quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Ao relatar as circunstâncias que conduziram ao meu confinamento neste asilo de loucos, tenho consciência de que minha posição atual criará dúvidas naturais acerca da autenticidade de minha narrativa. É grande infortúnio o fato de que o grosso da humanidade seja limitado demais em sua visão mental, para pesar com paciência e inteligência esses fenômenos isolados, vistos e sentidos apenas por uma minoria psicologicamente sensível, os quais jazem fora de toda experiência comum. Homens de intelecto mais amplo sabem que não existe nenhuma distinção precisa entre o real e o irreal; que todas as coisas aparecem como tais apenas em virtude dos delicados meios psíquicos e mentais de cada indivíduo, mediante os quais nos tornamos conscientes delas; mas o materialismo prosaico da maioria reputa como loucura os lances de visão superior que perfuram o véu comum do empirismo óbvio.

Meu nome é Jervas Dudley, e desde a mais tenra infância tenho sido um sonhador e um visionário. Rico para além das necessidades de uma vida comercial, e de um temperamento inapto para os estudos formais e o recreio social daqueles com quem me relaciono, tenho habitado desde sempre em reinos que não pertencem ao mundo visível; passando minha juventude e minha adolescência debruçado sobre livros antigos e pouco conhecidos, e a percorrer os campos e bosques das cercanias de meu lar ancestral. Não creio que o que li nesses livros ou vi nesses campos e bosques fosse exatamente o que os outros rapazes leram e viram ali; mas sobre isso preciso falar pouco, pois que discorrer mais detalhadamente apenas confirmaria essas calúnias cruéis acerca de meu intelecto que às vezes ouço sussurrarem os atendentes furtivos que me rodeiam. Basta-me relatar os eventos sem analisar as causas.

Disse que vivi afastado do mundo visível, mas não disse que vivi sozinho. Isso nenhuma criatura humana poderia fazer; desde que, à falta da camaradagem dos vivos, inevitavelmente se entra na companhia de coisas que não são, ou não mais estão, vivas. Próximo à minha casa existe um vale arborizado bastante singular, em cujas profundezas crepusculares eu passava grande parte de meu tempo; lendo, pensando, e sonhando. Pelas suas encostas cobertas de musgo ensaiei meus primeiros passos de infância, e em volta de seus carvalhos grotescamente retorcidos se teceram minhas primeiras fantasias de juventude. Eu bem vim a conhecer as dríades¹ dessas árvores, e não raro assisti às suas danças selvagens sob os raios vacilantes de uma lua pálida – mas acerca dessas coisas não devo falar agora. Falarei apenas da tumba solitária em meio ao matagal mais escuro do declive; a tumba abandonada dos Hydes², uma velha e nobre família cujo último descendente direto fora depositado em seus negros recessos muitas décadas antes do meu nascimento.

O pórtico a que me refiro é feito de granito ancestral, lavado e descolorido pelas névoas e pela umidade de gerações. Escavada na encosta, apenas a entrada da construção é visível. A porta, uma pesada e proibitiva laje de pedra, pende de dobradiças de metal enferrujado, e ligeiramente aberta jaz lacrada numa forma estranhamente sinistra por pesadas correntes de ferro e cadeados, de acordo com um repulsivo costume de meio século atrás. A residência do clã cujos descendentes estão enterrados aqui coroou certa vez o declive no qual está a tumba, mas há muito tombou vitimada pelas chamas que desceram do céu na forma de um desastroso golpe de relâmpago. Daquela tempestade que à meia-noite destruiu essa lúgubre mansão, os habitantes mais velhos da região às vezes falam entre sussurros e vozes inquietas; aludindo ao que chamam de “ira divina” de um modo que nos últimos anos fez crescer vagamente o já forte fascínio que eu sentia pelo sepulcro encravado na mata. Um homem apenas pereceu no fogo. Quando o último dos Hydes foi enterrado neste local de sombra e quietude, a triste urna de cinzas veio de uma terra distante; na qual a família havia reparado quando a mansão pegou fogo. Não resta ninguém para colocar flores diante do portal de granito, e muito poucos se dão ao trabalho de enfrentar as sombras depressivas que parecem guardar estranhamente as pedras lavadas pelas chuvas.

Jamais esquecerei aquele entardecer em que, pela primeira vez, me deparei com a semi-oculta casa da morte. Foi em pleno verão, quando a alquimia da natureza transmuda a paisagem silvestre numa única e quase homogênea massa de verde; quando os sentidos estão quase intoxicados com os mares afluentes de verdura úmida e os odores sutilmente indefiníveis do solo e da vegetação. Numa tal ambientação a mente perde suas perspectivas; tempo e espaço tornam-se triviais e irreais, e ecos de um esquecido passado pré-histórico batem insistentemente contra a consciência enfeitiçada. Durante o dia todo eu tinha estado a perambular através dos bosques místicos do vale; a conceber pensamentos que não preciso discutir, e a conversar com coisas que não preciso nomear. Com apenas dez anos, eu tinha visto e ouvido muitas maravilhas que a turba desconhecia; e já era espantosamente maduro em certos aspectos. Quando, depois de abrir caminho entre duas touceiras de arbustos, subitamente deparei com a entrada da cripta, não tinha o menor conhecimento acerca do que encontrara. Os blocos negros de granito, a porta curiosamente entreaberta, e os entalhes fúnebres sobre o arco, não despertaram em mim quaisquer associações de caráter fúnebre ou terrível. Sobre sepulturas e tumbas eu sabia e devaneara bastante, mas fora poupado, devido ao meu temperamento peculiar, de todo contato com adros e cemitérios. A estranha casa de pedra escondida entre o mato na encosta constituía para mim apenas uma fonte de interesse e especulação; e seu interior frio e úmido, para dentro do qual eu espiava através da excruciante abertura, não me sugeria nada de morte ou decadência. Mas naquele instante de curiosidade nasceu o desejo loucamente irracional que me trouxe até este inferno de confinamento. Encorajado por uma voz que deve ter vindo da medonha alma da floresta, tomei a decisão de penetrar na escuridão que me convocava, a despeito das pesadas correntes que impediam minha passagem. Na luz evanescente do dia chacoalhei insistentemente os obstáculos enferrujados, na esperança de abrir a porta de pedra, e até mesmo experimentei espremer meu corpo magro através do pouco espaço disponível; mas ambos os planos não surtiram efeito. Curioso no início, tornei-me frenético; e quando ao anoitecer retornei a casa, jurara aos cem deuses da mata que a qualquer custo um dia haveria de forçar minha entrada nas profundezas escuras e gélidas que pareciam me chamar. O médico de barba grisalha que todos os dias vem até meus aposentos certa vez disse a um visitante que essa decisão marcou o começo de uma lamentável monomania; mas deixarei o julgamento final a cargo de meus leitores depois que souberem de tudo.

Os meses subsequentes à minha descoberta foram gastos em tentativas fúteis de forçar o complicado cadeado da cripta semicerrada, bem como em investigações cuidadosamente guardadas acerca da natureza e da história da construção. Com os ouvidos tradicionalmente receptivos de um menino, aprendi muito; embora uma discrição habitual não me permitisse contar a ninguém sobre o meu conhecimento ou minha resolução. Talvez seja importante mencionar que não fiquei nem um pouco surpreso ou aterrorizado com a natureza do pórtico. Minhas idéias bastante originais acerca da vida e da morte tinham me levado a associar, de maneira vaga, a argila fria com o corpo que respira; e senti que a grande e sinistra família da mansão incendiada estava de algum modo representada dentro do espaço de pedra que eu procurava explorar. Lendas murmuradas acerca de ritos exóticos e festins pagãos de épocas passadas ocorridos dentro do vestíbulo ancestral, despertaram em mim um novo e irresistível interesse pela tumba, em frente a cuja porta eu me sentaria durante horas diariamente. Um dia acendi uma vela diante da entrada obstruída, mas nada pude ver a não ser um lance descendente de degraus de pedra úmida. O odor do lugar me repelia e ao mesmo tempo me enfeitiçava. Sentia como se já o tivesse conhecido, num passado remoto anterior a toda lembrança; anterior mesmo à habitação deste corpo que agora possuo.

fonte: http://hplovecraft.com.br/contos/a-tumba/

A Tumba


Estou escrevendo isto sob uma grande tensão mental, já que nesta noite eu não deverei mais existir. Sem um centavo, e no fim do meu suprimento de remédio que por si só consegue tornar minha vida tolerável, eu já não consigo suportar mais a tortura; e devo me atirar dessa janela do sótão em direção a rua esquálida lá embaixo. Não pense que por causa da minha escravidão à morfina eu seja um fraco ou um degenerado. Quando você tiver lido estas páginas rabiscadas às pressas você poderá imaginar, porém nunca perceber completamente, o motivo pelo qual eu preciso ter o completo esquecimento ou a morte.

