sábado, 29 de outubro de 2016

A Mulher no Forno




Durante o verão de 1983, em uma cidade tranquila, perto de Minneapolis, Minnesota, o corpo carbonizado de uma mulher foi encontrado dentro do fogão da cozinha de uma pequena fazenda. Uma câmera de vídeo também foi encontrado na cozinha, sobre um tripé, apontado para o forno. Nenhuma fita foi encontrada no interior da câmera no momento.
Apesar de o ocorrido ter sido, originalmente, identificado como um homicídio pela polícia, uma fita VHS foi encontrada no fundo do poço da fazenda, que aparentemente havia secado no início do ano.

Apesar de sua condição de gasto, e o fato de que ela não continha áudio, a polícia ainda eram capaz de ver o conteúdo da fita. Ela mostrava uma mulher se gravando em frente a uma câmera de vídeo, aparentemente a mesma câmera que a polícia encontrou na cozinha. Depois de posicionar a câmera para incluir tanto a ela quanto o fogão de cozinha no campo de visão, ela ligou o forno, abriu a porta, arrastou-se para dentro e fechou a porta atrás dela. Depois de oito minutos de vídeo, o forno pode ser visto balançando violentamente. Neste ponto espesso fumo negro emanava dele. Para os restantes 45 minutos de vídeo, até que a bateria da câmera acabasse, manteve-se na sua posição parada.

Para evitar transtornos para a comunidade local , a polícia não divulgou nenhuma informação sobre a fita, ou até o fato da mesma ter sido encontrada. A polícia também não foi capaz de determinar quem colocou a fita no poço, ou porque o tamanho e estatura da mulher do vídeo não era sequer próxima a do corpo encontrado no forno.

fonte: http://creepypastadark.blogspot.com.br/




Pensar céticamente.

Algo que me define. Pelo menos me definia, Sim definia, me refiro antes desta desgraça.

Acho que comecei um pouco rápido, vamos ao início. Meu nome? Marcelo, 17 anos em vida.

Como dizia o que me definia era ser cético, ao contrário do meu pai, Jonas, que quaisquer coisas que no nosso ato diário de olhar TV no fim do dia passava ele acreditava, por está razão aos aos 56 acreditava em fadas, duendes, sereias e até em dragões, confesso que sentia um pouco de pena da inocência dele em acreditar nisso. Mas o que ele mais acreditava? Aliens era viciado em quais quer coisa relacionada a tal, e eu cético não concordava, mesmo com 8 anos tive um 'contato' que logicamente era uma paralisia do sono.

Desculpe por enrolar vou direto ao ponto. Achava ridículo, mas minha visão ia mudar sobre tal, sabe minha casa é de dois pisos, minha irmã , mãe e pai dormiam em cima e, eu azarado em baix, com direito a cozinha e banheiro do lado do meu quarto, o que de noite me dava altos cagaços. Era por volta das 23h00min quando bruscamente acordo, vejo meu quarto: frio, escuro, normal o que não era, quando percebi algo perto da janela, algo anormal, pensei que era o reflexo da minha cabeça, mas aquilo não parecia normal, algo não humano, uma formal, tentei fazer nenhum barulho e ela ficou ali, de repente ela grita algo em alguma língua estranha ai começava meu fim.

Algo preto saía de baixo da minha cama agarrou meus pés e os quebrou, saíam de todo lado, guarda roupa, porta, teto, gritei mais alto possível, mas de nada adiantava, quando do nada, como uma faca corta manteiga, ele fez um sinal parecido com uma cruz invertida com um circulo ao redor com dois riscos no meio, quando achei ''Assim que vou morrer? " acabou tudo, acordei, chorei demais fui pisar no chão puf a maior dor já sentida por mim, quebrados estavam meus pés, dai me toquei olhei pro meu peito lá estava o símbolo, eu era o escolhido.

Os médicos dizem que os ferimentos não são nada normais, resultado? Gesso por 6 meses, mais foi de menos comparado aos 3 dias sem dormir, não podia dormir NÃO PODIA DORMIR, mas aos poucos meu corpo se rendeu, caiu. Meus medos se confirmaram, dessa vez me estraçalharam os gesso incluindo meu pé. Acordei preso a uma placa, com monstros ou sei lá o que eram aquilo, me olhando com aquele sorriso psicótico se é que pode ser chamado de sorriso, me introduziram todo tipo de coisas incluindo algo que encaixou no meu braço e o abriu completamente, não preciso falar da dor que senti, dali coletaram meu sangue, eu gritava completamente pedindo minha mãe que não era muita chegada a mim, mas ali eu a queria.

Arrancaram minhas pernas e parte do meu pulso, para deixar me agonizar e me levaram a outro lugar onde mais pessoas estavam, pessoas russas, alemãs, australianas todas no mesmo estado que eu, até um brasileiro chamado Miguel, nas nossas últimas horas de vida viramos amigos, amigos no INFERNO fora da terra, nele Miguel me falou que era um experimento, de clonagem, ou seja, arrancavam sangue do original, produziam um clone para mim, no meu lugar, e que não é novo, há mães, presidentes e políticos, até fazendeiros que não são sua alma original , o seu objetivo é enfraquecer a raça humana, produzindo doenças, assassinando, como, por exemplo, o clone que matou Kennedy, Lincoln ou pessoas como Hitler que na verdade teve seu Fim na primeira Guerra e foi usado como marionete.

Quando terminou essa frase seus membros se deceparam sozinhos, junto com suas costelas que saíram com toda força, ele morreu, inveja dele senti, pois teve logo o fim da sua agonia, mas percebi que foi porque sabia demais, eu era o próximo, logo vi que não eram aliens, e sim demônios de formas horrendas de formas não humanas como já tinha citado, eles queria o fim de quem sabia. No mesmo instante senti algo me chocar contra a parede, fiquei paralítico, quando uma das coisas arranca parte do meu pescoço, e depois meus intestinos ASSIM QUE VOU MORRER ? AGONIZANDO ETERNAMENTE AQUI UMA PESSOA NORMAL NÃO SOBREVIVERIA ELES QUEREM MINHA VIDA, NÃO MINHA MORTE, estou condenado a morrer assim como tanto outros e pelo visto é assim que vou morrer. O que me conforta é saber que minha mãe não sabe disso e ao pensar nela é o que faz com que eu aguente mais.

É ESSA MINHA MORTE, NÃO É MAIS A VIDA, SEJA TE ASSOMBRANDO OU NÃO, ISSO NÃO ME IMPORTA, O QUE EU VI EU VI , REFLITA ISSO E LEMBRE-SE QUE eles procuram quem sabe

eu não queria morrer assim

   ==AUTORIZAÇÃO NÍVEL 4 NECESSÁRIA==



abilitação de segurança adequada: Acesso Autorizado

Item #: SCP 008

Classe do Objeto: Euclid

Procedimentos especiais de contenção: as amostras do SCP-008 são de perigo biológico extremo e todos os protocolos relacionados se aplicam. Medidas de incineração e irradiação serão implantadas em caso de ação política ou militar, que pode resultar na instalação sendo desmantelada; uma falha de energia; ou zero de comunicação de agentes ou canais externos durante um determinado período de oito horas. O período de quarentena para agentes deixando a instalação é de quatro meses. Se uma brecha ocorreu, medidas de incineração e irradiação devem ser implantadas. Ele deve ser a política de todos os locais G2 para não preparar um procedimento de evacuação.

Descrição: SCP-008 é um príon complexo, amostras desse estão armazenadas em cada um dos locais G2 conhecidos. A investigação sobre SCP-008 é altamente classificada e destinado principalmente à pesquisa de prevenção, que pode levar à síntese de SCP-008 em um futuro distante. Traços do príon de SCP-008 incluem:

100% de infecciosidade

100% de letalidade

A transmissão através de membranas mucosas expostas e todos os fluídos corporais.



Diagrama de fita ilustrando estrutura terciária do SCP-008. Informações da seqüência de aminoácidos primária foram redigidas.
Não é transmitido pelo ar ou pela água

Sintomas de infecção com o SCP-008 se manifestam não mais de três horas após a exposição, e incluem:

Sintomas gripais com alta temperatura, e demência severa nos estágios seguintes.

