os 20 melhores contos, de um total previamente selecionado de 100 (50 microcontos de até 500 palavras e 50 contos curtos de no mínimo 1.500 e no máximo 3.000 palavras, porém a proporção que será escolhida não está clara), farão parte de um livro ilustrado chamado The Westbury Faery", que será publicado pela editora Tiny Owl Workshop em 2017. O livro é voltado para o público entre 13 e 17 anos, basicamente adolescentes.
Se o material for selecionado para ser publicado no livro, a editora disse que pagará AUD$ 60 (cerca de pela R$ 150 cotação atual) caso o material seja um microconto e cerca de AUD$ 160 (cerca de R$ 400 pela cotação atual) caso o material seja um conto curto. Além disso, 10% do que for arrecadado com a venda do livro será compartilhado entre aqueles que possuem algum material publicado no livro, porém essa divisão ficará a critério da editora.
O concurso consiste em enviar contos sobre a "Fada de Westbury". Os 20 melhores contos, de um total selecionado de 100 (50 microcontos de até 500 palavras e 50 contos curtos de no mínimo 1.500 e no máximo 3.000 palavras, porém a proporção que será escolhida não está clara)
Agora vem a parte boa! Qualquer pessoa, de qualquer país, pode participar! Porém, o conto ou o microconto tem que estar necessariamente em inglês. Os interessados têm até o dia 28 de fevereiro de 2017 para mandar conto e enviá-lo para o e-mail stories@worldfaerysociety.org (não esquecendo de colocar o nome, email de seu responsável caso seja menor de 16 anos, e o título do seu conto). Acesse as condições de envio aqui (em inglês).
Para ajudá-lo(a) nessa jornada, de modo a inspirar e criar seus contos, a World Faery Society disponibilizou um portfólio de evidências incríveis, vídeos, discussões e informações - algumas podem ser apenas ficção, já outras podem ser de não-ficção. Cabe a você decidir quais materiais você gostaria de usar. Você não precisa incorporar todos os materiais que estão sendo disponibilizados. Para conferir esse materiais basta acessar a página no Facebook ou conta no Twitter da WFS.
Tentamos entrar em contato com os responsáveis pela site da World Faery Society para saber se eles gostariam de comentar sobre o assunto. Porém, até o fechamento dessa postagem (às 16h do dia 18/11), não obtivemos nenhuma resposta. Caso eles eventualmente respondam, atualizaremos vocês por meio dessa mesma postagem.
Entretanto, acho que está bem claro que a filmagem de uma suposta criatura, ou de uma suposta fada que teria mordido/sugado o sangue de um adolescente durante um passeio noturno, em um dos cemitérios de Westbury, na Austrália, é apenas um viral para divulgar um concurso online para a posterior publicação de um livro sobre a "Fada de Westbury". De qualquer forma, o concurso é interessante e talvez algum de vocês tenha vontade de participar.
Uma lenda bem macabra corre nos meios policiais da Alemanha, dizem que em Berlim, após a Segunda Guerra Mundial (1947 ou 1948, não se sabe ao certo), o dinheiro era escasso, quanto aos suprimentos a coisa era ainda pior; todos estavam com fome. A lenda tem princípio na história de uma jovem que decidiu ajudar um cego andando dentre uma multidão.
Os dois começaram a conversar e o homem perguntou se ela poderia lhe fazer um favor: “Pode entregar essa carta para o endereço que está escrito no envelope?” O lugar era caminho para sua casa, então ela concordou. Ela começou seu caminho para entregar a mensagem, quando notou no endereço, um número que não conseguia distinguir se era um “4″ ou um “9″. Virou-se novamente em direção ao cego que a orientou ser o número 9 e que devido a problemas físicos e dores não poderia continuar, solicitou encarecidamente que ela lhe fizesse o favor. Prontamente a caridosa jovem aceitou e se despediram. Contudo antes de virar a esquina a jovem decidiu saber o nome daquele senhor e ao olhar para trás o viu andando entre a multidão sem ajuda de seus óculos e muito menos da sua muleta.
Ela, naturalmente, achou suspeito, e ao invés de ir a casa foi para a Polícia. A polícia, desconfiada por causa de alguns desaparecimentos ocorridos no local, foi visitar o endereço para verificar se havia ou não ligação com suas suspeitas. Chegando no local, eles fizeram uma descoberta assustadora e repugnante...
Três açougueiros, com roupões brancos encardidos de sangue, estavam cortando carne humana e vendendo para as pessoas que nada sabiam ou desconfiavam.
Sabe o que estava escrito na carta que o homem deu à moça?
Uma nota, dizendo apenas...
“Esse é o último que eu mando para vocês hoje.”
Dizem que essa lenda é real e ocorreu realmente em Berlim.
Este é um conjunto de instruções pra você conversar com o Diabo.
Qualquer um com maturidade ou inteligência suficiente sabe que é uma proposição imbecil para se fazer e que terá resultados completamente desagradáveis. Honestamente, seria mais inteligente publicar o seu número de cartão de credito no Facebook ou tentar seguir uma carreira de domador de crocodilo.
Mesmo assim isso não vai impedi-lo né? Histórias como essa tem o objetivo de entreter, não de educa-lo, certo? Você só irar acreditar se estiver interessado em obter algo do Diabo. Tecnicamente, se você fizer tudo certo, há uma boa chance de você sair impune desse jogo.
Isso me leva a um ponto de esclarecimento que eu devo fazer. Este não é um manual para fazer qualquer tipo de barganha Faustina, sabe, aquele negócio de vender a alma. Se você fizer essa proposta durante a conversa, ele irá recusar. Sua alma não tem nada de especial, se você quer vender sua alma em troca de algo significa que você não é capaz de conseguir as coisas sozinhos, porque ele iria querer uma alma fracassada? Eu não vou soletrar o quão perigoso isso é, mas se você estiver disposto a assumir as consequências, você pode tentar. Mas certamente isso só irá impedir de vocês poderem conversarem.
Isto levanta uma questão importante de porquê exatamente você gostaria de falar com o Diabo? (Alguns de vocês queiram apenas realmente ter uma conversa com entidade ocultas extremamente perigosas, mas para o bem da raça humana, espero que a maioria de vocês não sejam tão estupido.) Mas a resposta é curta: Ele sabe das coisas. Coisas que alguns de vocês podem ter um profundo interesse em descobrir. Quero dizer, ele não é onisciente ou coisa do tipo, resumindo: Ele não é Deus. Mas ele definitivamente tem uma vantagem sobrenatural sobre o conhecimento que qualquer ser humano poderia obter. Por exemplo, ele provavelmente não seria capaz de saber quando acontecerá a próxima guerra Mundial, por que nenhum ser humano sabe. Mas ele poderia dizer quais serão os próximos números sorteados na loteria da Mega-Sena, ou dizer uma condição não diagnosticada que aflige algum ente querido.
Claro que ele não vai sair por ai dando os números vencedores da loteria pra quem pede. E não vai confiar a qualquer um uma informação de grande poder, lembre-se que ele é o pai das mentiras. No entanto se você estiver realmente determinado a encontrar algo e você já esgotou todas as outras opções, há uma maneira de tentar obter informações precisas desse cara.