Foi num dos trechos mais abertos e pouco frequentados do extenso Pacífico, que o paquete do qual eu era comissário de bordo foi vítima de um navio corsário alemão. A grande guerra estava até então bem no seu início, e as forças oceânicas dos Hunos não haviam afundado completamente para as suas degradações posteriores; de modo que nossa embarcação se tornara um legítimo prêmio, enquanto nós da tripulação fomos tratados com toda a equidade e consideração devida a nós como prisioneiros navais. Era tão liberal, de fato, a disciplina dos nossos captores, que cinco dias após termos sido tomados, eu consegui escapar sozinho num pequeno barco com água e suprimentos para um bom período de tempo.
Quando finalmente me encontrei à deriva e livre, eu não tinha a mínima ideia do que me rodeava. Nunca um navegador competente, eu só podia adivinhar vagamente pelo sol e pelas estrelas que eu estava um pouco ao sul do Equador. Da longitude eu nada sabia, e nenhuma ilha ou linha costeira estava à vista. O tempo se manteve firme, e por incontáveis dias eu flutuei sem direção debaixo do sol escaldante; esperando ou por algum navio passageiro, ou ser atirado às praias de alguma terra habitável. Mas nem navio ou terra apareceu, e eu comecei a me desesperar em minha solidão sobre a vastidão ondulante de interminável azul.
A mudança aconteceu enquanto eu dormia. Seus detalhes eu jamais saberei; já o meu sono, apesar de perturbado e infestado de sonhos, era contínuo. Quando finalmente acordei, foi para me encontrar sugado pela metade numa extensão viscosa de lama negra infernal, que se estendia em monótonas ondulações até onde minha vista alcançava, e na qual meu barco estava enterrado com certa distancia.
Embora alguém pudesse muito bem imaginar que a minha primeira sensação seria de surpresa com uma transformação tão prodigiosa e inesperada de cenário, eu estava na realidade mais horrorizado do que surpreso; pois havia no ar e no solo apodrecido uma característica sinistra que me gelou até o âmago. A região estava pútrida com as carcaças de peixes em decomposição, e de outras coisas menos descritíveis que eu vi protuberando da desagradável lama da planície sem fim. Talvez eu não devesse esperar transmitir em meras palavras o horror inexprimível que pode habitar num silêncio absoluto e na imensidão estéril. Não existia nada ao alcance do ouvido, e nada a vista salvo uma vasta extensão de lodo preto; contudo a própria plenitude da quietude e a homogeneidade da paisagem me oprimiram com um medo nauseante.
O sol estava brilhando de um céu que me parecia quase preto em sua crueldade sem nuvens; como se refletisse o pântano manchado sob os meus pés. Enquanto eu me rastejava em direção ao barco encalhado, eu percebi que apenas uma teoria poderia explicar minha situação. Através de alguma de uma convulsão vulcânica sem precedentes, uma parte do fundo do oceano devia ter sido jogada para a superfície, expondo regiões que durante inúmeros milhões de anos haviam ficado escondidas sob profundezas aquáticas insondáveis. Tão grande era a extensão da nova terra que se elevara abaixo de mim, que eu não pude detectar o mais tênue ruído do oceano, por mais que forçasse os ouvidos. Também não havia qualquer ave marinha para devorar as coisas mortas.
Durante muitas horas eu fiquei sentado pensando e remoendo no barco, que estava caído de lado e proporcionando um pouco de sombra à medida que o sol se movia pelos céus. No decorrer do dia o chão perdeu um pouco da sua viscosidade, e pareceu que provavelmente, num curto espaço de tempo, se tornaria seco o suficiente para o propósito de viajar. Naquela noite eu dormi, mas pouco, e no dia seguinte fiz para mim mesmo um pacote contendo comida e água, preparações para uma jornada terrestre em busca do mar desaparecido e de um possível resgate.
Na terceira manhã eu achei o solo seco o suficiente para caminhar sobre ele com facilidade. O odor dos peixes era enlouquecedor; mas eu estava preocupado demais com coisas mais graves para me importar com um mal tão leve, e parti corajosamente rumo a um objetivo desconhecido. Durante todo o dia eu caminhava firmemente na direção oeste, guiado por um outeiro distante que se elevara mais alto que qualquer outra elevação no deserto ondulado. Naquela noite eu acampei, e no dia seguinte ainda viajei em direção ao outeiro, embora aquele objeto parecesse estar pouca coisa mais perto do que da primeira vez em que eu o espiei. Pela quarta noite eu atingi a base do monte, que acabou sendo muito mais alto do que parecera à distância; um vale interposto destacava seu perfil da superfície geral. Exausto demais para subir, eu dormi na sombra da colina.
Não entendo por que meus sonhos foram tão agitados naquela noite; mas antes da curva fantasticamente acentuada da lua minguante ter-se erguido muito acima do lado oriental da planície, eu fui acordado num suor frio, determinado a não dormir novamente. Tais visões as quais eu havia experienciado eram demais para suportar novamente. E sob o brilho do luar eu percebi o quão imprudente eu havia sido por viajar durando o dia. Sem o brilho do sol abrasador, minha jornada teria me custado menos energia; na verdade, eu agora me sentia bastante capaz para realizar a subida que me havia intimidado ao entardecer. Apanhando minhas provisões, eu parti para a crista da elevação.
Eu já disse que a monotonia constante da planície ondulada era uma fonte de horror vago para mim, mas acho que meu horror foi maior quando alcancei o cume do monte e olhei para o outro lado, para um imensurável fosso ou desfiladeiro, cujos recessos negros a lua ainda não havia se erguido o suficiente para iluminar. Eu me senti no limiar do mundo, olhando sobre sobre a borda para um caos insondável de noite eterna. Pelo meu terror passaram curiosas reminiscências do Paraíso Perdido, e da hedionda ascensão de Satã pelos reinos indecorosos das trevas.
À medida que a Lua subiu mais alto no céu, eu comecei a notar que as encostas do vale não eram tão perpendiculares quanto eu havia imaginado. Ressaltos e afloramentos da rocha forneciam apoios razoavelmente fáceis de pés para uma descida, enquanto após um mergulho de algumas centenas de pés, o declive se tornou bastante gradual. Impelido por um impulso que não consigo definitivamente analisar, desci com dificuldade pelas rochas e parei na encosta menos íngreme abaixo, fitando as profundezas tenebrosas onde nenhuma luz havia jamais penetrado.
De repente minha atenção foi capturada por um vasto e singular objeto na encosta oposta, que se erguia abruptamente a cerca de cem jardas à minha frente; um objeto que brilhou esbranquiçadamente sob os recentes raios agraciados da Lua crescente. Que isso fosse meramente um pedaço gigantesco de rocha, eu logo me assegurara; mas eu estava consciente de uma distinta impressão de que seu contorno e posição não eram de todo o trabalho da Natureza. Um exame mais minucioso me encheu de sensações que não consigo expressar; pois apesar de sua enorme magnitude, e sua posição num abismo que ficara escondido no fundo do mar desde que o mundo era jovem, eu percebi sem sombra de dúvidas que o estranho objeto era um monólito bem moldado cujo volume maciço havia conhecido o artesanato e talvez a adoração de criaturas vivas e pensantes.
Pasmo e assustado, mas não sem uma certa excitação de um prazer científico ou arqueológico, eu examinei meu entorno mais de perto. A Lua, agora perto do zênite, brilhava estranhamente e vividamente acima das escarpas altas que cercavam o abismo, revelando o fato de que um um extenso corpo d’água corria em seu fundo, até se perder de vista em ambas as direções, e quase lambia meus pés enquanto eu estava na encosta. Do outro lado do abismo, as pequenas ondas lavavam a base do monólito ciclópico; sobre cuja superfície eu podia agora distinguir tanto inscrições quanto esculturas brutas. A escrita estava num sistema de hieróglifos desconhecido para mim, e diferente de tudo que eu já vira em livros; consistindo em sua maior parte de símbolos aquáticos convencionalizados como peixes, enguias, polvos, crustáceos, moluscos, baleias, e coisas assim. Diversos caracteres obviamente representavam coisas marinhas que eram desconhecidas para o mundo moderno, mas cujas formas em decomposição eu havia observado na planície erguida do oceano.
Foram os entalhes pictóricos, porém, que mais me encantaram. Claramente visível através da água interveniente por conta do seu tamanho, havia um arranjo de baixos-relevos cuja temática teria provocado a inveja de Doré. Imagino que aquelas coisas deviam supostamente ilustrar homens – ao menos, um certo tipo de homens; embora as criaturas fossem mostradas divertindo-se como peixes nas águas de alguma gruta marinha, ou venerando algum santuário em forma de monólito que também parecera estar submerso. De seus rostos e formas eu não ouso falar com detalhes; sua mera recordação me deixa aturdido. Grotesco além da imaginação de um Poe ou de um Bulwer, eles eram abominavelmente humanos em seu contorno geral, apesar das mãos e pés palmados, dos lábios chocantemente largos e flácidos, dos olhos saltados e vítreos, e outras feições ainda menos agradáveis de se lembrar. Curiosamente, eles pareciam ter sido cinzelados muito fora de proporção em relação ao cenário de fundo; pois uma das criaturas era mostrada no ato de matar uma baleia, representada com um tamanho pouco maior do que o seu. Eu comentei, como digo, sobre seu jeito grotesco e estranho tamanho; mas num momento achei que eram apenas os deuses imaginários de alguns pescadores primitivos ou tribos marítimas; alguma tribo cujos derradeiros descendentes teriam perecido muitas eras antes do primeiro ancestral do Homem de Piltdown ou do Neandertal ter nascido. Extasiado diante daquele inesperado vislumbre de um passado além da concepção do mais ousado antropólogo, eu fiquei ali meditando enquanto a Lua lançava curiosos reflexos no silencioso canal à minha frente.
Então de repente eu a vi. Com apenas uma leve agitação para indicar sua subida à superfície, a coisa emergiu para fora das águas escuras. Enorme, polifêmica e repugnante, ela disparou como um monstro estupendo do pesadelo para o monólito, sobre o qual jogou seus gigantescos braços escamosos, enquanto inclinava a cabeça horripilante produzindo sons ritmados. Pensei ter enlouquecido então.
De minha subida frenética da encosta e do penhasco, e da minha delirante jornada de volta ao barco encalhado, pouco me recordo. Creio que cantei muito, e ri estranhamente quando era incapaz de cantar. Eu tenho vagas recordações de uma grande tempestade algum tempo depois de alcançar o barco; de qualquer forma, sei que ouvi o estrondo de trovões e outros ruídos que a natureza expressa somente em seus humores mais selvagens.
Quando saí das trevas eu estava num hospital em São Francis­co; levado pelo capitão de um navio americano que recolhera meu barco no meio do oceano. Em meu delírio eu falei muito, mas descobri que minas palavras receberam pouca atenção. Sobre qualquer afloramento de terra no meio do Pacífico, meus salvadores não sabiam nada a respeito; nem eu julguei necessário insistir em algo de que sabia que eles não poderiam acreditar. Procurei certa vez um famoso etnólogo, e o diverti com perguntas curiosas sobre a antiga lenda filistina de Dagon, o Deus-Peixe; mas logo percebendo que ele era um racionalista irremediável, eu não pressionei meus inquéritos.
É durante a noite, especialmente quando a lua está muito curva e minguante, que eu vejo a coisa. Tentei a morfina; mas a droga me deu apenas um alívio temporário, e me arrastou para suas garras como um escravo sem esperança. Então agora eu pretendo acabar com tudo, tendo escrito um relato completo para a informação ou a desdenhosa diversão de meus semelhantes. Muitas vezes me pergunto se tudo não teria passado de pura fantasmagoria — uma simples fantasia febril enquanto eu jazia, castigado pelo sol e delirante naquele barco sem cobertura, depois da minha fuga do navio de guerra alemão. Isso eu me pergunto, mas sempre me vem uma visão terrivelmente pavorosa em resposta. Não consigo pensar no mar profundo sem estremecer com as coisas inomináveis que podem neste exato momento estar arrastando-se e espojando-se em seu leito viscoso, adorando seus antigos ídolos de pedra e cinzelando a sua própria e detestável semelhança em obeliscos submarinos de granito encharcado. Eu sonho com o dia em que elas poderão ascender acima dos vagalhões para arrastar para o fundo com suas garras fétidas, os remanescentes de uma humanidade debilitada, exaurida pela guerra — o dia em que a terra deva afundar, e o fundo negro do oceano erguer-se em meio a um pandemônio universal.
O fim está próximo. Ouço um ruído à porta, como se um imenso corpo escorregadio a estivesse serrando. Ele não deve me encontrar. Deus, aquela mão! A janela! A janela!