Coma cerca de 20 horas após os primeiros sintomas e 12 horas após demência noticiável.

Um período de necrose celular esporádica ocorre e se assemelha a gangrena. O tecido sobrevivente assume sua função original e é altamente elástico.

Os glóbulos vermelhos do sangue aumentam consideravelmente a capacidade de armazenamento de oxigênio, resultando em fluxo sanguíneo mais lento e aumento da resistência e força muscular.

Os sistemas nervoso e muscular não são afetados pela falha total do órgão por várias horas.

Metabolismo pode cair para níveis extremamente baixos, permitindo que o sujeito sobreviva por mais de 10 anos sem nutrição.

A alta viscosidade do sangue resulta em um vazamento insignificante por tiros, perfuração e ferimentos por corte.

Comportamento condicionado, coordenação motora, e os mecanismos de comportamento instintivos são danificados, e as habilidades cognitivas são severamente retardadas e erráticas. Animais experienciam necrose cerebral excesiva e estão inativos.

O sujeito consegue se adaptar aos seus sistemas nervosos danificados, mas é limitado a atividades físicas básicas, incluindo levantar-se, se equilibrar sobre as duas pernas, andar, morder, pegar em objetos e rastejar. O sujeito vai energicamente se mover em direção a locais, sons e cheiros que se associem com humanos vivos. O sujeito tentará ingerir humanos vivos se contato físico for feito.

Neutralizar sujeitos inteiramente infectados requer traumatismo craniano significativo.

Há forte evidência que sugere que o SCP-008 em si não foi formado naturalmente na terra, desde que variantes de complexidade similar teriam se deslocado na maior parte do ecossistema. Em 1959, um pequeno esforço colaborativo com a URSS para localizar locais G2 e eliminar SCP-008 doi negociado após sua descoberta.

O status do SCP-008 sob custódia Russa desde o fim da colaboração é desconhecido.

Adendo 008-1: SCP-500 foi encontrado para ser capaz de curar completamente SCP-008, mesmo em estágios mais avançados da doença.

Créditos: SCP Foundation

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

o suicidio do lula molusco ( video abaixo da postagem )




"Red Mist" é uma fita contendo um episódio inédito de Bob Esponja. Como a há muito tempo perdida e agora descoberta recentemente fita contendo o "Suicide Mouse", Red Mist foi criada por um animador escocês, agora preso, que queria apresentar a fita como o primeiro episódio da quarta temporada, apresentando a morte de Lula Molusco.

Red Mist começa com o Lula Molusco se preparando para praticar com a clarineta em sua casa enquanto Bob Esponja e Patrick brincam do lado de fora. Lula Molusco coloca a boca na clarineta e só consegue tocar uma nota antes de ser interrompido por alguém batendo em sua porta. Ele desce as escadas e abre a porta, encontrando um vendedor ambulante.

O vendedor, um peixe escocês gigante, pergunta se ele poderia ter um momento com Lula Molusco. Mas este diz que não está interessado e bate a porta na cara do vendendor, andando de volta para seu quarto. O vendedor bate à porta mais uma vez, e Lula Molusco abre a porta irritado. O vendedor, parecendo bem triste, diz a Lula Molusco que "a névoa vermelha está vindo" e vai embora, deixando um Lula Molusco confuso para trás. Ele volta para seu quarto e volta a praticar com a clarineta.

Depois de tocar algumas notas bem erradas, Bob Esponja e Patrick começam a rir do lado de fora, interrompendo Lula Molusco mais uma vez. Ele olha pela janela e grita com os dois, dizendo que ele precisa praticar para um concerto que teria. Bob Esponja e Patrick se desculpam com lágrimas nos olhos e vão para suas casas. Lula Molusco, incerto de si mesmo, volta a praticar com sua clarineta mais uma vez, agora sem ser interrompido.
A cena então vai se "apagando" em vermelho e permanece assim por doze segundos.

Talvez por causa de um erro, a mesma cena repete mais uma vez, o que provavelmente deve ser comum em edições básicas de animação. Entretanto, dessa vez, os olhos dos personagens foram substituídos por novos, mais realísticos e com pupilas vermelhas. Obviamente nada mais real que CGI ou animação. Não há mais áudio nessa cena, tirando alguns "cliques" ocasionais.

Depois da repetição da cena anterior, uma nova começa, com os mesmos olhos vermelhos nos personagens. Agora todos estão no teatro, onde Lula Molusco está tocando sua clarineta. Os quadros da animação "pulam" a cada quatro segundos, mas o som permanece sincronizado. Depois de uma apresentação ruim da música que ele mesmo intitulou "Red Mist", Bob Esponja e Patrick são vistos na platéia vaiando Lula Molusco, muito incomum da parte deles.

A cena se afasta, revelando que o vendedor escocês está ao lado deles, também vaiando, enquanto Lula Molusco vai embora cobrindo a cabeça com seus tentáculos. O que há de estranho é que a cena realmente o mostra voltando para casa, sem nada acontecer ao fundo, e permanece desse modo por três minutos e cinquenta segundos antes de ser abuptamente cortada para uma tela em vermelho por mais outros vinte segundos, bem quando ele volta pra sua casa.


Uma nova cena começa, com os olhos de desenho de volta. Lula Molusco está sentado em uma cadeira, em seu quarto, com um olhar perdido em seu rosto que dura trinta segundos exatos, antes de ele começar a soluçar levemente. Novamente, o áudio está ausente por quase toda a cena, até que os soluços começam. Um leve zoom no rosto de Lula Molusco também começa, apenas perceptível se você olha os quadros da cena lado a lado. O som dele soluçando começa de repente, bem alto e severo, enquanto a tela treme um pouco. A risada do vendedor também pode ser ouvida ao fundo.

Depois de outros trinta segundos, a tela embaça e se torce violentamente. Um único frame pisca na tela. Pausando exatamente sobre o frame, o espectador pode ver uma foto real de um garoto de seis anos morto, caído na floresta apenas com roupas de baixo, cujo rosto econtra-se deformado, com um olho arrancado e o estômago aberto, com as entranhas caíndo ao seu lado.
Ao lado, a sombra do fotógrafo pode ser claramente vista, juntamente com parte da mão dele aparecendo do lado direito da cena.

Depois que essa foto aparece, a cena volta para Lula Molusco soluçando, muito mais alto do que antes, e o que parece ser sangue escorre de seus olhos ao invés de lágrimas. O riso do vendedor pode ser ouvido ainda. O som de vento na floresta também pode ser ouvido em som alto, com o som de galhos sendo quebrados e de um menino gritando. Depois de vinte segundos, outro quadro aparece, agora com uma menina de oito anos morta, caída de barriga pra baixo em uma poça de sangue, na mesma floresta da foto do menino. Suas costas estão abertas e suas entranhas empilhadas sobre ela. A foto do fotógrafo também é visível.

A cena retorna para Lula Molusco, agora com os mesmos olhos vermelhos e realistas de antes, completamente em silêncio e não mais soluçando. O som da floresta também não pode mais ser ouvido.
Três segundos mais tarde os soluços voltam, agora muito mais alto e com o som da floresta de volta. Os gritos de um menino e uma menina podem ser ouvidos misturados com a música "Amazing Grace" tocada com clarineta e gaita de Foles. Enquanto isso, sete quadros podem ser vistos em preto e branco, mostrando o menino da primeira fotografia. A mão do fotógrafo pode ser vista durante a passagem dos quadros, pegando as entranhas do menino, com seu único olho restante fitando a mão do homem, e até pisca uma vez.

Corta para Lula Molusco mais uma vez, agora encarando o espectador enquanto a voz do vendedor grita "FAÇA" e "a névoa vermelha está vindo" ao fundo repetidamente. Depois de quarenta segundos, a câmera rapidamente se afasta para revelar que Lula Molusco está segurando uma arma realista, parecendo que havia sido "Photoshopada" na cena. Lula Molusco ergue o cano da arma para sua boca e atira. Sangue espirra de sua cabeça e a tela corta para estática (O famoso"chiado").