Você vê, com tantos vilões mais urbano na cultura popular, o Diabo tem uma propensão para jogos de azar. É claro que a razão pela qual ele gosta tanto deles é que quase sempre ele vence. A menos que aconteça como um violinista chamado Johnny ou um político inglês representado por Daniel Webster. Mas se você está determinado o suficiente para querer enfrentar os riscos e as infinitas probabilidades, há um certo jogo que vocês dois poderiam jogar para tentar ganhar a informação que você precisa.
Eu vou explicar tudo que sei para você. Vamos começar com uma descrição do processo de convocação, em seguida, explicar as regras do jogo, algumas dicas de como jogar, e finalmente, é claro, a ladainha inevitável de merda arcano que pode dar errado.
Para contatar o seu parceiro de conversa, você vai precisar ir a uma igreja à meia noite. Não importa o tipo de igreja (grande ou pequena, velha ou nova, liberal ou conservadora), desde que tenha certeza que esteja vazia. A última coisa que queremos é algum pregador assistindo você conversando com o Diabo. Esse processo pode ser feito na verdade em qualquer lugar, mas depois explicarei o porquê fazer na igreja é a melhor opção. Isso também pode ser feito em qualquer dia, mas funcionará melhor em dia de lua nova ou em lua cheia, ou sexta-feira 13, ou Dia das Bruxas... a data não é tão importante, desde que você não seja estupido de tentar fazer em uma data santa como o Natal por exemplo.
Diferente da data, a hora é importante. Você não tem que começar ou terminar o seu ritual, exatamente a meia-noite, mas como uma regra geral é bom começar a preparar tudo uns dez ou quinze minutos depois, se você for fazer em alguma casa de Deus, lembre-se de certificar-se que não há ninguém no local e por via das dúvidas tranque todos os acessos, queremos o local VAZIO, entendeu?
Naturalmente existem alguns itens que você irá precisar levar e certas coisas que você não poderá trazer. Para esta ritual você precisará de:
• Uma lata cheia de sal - você não vai precisar usar tudo isso, mas é sempre melhor ter mais do que precisa, do que ter menos.
• Sete velas, vermelhas ou brancas de preferência.
• Algo para acender as velas. Sério, você ficaria surpreso como tantas vezes as pessoas esquecem disso, em nenhum ritual oculto as velas se acendem sozinhas.
• Um comprimento de corda vermelha, cordas, fios, ou segmento.
• Um espelho grande. Tipo desses de portas de guarda-roupas. Nas igrejas normalmente algum espelho no altar, mas por via das dúvidas, leve o seu próprio.
Se achar necessário, você pode trazer ferramentas para garantir sua entrada na igreja, como alicate, martelo, chave de fenda, mas quando já conseguir entrar, deixe do lado de fora da igreja.
Você não terá permissão para trazer quaisquer dispositivos eletrônicos ou de cronometragem. Isto inclui celulares, smartphones, tablets, mp3 players, PDAs, calculadoras, relógios de pulso, relógios de bolso, temporizadores de cozinha, relógios de areia, etc, etc, etc (Sério, não ouse). Se você for uma daquelas pessoas que tem algum dispositivo em seu cérebro, no coração ou algum dispositivo de audição, não se preocupe, você pode trazer essas coisas com você para a igreja. Se você trouxe uma lanterna (útil para encontrar o caminho de volta sem atrair atenção indesejada), deixe do lado de fora também.
Além disso, não traga qualquer tipo de parafernália religiosa para protegê-lo. Se você estiver usando qualquer tipo de símbolos sagrado, o Diabo vai simplesmente se recusam a aparecer.
Não se preocupe, você não está totalmente desprotegido. Lembra que eu falei que a igreja é a melhor opção? Pois bem, ela é a única coisa que poderá te proteger.
Se você quiser correr o risco de ser deixado desamparado à mercê do Diabo, a fim de testar essa teoria, sinta-se livre para experimentar! No entanto, para qualquer pessoa, sem um desejo de uma morte psicótica, eu recomendo seguir o ritual da seguinte forma:
Uma vez que você tem certeza que você tem todos os itens com você, faça o seu caminho para a igreja e encontre um lugar para configurar. Isso pode ser feito em qualquer lugar do santuário, como na cozinha, almoxarifado até mesmo no banheiro, contanto que tenha uma quantidade suficiente de espaço aberto e certos de não incomodado. Configure primeiramente o espelho, este é o lugar onde o diabo vai aparecer quando você chamá-lo.
Primeiro, coloque o espelho de pé dentro de um círculo interrupto de sal. Se o espelho estiver fixo em uma parede ou porta, faça um semicírculo em torno dele, em vez, certificando-se que o sal toca a parede em ambas as extremidades. Em seguida, enrole a corda vermelha ao redor do espelho várias vezes. A cor vermelha é um símbolo de proteção no folclore de muitas culturas e religiões. É também por isso que velas vermelhas são uma boa ideia.
Falando das velas, configure-as do lado de fora do círculo (ou semicírculo) de sal, espaçadas em intervalos relativamente iguais. Você não precisará usar uma fita métrica e tornar o espaço perfeito, mas pelo menos tente fazer que foi feito com alguém com idade o suficiente. Acenda as velas em sentido horário, tomando cuidado para não fazer alguma abertura com o sal, se você quebrar o círculo, você vai ter que começar tudo de novo. Depois de todas as velas acesas e queimando fortemente, as alas de proteção estão completas. Agora você está pronto para avançar para a convocação real.
Primeiramente você deve chamar a atenção do Diabo e demonstrar a sua determinação através de algum tipo de sacrilégio no espaço sagrado. Colocar um crucifixo ou cruz de cabeça para baixo é bastante convencional, mas não é a única opção. Por exemplo, eu seu de um garoto que apenas rabiscou uma detestável pintura de Jesus pendurado em uma sala da igreja dominical.
Depois que fazer essa ofensa, feche as portas e desligue todas as luzes, para que o espaço seja apenas iluminado pelas velas. Olhe no espelho profundamente dentro dele, concentrando-se no resultado desejado, falar com o Diabo. Não precisa fazer encantamentos ou recitas versos no Latim, Basta olhar para o espelho e desejar profundamente que o Diabo apareça. Depois de alguns momentos disso, quando se sentir pronto, feche os olhos e conte até dez. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10. Em seguida abra os olhos.
Se tudo tiver ocorrido corretamente, você não estará mais vendo seu próprio reflexo. Você estará olhando para o Diabo... ou pelo menos, olhando para a forma que ele decidiu aparecer pra você. Certamente ele não é vermelho, com cifres ou pernas de boné, não, ele usará sua imagem.
A única coisa realmente assustadora, serão seus olhos, não importe o quanto ele tente, ele não consegue esconder o ardente brilho sinistro profundo dentro de si, a diversão maléfica e a fome, como os olhos de uma aranha contemplando uma mosca lutando em sua teia. São olhos cheio de confiança e sem piedade. Não olhe pra ele muito profundamente, ou você vai começar a sentir-se impotente e paralisado de medo então irá perder sua esperança e a vontade de viver.