fonte: http://hplovecraft.com.br/contos/dagon/2/

Dagon

segunda-feira, 14 de novembro de 2016




Eu havia me mudado para o pequeno apartamento da minha irmã, ela infelizmente foi presa por agredir um policial e como não tinha ninguém para ficar lá, cá estou, arrumando as coisas. Bem, não mudei muito coisa, já que ela era bastante organizada. Comecei então a bisbilhotar suas coisas pessoais. O notebook dela estava cheio de vídeos pornô baixados, algumas fotos de uma viagem curta e receitas de macarrão, porém nada de íntimo.

Depois de calmamente ter levado o note para o banheiro, resolvi ver se ela tinha algo escrito em seu caderno, pois eu adorava dedurar pra minha mãe os ficantes dela. Abri a bolsa da escola, livros pichados, caderno com anotações, nada de mais, até que encontrei um pequeno diário dentro dela. Ah, se eu peguei. Comecei a folear, entretanto, nada achei se não alguns manuais esquisitos. Parei de pular as páginas e decidi ler.


Como deve-se agir na frente do espelho.

1. Se o lugar ou ambiente tiver um espelho, mesmo que insignificante, passe direto por ele.
2. Se seu rosto estiver ferido ou sujo, você tem direito a olhar por 5 segundos.
3. Caso passar da marca de cinco segundos, aguente as consequências de seu ato.
4. Em hipótese alguma olhe nos olhos de seu reflexo.
5. Em hipótese alguma sorria para o espelho.
6. Você não pode quebrar um espelho, mesmo que este o atormente.

Fiquei meio grilado com isso, porém não achei que aquilo era sério.

Um dia, numa partida de futebol, tive um leve corte no queixo, voltei para casa para tratar o ferimento que sangrava um pouco, o único espelho que tinha naquele lugar era no banheiro, acima da pia. Cheguei lá, abri a torneira para me limpar da sujeira. Não sei o porquê daquele lugar ser tão frio, comecei a me observar , era um pequeno filete carmesim que caía, coloquei minha mão debaixo da água e passei no corte, enquanto realizava o ato, notei meus olhos brilharem no reflexo, eram um brilho tão ... maravilhoso, que me dá dava vontade de tocá-lo o dia todo, porém, apressado que sou, deixei o banheiro. Passei mais de 5 segundos.

O meu dia foi bem, almocei tarde, a comida era abundante e por isso acabei por me sujar todo. Impaciente, fui até a pia da cozinha, abri a torneira, porém a água não desceu, comecei a abrir mais, contudo nada de água sair, eu tinha pressa, já que teria prova, deduzi que o cano poderia estar entupido, então fui em direção ao banheiro. Estava tudo normal, a não ser um pouco de lodo estar nas extremidades do espelho, achei que por desleixo meu, não tinha percebido a sujeira e resolvi depois limpar. Cerifiquei-me que saía água e dessa vez, funcionou perfeitamente, primeiro lavei as mãos, sem precisar olhar aquele espelho, só que minha boca deveria estar toda engordurada - maldita receita de macarrão - e tive que observar, usei o sabonete, depois o líquido, apenas conferindo o meu trabalho em meu reflexo. Abri a boca, meus dentes estavam completamente sujos, com macarrão grudado até na gengiva, comecei a escová-los constantemente, até que pôs água na boca, gargarejei e cuspi no ralo da pia.

Por fim, dei um sorriso para averiguar a situação, ninguém pode descrever o que senti.