Em 7 de Novembro de 2004, depois que os storyboards da animação foram finalizados em Fife, Escócia, a fita foi entregue para os animadores e editores de som na Paramout Studios, em Hollywood, Califórnia, no meio da noite. A fita foi levada para sala de edição onde foi assistida pelos animadores e editores já citados, e mais dois residentes de dezesseis anos. A fita, que deveria ser uma edição básica do episódio "Medo de Hambúrger de Siri", começou com o título "Red Mist". Achando que era brincadeira, os animadores continuaram à assistir, descobrindo que a fita havia sido modificada com algum tipo de brincadeira maldosa.

Como resultado, três animadores (Barry O'Neill, Grant Kirkland Jr. e Alyssa Simpson) foram mandados para o hospital, um editor se aposentou (Fernando de la Peña) e um residente (Jackie McMullen) cometeu suicídio. A fita foi enviada para a polícia, que determinou que a animação havia sido criada por Andrew Skinner, um animador de Fife, Escócia. Ele foi acusado por nove assassinatos, incluindo o das duas crianças que aparecem na fita. O mais estranho, é que ao analisar os dados na VHS, a polícia descobriu que a última edição da fita havia sido feita exatamente vinte e quatro segundos antes de ser assistida pela equipe de Bob Esponja.

Uma cópia da fita foi feita (antes da polícia confiscar a original) por Chaz Agnew, escritor deste artigo e o único residente que sobreviveu aquela noite.

Não sabemos o que aconteceu, ninguém sabe. Uma investigação ocorreu para tentar descobrir a origem das fotos, mas nada foi revelado. Nenhuma das crianças foi identificada, e nenhuma prova foi coletada dos materiais.

O vídeo abaixo mostra um trecho de 49 segundos do vídeo original, a penúltima cena do episódio. Foi o primeiro trecho liberado por Agnew, após isso alguns fãs fizeram uma montagem, um "remake" caseiro do episódio




fonte: http://creepypastadark.blogspot.com.br/

Família Dinossauro - O Episodio Final



Primeiramente gostaria de dizer que está é uma creepypasta real. Antes de tudo lhes pergunto uma coisa, qual foi o último episodio da serie Família Dinossauro? Se você pesquisar em anexos uma lista de episódios veremos que todas indicam que o ultimo episodio é o episodio 65, sera? Não!!
Digamos que esse foi o suposto final, uma farsa. O último episodio de Família Dinossauro se chama Changing Nature (Mudando de Natureza), enquanto o suposto final se chamava George Must Die (George tem que Morrer). Quanto a numeração, o suposto final é dito como o episodio 65, quanto ao verdadeiro final, obviamente é o 66 (este número te lembra algo?)


O episodio se tratava de algo um tanto diferente, um tema um pouco mais sombrio, a extinção.


Dino constrói uma fábrica de frutas de cera em cima da área de acasalamento dos besouros. Isso causa um desastre ecológico que desencadeia a era do gelo. Em uma das cenas vemos Dino tentando se justificar e pedindo perdão à família, já que todo o planeta está condenado.


É dificil pensar que depois de tantos bons episódios e tantas alegrias vendo Família Dinossauro descobrimos que no final tudo acaba...