Provavelmente você estará ali, parado e olhando pra ele em choque por alguns momentos (desejando que o ritual tenha falhado), então ele vai iniciar a conversa, perguntando o que você deseja com ele. Se você tiver juízo suficiente para encadear uma frase coerente, você deve responder algo como: “Eu gostaria de desafiá-lo em um jogo de perguntas e respostas.”
Mesmo que as palavras não saírem exatamente desse jeito, ele saberá o que quer dizer, e vai aceitar seu pedido com um sorriso largo, como um predador confiante que tem sua presa. Ele joga este jogo há muito tempo, você sabe, ele é bom nisso. A maioria dos seres humanos por outro lado, são muito ruins para ele. Isso lhe dará a chance de no mínimo ele mexer com sua mente e no máximo ele vai... bem, vamos deixar isso para o final, quando eu explicar a “ladainha de merda que pode dar errado”.
Você vai ter que jogar com inteligência para evitar justificar suas expectativas.
As regras gerais do jogo são muito simples, apenas com algumas ressalvas que podem tornar as coisas complicadas. Ele vai começar fazendo-lhe uma pergunta. Pode ser qualquer coisa a partir de um pedaço de trívia obscura de um enigma a uma questão que qualquer criança do primário saberia responder. Não se preocupe, você não vai cair nas profundezas do inferno se responder algo errado, na verdade ele ao menos vai dizer se você respondeu certo ou não.
Depois que você responder a pergunta dele, você pode fazer uma pergunta em troca. É aqui que as consequências de sua resposta anterior tem efeito. Se você respondeu corretamente a ultima pergunta, ele vai responder sua pergunta da forma mais honesta e precisa da forma que fique muito claro. No entanto, se você respondeu de forma incorreta, ele esta livre para mentir pra você da forma que lhe for conveniente. Se você perguntou algo que é melhor você não saber, talvez ele diga a verdade para brincar com sua mente. O mais provável é que ele vai te alimentar de mentiras prejudiciais. De qualquer maneira, depois que ele responder, ele fará outra pergunta e o processo irá se repetir outra e outra vez até que você decida terminar.
Agora você deve estar pensando que é bastante fácil obter as informações que você precisa... tudo o que você tem que fazer é esperar uma pergunta que você possa responder corretamente, em seguida aproveitar a oportunidade para lhe perguntar o que você realmente quer saber, ignorando tudo que ele já disse.
Bem, não é tão simples. O diabo nunca lhe fará uma pergunta fácil, que você possa estar completamente certo da resposta.
Ele pode lhe fazer uma pergunta que você tem um conhecimento vago, que você acha que talvez saiba a resposta, mas não seja tão confiante... vai força-lo a adivinhar a resposta e ficar obcecado sobre a próxima pergunta que você vai fazer, sem saber se pode ou não confiar na resposta que ele der. Talvez você pense que o que ele disse foi uma mentira, então você será eternamente consumido pela duvida, talvez ele não consiga convencer totalmente você mesmo que ele esteja errado, ou talvez, você vai ter que fazer uma escolha enorme com base nas informações que ele te deu e ser eternamente atormentado pelo medo e indecisão que você percebe em seu destino.
(Você nunca vai se lembrar das perguntas exatas que o Diabo te fez, porque depois você poderia ir pra casa se certificar-se se respondeu certo ou errado e saber onde ele mentiu)
Ou talvez, em vez de testar seu conhecimento, ele vai lhe pedir algo pessoal, algo que você mente pra si mesmo. Ele te conhece mais do que você mesmo. Você vai responder para ele pensando estar dizendo a verdade (“ Não, eu não eu não magoaria minha irmã" ... "Sim, eu devolveria a carteira para o dono!"), Como eu disse, ele te conhece melhor que você mesmo. Ele saberá melhor do que você que você está mentindo e ele vai mentir para você em troca. E você vai acreditar nele. Você vai acreditar nele até que você não seja mais capaz de enganar a si mesmo, e aí, já pode ser tarde demais...”)
Ou talvez... talvez ele não vai lhe dar a chance de obter um resposta precisa. Talvez ele faça uma série de perguntas impossíveis, tornando ainda mais frutado e desanimado sabendo que nunca será capaz de forçá-lo a dizer a verdade. Perguntas como:
"Qual era a altura exata do Monte Evereste em centímetros no ano 1666?"
Ou “Qual a velocidade máxima que uma andorinha albina já chegou?”
Há um par de maneiras de estratégias particular para desviar dessas perguntas, no entanto, as regras e linhas de ação que tornam o jogo mais interessante. Embora com toda a honestidade, ele provavelmente quer para você tente uma dessas opções de qualquer maneira.
A primeira opção é para você fazer um enigma em vez de uma pergunta. Se você de alguma forma consegue desafia-lo e ele responde o enigma errado ou desiste, ele vai ser obrigado a dar-lhe uma resposta verdadeira para a sua próxima pergunta. Se ele responder o enigma corretamente, mais uma vez não se preocupe, ele não vai te atacar ou arrastá-lo para o inferno. O que vai acontecer é que ele vai ter um "passe", o que lhe permite pular uma resposta que ele seria obrigado a responder com sinceridade.
Honestamente, se ele recebe um passe, assim como você, pode simplesmente desistir e sair do jogo logo ali. É quase impossível determinar quando ele esta dizendo a verdade, mesmo sob as melhores condições. Não há nenhuma maneira. Esqueça.
A segunda opção é você realizar um “desafio” que ele propor. Se você aceitar ele se compromete a responder sua próxima pergunta com sinceridade. Se você não aceitar, ele terá direito a outro “passe”.
Agora, ante de surtar e rejeitar o desafio dele, saiba que ele não vai lhe pedir algo excessivamente ruim, como explodir duas torres gêmeas, realizar um massacre em uma sala de cinema ou incendiar uma boate. Como regra geral ninguém esta disposto a tirar a vida de outra pessoa para conseguir uma resposta. No entanto seu desafio não será fácil, será algo como enfrentar seu maior medo, cortar um relacionamento com alguém que você ame, se humilhar em publico... enfim, todas essas coisas e muito mais que você não seria capaz de imaginar, tudo isso faz parte da tabela.
Se você estiver disposto a ir tão longe para se colocar a disposição... então você terá sua resposta. No entanto, se ele consegue chegar a uma coisa que você sabe que não irá fazer... bem, em seguida, mais uma vez você esta livre para sair do jogo.
Uma ultima coisa, você não pode aceitar o desafio e depois desistir dele. Se você aceitar o desafio e depois não fazê-lo, bem, vamos apenas dizer que haverá consequências. Apenas mantenha sua promessa, não importa o que seja. Confie em mim, é melhor assim.
Finalmente, quando você obter a informação que precisa ou desistido, você pode terminar o ritual, simplesmente agradecendo ao Diabo por aceitar seu pedido, curvando-se educadamente e dar-lhe adeus. A superfície do espelho irá tremer por um momento, e então, você estará olhando para seu reflexo novamente. Somente quando você estiver certeza que esta olhado seus próprios olhos no espelho que você se afasta, acenda as luzes e pode desfazer a bagunça.