O sorriso estava um pouco mais espaçado do que eu realmente exercia, afinal, havia algo de errado nesse espelho, a única coisa que comecei a pensar era como aquilo era pequeno e nada atraente, forcei os cantos da boca, para sorrir ainda mais, enquanto minhas bochechas eram contraídas em relevos de minha pele, estava admirado, mas era como se, ao mesmo tempo, estivesse em um transe macabro. Eu nem sequer me reconhecia diante daquele reflexo.

Dei um tapa na minha cabeça e resolvi sair dali, era ridículo aquilo!

Após a prova, meu amigo Renan chamou-me a sua casa, aceitei, o mesmo perguntou se eu estaria doente, pois minha pele estava um pouco esbranquiçada, falei que era gripe, mas que mesmo assim, estaria disposto a ir.

Sua casa era um pouco pequena, porém o que mais me chamou atenção era uma pequena parede espelhada no corredor, eu precisava passar por ela para ir em direção ao quarto de Renan (ele queria jogar GTA IV comigo) . Ele foi na frente, fiquei um pouco temeroso, não sei o porquê, mas me sentia intimidado em passar. Renan chegou ao seu quarto e ficou me perguntando porque eu não passava.

Respondi que não estava meio bem, porém, o rapaz rapidamente veio em minha direção e começou a me puxar pelo pulso e em resposta, tentava soltar-me, ele me trouxe em frente ao espelho, entrei em pânico e comecei a me debater, só que minha visão foi ao reflexo, o de Renan estava normal, porém o meu estava um pouco escuro e tudo que podia ver de meu rosto eram meus olhos marcados por um contorno negro, o rosto me fitava igualmente, os olhos eram muito aterrorizantes, até que vi na sua boca um sorriso nervoso. Soltei um grito alto demais, Renan me soltou, caindo no chão atordoado, saí de lá, em pressa, voltei para o apartamento em pânico e tranquei a porta, já começara a anoitecer e tudo que fazia era tremer. Respirei fundo, fiquei ditando que era apenas coisa da minha cabeça e que não havia nada de anormal.

Passei sete dias ignorando o meu banheiro. Parece estranho? Se é. Como a única pia que funcionava era a do banheiro, comecei a comprar marmitas, cujo os talheres eram de plástico e mandava minha roupa pra lavandaria, fezes e urina? Apenas fazia no banheiro da minha escola (antes, eu nem passava por lá), dou graças a Deus que duas semanas atrás, tiraram o espelho de lá, pois o quebraram.

Voltei pra casa, senti meu cheiro, era degradante, tinha de tomar banho, relutante, fui. Peguei a toalha e embarquei no banheiro, de olhos fechados. Abri a torneira e deixei a água descer, enquanto me ensaboava. Apos o longo banho, cobri-me com a toalha e fui abrir a porta, só que no entanto, ela emperrou, desesperado, comecei a forçar a maçaneta, porém, nada adiantava, não olharia para aquela merda de espelho, continuei o trabalho, mesmo molhando o chão. Então decidi arrombá-la, quando usei o impulso da minha perna, escorreguei e a ultima coisa que vi foi um reflexo cair tortamente, com uma triste e melancólica expressão.

Acordei um pouco depois, senti um leve galo na cabeça, quando olhei de relance aquele maldito espelho, observei que o lado estava ainda mais alastrado, porém, em nenhum lugar em cima daquele espelho. Virei meu rosto, estava tonto devido a queda, só que dessa vez a porta abriu.

O que passou nas horas da noite foi uma forte febre que me abatera. Fiquei na sala, enroscado no lençol pois queria muito dormir, comecei a ouvir ruídos no banheiro, eram como passos, senti uma súbita friagem nos pés, eu evitei olhar em direção aquele cômodo, depois comecei a ouvir objetos se quebrando. E assim terminou minha noite.

Comecei a evitar qualquer coisa com reflexo, nem ao menos olhava nos olhos das pessoas, temendo o que veria lá, estava paranoico e beirando para sanidade. Por fim, decidi acabar com meu sofrimento, primeiro olhei o diário da minha irmã, e tudo que vi lá eram as descrições do reflexo dela a perseguindo de maneira horrorosa.

Agarrei o enorme martelo que havia na pia da cozinha e resolvi enfrentar o demônio. Prossegui apavorado, com martelo apoiado no ombro, abri lentamente a porta do banheiro. Ele estava intocado. Intocado? Que merda foi aquela que ouvi então?

Observei aquele espelho por uma ultima vez, o reflexo estava me intimidando, mordendo os lábios e me encarando friamente, ergui o martelo, nada fez a não ser me observar, e com toda a força que possuo, destrocei, caco por caco, enquanto observei-o cair da parede e ir de encontro no chão, dei um sorriso de vitória.

E escutei. Risadas e mais risadas e quando fixei o olhar para o chão cheio dos cacos, havia vários reflexos de mim, todos rindo frenéticos, como se tivessem um demônio dentro deles ou se eles fossem os próprios demônios, comecei a esmagar os cacos, mais e mais e as risadas prosseguiram e aumentaram...

E agora estou nessa cadeia, por vontade própria, sabe, aqui não tem espelhos e nem tenho companhia para ver nos olhos dos outros, o problema é que aqui faz muito calor, acho que é porque as paredes são acolchoadas demais.

Manual do Espelho

sábado, 12 de novembro de 2016




Meu nome é Jake, Sou uma criança de 14 anos (se é que pode chamar alguém de 14 anos de criança). Meus pais saíram de viagem e agora terei que ficar na casa da minha avó. Não neguei. Sempre gostei da minha avó (quem não gosta?).

Cheguei aqui e minha avó ficou feliz, pois ela sempre gostava quando eu aparecia. Pois depois que meu avô morreu, ele ficou depressiva e sua depressão acabava quando eu chegava. Eu era um tipo de “remédio” de depressão para ela. Mas não achava isso ruim, pois ela gosta muito de mim.

Cheguei e ela me recebeu com um bolo de chocolate.

25 de fevereiro, 09:01 A.M
Eu me lembrei que a casa da minha avó tinha um sótão cheio de coisas velhas e interessantes.

Depois de xeretar e xeretar, achei algo bem interessante, um baú velho trancado, mas com algo dentro.

Perguntei para a minha avó sobre o baú, ela me disse que lá dentro tinha muitas coisas antigas e de muito valor, mas meu avô era o único que tinha a chave do baú. Depois que ele morreu, a chave do baú desapareceu.

Depois de usar um alicate e um maçarico (meu avô era mecânico) eu abri o cadeado que fechava o baú. Dentro do baú havia aparelhos antigos, fotos velhas e coisas do tipo. Mas no fundo do baú havia um brinquedo.

Era um palhaço de pelúcia em um estado horrível, ele estava coberto de mofo. Depois de lavar ele, pude ver suas características. Ele estava rasgado, com cores desbotadas, ele era preto e branco com áreas em vermelho-sangue, sua pelúcia estava se desgastando e ele tinha um enorme “BOINK” preto no tórax.

Minha avó disse que ele se chamava Palhaço Boink e disse que ela daria pra mim no meu aniversário de 5 anos, mas ela o perdeu e não sabia que ele estava dentro do baú. Mas ela me disse que quando comprou ele, a loja onde ela comprou sumiu misteriosamente.

Mas resolvi guardar o boneco, alguma coisa me atrai nele.

26 de fevereiro, 14:26 P.M
Depois de verificar o palhaço, achei algo nas costas dele. Era um fio para fazer o palhaço falar. Quando puxei o fio, ele emitiu muitos ruídos estranhos e falava enrolado. Depois de puxar muito, pude ouvir ele falar “DIE” . Achei que era minha imaginação.

27 de fevereiro, 02:39 A.M
Eu acordei com um ruído muito parecido com o do palhaço, era o palhaço falando. Mas como ele estava falando se ninguém puxou o fio dele e eram 2:39 da manha?

09:03 A.M
Quando acordei hoje de manhã, o palhaço não estava no meu quarto, minha avó disse que tinha levado o palhaço para consertar devido ao palhaço falar sozinho e emitir muitos ruídos estranhos.

01 de março, 13:01 P.M
Faz dois dias que o palhaço não voltou. Fui á loja de brinquedos onde minha avó mandou o palhaço para consertar. Quando cheguei lá, as portas estavam abertas. O dono não tinha medo dos ladrões?