Manuscrito encontrado numa garrafa



Da minha terra e da minha família pouco tenho a dizer. Os maus costumes e o acumular dos anos afastaram-me da primeira e alhearam-me da segunda. O meu patrimônio proporcionou-me uma educação pouco comum e uma disposição de espírito contemplativa permitiu-me ordenar metodicamente as aquisições diligentemente reunidas pelo estudo precoce. O estudo dos filósofos alemães fez particularmente as minhas delícias: não por qualquer mal-avisada admiração pela sua eloqüente loucura, mas antes pela facilidade com que os meus hábitos de raciocínio rigoroso me facultavam a detecção dos seus erros. Fui muitas vezes admoestado pela aridez do meu gênio; imputavam-me, como se de um crime se tratasse, falta de imaginação, e o pirronismo das minhas opiniões sempre me tornou notado. De fato, receio bem que uma forte atração pela filosofia física me tenha impregnado o espírito de um defeito muito comum nesta época: refiro-me ao hábito de reportar os acontecimentos, mesmo os menos susceptíveis de o serem, aos princípios de tal ciência. Em suma, ninguém seria menos dado que eu a deixar-se desviar das estritas fronteiras da verdade pelos ignes fatui da superstição. Achei que se justificaria esta introdução, sob pena de o incrível relato que se segue ser tomado mais pelo delírio de uma imaginação desenfreada do que pela experiência positiva de um espírito para o qual os devaneios da fantasia sempre foram letra morta e coisa de nulo valor.
Após muitos anos passados em deslocações pelo estrangeiro, larguei no ano de 18… do porto de Batávia, na rica e populosa ilha de Java, em viagem ao arquipélago de Sunda. Embarquei como passageiro, sem outro estímulo que não fosse uma qualquer nervosa irrequietude que me obcecava como espírito maléfico.
O nosso navio era um belo veleiro de umas quatrocentas toneladas, construído de teca do Malabar em Bombaim. Levava um carregamento de algodão em rama e azeite, proveniente das ilhas Lacadivas. Transportávamos ainda fibra de coco, açúcar mascavado, manteiga, cocos e algumas caixas de ópio. A estiva tinha sido feita de modo descuidado, pelo que o navio ia adornado.
Largamos sob um tênue bafejo de vento e mantivemo-nos durante vários dias ao longo da costa oriental de Java, sem mais incidentes que iludissem a monotonia da nossa singradura para além do encontro ocasional com alguns grabs (1) do arquipélago a que nos mantínhamos confinados.
Uma tarde, debruçado à balaustrada da popa, observei uma nuvem isolada muito estranha, a noroeste. Era singular, quer pela cor, quer por ser a primeira com que deparávamos desde a largada de Batávia. Contemplei-a atentamente até ao sol-pôr, altura em que alastrou repentinamente para leste e oeste, cercando o horizonte de uma estreita faixa de vapor e assemelhando-se a uma baixa linha de costa. Não tardou que a minha atenção fosse subseqüentemente atraída pelo aspecto vermelho-escuro da Lua e pelo invulgar estado do mar. Este sofreu uma rápida alteração e a água parecia mais transparente do que o habitual. Embora conseguisse ver distintamente o fundo, ao lançar a sonda verifiquei que a profundidade local era de vinte braças. O ar tornara-se agora intoleravelmente quente e estava carregado de exalações espirais semelhantes às que se desprendem do ferro quando aquecido. Com o tombar da noite, o vento caiu totalmente, sendo impossível conceber calmaria mais completa. A chama da lanterna sobre a popa ardia sem o menor movimento perceptível, e um cabelo comprido, seguro entre o polegar e o indicador, pendia sem que pudesse observar-se a mais pequena ondulação. No entanto, como o comandante dissesse que não se apercebia de qualquer indício de perigo, e uma vez que estávamos a abater totalmente para terra, mandou ferrar as velas e fundear. Não se passou a regime de quartos e a tripulação, constituída principalmente por malaios, veio deitar-se deliberadamente no convés. Desci aos alojamentos – não sem um forte pressentimento de desastre. De facto, todas as aparências me levavam a suspeitar da aproximação do simum. Dei parte dos meus temores ao comandante, mas este não prestou a menor atenção às minhas palavras e deixou-me sem ao menos se dignar de responder. Todavia, a inquietação não me deixou dormir e, perto da meia-noite, subi ao convés. Ao colocar o pé no último degrau da escada, fui surpreendido por um forte ruído sussurrante como produzido por rápida rotação de moinho e, antes que pudesse averiguar o seu significado, apercebi-me de que o navio estremecia na direção do seu centro. No instante imediato, um cachão de espuma fez-nos adornar subitamente e, passando sobre nós, varreu todo o convés de popa a proa.
A extrema violência do choque veio, em grande parte, a ser a salvação do navio. Embora completamente inundado, quando os mastros foram pela borda fora, ergueu-se pesadamente das águas um minuto depois e, vacilando um instante sob a intensa pressão da tempestade, endireitou-se finalmente.
Não sei dizer por que milagre escapei à destruição. Atordoado pelo embate de água, dei por mim, uma vez refeito, entalado entre o cadaste e o leme. com grande dificuldade, pus-me de pé e, olhando confusamente ao redor, fui inicialmente assaltado pela idéia de que estivéssemos no meio de recifes, de tal modo terrível e inimaginável era o turbilhão do oceano alteroso e espumejante em que estávamos mergulhados. Passados algum tempo ouvi a voz de um velho sueco, que embarcara conosco no momento em que largávamos do porto. Gritei-lhe com todas as forças e ele acabou por dirigir-se, a cambalear, para a popa. Depressa descobrimos que éramos os únicos sobreviventes do acidente. Todos os que estavam no convés, exceto nós, tinham sido varridos pela borda fora; o comandante e os oficiais deviam ter perecido durante o sono, visto que os camarotes se encontravam totalmente alagados. Sem auxílio, pouco poderíamos contar fazer pela segurança do navio e os nossos esforços foram de princípio paralisados pela perspectiva momentânea de irmos a pique. Era evidente que a amarra se quebrara como se fosse uma guita ao primeiro sopro do furacão, pois de contrário teríamos sido instantaneamente esmagados. Corríamos com o furacão a uma velocidade assustadora e as águas abriam brechas visíveis à nossa frente. A estrutura da popa tinha sofrido enormes danos e, praticamente sob todos os aspectos, fôramos objeto de consideráveis avarias; mas para nossa extrema alegria, descobrimos que as bombas não tinham ficado obstruídas e que o lastro não sofrera grande deslocação. A maior fúria da tempestade tinha já amainado e a violência do vento não parecia oferecer grande perigo: contudo, ansiávamos, consternados, por que ele cessasse completamente, pois estávamos em crer que, com tais estragos, inevitavelmente pereceríamos na ondulação tremenda que sobreviria. Contudo, esta justíssima apreensão não parecia de modo algum em vias de concretizar-se. Durante cinco dias e cinco noites – no decurso dos quais tivemos por único alimento uma pequena porção de açúcar mascavado, obtido com grande dificuldade no castelo da proa – o calhambeque correu a uma velocidade que desafiava qualquer cálculo, impulsionado por rajadas de vento que se sucediam rapidamente, as quais, sem contudo se compararem à violência inicial do simum, eram ainda mais terríveis do que qualquer tempestade que até então eu tivesse presenciado. O nosso rumo durante os primeiros quatro dias foi, com insignificantes variações, sueste quarta a sul, e deveríamos ir parar às costas da Nova Holanda. No quinto dia começou a fazer-se sentir um frio extremo, embora o vento tivesse rondado mais uma quarta para norte. O Sol despontou com um fulgor amarelo doentio e ergueu-se apenas alguns graus acima do horizonte – sem emitir uma luz definida. Não havia nuvens à vista, mas o vento continuava a refrescar e soprava com uma violência irregular e instável. Cerca do meio-dia, tanto quanto nos era possível estimar, a nossa atenção foi novamente desperta pela aparência do Sol. Não emitia luz propriamente dita, mas antes um clarão mortiço e soturno sem reverberação, como se todos os seus raios estivessem polarizados. Imediatamente antes de mergulhar no mar túrgido, a sua chama central extinguiu-se de súbito, como que pressurosamente apagada por algum inexplicável poder. Era apenas um arco esbatido e quase prateado ao precipitar-se no oceano insondável.
Aguardamos em vão a chegada do sexto dia: esse dia para mim não chegou: para o sueco, não existiu sequer. De então em diante, vimo-nos amortalhados numa escuridão de breu, de tal modo que não conseguiríamos ver um objeto a vinte passo do navio. A noite eterna começou a envolver-nos, nem sequer mitigada pela fosforescência das águas a que nos habituáramos nos trópicos. Observamos igualmente que, embora a tempestade continuasse a bramir com inquebrantável violência, já não conseguia descortinar-se o habitual aparecimento de rebentação ou espuma, que até então nos havia acompanhado. À nossa volta tudo era horror, trevas profundas e um negro e abrasador deserto de ébano. Um terror supersticioso começou a invadir progressivamente o cérebro do velho sueco, e meu próprio espírito estava mergulhado em profundo espanto. Abandonáramos todos os cuidados do navio, mais do que inúteis, e, amarrando-nos o melhor que pudemos ao mastro da mezena, observávamos amargamente a imensidão do oceano. Não tínhamos maneira de calcular o tempo nem fazíamos a menor idéia de qual a nossa posição. Contudo, estávamos perfeitamente cientes de que havíamos navegado mais para sul do que qualquer outro mareante e experimentamos grande admiração por se não nos depararem os habituais obstáculos de gelo. Entrementes, cada instante ameaçava ser o último da nossa vida: não havia vaga alterosa que não se precipitasse para nos esmagar. A ondulação ultrapassava tudo o que eu imaginara possível e o fato de o mar não nos ter sepultado instantaneamente constituía um milagre. O meu companheiro referiu-se ao pouco peso da carga que transportávamos e recordou-me as excelentes qualidades do navio; fosse como fosse, eu não conseguia deixar de sentir o extremo desespero da própria esperança e preparei-me melancolicamente para a morte que acreditava nada poder adiar por mais que uma hora, visto que, a cada nó que o navio avançava, a agitação das prodigiosas águas negras se tornava cada vez mais lugubremente aterradora. Por vezes, ao elevarmo-nos mais ainda que um albatroz, perdíamos a respiração; outras ficávamos atordoados com a velocidade com que o navio se afundava em qualquer inferno aquático, onde o ar estagnava e nenhum som perturbava o sono do kraken (2).
Encontrávamo-nos no fundo de um desses abismos quando um súbito grito do meu companheiro rompeu temerosamente na noite:
– Olhe! Olhe! – gritou angustiadamente aos meus ouvidos. – Deus todo-poderoso! Olhe! Olhe!
Enquanto ele falava, apercebi-me do clarão mortiço e sombrio de uma luz vermelha que se escoava de um e outro lado do abismo em que estávamos mergulhados, e lançava um brilho incerto sobre o nosso convés. Erguendo a vista, observei um espetáculo que me fez gelar o sangue nas veias. A uma altura descomunal acima de nós, e precisamente na orla precipício das águas, pairava um gigantesco navio de umas quatro mil toneladas. Apesar de alcandorado na crista de uma vaga que tinha mais de cem vezes a sua altura, as suas dimensões aparentes ainda assim excediam as de qualquer navio de linha ou da Companhia das Índias. O seu casco enorme era de um negro profundo, nem sequer atenuado por qualquer dos habituais ornatos que os navios ostentam. Uma fileira única de peças de artilharia de bronze emergia das escotilhas abertas e as suas superfícies polidas refletiam os clarões das inúmeras lanternas de combate que balouçavam de um lado para outro na mastreação. Todavia, o que fundamentalmente nos encheu de horror e espanto foi que ele navegava a todo o pano, a despeito daquele mar sobrenatural e do incontrolável furacão. Quando o avistamos a primeira vez, apenas se lhe via a proa, ao erguer-se lentamente do sombrio e horrível fosso que ia deixando para trás. Por um instante de intenso terror, deteve-se sobre o cume vertiginoso, como que imerso na contemplação da sua própria magnificência, após o que estremeceu, vacilou e… iniciou a queda.