Agora, isto é importante, mesmo que você não tenha obtido a informação desejada, você deve terminar a conversa antes de decorridos 66 minutos. Bem, eu suponho que tecnicamente, você tenha 66 minutos e 6 segundos (clichê, não é?), mas se você estiver levando a sério, você não terá levado qualquer relógio ou outro dispositivo de cronometragem, você provavelmente está ferrado de qualquer maneira. Acho que não preciso enfatizar o quanto o tempo é importante, e que você não deve ultrapassar. Eu vou dizer a razão disso no final, MAS ESPERE, não avance até lá... eu ainda tenho algumas dicas importantes sobre como jogar:
1. Tenha muito cuidado com o tipo de informação pessoal que você possa dizer a ele. Tente não falar de si mesmo, especialmente de suas emoções e problemas. Esse cara sabe a psicologia humana na palma da mão e ele usaria isso para entrar em sua mente. É como falar com o Hannibal Lecter. Se ele te perguntar algo pessoal, não hesite em mentir, tenha calma que haverá outras perguntas.
2. Faça o jogo correr rapidamente, ele pode te distrair dizendo sobre a humanidade e coisas que surpreende ele, você pensará que ele quer dizer algo importante, mas ele só quer fazer o tempo correr, não alongue suas repostas, nem tente explicar o motivo de sua respostas. Isso não é apenas desperdício de tempo valioso, mas também uma excelente oportunidade de mexer com sua mente.
3. Se você optar por propor um enigma, use um que você mesmo criou. Tenha certeza que seu enigma jamais foi escrito em qualquer lugar, desde páginas de “Hobbit” até páginas de seu próprio caderno. Dito isso, ele deve ser um enigma legítimo, com uma resposta lógica de algum ângulo. Você não pode simplesmente perguntar algo como “O que é um pontinho azul e vermelho no mato?” Depois dizer por alguma razão inexplicável “Uma smurfete menstruada.”. Também não se pode lhe fazer uma pergunta como “O que eu tenho em meus bolsos” (Ele provavelmente sabe de qualquer maneira). Não existem regras rígidas e rápidas para determinar se o enigma faz sentido ou não. Mas você é um ser humano razoável, por favor, pelo amor de porcaria, use o bom sendo.
4. Se você optar por fazer o desafio, há uma pequena chance do Diabo lhe pedir algo aparentemente fácil, como entregar uma carta ou rabiscar um número de telefone em alguma porta de banheiro publico. Se ele te pedir algo assim, não aceite. Com certeza ele esta promovendo algum plano sinistro, um responsável em arruinar muitas vidas e prejudicar muita gente. Talvez você seja o tipo de pessoa que não se importa em rabiscar um número de telefone de algum desconhecido... mas pelo menos, esteja ciente do que esta fazendo.
5. Por ultimo, mas não menos importante, esteja muito consciente do tempo. Pode ser útil fazer uma pratica de antemão para ter em mente quanto tempo é uma hora sem usar o relógio. O Diabo provavelmente vai adiar e tentar discutir coisas fora do seu interesse, e quando estiver próximo do prazo de 66 minutos, ele vai começar a tentar te distrair e mantê-lo entretido até que seja tarde demais. Ele vai te segurar, alimentando de falsas esperanças, te fazendo acreditar que vai lhe dizer algo importante, mantê-lo pensando: “Só mais alguns minutos... Eu estou quase lá!”. Não caia nessa. Não ultrapasse o limite do tempo. Não importa o que ele diga.
Agora, você deve estar pensando que este jogo não é tão perigoso.... Ameaças de danos psicológicos raramente parecem carregar o mesmo peso que as ameaças de danos físicos, mesmo que os custos são muitas vezes tão grande. Odeio ser estraga prazer, mas o jogo esta longe de ser seguro. Há infinitas maneiras de te ferir fisicamente manipulando sua mente. E é com as consequências que eu vou concluir.
Em primeiro lugar, enquanto estiver falando com o Diabo, não deixe de olhar para o espelho. Ele sem duvida tentará vários truques que te fariam fugir para longe... Você vai ouvir barulhos atrás de você, sentir alguém te observando além dele, sentir alguém respirando em sua nuca, ver fantasmas sombrios se contorcendo nas profundezas do espelho. Um silêncio profundo sendo interrompido por um SMACK alto atrás de sua cabeça, dando o pior susto que você já teve. O Diabo pode até desviar o olhar para atrás de você como se tivesse algo tão ruim que o rosto dele te converse com um terror em seu rosto. Tudo que você irá querer saber é o que ele esta olhando, e você vai olhar para longe e perder a vista dele completamente, mesmo por um segundo. Quando você voltar a olhar ao espelho, e ver que ele saiu de lá.
Bem, ele não foi embora. Ele estará fora do espelho. Na sala. Em sua verdadeira forma.
Com você.
Seu corpo será encontrado pela policia na manhã seguinte, com uma pele branca, olhos de medo escorrendo liquido negro de suas orbitas. A mesma coisa acontece se você quebrar qualquer proteção que você estabeleceu antes de começar o ritual, romper o círculo de sal, descontrair a corda vermelha ou derrubar uma das velas.... qualquer uma dessas coisas irá liberta-lo do espelho, e então, você será visto como algum viciado criativo que tentou brincar com coisas malignas... ninguém sentirá sua falta.
Outra coisa que pode acontecer em qualquer ponto do jogo (provavelmente depois de uma longa série de perguntas impossíveis), onde o Diabo lhe fará uma pergunta aparentemente simples: “Qual seu nome completo?”. Você ira pensar: “uau, finalmente uma pergunta que eu posso responder certo, agora terei a resposta que preciso.” Não diga seu nome a ele. Os nomes tem mais valor do que imagina, Embora o Diabo é claro já sabe seu nome completo, é como convidar um vampiro a entrar em sua casa. Seu nome é sinonimo profundamente próprio, dando seu nome, é como estiver entregando sua alma para ele. Se você for tolo o suficiente em cometer esse erro, todas as proteções terão sido em vão, ele vai aproveitar sua oferta involuntária com alegria maliciosa e roubará sua alma, arrastando de volta com ele para o inferno.
Pelo menos assim a policia vai encontrar um corpo inidentificável.
Por ultimo, mas não menos importante, há uma coisa que acontece se você ultrapassar o limite de tempo. Esta é sem duvida a pior coisa que poderia ocorrer. Você não vai pensar assim no começo... o Diabo não vai lhe dar nenhuma indicação que o seu tempo excedeu, e você vai terminar o ritual como se nada tivesse dado errado. Talvez você vai ver um sorriso triunfante e desagradável em seu rosto, mas isso vai ser facilmente descartado com sua imaginação. Você vai apagar as velas, reunir seus pertences para sair de sala, mas quando abrir a porta, você vai ver.... nada.
Por último, mas não menos importante, há a questão de o que acontece se você ultrapassar o limite de tempo. Este é sem dúvida a pior coisa que você pode fazer. Você não vai pensar assim no começo ... o diabo vai lhe dar nenhuma indicação de que você tem, de facto, excedeu o limite de tempo e você vai concluir o ritual como se nada tivesse dado errado. Talvez, como imagem do diabo em treme espelho e dá forma, você vai ver, um flash sorriso triunfante particularmente desagradável em seu rosto, mas isso vai ser facilmente descartado como sua imaginação. Você vai apagar as luzes novamente, reunir seus pertences e ir para sair da sala. Mas, quando você abrir a porta, você vai ver ... nada.