Quando entrei, atrás do balcão, tinha algo que não saíra da minha cabeça.

O dono da loja estava morto. Suas costelas estavam abertas, suas tripas estavam pra fora e suas mãos e pés foram removidos e colocados numa posição no qual os pés estavam no lugar das mãos e as mãos estavam no lugar dos pés.

Chamei a polícia, mas o estranho, é que os policiais não acharam impressões digitais, não acharam pegadas e não acharam a arma do crime, então, como ele morreu?

Peguei o palhaço e fui embora.

02 de março, 03:01 A.M
O palhaço está falando sozinho de novo. Mas sua voz está mais distorcida.

08 de março, 12:59 A.M
Não aguento mais! Esse palhaço sempre fica falando sozinho e sua voz se distorce mais a cada noite!

Vou guardar ele no sótão, deste jeito, posso dormir em paz!

09 de março, 15:23 P.M
Durmi em paz, mas quando fui ao sótão, o palhaço não estava lá. Perguntei á minha avó sobre ele, mas ela não sabe onde ele está.

Isso está ficando estranho.

13 de março, 19:00 P.M
Até hoje não achei o palhaço. Ele está sumido. Mas achei minha avó chorando no quarto dela, achei que era por causa do meu avô, mas ela não parava.

Depois achei algo estranho, eu me virei e vi minha avó estava olhando pra mim de forma estranha. Ela avançou contra mim e me pegou. Ela me levantou e começou a me estrangular. Ela apertava muito, então resolvi apagar para ela parar.

Quando ela parou, eu fui ao quarto dela e vi ela de quatro em um pentagrama, ela pegou uma faca e se matou!

Quando ela caiu, eu vi o palhaço. Ele andava! Ele andou e falou, eu pude ouvir ele falar “DEATH TO JAKE!!!”.

Eu estou dentro do armário, tentando evitar o Boink. Eu estou ouvindo passos, ele esta mais perto, mais perto e mais perto...

OH MEU DEUS!!! SOCORRO! SOCO-----------------------

Nota do detetive: Jake foi encontrado no chão de seu quarto em um estado horrível. Ele tinha insições múltiplas, sua cabeça foi arrancada, sua mandibula e seus olhos sumiram, suas costelas estavam abertas, suas tripas estavam jogadas no chão e havia um grande BOINK no seu peito. Mas dissem que na casa da avó do Jake, podem ver o Palhaço Boink...

o palhaço

sexta-feira, 11 de novembro de 2016


Item #: SCP-895

Classe do Objeto: Euclid

Procedimento de Contenção Especial: SCP-895 está selado e armazenado em uma cela de contenção subterrânea isolado a uma profundidade de aproximadamente 100 metros. Câmeras, microfones e outros equipamentos de vigilância não podem ser levados a menos que o raio de 10 metros da Zona Vermelha de SCP-895 sem permissão expressa de pelo menos dois do pessoal Nível 3.

Qualquer pessoa no local, exibindo comportamento ou sinais de trauma psicológico incomum devem ser examinados imediatamente e retirado do local ou mortos conforme a gravidade da situação.

Descrição: SCP-895 é um caixão de carvalho ornamentado recuperado da █████ █████ Mortuária pelo pessoal da SCP em ██/█/██, seguindo relatos de cenas incomuns capturadas pela câmera de vigilância instalada no local. Quando questionados, a equipe do mortuário foram incapazes de revelar a origem de SCP-895 e como havia sido transportado para o local. Ao tentar abrir SCP-895, os agentes presentes encontraram o objeto vazio; entretanto, o pessoal que observava pela câmera de vigilância afirmaram ter visto [INFORMAÇÃO REMOVIDA]. Até nova ordem, SCP-895 devem permanecer fechados o tempo todo.

SCP-895 provoca interrupções no vídeo e equipamento fotográficos de vigilância a 50 metros, similar a alucinações vividas e perturbadoras com variação de duração e regularidade correspondendo a proximidade da câmera com SCP-895. Em um raio de 5 metros de SCP-895, as imagens capturadas podem usar fortes traumas psicológicos e histeria na maioria dos indivíduos. Essas interrupções não se estendem aos observadores fisicamente presentes dentro da área.

Adendo 895-1: Trecho de áudio do SCP-895 Registro de Recuperação (██/█/██)
03:41L - Comando: Equipe 1, Comando. Todos os civis devem ser detidos e evacuados. Vocês tem permissão para entrar e capturá-los.
03:41L - E1Líder: Comando, Líder 1. Compreendido, vamos entrar.
03:43L - E1Líder: Estamos na entrada. Cheque a transmissão do vídeo.
03:44L - Comando: Equipe 1, Comando. Estamos recebendo... [pausa] ...estamos vendo sangue nas paredes, por favor confirme.
03:44L - E1Líder: Negativo, Comando, está limpo aqui. Nada fora do comum.
03:45L - Comando: ... se foi. Equipe 1, avise sobre a propriedade de possíveis efeitos hipnóticos.
03:45L - E1Líder: Copiei, Comando. Time 1 se deslocando para área de armazenamento.
03:47L - E1Líder: Estamos na áre de armazenamento, objeto localizado.
03:48L - Comando: Meu Deus, está se movendo... Equipe 1, confirme, o objeto parece estar vivo e se mexendo.
03:48L - E1Líder: ... Comando, negativo. Não vemos nenhum movimento. Objeto parece normal.
03:48L - E1Líder: Dois, abra o objeto.
03:48L - [Sons de armas sendo engatilhadas, seguido de um rangido enquanto o objeto é aberto.]
03:49L - E1-2: Senhor, está vazio.
03:50L - E1Líder: Comando, Líder 1. O objeto parece estar vazio
03:51L - E1Líder: Comando, você entendeu?
03:51L - Comando: [Sons de grito e vômito.]
03:51L - E1Líder: Comando, você entendeu?!
03:52L - E1Líder: Merda, estamos saindo. Feche essa coisa.

Adendo 895-2: Seguindo o Incidente [INFORMAÇÃO REMOVIDA] e a perda de 3 membros do pessoal, a Zona Vermelha do SCP-895 foi estendida de 5 para 10 metros, e o turno do pessoal da segurança para quatro horas por precaução.




SCP-895 - Interrupções na Câmera


Item #: SCP-1111

Classe do Objeto: Euclid

Procedimento de Contenção Especial: Uma zona restrita foi estabelecida em um raio de 2 km em torno SCP-1111-2; uma declaração pública foi lançada declarando-a uma estação de monitoramento meteorológico. Câmeras estão suspensas a partir de balões meteorológicos, monitorando constantemente o contêiner. As pessoas não podem se aproximar do raio dentro de um quilômetro de SCP-1111-2, sem a permissão explícita por escrito de um pesquisador nível 4 ou superior. Caso SCP-1111-1 afaste-se de SCP-1111-2, todo o pessoal deve evacuar a zona restrita até SCP-1111-1 retornar para a sua posição abaixo SCP-1111-2.

Descrição: SCP-1111-1 é uma entidade com uma aparência semelhante à de Canis familiaris, vulgarmente conhecido como o cão doméstico. O tamanho do SCP-1111-1 varia de acordo com a sua distância do SCP-1111-2; diretamente abaixo dele, SCP-1111-1 mede cerca de 150 cm do solo aos ombros. A raça exata do SCP-1111-1 ainda não foi definida. Parece ser uma mistura, com traços de Labrador e um Pastor Alemão, claramente visível. SCP-1111-1 possui uma pelagem branca e olhos vermelhos, ambos brilham sob luminosidades diretamente proporcional à sua proximidade com o SCP-1111-2. À distâncias superiores a 500 m de SCP-1111-2, SCP 1111-1 gradualmente torna-se translúcida. Além disso, a velocidade, força, e agilidade de SCP-1111-1 parece ser inversamente proporcional a sua distância de SCP-1111-2.

Uma coleira vermelha desbotada é afixada em torno do pescoço de SCP-1111-1. A etiqueta diz:

Leal.

Deixado sozinho, SCP-1111-1 se deita abaixo do SCP-1111-2. Ele não parece dormir, ou, se o faz, é capaz de fazê-lo com os olhos completamente abertos. Não come, bebe ou respira.