Nesse instante, não sei que súbita serenidade me invadiu o espírito. Avançando a cambalear para a popa o mais que me foi possível, aguardei sem receio a catástrofe que certamente nos iria esmagar. O nosso próprio navio começava a abandonar a luta e a mergulhar a proa nas águas. O choque daquela mole que se abatia atingiu-o, por conseguinte, naquele porção da estrutura que estava já sob a água, e o resultado inevitável foi precipitar-me, com irresistível violência, de encontro ao cordame do intruso.
Quando caí, o navio aproou ao vento e virou de bordo; foi à confusão que se seguiu que atribuí o fato de ter passado despercebido aos olhos da tripulação. Não encontrei dificuldade em abrir caminho sem ser detectado até à escotilha principal, que estava parcialmente aberta, e pouco tardou que se me deparasse uma ocasião propícia para me ocultar no porão. Não sei exatamente por que razão o fiz. Talvez uma indefinida sensação de temor, que desde a primeira visão dos tripulantes do navio se me apoderara do espírito, estivesse na origem desta tentativa de buscar esconderijo. Não me sentia inclinado a confiar numa raça de gente que havia revelado, perante o olhar apressado que lhes deitara, tantos motivos de vaga estranheza, dúvida e apreensão. Julguei, pois, acertado arranjar um lugar no porão onde pudesse ocultar-me. Fi-lo deslocando uma porção de pranchas, de modo a obter um abrigo adequado entre o cavername enorme do navio.
Mal terminara ainda a tarefa, quando o som de passos no porão me obrigou a utilizá-lo. Um homem de andar débil e incerto passou junto ao meu esconderijo. Não pude ver-lhe o rosto, mas tive ocasião de observar-lhe o aspecto geral. Apresentava indícios de idade avançada e de doença. Os joelhos vacilavam ao peso dos anos e todo o corpo estremecia sob o seu fardo. Murmurava de si para si, em tom grave e entrecortado, quaisquer palavras numa língua que não logrei distinguir e tateou a um canto entre uma pilha de instrumentos de aspecto invulgar e de cartas de navegação apodrecidas. O seu comportamento era uma estranha mistura de rabugice da segunda infância e da solene dignidade de um deus. Acabou por regressar ao convés e não voltei a vê-lo.
* * *
Um sentimento que não sei designar apossou-se-me do espírito: uma sensação que não admite análise, para a qual os ensinamentos do passado de nada servem e, receio, nem o porvir me fornecerá a chave. Para um espírito da estrutura do meu, esta última consideração é uma tortura. Nunca hei de ser esclarecido – sei que nunca o serei – relativamente à natureza das minhas concepções. E contudo não será de estranhar que tais concepções sejam mal definidas, posto que têm a sua origem em causas tão inteiramente inéditas. Um novo sentido – uma nova entidade – foi acrescentada à minha alma.
Faz já muito que pisei pela primeira vez o convés deste terrível navio e julgo que os raios do meu destino convergem para um foco. Homens incompreensíveis! Imersos em meditações cuja natureza não logro adivinhar, passam por mim sem darem pela minha presença. O fato de me esconder é puro disparate da minha parte, pois esta gente não quer ver. Ainda há instantes passei diretamente pela frente do imediato; não faz muito tempo que me aventurei a penetrar mesmo no camarote individual do comandante e de lá tirei o material com o qual escrevo e tenho vindo a escrever. Continuarei este diário de quando em quando. É certo que posso não ter ocasião de transmiti-lo ao mundo, mas não deixarei de o tentar. No último momento meterei o manuscrito numa garrafa e lançá-la-ei ao mar.
* * *
Deu-se um incidente que me forneceu novos motivos de reflexão. Será tudo isto obra de um desordenado Acaso? Tinha-me aventurado a sair ao convés e estendi-me, sem despertar a menor atenção, no meio de um amontoado de cabos de enxárcias e de velas usadas, no fundo do escaler. Enquanto meditava sobre a singularidade do meu destino, rabisquei inconscientemente com uma brocha de alcatrão as orlas de um cutelo cuidadosamente dobrado que tinha perto de mim sobre uma barrica. O cutelo está agora envergado no navio e as pinceladas irrefletidas da brocha, com a vela esticada, formam a palavra DESCOBERTA.
Ultimamente fiz várias observações sobre a estrutura do navio. Embora bem armado, creio que não se trata de um navio de guerra. Quer o cordame, quer a construção, quer o equipamento em geral levam a por de lado tal hipótese. O que ele não é posso eu facilmente compreender; receio é que seja impossível dizer o que é. Não sei como, mas, ao perscrutar o seu estranho modelo e a forma singular da mastreação, o seu enorme tamanho, o exagerado número de jogos de velas, a sua proa austeramente simples e a popa antiquada, acontece vir uma ou outra vez ao meu espírito uma sensação de coisas familiares, e a essas sombras indistintas da memória mistura-se sempre uma inexplicável reminiscência de velhas crônicas estrangeiras e de épocas remotas.
Estive a observar o madeiramento do navio. O material de que é feito é-me desconhecido. Há uma característica peculiar da madeira que me choca como se a tornasse inadequada para o fim ao qual foi destinada: refiro-me à sua extrema porosidade, considerada independentemente do fato dos estragos que os parasitas provocam nestes mares e para além da podridão concomitante com a idade. Isto poderá porventura parecer uma observação algo sutil, mas esta madeira teria todas as características do carvalho espanhol se este tivesse sido distendido por quaisquer meios não naturais.
Ao reler a frase anterior, ocorre-me intacto à memória o curioso adágio de um velho marinheiro holandês forjado nas intempéries: “É tão verdade”, costumava dizer quando alguém albergava qualquer dúvida sobre a veracidade do que contava, “como é verdade existir um mar onde o próprio navio aumenta de volume como o corpo vivo de um marinheiro”.
Há cerca de uma hora, ousei introduzir-me num grupo de tripulantes. Não me deram a menor atenção e, embora estivesse mesmo no meio de todos eles, pareceram completamente alheios à minha presença. Tal como o que tinha visto antes no porão, qualquer deles apresentava indícios de encanecida velhice. Os joelhos tremiam-lhes de doença; tinham os ombros duplamente abaulados devido à decrepitude; os seus rostos ressequidos abanavam ao vento; as vozes eram baixas, trêmulas e entrecortadas; os olhos cintilavam-lhes com a reuma dos anos e os cabelos grisalhos tremulavam espantosamente na tempestade. Em redor deles, por todo o convés, estavam espalhados instrumentos matemáticos da mais singular e obsoleta estrutura.
Referi um pouco atrás o envergar de um cutelo. Desde essa altura o navio, correndo com o vento, continuou a sua assustadora carreira para sul, com todo pano largado, dos topos dos mastros aos botalós dos cutelos baixos, e balançando a cada instante as vergas do joanete no mais aterrador inferno marinho que a imaginação humana possa conceber. Acabo de abandonar o convés, onde concluí ser impossível manter-me, embora a tripulação não pareça experimentar grande incomodidade. Afigura-se-me o milagre dos milagres o fato de a massa enorme de nosso navio não ser tragada de uma vez por todas. Estamos certamente condenados a pairar continuamente sobre a orla da Eternidade, sem dar um mergulho final no abismo. Deslizamos entre vagas mil mais tremendas do que alguma vez vi, com a facilidade da sagitada gaivota; e as ondas colossais erguem as cristas sobre nós como demônios das profundezas, mas como demônios limitados a meras ameaças e impedidos de destruir. Sinto-me tentado a atribuir esta repetida salvação à unica causa natural que pode explicar tal efeito: devo supor que o navio está sob a influência de uma forte corrente, de uma impetuosa ressaca.
Vi o comandante cara a cara, e no seu próprio camarote; mas, como esperava, não me prestou atenção. Embora nada haja no seu aspecto, para um observador pouco atento, que possa sugerir ser ele alguma coisa mais ou menos do que humano, misturaram-se-me uma irreprimível reverência e temor à sensação de espanto com que o observei. A estatura dele é quase a mesma que a minha, isto é, certa de um metro e setenta. É de compleição proporcionada e compacta, sem ser robusto nem quanto ao resto digno de nota. É, porém, a singularidade da expressão que lhe anima o rosto, é o intenso, maravilhoso e empolgante testemunho de velhice, de uma tão extrema velhice que suscita no meu espírito um sentimento, uma sensação inefável. A sua fronte, conquanto pouco enrugada, parece transportar a marca de uma miríade de anos. Os seus cabelos grisalhos são registros do passado e os olhos ainda mais cinzentos são sibilas do futuro. O pavimento do camarote estava densamente juncado de in-fólios com fivelas de ferro, de esboroados instrumentos científicos e de cartas obsoletas e há muito abandonadas. Tinha a cabeça inclinada sobre as mãos e lia atentamente, com um ardente olhar inquieto, um papel que tomei por uma carta de comando e que, em qualquer caso, apresentava a assinatura de um monarca. Murmurava de si para si, em voz baixa e rabugenta, como fazia o primeiro marinheiro que eu vira no porão, quaisquer sílabas de uma língua estrangeira, e, embora falasse mesmo junto de mim, a sua voz parecia chegar-me aos ouvidos vinda de uma milha de distância.
O navio e todos os que nele seguem estão imbuídos do espírito de Antanho. A tripulação desliza para um lado e para outro como fantasmas de séculos enterrados; os seus olhares têm uma expressão ansiosa e intranqüila; e quando os seus dedos, à minha passagem, caem sob o brilho cru das lanternas de combate, sinto o que nunca antes senti, embora toda a vida tenha negociado em antiguidades e me tenha impregnado das sombras das colunas caídas de Balbec, Tadmor, e Persépolis, até a minha própria alma se converter numa ruína.
Quando olho em redor envergonho-me das minhas apreensões iniciais. Se tremi ante a tempestade que até agora nos acompanhou, não deveria ficar horrorizado perante a adversidade do vendo e do oceano, que as palavras tornado e simum se tornam banais e ineficazes para descrever? Tudo o que se encontra na imediata proximidade do navio é a escuridão da noite eterna e um caos de água sem espuma; mas, cerca de uma légua para um e outro bordo, podem ver-se, indistintamente e de quando em quando, enormes baluartes de gelo, que se erguem ao longe contra o céu desolado, semelhantes às muralhas do universo.
Conforme imaginei, prova-se que o navio está sob a ação de uma corrente, se é que assim se pode apelidar uma maré que, gemendo e uivando através da brancura do gelo, troveja para o sul com uma velocidade semelhante à impetuosa precipitação de uma catarata.
Creio ser totalmente impossível transmitir o horror das minhas sensações; porém, a curiosidade de penetrar os mistérios destas horríveis regiões prevalece mesmo sobre o meu desespero e reconcilia-me com o aspecto mais hediondo da morte. Torna-se evidente que corremos ao encontro de qualquer revelação emocionante: algum segredo que nunca será transmitido, descoberta é o termo da vida. Talvez esta corrente nos leve ao próprio Pólo Sul. Devo considerar que esta suposição, aparentemente tão estranha, tem todas as probabilidades de estar correta.
A tripulação percorre o convés com passo inquieto e trêmulo; mas há na sua atitude uma expressão que é mais da ânsia da esperança do que da apatia do desespero.
Entretanto, temos ainda o vento na popa e, como navegamos com imenso pano, o navio é por vezes erguido do mar em peso. Oh, horror sobre horror! O gelo abre-se simultaneamente à direita e à esquerda e começamos a rodopiar vertiginosamente em imensos círculos concêntricos, em torno de um gigantesco anfiteatro, de paredes cuja altura se perde na escuridão e na distância. Mas pouco tempo me restará para ponderar sobre o meu destino: os círculos estreitam rapidamente… mergulhamos loucamente nas garras do turbilhão… e, por entre o rugir, o bramir e o ribombar do oceano e da tempestade, o navio começa a estremecer e – meu Deus! – e… a afundar. (3)
Edgar Allan Poe
fonte: https://contosdocovil.wordpress.com/2008/06/09/manuscrito-encontrado-numa-garrafa/