Isso mesmo, nada. Apenas um vazio branco liso se estendendo infinitamente em todas as direções. Somente a sala que foi refletida no espelho vai existir.
Aliás, se você voltar para encarar o espelho novamente, você pode pegar um ultimo vislumbre de seu próprio reflexo.
Como você já deve ter descoberto, você mesmo já não estão na igreja. Sua alma agora está preso no espelho, e o diabo tomou a liberdade de possuir seu corpo, agora que você não está mais usando.
Pode gritar, bater no vidro, mas você nunca vai sair por sua própria conta e nenhum exorcista pode ajudá-lo. Mas não se preocupe, não é como estar no inferno não é? Pelo menos não necessariamente...
Agora você é apenas uma entidade de propriedades puramente mentais, e como tal, as barreiras do que é real e o que é imaginário foram completamente dissolvido. Esse espaço vazio e branco pode ser preenchido com sua raiva, sua tristeza, sue medo de ficar preso, essas emoções começam a se aglutinar, dando forma por sua mente. Se você não for imaginativo, as criaturas não serão terríveis, você não será capaz de infligir muito horror e dor. Com o tempo, você poderá a ser capaz de ensinar a si mesmo a livrar-se deles.
No entanto, se seu espírito já é assombrado por monstros... sua mente criativa será distorcida, bem não há como dizer os horrores que estão a caminho, com fome de seu medo e sofrimento. Eles se recusarão a ser banido do seu mundo, e você só conseguirá gritar enquanto esta preso em um loop infinito de dor e medo.
Inútil será dizer que, se você é um consumidor regular de sites como este, você provavelmente está muito bem fodido.
Há apenas uma maneira de encontrar a libertação do espelho e ao mundo que você criou nele. Eles dizem que se você chamar o Diabo mais uma vez e pedir-lhe para livrá-lo do espelho, ele estará disposto a levá-lo para fora.
Por um pequeno preço, é claro.
Quem sabe, talvez, se sua imaginação é poderosa o suficiente para criar um inferno pessoal que deixa você implorando para a coisa real, esses talentos podem ser bem aproveitados. Há mais de sete bilhões de pessoas no mundo, além de tudo, até mesmo o próprio Diabo não pode ser capaz de mexer com todas as suas mentes ao mesmo tempo.
Alguém talentoso ajuda é sempre bem vindo.
Claro, a consequência de estar preso dentro do espelho é que o diabo pode fazer o que quiser com seu corpo sempre que ele quiser. Mas quando ele não estiver usando, seu corpo é dado como morto, então ele precisa que alguém assuma o controle dele quando não estiver usando.
Começando a entender porque eu acho que essa é a pior consequência?
Claro que ele não vai tocar um dedo em nenhum ente querido, em vez disso ele faz algo mais sutil... mais indioso.
Como deixar um pacote misterioso na parte perigosa da cidade
Ou sussurrar sete palavras no ouvido de uma jovem ruiva distraída esperando o trem das dez da noite.
Ou talvez ele vai aproveitar a influencia que a pessoa tem para deixar mais pessoas interessada nesse jogo de azar. Talvez ele precise atrair para sua rede novos otários que gostam de “desafios”
Talvez ele mesmo escreva um tutorial rápido, na linguagem moderna, em vez de alguns, texto demonológico obsoleto inescrutável... poste na internet e vê quantas pessoas ficaram interessadas.
Haha, talvez eu realmente não deveria ter ido lá. Mas se você chegou até aqui, sem avançar nenhuma parte, você não vai tentar jogar este jogo, não é, caro leitor? Tenho certeza de que há uma abundância de intrépidos aventureiros entre vós com questões candentes que você gostaria de obter as respostas. E é claro que você é inteligente. Você sabe que das armadilhas, você sabe as convenções, você vive e respira este tipo de coisa, não é verdade? Não há nenhuma maneira de você perder este jogo certo? Você não é algum Dick ou Jane da rua, além de tudo, você estaria trazendo um novo nível a competição. Você iria...
Oh, desculpe, só um segundo, eu acho que ouvi alguém chamar por mim...
- O quê? Você tem uma imaginação muito aguçada. Sim terminei de escrever agora quer ler?
Mary Flora Bell (Newcastle upon Tyne, Inglaterra 26 de maio de 1957) foi a mais jovem homicida da história. Foi condenada em dezembro de 1968 pelo homicídio de dois meninos, Martin Brown (com quatro anos) e Brian Howe (com três). Bell tinha dez anos quando matou Brown, e 11, quando ela matou Howe.
Filha de mãe solteira, prostituta e mentalmente perturbada, foi sexualmente abusada entre os quatro e oito anos de idade.
Mary era filha de Betty McCrickett e Billy Bell, embora não se possa afirmar ao certo sua paternidade. Durante a infância, sua mãe teria tentado assassiná-la pelo menos uma vez. Mary, apelidada May desde cedo, era a filha mais velha de Betty, nascida quando esta contava com dezesseis anos. Billy Bell e Betty foram casados, e acredita-se que Mary tivesse um bom relacionamento com seu pai - fosse biológico ou não. No entanto, Bell seria preso por assalto armado.
A vida familiar de Mary era completamente desestruturada, sua mãe aplicava castigos severos. Durante a infância, Mary era constantemente humilhada pela mãe, devido ao fato de urinar na cama. Betty esfregava o rosto da filha na urina e pendurava o colchão molhado do lado de fora , para todos verem. Mary também havia sido levada para uma agencia de adoção em 1960, porem não conseguiu que a filha fosse adotada. Nas inúmeras tentativas de se livrar de Mary, Betty entupiu a menina com remédios. Mas o que mais perturbava a menina era quando a sua mãe à obrigava a manter relações sexuais com homens adultos. E não rara as vezes, Mary era obrigada a participar de jogo sexuais com os clientes da mãe. Muitas vezes Betty obrigava a filha a se despir e fazer sexo oral em vários clientes.
Ela foi condenada por asfixiar Martin Brown de de idade em 25 de maio de 1968 e jogá-lo do segundo andar de uma casa abandonada um dia antes de seu 11º aniversário. Matou ajudada pela amiga Norma Bell, que não era sua parenta.
Dois meses depois matou Brian Howe em um local perto de uma linha de trem onde outras crianças costumavam brincar em meio a carros abandonados. A menina, após estrangular e perfurar as coxas e genitais do menino perfurou a letra "M" em sua barriga.
Ela também foi acusada de tentar estrangular quatro outras meninas. Foi responsável pela vandalização da enfermaria escolar e de escrever ameaças nas paredes.
Foi considerada culpada de homicídio involuntário em 17 de dezembro de 1968. Em seu diagnóstico, psiquiatras descreveram sintomas clássicos da psicopatia.
Mary Bell foi liberada da custódia em 1980, aos 23 anos, e foi concedido anonimato para começar uma nova vida com sua filha, que nasceu em 1984, e o marido. Vinte e sete anos depois de sua condenação, em 2007 e após a morte de sua mãe, ela aceitou falar à jornalista Gitta Sereny sobre sua infância. O resultado é uma biografia chamada Gritos no Vazio.