Se SCP-1111-1 tomar conhecimento de qualquer pessoa ou objeto se aproximando SCP-1111-2, ele vai rapidamente tornar-se hostil e tentar destruir o intruso. SCP-1111-1 tem aumentado significativamente as capacidades físicas acima de um canino padrão; registros de vídeo o mostram correndo a velocidades superiores a 60 km / h, saltando 6 metros no ar, e mordendo através de 15 milímetros de revestimento de titânio. SCP-1111-1 parece ser incorpóreo, e como tal, procura tanto neutralizar e examinar a SCP-1111-2 mais de perto, porém as tentativas fracassaram. Para mais detalhes verifique o documento Incidente Log 1111-B.

SCP-1111-2 tem a aparência de um homem pendurado por uma corda em uma árvore. O sujeito usa um terno desbotado e sapatos, ambos indicam ser um funcionário de uma fábrica. SCP-1111-2 constantemente dá solavancos e tem contrações musculares de uma forma consistente com os de um homem ao ser enforcado; sua tentativa de respiração ofegante, ocasionalmente, também pode ser ouvida. A violência e energia desses solavancos é diretamente proporcional a proximidade de SCP-1111-1 a SCP-1111-2; conforme a distância entre os dois aumenta, os solavancos e os espasmos diminuem em violência e frequência.


Imagem do SCP-1111-2 recuperado de uma câmera montada no capacete de [redigido] (falecido)

SCP-1111 - Cachorro Branco

quinta-feira, 10 de novembro de 2016




Quando eu era adolescente tudo que eu mais queria era um celular, pois era a nova onda do momento, isso aconteceu no inicio dos anos 2000.


Eu voltava para casa da escola andando, todos os dias, pois eram apenas 15 mim de caminhada, eu cortava o caminho por algumas ruas em que não passavam carros, nesse caminho eu passei por uma pilha de caixas de papelão e alguns sacos de lixo, acho que eu não estava distraída o bastante para deixar passar batido um detalhe tão mínimo, dentro de um dos sacos transparente, havia um celular. Eu não sou de revirar lixo, mas naquela época aquelas coisas custavam muito caro, e eu não ia perder a chance de pelo menos ver se aquele aparelho funcionava.






Quando o peguei e o abri senti como se alguém estivesse me olhando, olhei para os dois lados, mas não havia ninguém, eu o coloquei no bolso do meu blusão escolar e corri para casa. Quando lá cheguei mostrei para minha mãe, o meu achado, e ela ficou impressionada com a minha sorte. Logo levamos o aparelho para o conserto, e ele voltou á funcionar, o senhor que o consertou deixou um bilhete junto ao pacote que nós enviamos. Que estava escrito:


“Não consegui reconfigurar a agenda eletrônica, os números não podem ser apagados”.


Bom, até ai tudo bem... Agora eu tinha um celular! Eu o exibi para minhas amigas e comecei a fuçar nele, ele tinha jogos e toques de celular, eu podia mandar mensagens e fazer ligações. Tudo estava indo muito bem, e parecia que aquele celular não quebraria tão cedo...


Mas em uma noite quando eram três horas da manhã, o celular começou a tocar, não havia numero de telefone, nem alerta de mensagem, o celular apenas acendeu seu visor e começou a tocar, eu o atendi normalmente sem entender... “Alo?”


Não havia voz do outro lado, apenas um chiado baixo que fazia algumas pausas, então eu desliguei o celular, e voltei a dormir. Durante o dia ele sempre funcionava normalmente, mas toda noite ás três da manhã eu recebia aquela mesma ligação, comecei a pensar que talvez o alarme também estivesse com defeito.


Em uma noite de sábado, eu estava com meu namorado na sala, e o celular estava em cima da mesa, eu nem havia percebido, mas já eram três horas, eu o atendi e dessa vê eu ouvi algo entre os chiados... Era muito baixo, quase inaudível, mas dizia:


“Amaldiçoada... Você está... Amaldiçoada...”.


Pelo menos foi isso que eu entendi, mas eu fiquei pálida na mesma hora, e gelada também como se eu tivesse visto um fantasma, o que de fato não aconteceu, por que eu o ouvi.


Assim nas noites seguintes, eu passei a não atende-lo e o usar apenas de dia, talvez eu achasse que era atividade paranormal demais para mim. Mas em outra noite eu tinha acabado de chegar de uma festa e confesso, eu estava um pouco alta... E adivinha que horas eram?


O celular começou a tocar e eu falei:


“É agora que eu quebro essa merda...”.


Mas eu não o quebrei...


Eu o atendi e perguntei: “Quem é?!! Quem é você puta mal amada?!!!”


E a voz respondeu: “Eu sou sua maldição”.


E eu louca de pedra respondi: “Maldição o caralh...” E desliguei na cara da tal alma.


Eu tenho uma leve impressão de que essa coisa não gostou muito da minha brincadeirinha, no dia seguinte era meio dia quando o telefone tocou, e eu pensei que fosse minha mãe, e atendi com muito amor:


“Fala mulher...”. Eu sempre brinquei com minha mãe, ela é minha melhor amiga e tenho muito orgulho disso... Mas não era minha mãe.


“Eu sou sua maldição... Mas ao contrário do que você pensa, eu não falo com você por celular, eu estou bem aqui ao seu lado.”


Eu gelei, meu corpo entrou completamente em choque, e então eu olhei para o lado enquanto tirava o celular da orelha... Mas não havia nada...


Foi então que eu senti um bafo gelado no ouvido em que estava meu celular, e então ouvi um sussurro... “Eu estou bem aqui... Agora... Sua alma é minha...”.


Foi então que o celular começou a vibrar... E então apareceu uma mensagem nele...


“Seu numero foi adicionado á lista de contatos permanentes”

FONTE:  Creepy World and Me

contatos permanentes

As bonecas sexuais humanas são geralmente crianças entre 8 à 10 anos, compradas de famílias miseráveis em países aonde a pobreza extrema atinge a maioria da população. Por centenas de dólares essas crianças são adquiridas pelos “Dolls Makers”.

Nenhum órgão governamental conseguiu localizar a origem dos Dolls Makers (Será que não? Talvez sejam pessoas tão "poderosas" que o governo encobre e protege. É totalmente possível... Tudo é possível quando se trata da mente doentia do ser humano!). As informações são escassas e toda transações monetárias são via Bitcoins, tudo muito sigiloso, não deixando qualquer rastro. Sabe-se porém que não são um ou dois grupos e sim, dezenas deles oferecendo o serviço na DeepWeb.

Em seguida, acredita-se que são levadas à centros cirúrgicos clandestinos e transformadas em bonecas vivas que não apresentem resistência às perversões sexuais dos seus donos. Seus membros, braços e pernas, são amputados e substituídos por próteses de silicone. As cordas vocais são retiradas e os dentes arrancados e trocados por próteses de borracha. Todo procedimento dura de duas à três semanas e só é iniciado após a “boneca” ter sido encomendada. O preço varia entre 40 mil dólares à 700 mil dólares. Dependendo das exigências feitas. A boneca ainda viria com uma espécie de manual de instruções, dizendo como alimentá-la e realizar as demais necessidades básicas humanas para a sobrevivência, já que dependeria do dono para tudo a partir daí. A estimativa de vida seria reduzida há um ano após o inicio dos procedimentos cirúrgicos.

O caso que ficou famoso na Surface das bonecas sexuais foi o da “Lolita Slave Toys”. Um membro anônimo do 4chan, que se auto intitulava hacker, publicou no fórum o printscreen, o endereço da Onion e a forma de entrar nele. O site era apenas uma imagem, com um texto explicando o que era e como adquirir a sua“boneca”. Com o aumento significativo do número de visitas, o Dolls Maker chamado de Pussymonster, provavelmente notou que foi descoberto e limpou tudo que era rastro antes que qualquer detetive virtual chegasse ao seu paradeiro.

Outros Dolls Makers já foram descobertos por hackers. Aparentemente, todos eles escaparam…


CUIDADO, DETALHES SOBRE AS BONECAS SEXUAIS HUMANAS LOGO ABAIXO


"Crio Brinquedos Escravos Lolita. No caso você esteja se perguntando o que eu quero dizer, é muito simples: eu transformo jovens em brinquedos sexuais gerenciáveis. É isso aí. As meninas não podem ir embora, não pode resistir, não pode dizer nada, pois eles estão lá apenas para sua diversão, sádico.