terça-feira, 25 de outubro de 2016

o canal infinito




Existe uma lenda que circula em torno da indústria televisiva.

Trata-se do Canal ∞, é difícil acessa-lo, mas não impossível e ,os relatos dos que conseguiram, são variados. Dizem que grandes figuras conseguiram acessa-lo, e isso foi a verdadeira razão de seu sucesso. É um ritual que pode te revelar informações preciosas, pode te mostrar o caminho do poder, mas também pode ter suas consequências.

Eu vou lhe dizer como chegar lá e então o que fazer.

Primeiramente você vai precisar de:

Uma televisão, de preferência uma analógica ou a mais antiga que conseguir.
Um controle remoto, não precisa ser exatamente o controle da televisão, pode ser de qualquer outra.

Ligue a TV e coloque em qualquer canal estático, ou que apenas esteja em tela azul ou preta. Basicamente só colocar em algum canal que não receba sinal.

Saia de sua casa por três horas, mas mantenha a TV ligada. Se tiver outra pessoa na casa, deve sair com você. Também é importante e recomendado chamar outros amigos quando voltar à sua casa.

Durante essas três horas, você precisará adquirir alguns itens. Nenhum deles é obrigatório, mas podem serão úteis. Vou listar os itens em ordem de importância.



Um item muito querido por você;
Dois espelhos. Devem ser pequenos, como espelhos de bolso;
Uma faca , de pelo menos 25 cm;
Um livro que você já leu;
Um aparelho de celular;
Uma chave;
Um martelo ou marreta;


Após se passarem às três horas, retorne à sua casa e para o quarto ou sala onde a TV está.

Feche a porta.

Olhe fixamente para tela de estática até se sentir desorientado ou tonto.

Chame seus amigos para entrar.


Dê o item querido por você para a pessoa na qual você mais se preocupa, em seguida, peça para que todos se retirem. Se você não pegou um item querido, você deve sussurrar algum segredo em seu ouvido.

Peça para que todos saiam da sala e que de forma alguma, não abram a porta novamente, não importe o que aconteça, não importe o que eles escutem, NÃO ABRAM A PORTA!

(Obs.: Quanto mais amigos você chamar, mais seguro você estará, porém, mais riscos eles correrão)

Fique de costas para TV e segure os espelhos a sua frente, um em cada mão, um refletindo o a estática e outro refletindo seu rosto. Fique assim até que uma pergunta apareça na tela. Se você não trouxe os espelhos, sente-se de costas para TV até ouvir um barulho vindo dela.

Peque o controle remoto. Haverá uma pergunta qualquer na tela. Pressione botão que avança ao próximo canal para responder sim ou aperte o que retrocede ao canal anterior para responder não. Serão ao todo 26 perguntas, suas respostas devem ser honestas. Podem ser desde questões triviais até profundas questões filosóficas pessoais. Você responder com honestidade todas as questões, ou você não terá sucesso em alcançar o Canal ∞.

Após as perguntas, uma dessas três coisas acontecerá:

Ou seu programa favorito de todos os tempos vai iniciar em um episódio totalmente inédito, porem, com todos os personagens estão mortos.
Ou um vórtice de vento ira cercá-lo e você será puxado para uma dimensão alternativa. Se isso acontecer, você ficará preso lá e precisará do celular, chave, livro e o martelo para poder sair. Não vou lhe dizer o que fazer, você terá que descobrir por si só, caso seja necessário.
Ou talvez a imagem da pessoa que você menos goste dentre seus amigos vai aparecer na tela da TV. Você vai encravar a faca na televisão, óbvio que não é para acertar o vidro e sim a parte de plástico ou madeira dependendo da TV.

Depois disto, você terá alcançado o Canal ∞.

Na tela aparecerá um menu de navegação com links como “O sentido da vida” ou “Poderes ocultos da mente” entre várias perguntas que nenhuma ciência poderia responder. Escolha uma para obter a resposta.

Se você continuar assistindo a estática, sem se desorientar ou quebrar o contato visual com a televisão, você vai ver uma série de imagens se decifrado, revelando a resposta da questão que você mais gostaria de responder.

Ainda existem muitas coisas para se desvendar desse ritual. Basta fazer o que acha que deve ser feito. Você pode descobrir coisas realmente boas, mas algumas serão ruins. Você pode deixar o quarto a qualquer momento.

No entanto existem mais dois pontos de atenção. Você nunca pode contar a ninguém as respostas que descobriu depois de acessar o canal ∞ e você só pode acessar o canal∞ quatro vezes em sua vida.

Espero que você encontre suas respostas.

SCP-173 - "A Escultura"



Item #:SCP-173

Classe do Objeto: Euclid

Procedimentos Especiais de Contenção:
Objeto SCP-173 deve ser mantido em um container trancado à todo o tempo. A equipe designada a entrar no container não deverá ser menor que 3 pessoas e a porta deverá ser retrancada ao entrarem. A todo o tempo, duas pessoas deverá manter contato direto olho-a-olho com o objeto até todo o pessoal desocupar e retrancar o container.

Descrição:
Levado ao Local19 1993. Origem ainda desconhecida. Construído de concreto e vergalhoes com traços de tinta spray Krylon. SCP-173 se move e é extremamente hostil. O objeto não pode se mover enquanto for mantido dentro de um acido sulfurico no ânus do "animal", Contato visual não deve ser quebrado em hipótese alguma pois se não ele se descontrolará. Pessoal designado à entrar no container é instruido a alertarem-se entre si antes de piscar. Relatos de ataque do objeto incluem a remoção do ânus através da base das nádegas ou por estrangulamento. No momento de um ataque, pessoal deve agir conforme procedimentos de Conteção de Objeto Perigoso Classe 4.