Ao relatar as circunstâncias que conduziram ao meu confinamento neste asilo de loucos, tenho consciência de que minha posição atual criará dúvidas naturais acerca da autenticidade de minha narrativa. É grande infortúnio o fato de que o grosso da humanidade seja limitado demais em sua visão mental, para pesar com paciência e inteligência esses fenômenos isolados, vistos e sentidos apenas por uma minoria psicologicamente sensível, os quais jazem fora de toda experiência comum. Homens de intelecto mais amplo sabem que não existe nenhuma distinção precisa entre o real e o irreal; que todas as coisas aparecem como tais apenas em virtude dos delicados meios psíquicos e mentais de cada indivíduo, mediante os quais nos tornamos conscientes delas; mas o materialismo prosaico da maioria reputa como loucura os lances de visão superior que perfuram o véu comum do empirismo óbvio.
Meu nome é Jervas Dudley, e desde a mais tenra infância tenho sido um sonhador e um visionário. Rico para além das necessidades de uma vida comercial, e de um temperamento inapto para os estudos formais e o recreio social daqueles com quem me relaciono, tenho habitado desde sempre em reinos que não pertencem ao mundo visível; passando minha juventude e minha adolescência debruçado sobre livros antigos e pouco conhecidos, e a percorrer os campos e bosques das cercanias de meu lar ancestral. Não creio que o que li nesses livros ou vi nesses campos e bosques fosse exatamente o que os outros rapazes leram e viram ali; mas sobre isso preciso falar pouco, pois que discorrer mais detalhadamente apenas confirmaria essas calúnias cruéis acerca de meu intelecto que às vezes ouço sussurrarem os atendentes furtivos que me rodeiam. Basta-me relatar os eventos sem analisar as causas.
Disse que vivi afastado do mundo visível, mas não disse que vivi sozinho. Isso nenhuma criatura humana poderia fazer; desde que, à falta da camaradagem dos vivos, inevitavelmente se entra na companhia de coisas que não são, ou não mais estão, vivas. Próximo à minha casa existe um vale arborizado bastante singular, em cujas profundezas crepusculares eu passava grande parte de meu tempo; lendo, pensando, e sonhando. Pelas suas encostas cobertas de musgo ensaiei meus primeiros passos de infância, e em volta de seus carvalhos grotescamente retorcidos se teceram minhas primeiras fantasias de juventude. Eu bem vim a conhecer as dríades¹ dessas árvores, e não raro assisti às suas danças selvagens sob os raios vacilantes de uma lua pálida – mas acerca dessas coisas não devo falar agora. Falarei apenas da tumba solitária em meio ao matagal mais escuro do declive; a tumba abandonada dos Hydes², uma velha e nobre família cujo último descendente direto fora depositado em seus negros recessos muitas décadas antes do meu nascimento.
O pórtico a que me refiro é feito de granito ancestral, lavado e descolorido pelas névoas e pela umidade de gerações. Escavada na encosta, apenas a entrada da construção é visível. A porta, uma pesada e proibitiva laje de pedra, pende de dobradiças de metal enferrujado, e ligeiramente aberta jaz lacrada numa forma estranhamente sinistra por pesadas correntes de ferro e cadeados, de acordo com um repulsivo costume de meio século atrás. A residência do clã cujos descendentes estão enterrados aqui coroou certa vez o declive no qual está a tumba, mas há muito tombou vitimada pelas chamas que desceram do céu na forma de um desastroso golpe de relâmpago. Daquela tempestade que à meia-noite destruiu essa lúgubre mansão, os habitantes mais velhos da região às vezes falam entre sussurros e vozes inquietas; aludindo ao que chamam de “ira divina” de um modo que nos últimos anos fez crescer vagamente o já forte fascínio que eu sentia pelo sepulcro encravado na mata. Um homem apenas pereceu no fogo. Quando o último dos Hydes foi enterrado neste local de sombra e quietude, a triste urna de cinzas veio de uma terra distante; na qual a família havia reparado quando a mansão pegou fogo. Não resta ninguém para colocar flores diante do portal de granito, e muito poucos se dão ao trabalho de enfrentar as sombras depressivas que parecem guardar estranhamente as pedras lavadas pelas chuvas.
Jamais esquecerei aquele entardecer em que, pela primeira vez, me deparei com a semi-oculta casa da morte. Foi em pleno verão, quando a alquimia da natureza transmuda a paisagem silvestre numa única e quase homogênea massa de verde; quando os sentidos estão quase intoxicados com os mares afluentes de verdura úmida e os odores sutilmente indefiníveis do solo e da vegetação. Numa tal ambientação a mente perde suas perspectivas; tempo e espaço tornam-se triviais e irreais, e ecos de um esquecido passado pré-histórico batem insistentemente contra a consciência enfeitiçada. Durante o dia todo eu tinha estado a perambular através dos bosques místicos do vale; a conceber pensamentos que não preciso discutir, e a conversar com coisas que não preciso nomear. Com apenas dez anos, eu tinha visto e ouvido muitas maravilhas que a turba desconhecia; e já era espantosamente maduro em certos aspectos. Quando, depois de abrir caminho entre duas touceiras de arbustos, subitamente deparei com a entrada da cripta, não tinha o menor conhecimento acerca do que encontrara. Os blocos negros de granito, a porta curiosamente entreaberta, e os entalhes fúnebres sobre o arco, não despertaram em mim quaisquer associações de caráter fúnebre ou terrível. Sobre sepulturas e tumbas eu sabia e devaneara bastante, mas fora poupado, devido ao meu temperamento peculiar, de todo contato com adros e cemitérios. A estranha casa de pedra escondida entre o mato na encosta constituía para mim apenas uma fonte de interesse e especulação; e seu interior frio e úmido, para dentro do qual eu espiava através da excruciante abertura, não me sugeria nada de morte ou decadência. Mas naquele instante de curiosidade nasceu o desejo loucamente irracional que me trouxe até este inferno de confinamento. Encorajado por uma voz que deve ter vindo da medonha alma da floresta, tomei a decisão de penetrar na escuridão que me convocava, a despeito das pesadas correntes que impediam minha passagem. Na luz evanescente do dia chacoalhei insistentemente os obstáculos enferrujados, na esperança de abrir a porta de pedra, e até mesmo experimentei espremer meu corpo magro através do pouco espaço disponível; mas ambos os planos não surtiram efeito. Curioso no início, tornei-me frenético; e quando ao anoitecer retornei a casa, jurara aos cem deuses da mata que a qualquer custo um dia haveria de forçar minha entrada nas profundezas escuras e gélidas que pareciam me chamar. O médico de barba grisalha que todos os dias vem até meus aposentos certa vez disse a um visitante que essa decisão marcou o começo de uma lamentável monomania; mas deixarei o julgamento final a cargo de meus leitores depois que souberem de tudo.