Curioso? Eu sou um cirurgião. Vou até esses países na periferia do leste da Europa. Uma sociedade muito dura ainda, a pobreza é enorme, e se você não tiver dinheiro e conexões, você está ferrado. E desnecessário dizer que, eu tenho os dois. Nós também temos meninas bonitas aqui, os países do Leste Europeu são bem conhecidos por isso.

Felizmente (para mim), algumas dessas meninas não têm pais ou parentes mais e vivem em orfanatos. Na verdade, eu não diria que vivam, é incrível o que você encontra lá. Algumas meninas muito jovens têm sorte de ser adotadas, mas com 8 ou 9 anos de idade elas são muito velhas.

Algumas das meninas mais bonitas são vendidas para a prostituição, você poderia considerar isso de sorte também para elas, em vez de lentamente desaparecendo na sujeira e pobreza. E algumas meninas eu compro.

Eu geralmente escolho as garotas atraentes com cerca de 9 ou 10 anos, antes do início da puberdade. O orfanato é muito cooperativo, eles estão felizes que eles têm uma boca a menos para alimentar, um novo lugar para preencher. Eles também aceitam de bom grado minhas doações para as meninas. Eles nunca perguntam e eu nunca iriam falar sobre o que acontece.

Eles sabem que sou cirurgião, provavelmente acham que eu fazer algumas experiências com as meninas ou cortar e vender os seus órgãos. Mas não, eu encontrei um negócio muito mais rentável: Transformo as meninas em brinquedos sexuais!

Você pode encomendar um brinquedo Escravo Lolita, se quiser. Eles não são baratos, eu cobro entre 30,000 e 40,000 dólares por um brinquedo. Isto é, sem custos de envio. Mas você terá uma Lolita Sex Toy escrava que lhe dará satisfação por anos, ela é como uma boneca, mas ela é uma boneca viva!

Deixe-me dizer-lhe como eu transformo uma menina órfã em uma boneca viva. Quando eu encontro uma menina nova, adequada, peço ao orfanato para entrega-la em minha casa. Ela chega nua, amarrada e de olhos vendados. Depois de uma breve inspeção e uma rápida verificação médica, levo-a para minha clínica especial em minha casa.

Primeiro, vou limpá-la muito bem. Essas meninas realmente cheiram mal e são imundas, elas tomam um banho e quando ela está finalmente limpa, eu coloco-a em uma cama de hospital e dou-lhe uma injeção que irá fazê-la dormir.

Vou criar uma nova identidade e dar-lhe um novo nome - Não sei os nomes das meninas reais, só sei sua idade, isso é tudo que eu preciso saber. No orfanato, elas têm todos os seus dados destruídos. Ela nunca existiu. A partir desse momento só existirão como um brinquedo.

Tenho algumas Escravas Lolita pra mim mesmo: Dasha, que tem 11 anos e está apenas na fase final de sua transformação, Tanya, que hoje é de 12 anos, dois anos desde que foi criada, e Luda, que é de 14 anos e 4 meses de gravidez.

Na manhã seguinte, é o dia em grande operação. A menina ainda estará dormindo por causa do anestésico da noite passada. Eu a coloco mesa de operação e administro anestésicos para a operação acontecer. Então, se você está se perguntando como meu Toy Slave não vai resistir?

É muito simples: eu faço amputação de suas pernas e os braços! Eu vou amputar os braços bem acima cotovelos e as pernas bem acima dos joelhos. Fácil, não é? Essa garota nunca vai ficar longe de você... Para uma menina esta é uma operação muito pesada e é provavelmente o passo mais importante no processo de transformação. Mas a maioria das vezes elas sobrevivem.

Agora, eu não estou apenas deixando as meninas com tocos de seus braços e pernas. Vou anexar uma barra de metal 5 cm muito firmemente ao osso em seus braços e pernas antes de costurar as feridas. A outra extremidade da barra de metal tem uma rosca de parafuso, onde é possível anexar um o-ring (também conhecido como junta tórica).

Quando ela estiver pronta, você facilmente coloca uma corrente ou cadeado para qualquer objeto que você gosta! As minhas Tanya e Luda normalmente têm um cadeado atrás das costas ligando a ambos os o-rings sobre os tocos de seus braços. Ele vai manter seus braços bem perto de seu corpo.

No começo tem que cuidar das feridas nos tocos para evitar infecções. Uma vez que a ferida está curada completamente, vou colocar uma capa de silicone sobre o coto. A parte externa da tampa é coberta com veludo branco e isso realmente parece muito doce, apesar de cruel, e não o-rings no final do que resta de seus braços e pernas.

Depois de alguns meses, quando as pernas e os braços se recuperaram totalmente, você pode colocar pressão um pouco mais sobre os o-rings. Eu comecei há um ano atrás para pendurar Tanya e Luda em seus braços e pernas do teto. É uma forma interessante de decoração em seu quarto, ter uma Lolita nua pendurado em seu teto! E é muito bom para usar sua vagina ou boca quando ela está pendurada assim.

Mas antes é um longo caminho a percorrer. A operação ainda não está pronta com amputação dos braços e as pernas. Em seguida eu também corto suas cordas vocais, por isso ela não pode mais falar ou fazer ruídos, e retiro os dentes de sua boca. Depois de ter removido todos os seus dentes, eu implanto uma camada de silicone em suas mandíbulas. Ela ainda será capaz de chupar seu pênis, mas não poderá mordê-lo. Agora, é realmente muito bom, quando ela tenta morder, a camada superior macia em sua boca, lhe dá uma espécie de massagem.

O implante de silicone é, contudo, absolutamente necessário, se não, ficaria desdentada. Isto mantém sua boa aparência. Para continuar a manter a boca em boa forma, ela vai usar uma mordaça de bola a maior parte do tempo. Isso soa um pouco antiquado, porque eu corto suas cordas vocais e ela não pode falar de qualquer maneira, mas isso é apenas por causa da estética. Uma menina amordaçada simplesmente parece ser bom e além de alimentar, beber e transar, ela não precisa mais de sua boca.

Uma vez que a operação está pronta, dou-lhe uma ou duas semanas para se recuperar e deixar a ferida cicatrizar. Em seguida, seu treinamento começa.

Ela não é mais uma garota comum, mas tornou-se um brinquedo, há um monte de coisas que ela tem de aprender. Já que ela não tem mais seus dentes, ela não pode comer. Mas tem que ser alimentada como um bebê. Na verdade, eu alimento-a uma vez por dia com uma mamadeira e fórmula infantil, pois contém todos os minerais e vitaminas. Eu não lhe dou mais, porque não quero que ela engorde.

Você tem que ter cuidado com isso. Ela começa a beber uma mamadeira com água, chá ou limonada três ou quatro vezes por dia, de modo que ela recebe pelo menos dois litros de líquido por dia. Isso é suficiente para mantê-la saudável. No início vou colocar a garrafa em sua boca, mas logo vou apenas colocar a garrafa ao lado dela, então ela mesma tem que colocá-la na boca.

É preciso alguma prática para conseguir colocar a garrafa na boca, ja que ele não tem braços, mas eventualmente ele vai beber. É preciso alguma prática para colocar a garrafa na própria boca sem ter as mãos, mas ela consegue pegar uma garrafa com a boca.

Uma vez que ela aprende o troque vendo-a antes que ela recebe a garrafa; antes de seu treinamento terminar, ela deve ser capaz de encontrar a garrafa e beber sem ser capaz de ver.

A comida e bebida são retornáveis então você tem que colocá-la no banheiro algumas vezes por dia. Como ela não pode se mover, você tem que levá-la ao banheiro e trazê-la. Quando eu estou fora para o negócio, normalmente eu colocar um cateter no seu trato urinário. Desde que ela não come muito, ela não faz muita merda.

Embora ela não possa mais falar, eu ainda posso me comunicar com ela para lhe ensinar algumas coisas elementares. Eu a ensino a dar um boquete bom, a desfrutar do sexo, quando seu clitóris e lábios vaginais são estimuladas com um vibrador. Também ensino a ela o que significa ser um escravo.

Chicoteio sua vagina todos os dias, principalmente em combinação com o uso de um vibrador, de modo que ela, em algum ponto já não será capaz de discriminar entre dor e prazer. Vou colocar grampos e pinos em seus mamilos e lábios, esticar seus lábios. Vou intensificar seu treinamento quando eu tratar sua vagina com agulhas. Sua vagina será tratada com cera quente, seu clitóris será torturado com agulhas, sua vagina será eletrocutada e depois costurada. Qualquer possível forma de tortura que ela terá que suportar antes que ela chegue ao estágio seguinte de sua transformação.