Pessoal relata sons de raspagem de pedra originando do container quando não há ninguem presente. Isto é considerado normal e qualquer mudança neste comportamento deverá ser reportado ao supervisor de plantão.

A substância marrom-escura no chão é uma combinação de fezes e sangue. A origem destes materiais é desconhecida. O container deve ser limpo em uma base bi-semanal.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

suposto video que esta amaldiçoando as pessoas na internet.



vazou o suposto video que esta amaldiçoando as pessoas na internet.
foi esse o maldito titulo que li e eu deveria ter ignorado
mas não.
é Ignorância  uma ausência 
e uma ausência de medo é oque nos faz cair nos mais diversos cantos obscuros do mundo e da internet
e foi por causa daquele click que tudo mudou na minha vida
um video onde varias pessoas ao redor do mundo estavam sendo amaldiçoadas
e tendo enorme marés de azar
perdendo emprego e até mesmo morrendo membros próximos da familia eu achava que era apenas um hoax uma mentira inventada na internet. então cliquei.
mesmo estando escrito "não veja e se ver assista por sua conta em risco"



oque vi foi algo como olhos vermelhos  e algumas mensagens subliminares.
o tempo se passou...
e desde que eu cliquei naquele maldito video
eu perdi meu emprego.
meu cachorro foi envenenado.
minha namorada entrou em depressão profunda e me largou.
eu não tenho dinheiro para pagar o aluguel. mal tenho dinheiro para comprar carne enlatada e sabe qual é a unica forma de quebrar a maldição ?
é repassando o link e foi isso que eu fiz !!
te mostrando aquele video ali agora HAHA
eu não consigo......... eu não consigo viver com a culpa de ter que repassar isto para outra pessoa....
a maldiçao esta com você agora. !
boa sorte.


Relato de uma colega do blog que vamos apelidar de "Ally"


"Tenho sido muito questionada sobre os problemas
que tive há algum tempo, e que me fizeram
queimar os selos.
E pensei muito antes de postar sobre isso, entre
os vários motivos que tive pra adiar esse post, o
maior deles é que nem eu mesma havia
conseguido entender o que tinha acontecido.
Comecei evocando os Daemons através da Goétia
Satânica, e me sentia realmente muito segura
agindo daquela maneira. E através desse método
Satanista eu evoquei alguns Demônios Goéticos.
Entre eles Bune, Seere, Dantalion e Astaroth.
As evocações aconteceram, funcionaram, isso é
um fato. Eu chamei, eles vieram. Mas até então, a
minha preocupação era chamar e falar com eles,
eu não sabia o que viria depois. Eu estava
começando.
Nunca tinha feito sequer um ritual de banimento,
isso não me importava. Eu evoquei cada um deles
várias vezes, pedí uma série de coisas, e parei
pra esperar que essas coisas acontecessem.
Isso sem falar nas deprimentes evocações... Eu
quase implorava pela vinda do Daemon...
Deprimentes, inocentes, ignorantes... Pra dizer o
mínimo!
Bom, acontece que nesse período eu fui tratada
por eles como eu estava me apresentando a eles,
como uma fraca.
Os meus pedidos eram feitos pela metade, minha
vida se tornou uma bagunça.
Eu não me importava com o que era VONTADE.
Isso não me interessava.
Eu pedia, e me contentava com o pouco que
recebia.
Fiquei anestesiada com tão pouco. Não via mais
nada. Não fazia mais nada. Só esperava que os
Daemons fizessem tudo por mim.
Me entreguei a eles com essa minha atitude.
E os resultados disso foram tão terríveis quanto a
minha ignorância.
Eu entrei em um estado de "transe" em que eu não
via mais a minha própria vida. Eu não pensava
mais, eu não agia mais... eu simplesmente estava
sendo controlada por forças que eu não sabia e
nem queria na verdade controlar. Minha vida
estava uma droga, eu estava despedaçada, mas eu
não via isso. Pra mim, estava tudo bem, eu não
me via mais. Eu me perdi. Nem meus
pensamentos eu conseguia controlar, eu pensava
simplesmente em nada.
Virei uma marionete, virei um pedaço de carne,
sendo manipulada o tempo todo. Eu estava doente,
fisicamente, e não consegui perceber. Estava
fraca, doente, totalmente anestesiada pra tudo.
Tudo aquilo que eu tinha evocado, e não falo só
dos Goéticos, falo das evocações feitas no
Satanismo, tudo estava lá. Tudo estava me
influenciando de forma muito negativa. Eu estava
sendo sugada sem dó.
E foi nesse momento da minha vida que Astaroth
apareceu. Através de outras pessoas, começou a
me mostrar, abrir meus olhos pra isso. Mandou
muitas mensagens através de outros, pq dizia que
não conseguia se aproximar, se comunicar, com
tanta coisa me cercando.
Aos poucos eu comecei a ver a minha situação.
Mas quanto mais eu abria os meus olhos, mais eu
era atacada. Eu piorava a cada dia, a cada hora, a
cada minuto, eu me vi sendo dominada e devorada
por tudo aquilo.
Astaroth me disse que eu deveria ser rápida...
Fazer vários banimentos... Por uma semana,
todos os dias, e queimar todos os selos que eu
tivesse na minha casa.
Minha mente quase não me obedecia, meu corpo
estava fraco, (em uma consulta médica, descobri
que o meu coração estava fraco).
Passei alguns dias jogada na cama, sem nem
conseguir comer, e relutava pra não fazer os
banimentos.
Até que um dia, quase rastejando pela casa,
resolvi procurar os selos pra queimá-los. Eu não
encontrava em lugar nenhum. Eles estavam na
minha frente, eu via mas eu não enxergava eles.
Eu nunca vou me esquecer disso. Foi terrível!!! Eu
me segurava nas paredes pra não cair, sentia
como se milhares de coisas estivessem me
segurando, me forçando... ouvia gritos dentro da
minha cabeça... Eu enlouqueci.
Até que, usando um vestígio de sanidade eu
preparei um banimento Satânico que eu já
conhecia, apesar de nunca ter usado. Nesse ritual
eu também evoquei Astaroth pra me ajudar.
Enquanto preparava o ritual, as coisas ficavam
ainda piores, eu já não conseguia ficar em pé.
Estava quente, febril. As vozes gritavam comigo
coisas que eu não entendia, vários vultos
começaram a aparecer. Vi várias sombras me
rondando, mas eu nem fiquei assustada com isso,
eu não tinha nem condições de sentir nada. Eu só
foquei a minha mente nesse ritual, e alí eu
depositei tudo o que restava de mim.
Quando comecei o ritual senti como uma brisa
fresca e aos poucos, comecei a voltar. Ainda
fraca, mas já conseguia me levantar. Só alí eu
tive como calcular a dimensão do estrago. Eu
consegui ver a minha situação. Naquele
momento, foi a primeira vez que eu soube impor a
minha vontade. Não sei de onde veio essa força,
mas fou uma das coisas mais fortes que já senti.
Eu sentia a minha vontade dentro de mim e com
ela eu exigi que tudo aquilo fosse embora da
minha casa, da minha vida. Fui acordando como
de um sonho, voltando aos poucos á realidade. A
Ally que finalizou esse ritual era uma pessoa
totalmente diferente daquela que o havia
começado. Eu estava em pé, eu estava consciente
de mim. Eu me sentia bem. Mas era uma
sensação de bem estar real.
Muito cansada, fui dormir, e sonhei com Astaroth.
Ela veio me dizer que eu tinha feito a coisa certa,
mas que era apenas o começo.
Encontrei os selos no dia seguinte, eles realmente
estavam na minha cara quando os procurei
naquela noite. Queimei um a um.
Refiz o banimento.
Astaroth começou então a aparecer todos os dias,
no mesmo horário, mesmo sem que eu chamasse,
e começou a me ensinar muitas coisas, entre
elas, controle. Astaroth me disse que sem
controle tudo aconteceria novamente.
Esse banimento foi feito por uma semana, como
me foi orientado. Fiquei bem.
Descobri ainda que além de alguns espíritos e
demônios menores, vários goéticos, mandados
até aqui por algumas pessoas infelizes que
queriam me destruir estavam no meio.
Bem, foi assim, exatamente assim que
começaram meus contatos com Astaroth.
E o mais importante: foi nesse triste e terrível
episódio da minha vida que eu descobrí que isso
não é brincadeira, e que deve ser levado muito a
sério.
Através desse aprendizado eu recomecei.
E sinceramente, espero que ninguém passe por
coisa semelhante.
Por isso estou aqui contando tudo isso, por mais
que me doa e seja muito difícil falar sobre o
assunto, mas eu não poderia deixar de contar
sobre a parte feia da goétia. Ela existe, ela é real,
ela pode acabar com a gente se não estivermos
preparados.
A goétia Satânica... bem... vou falar sobre isso
uma outra hora."