Os meses subsequentes à minha descoberta foram gastos em tentativas fúteis de forçar o complicado cadeado da cripta semicerrada, bem como em investigações cuidadosamente guardadas acerca da natureza e da história da construção. Com os ouvidos tradicionalmente receptivos de um menino, aprendi muito; embora uma discrição habitual não me permitisse contar a ninguém sobre o meu conhecimento ou minha resolução. Talvez seja importante mencionar que não fiquei nem um pouco surpreso ou aterrorizado com a natureza do pórtico. Minhas idéias bastante originais acerca da vida e da morte tinham me levado a associar, de maneira vaga, a argila fria com o corpo que respira; e senti que a grande e sinistra família da mansão incendiada estava de algum modo representada dentro do espaço de pedra que eu procurava explorar. Lendas murmuradas acerca de ritos exóticos e festins pagãos de épocas passadas ocorridos dentro do vestíbulo ancestral, despertaram em mim um novo e irresistível interesse pela tumba, em frente a cuja porta eu me sentaria durante horas diariamente. Um dia acendi uma vela diante da entrada obstruída, mas nada pude ver a não ser um lance descendente de degraus de pedra úmida. O odor do lugar me repelia e ao mesmo tempo me enfeitiçava. Sentia como se já o tivesse conhecido, num passado remoto anterior a toda lembrança; anterior mesmo à habitação deste corpo que agora possuo.
Estou escrevendo isto sob uma grande tensão mental, já que nesta noite eu não deverei mais existir. Sem um centavo, e no fim do meu suprimento de remédio que por si só consegue tornar minha vida tolerável, eu já não consigo suportar mais a tortura; e devo me atirar dessa janela do sótão em direção a rua esquálida lá embaixo. Não pense que por causa da minha escravidão à morfina eu seja um fraco ou um degenerado. Quando você tiver lido estas páginas rabiscadas às pressas você poderá imaginar, porém nunca perceber completamente, o motivo pelo qual eu preciso ter o completo esquecimento ou a morte.
Foi num dos trechos mais abertos e pouco frequentados do extenso Pacífico, que o paquete do qual eu era comissário de bordo foi vítima de um navio corsário alemão. A grande guerra estava até então bem no seu início, e as forças oceânicas dos Hunos não haviam afundado completamente para as suas degradações posteriores; de modo que nossa embarcação se tornara um legítimo prêmio, enquanto nós da tripulação fomos tratados com toda a equidade e consideração devida a nós como prisioneiros navais. Era tão liberal, de fato, a disciplina dos nossos captores, que cinco dias após termos sido tomados, eu consegui escapar sozinho num pequeno barco com água e suprimentos para um bom período de tempo.
Quando finalmente me encontrei à deriva e livre, eu não tinha a mínima ideia do que me rodeava. Nunca um navegador competente, eu só podia adivinhar vagamente pelo sol e pelas estrelas que eu estava um pouco ao sul do Equador. Da longitude eu nada sabia, e nenhuma ilha ou linha costeira estava à vista. O tempo se manteve firme, e por incontáveis dias eu flutuei sem direção debaixo do sol escaldante; esperando ou por algum navio passageiro, ou ser atirado às praias de alguma terra habitável. Mas nem navio ou terra apareceu, e eu comecei a me desesperar em minha solidão sobre a vastidão ondulante de interminável azul.
A mudança aconteceu enquanto eu dormia. Seus detalhes eu jamais saberei; já o meu sono, apesar de perturbado e infestado de sonhos, era contínuo. Quando finalmente acordei, foi para me encontrar sugado pela metade numa extensão viscosa de lama negra infernal, que se estendia em monótonas ondulações até onde minha vista alcançava, e na qual meu barco estava enterrado com certa distancia.
Embora alguém pudesse muito bem imaginar que a minha primeira sensação seria de surpresa com uma transformação tão prodigiosa e inesperada de cenário, eu estava na realidade mais horrorizado do que surpreso; pois havia no ar e no solo apodrecido uma característica sinistra que me gelou até o âmago. A região estava pútrida com as carcaças de peixes em decomposição, e de outras coisas menos descritíveis que eu vi protuberando da desagradável lama da planície sem fim. Talvez eu não devesse esperar transmitir em meras palavras o horror inexprimível que pode habitar num silêncio absoluto e na imensidão estéril. Não existia nada ao alcance do ouvido, e nada a vista salvo uma vasta extensão de lodo preto; contudo a própria plenitude da quietude e a homogeneidade da paisagem me oprimiram com um medo nauseante.
O sol estava brilhando de um céu que me parecia quase preto em sua crueldade sem nuvens; como se refletisse o pântano manchado sob os meus pés. Enquanto eu me rastejava em direção ao barco encalhado, eu percebi que apenas uma teoria poderia explicar minha situação. Através de alguma de uma convulsão vulcânica sem precedentes, uma parte do fundo do oceano devia ter sido jogada para a superfície, expondo regiões que durante inúmeros milhões de anos haviam ficado escondidas sob profundezas aquáticas insondáveis. Tão grande era a extensão da nova terra que se elevara abaixo de mim, que eu não pude detectar o mais tênue ruído do oceano, por mais que forçasse os ouvidos. Também não havia qualquer ave marinha para devorar as coisas mortas.
Durante muitas horas eu fiquei sentado pensando e remoendo no barco, que estava caído de lado e proporcionando um pouco de sombra à medida que o sol se movia pelos céus. No decorrer do dia o chão perdeu um pouco da sua viscosidade, e pareceu que provavelmente, num curto espaço de tempo, se tornaria seco o suficiente para o propósito de viajar. Naquela noite eu dormi, mas pouco, e no dia seguinte fiz para mim mesmo um pacote contendo comida e água, preparações para uma jornada terrestre em busca do mar desaparecido e de um possível resgate.
Na terceira manhã eu achei o solo seco o suficiente para caminhar sobre ele com facilidade. O odor dos peixes era enlouquecedor; mas eu estava preocupado demais com coisas mais graves para me importar com um mal tão leve, e parti corajosamente rumo a um objetivo desconhecido. Durante todo o dia eu caminhava firmemente na direção oeste, guiado por um outeiro distante que se elevara mais alto que qualquer outra elevação no deserto ondulado. Naquela noite eu acampei, e no dia seguinte ainda viajei em direção ao outeiro, embora aquele objeto parecesse estar pouca coisa mais perto do que da primeira vez em que eu o espiei. Pela quarta noite eu atingi a base do monte, que acabou sendo muito mais alto do que parecera à distância; um vale interposto destacava seu perfil da superfície geral. Exausto demais para subir, eu dormi na sombra da colina.
Não entendo por que meus sonhos foram tão agitados naquela noite; mas antes da curva fantasticamente acentuada da lua minguante ter-se erguido muito acima do lado oriental da planície, eu fui acordado num suor frio, determinado a não dormir novamente. Tais visões as quais eu havia experienciado eram demais para suportar novamente. E sob o brilho do luar eu percebi o quão imprudente eu havia sido por viajar durando o dia. Sem o brilho do sol abrasador, minha jornada teria me custado menos energia; na verdade, eu agora me sentia bastante capaz para realizar a subida que me havia intimidado ao entardecer. Apanhando minhas provisões, eu parti para a crista da elevação.
Eu já disse que a monotonia constante da planície ondulada era uma fonte de horror vago para mim, mas acho que meu horror foi maior quando alcancei o cume do monte e olhei para o outro lado, para um imensurável fosso ou desfiladeiro, cujos recessos negros a lua ainda não havia se erguido o suficiente para iluminar. Eu me senti no limiar do mundo, olhando sobre sobre a borda para um caos insondável de noite eterna. Pelo meu terror passaram curiosas reminiscências do Paraíso Perdido, e da hedionda ascensão de Satã pelos reinos indecorosos das trevas.
À medida que a Lua subiu mais alto no céu, eu comecei a notar que as encostas do vale não eram tão perpendiculares quanto eu havia imaginado. Ressaltos e afloramentos da rocha forneciam apoios razoavelmente fáceis de pés para uma descida, enquanto após um mergulho de algumas centenas de pés, o declive se tornou bastante gradual. Impelido por um impulso que não consigo definitivamente analisar, desci com dificuldade pelas rochas e parei na encosta menos íngreme abaixo, fitando as profundezas tenebrosas onde nenhuma luz havia jamais penetrado.
De repente minha atenção foi capturada por um vasto e singular objeto na encosta oposta, que se erguia abruptamente a cerca de cem jardas à minha frente; um objeto que brilhou esbranquiçadamente sob os recentes raios agraciados da Lua crescente. Que isso fosse meramente um pedaço gigantesco de rocha, eu logo me assegurara; mas eu estava consciente de uma distinta impressão de que seu contorno e posição não eram de todo o trabalho da Natureza. Um exame mais minucioso me encheu de sensações que não consigo expressar; pois apesar de sua enorme magnitude, e sua posição num abismo que ficara escondido no fundo do mar desde que o mundo era jovem, eu percebi sem sombra de dúvidas que o estranho objeto era um monólito bem moldado cujo volume maciço havia conhecido o artesanato e talvez a adoração de criaturas vivas e pensantes.
Pasmo e assustado, mas não sem uma certa excitação de um prazer científico ou arqueológico, eu examinei meu entorno mais de perto. A Lua, agora perto do zênite, brilhava estranhamente e vividamente acima das escarpas altas que cercavam o abismo, revelando o fato de que um um extenso corpo d’água corria em seu fundo, até se perder de vista em ambas as direções, e quase lambia meus pés enquanto eu estava na encosta. Do outro lado do abismo, as pequenas ondas lavavam a base do monólito ciclópico; sobre cuja superfície eu podia agora distinguir tanto inscrições quanto esculturas brutas. A escrita estava num sistema de hieróglifos desconhecido para mim, e diferente de tudo que eu já vira em livros; consistindo em sua maior parte de símbolos aquáticos convencionalizados como peixes, enguias, polvos, crustáceos, moluscos, baleias, e coisas assim. Diversos caracteres obviamente representavam coisas marinhas que eram desconhecidas para o mundo moderno, mas cujas formas em decomposição eu havia observado na planície erguida do oceano.
Foram os entalhes pictóricos, porém, que mais me encantaram. Claramente visível através da água interveniente por conta do seu tamanho, havia um arranjo de baixos-relevos cuja temática teria provocado a inveja de Doré. Imagino que aquelas coisas deviam supostamente ilustrar homens – ao menos, um certo tipo de homens; embora as criaturas fossem mostradas divertindo-se como peixes nas águas de alguma gruta marinha, ou venerando algum santuário em forma de monólito que também parecera estar submerso. De seus rostos e formas eu não ouso falar com detalhes; sua mera recordação me deixa aturdido. Grotesco além da imaginação de um Poe ou de um Bulwer, eles eram abominavelmente humanos em seu contorno geral, apesar das mãos e pés palmados, dos lábios chocantemente largos e flácidos, dos olhos saltados e vítreos, e outras feições ainda menos agradáveis de se lembrar. Curiosamente, eles pareciam ter sido cinzelados muito fora de proporção em relação ao cenário de fundo; pois uma das criaturas era mostrada no ato de matar uma baleia, representada com um tamanho pouco maior do que o seu. Eu comentei, como digo, sobre seu jeito grotesco e estranho tamanho; mas num momento achei que eram apenas os deuses imaginários de alguns pescadores primitivos ou tribos marítimas; alguma tribo cujos derradeiros descendentes teriam perecido muitas eras antes do primeiro ancestral do Homem de Piltdown ou do Neandertal ter nascido. Extasiado diante daquele inesperado vislumbre de um passado além da concepção do mais ousado antropólogo, eu fiquei ali meditando enquanto a Lua lançava curiosos reflexos no silencioso canal à minha frente.
Então de repente eu a vi. Com apenas uma leve agitação para indicar sua subida à superfície, a coisa emergiu para fora das águas escuras. Enorme, polifêmica e repugnante, ela disparou como um monstro estupendo do pesadelo para o monólito, sobre o qual jogou seus gigantescos braços escamosos, enquanto inclinava a cabeça horripilante produzindo sons ritmados. Pensei ter enlouquecido então.
De minha subida frenética da encosta e do penhasco, e da minha delirante jornada de volta ao barco encalhado, pouco me recordo. Creio que cantei muito, e ri estranhamente quando era incapaz de cantar. Eu tenho vagas recordações de uma grande tempestade algum tempo depois de alcançar o barco; de qualquer forma, sei que ouvi o estrondo de trovões e outros ruídos que a natureza expressa somente em seus humores mais selvagens.
Quando saí das trevas eu estava num hospital em São Francisco; levado pelo capitão de um navio americano que recolhera meu barco no meio do oceano. Em meu delírio eu falei muito, mas descobri que minas palavras receberam pouca atenção. Sobre qualquer afloramento de terra no meio do Pacífico, meus salvadores não sabiam nada a respeito; nem eu julguei necessário insistir em algo de que sabia que eles não poderiam acreditar. Procurei certa vez um famoso etnólogo, e o diverti com perguntas curiosas sobre a antiga lenda filistina de Dagon, o Deus-Peixe; mas logo percebendo que ele era um racionalista irremediável, eu não pressionei meus inquéritos.
É durante a noite, especialmente quando a lua está muito curva e minguante, que eu vejo a coisa. Tentei a morfina; mas a droga me deu apenas um alívio temporário, e me arrastou para suas garras como um escravo sem esperança. Então agora eu pretendo acabar com tudo, tendo escrito um relato completo para a informação ou a desdenhosa diversão de meus semelhantes. Muitas vezes me pergunto se tudo não teria passado de pura fantasmagoria — uma simples fantasia febril enquanto eu jazia, castigado pelo sol e delirante naquele barco sem cobertura, depois da minha fuga do navio de guerra alemão. Isso eu me pergunto, mas sempre me vem uma visão terrivelmente pavorosa em resposta. Não consigo pensar no mar profundo sem estremecer com as coisas inomináveis que podem neste exato momento estar arrastando-se e espojando-se em seu leito viscoso, adorando seus antigos ídolos de pedra e cinzelando a sua própria e detestável semelhança em obeliscos submarinos de granito encharcado. Eu sonho com o dia em que elas poderão ascender acima dos vagalhões para arrastar para o fundo com suas garras fétidas, os remanescentes de uma humanidade debilitada, exaurida pela guerra — o dia em que a terra deva afundar, e o fundo negro do oceano erguer-se em meio a um pandemônio universal.
O fim está próximo. Ouço um ruído à porta, como se um imenso corpo escorregadio a estivesse serrando. Ele não deve me encontrar. Deus, aquela mão! A janela! A janela!