Scp-049 "Plague Doctor"



Item nº: SCP-049

Classe do Objeto: Euclídeo

Procedimentos Especiais de Contenção; SCP-049 deve ser contido em uma cela segura no Setor de Pesquisa-██. SCP-049 não deve ser retirado de sua cela a menos que o ato tenha sido aprovado por dois funcionários de Nível 2 ou superior, e nestes casos, SCP-049 deve ser pesadamente sedado. Ainda assim, nestas ocasiões, SCP-049 deve permanecer acompanhado por dois (2) guardas armados e guiado por uma coleira de ferro, presa a dois (2) mastros de ferro de 2 m de comprimento firmemente portados por dois (2) funcionários de Nível 1 ou superior. Todos os experimentos em SCP-049 devem ser conduzidos em um das salas especificamente preparadas para este fim (ver documento 042-D-3-18).

A cela de SCP-049 deve ser constantemente monitorada por câmera de segurança. Em caso de comportamento anormal, o Doutor ████ deve ser avisado imediatamente.

Descrição: SCP-049 possui aparência humanoide, com 1,9 m de altura e peso de 95,3 kg; entretanto, a Fundação é, no momento, incapaz de estudar sua face ou corpo com maior precisão, já que o objeto se encontra coberto com o que parecem ser as vestimentas tradicionais de um "Médico da Peste" da Europa entre os séculos 15 e 16. Embora as vestimentas se assemelhem a couro grosseiro e a máscara pareça ser feita de cerâmica, estes materiais são na verdade parte do corpo de SCP-049, como demonstrado por testes microscópicos e genéticos que indicam sua composição como similar à de tecido muscular. O objeto foi originalmente descoberto em ██████, Inglaterra, pela polícia local. A força-tarefa móvel [REMOVIDO] respondia à suspeita de um surto de [DADOS REMOVIDOS]. Amnésicos de classe A foram administrados a todos os civis em um raio de 0,5 km como parte do procedimento inicial de contenção.

SCP-049 é incapaz de fala (Ver Adendo A-1), embora demonstre compreender a língua inglesa perfeitamente, e é completamente dócil até tentar realizar cirurgias. O toque de SCP-049 é invariavelmente letal para humanos. Após entrar em contato com as mãos de SCP-049, a vítima (doravante denominada SCP-049-2) sofre [DADOS REMOVIDOS] e morre dentro de instantes. SCP-049 tenta então matar todos os humanos em seu campo de visão de forma similar, supostamente para evitar interrupções, para então voltar sua atenção para SCP-049-2. O objeto então tira uma maleta feita de [DADOS REMOVIDOS] contendo bisturis, agulhas, fios de linha, e diversos frascos de uma substância não identificada, de algum lugar de seu corpo (exames de raios-x e similares não foram capazes de localizar estes instrumentos dentro de SCP-049) e começa a dissecar SCP-049-2, inserindo diversos componentes químicos no corpo. Após cerca de 20 minutos, SCP-049 sutura SCP-049-2 e volta a se tornar dócil.

Após um intervalo de alguns minutos, SCP-049-2 torna a apresentar sinais vitais e aparenta estar reanimado. Contudo, SCP-049-2 é incapaz de manifestar função cerebral complexa, vagando sem rumo até encontrar outro humano vivo. Neste ponto, os níveis de adrenalina e endorfina de SCP-049-2 se elevam a cerca de trezentos (300) porcento, enquanto tenta matar e ██████ qualquer ser humano que encontrar, antes de voltar ao estado passivo, vagando até encontrar mais humanos. Neste estágio, sua rescisão é permitida e incentivada. A inobservância a este protocolo fora de condições experimentais controladas é passível da pena de rescisão.

Autópsias detalhadas de SCP-049-2 encontraram diversas substâncias incomuns (juntamente com grandes quantidade de substâncias comuns) em seus corpos, incluindo [DADOS REMOVIDOS]. Contudo, várias das substâncias permanecem não identificadas (pesquisadores com autorização de nível 3 ou superior devem ler o Adendo C-1).

Adendo A-1: Hoje, SCP-049 falou pela primeira vez, 06/12/20██, abordando o Dr. ████. O registro completo do diálogo se encontra em anexo.

Entrevistado: SCP-049 Entrevistador: Doutor ███████ ████ Prefácio: SCP-049 começou a falar aleatoriamente sem estímulos evidentes a caminho de um laboratório. O Doutor ████, neste momento, registrava anotações em um gravador de som portátil. Informações irrelevantes foram omitidas.

SCP-049: "O que é este lugar?" Dr. ████: "O que? É um labo…" [ouve-se um ruído alto, causado pelo Dr. ████ ao derrubar o gravador, em choque.] SCP-049: "Um laboratório? É bastante incrível. Agora eu entendo por que vejo tão poucas vítimas da doença aqui." Dr. ████: "S…Sim. Veja, eu achava que você não podia falar. Eu me assustei com o fato de você, hm, poder." SCP-049: "Ah sim, caro senhor. Eu simplesmente prefiro não fazê-lo. A maioria das vítimas da doença é melancólica e não reage bem a conversas. Eu já te vi diversas vezes e não detectei a doença em você, presumo então que também seja um doutor?" Dr. ████: "Na verdade sim. Me chame de [REMOVIDO]… mas a que 'doença' você se refere?" SCP-049: "Ora, meu bom doutor, à Grande Pestilência. O que mais seria?" Dr. ████: "Grande Pesti… Ah, a Praga. Devia ter imaginado. Mas ninguém aqui está infectado, eu garanto." SCP-049: "Oh, caro doutor, eu é que garanto pra você, a Pestilência está aqui, e eu posso senti-la. É meu dever em vida livrar o mundo dela. Minha cura é deveras eficaz." Dr. ████: "Sua cura? Sua cura nos custou centenas de vidas! Sua cura é falha!" SCP-049: "Caro doutor, minha cura é deveras eficaz."

[SCP-049 voltou a permanecer em silêncio e nenhuma outra tentativa de fazê-lo falar foi bem sucedida.]

Conclusão: "Conseguimos terminar os testes do dia, tentando descobrir o que faz com que ele realize cirurgias, ou, mais precisamente, o que ele detecta como "Pestilência". Até agora, as pesquisas não indicam nenhuma correlação entre os funcionários Classe-D que receberam cirurgias. Ainda estamos trabalhando nisso." Dr. ████

Adendo C-1: Necessária autorização de Nível 3: Em 26/04/20██ SCP-049 conseguiu fugir da contenção. Durante o período de cerca de 5 minutos em que agiu sem supervisão, o objeto entrou em contato com SCP-███. Após ser detido, SCP-049 permaneceu bastante calmo e gentil. Desde então, SCP-049 tornou-se muito mais falante enquanto se prepara e durante as cirurgias.


Eu não sei sobre o que o zero-quatro-nove e aquela máscara maldita conversaram, mas ele parece bem mais feliz. Ele não fica mais sentado parado na cela, e vários funcionários alegam tê-lo ouvido cantarolando cânticos sacros antigos. Além disso, ele começou a falar nos momentos que precedem e durante as cirurgias, parecendo tentar… confortar suas vítimas. Afirmando ser ele a 'cura', entre outras coisas. O foco da nossa pesquisa mudou para descobrir sobre que diabos ele e [REMOVIDO] conversaram. - Dr. ████