Nesta fase cuido para que ela veja e perceba como eu a torturo. Eu tenho uma câmera funcionando a maior parte do tempo, e ela terá que ver a própria tortura, além de mais alguns filmes realmente torturantes hardcore, pelo menos uma hora por dia.

Em tempo que ela não é apenas uma escrava fisicamente, mas também mentalmente se tornou um escravo. Sua mente já não resiste, ela tornou-se totalmente submissa. Então eu vou fazer a última modificação para torná-la a um brinquedo Escravo. Ela já está imobilizada e incapaz de comunicar-se, pois não é capaz de falar.

Até agora ela ainda era capaz de ver e ouvir, ela não estava completamente sensório-privada. A Toy verdadeira escrava não pode mais se mover, falar, ver ou ouvir, mas apenas sentir. Antes de privá-la de seus últimos sentidos vou dar-lhe um leve anestésico. Então eu coloco fones em seus ouvidos e coloco por várias horas ruídos extremamente altos nos fones de ouvido. Isso será suficiente para danificar sua audição para o bem, ela não vai ser capaz de ouvir mais.

Como toque final trato os olhos com um laser. Ela não vai ser completamente cega. Minhas Tanya e Luda ainda reagem a luzes fortes, e eu acho que eles ainda podem ver algumas sombras tênues, mas não pode reconhecer mais nada e elas são quase surdas.

No entanto eu vendo-lhes a maior parte do tempo, mas isso é porque eu gosto de garotas de olhos vendados. Elas são completamente entorpecidas, eles nem sequer fazem barulho quando eu torturo-as. Eu só posso ver a partir das reações de seu corpo, o aumento da velocidade de respiração, e a expressão em seu rosto, ela está sofrendo, sentindo dor.

Quando ela se recuperar desta fase, estará transformada em um brinquedo indefeso e pronto para venda. Elas são muito fáceis de manter: um pouco de comida, só precisa de um pouco de cuidado (limpeza diária). Elas são imobilizadas, você pode anexá-los a qualquer objeto, e até mesmo fazer "decoração" com elas. Eles não podem falar, ouvir ou ver, eles são completamente sensório-privadas.

Os brinquedos escravos que estão à venda são ainda virgem e entrando na puberdade. No entanto, elas são bem treinadas para sexo oral, são torturadas e abusadas pesadamente. Elas podem ficar grávida, então anticoncepção é aconselhável, a não ser que você goste de ter um brinquedo escravo grávida. Apenas deixe-me saber se você quer encomendar uma."

FONTE:  http://creepypastadark.blogspot.com.br/

bonecas sexuais humanas

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Assassino desconhecido Ominous ainda está foragido.



Depois de semanas de assassinatos inexplicáveis, o assassino sinistro ainda é desconhecida em ascensão. Depois de pouca evidência foi encontrada, alguns estados menino jovens que sobreviveram um dos ataques do assassino e corajosamente conta sua história.

"Eu tive um sonho ruim e acordei no meio da noite", diz o menino, "eu vi que por algum motivo, a janela estava aberta, mesmo que eu me lembro de ser fechado antes de eu ir para a cama. Levantei-me e desligá-lo mais uma vez. Depois disso, eu simplesmente rastejou sob minhas cobertas e tentou voltar a dormir. Foi quando eu tive uma sensação estranha, como se alguém estivesse me observando. Olhei para cima, e quase pulou para fora da minha cama. Lá, no pequeno raio de luz, iluminando por entre as minhas cortinas, eram um par de dois olhos Não eram olhos regulares,. eram escuros, olhos ameaçadores Eles foram confinados em preto e ... simplesmente fora me aterrorizava É.. quando eu vi a boca. Um sorriso, muito horrendo que fez todos os pêlos do meu corpo ficar em pé. A figura estava ali, me observando. Finalmente, depois do que pareceu uma eternidade, ele disse. Uma frase simples, mas disse de uma forma só um louco poderia falar.

"Ele disse: 'Go To Sleep". Deixei escapar um grito, é o que o enviou para mim Ele puxou uma faca,.. Com o objetivo de meu coração Ele pulou em cima da minha cama, eu lutei com ele de volta,. Eu chutei, eu soco, eu rolava, tentando bater ele de cima de mim. Foi quando meu pai preso dentro O homem jogou a faca, ele foi para o ombro do meu pai. O homem provavelmente teria acabado com ele, se um dos vizinhos não alertou a polícia.
"Eles levaram até o estacionamento, e correu para a porta. O homem se virou e correu pelo corredor. Ouvi um estrondo, como quebra de vidros. Quando saí do meu quarto, vi a janela que estava apontando para a parte traseira da minha casa foi quebrado. Olhei para vê-lo desaparecer na distância. eu posso te dizer uma coisa, eu nunca vou esquecer aquele rosto. Os olhos frios e maus, e que sorriso psicótico. Eles nunca vai sair da minha cabeça. "

A polícia está ainda a olhar para este homem. Se você ver alguém que se encaixa na descrição desta história, por favor contacte o departamento de polícia local.


Jeff e sua família tinham acabado de se mudar para um novo bairro. Seu pai tinha conseguido uma promoção no trabalho, e eles pensaram que seria melhor para se viver em um desses bairros "Fancy". Jeff e seu irmão Liu não poderia se queixar. Uma casa nova e melhor. O que não era para amar? Como eles estavam sendo descompactado, um de seus vizinhos veio.

"Olá", disse ela, "Eu sou Barbara,. Eu moro do outro lado da rua de você Bem, eu só queria apresentar a minha auto e introduzir o meu filho." Ela se vira e chama o filho dela acabou. "Billy, estes são os nossos novos vizinhos." Billy disse oi e correu de volta para jogar em seu quintal.

"Bem", disse a mãe de Jeff, "Eu sou Margaret, e este é meu marido Pedro e meus dois filhos, Jeff e Liu." Cada um deles se apresentaram, e, em seguida, Barbara convidou para o aniversário de seu filho. Jeff e seu irmão estavam prestes a objeto, quando sua mãe disse que adoraria. Quando Jeff e sua família são feitas a embalagem, Jeff foi até sua mãe.

"Mãe, por que você nos convidar para a festa de algum miúdo? Se você não tenha notado, eu não sou um garoto idiota."

"Jeff", disse sua mãe, "Nós simplesmente mudamos para cá, devemos mostrar que queremos passar mais tempo com os nossos vizinhos Agora, vamos a essa parte, e ponto final.". Jeff começou a falar, mas deteve-se, sabendo que ele não podia fazer nada. Sempre que sua mãe disse alguma coisa, era final. Ele caminhou até seu quarto e se sentou em sua cama. Ele sentou-se ali a olhar para o seu teto quando, de repente, ele tem um sentimento estranho. Não tanto uma dor, mas ... um sentimento estranho. Ele negou-lhe apenas um sentimento um pouco aleatória. Ele ouviu a mãe chamá-lo de baixo para obter as coisas dele, e ele desceu para obtê-lo.

No dia seguinte, Jeff desceu escadas para chegar café da manhã e se preparava para a escola. Como ele estava ali sentado, comendo seu café da manhã, mais uma vez ele tem esse sentimento. Desta vez foi mais forte. Deu-lhe uma leve dor puxando, mas mais uma vez ele descartou. Como ele e Liu terminou café da manhã, eles caminharam até a parada de ônibus. Ficaram sentados ali esperando o ônibus, e então, de repente, um garoto em um skate saltou sobre eles, apenas alguns centímetros acima de suas voltas. Ambos saltou para trás, surpreso. "Ei, o que diabos?"

O garoto caiu e voltou para eles. Ele chutou o seu skate para cima e pegou-a com as mãos. O garoto parece ser de cerca de 12, um ano mais novo que Jeff. Ele veste uma camisa e jeans rasgados Aeropostale azuis.

"Bem, bem, bem. Parece que temos um pouco de carne nova." De repente, duas outras crianças apareceram. Um deles foi super skinny eo outro era enorme. "Bem, já que você é novo aqui, eu gostaria de introduzir-se, ali é Keith." Jeff e Liu olhou para o garoto magricela. Ele tinha um rosto dopey que você esperaria um companheiro para ter. "E ele é Troy". Eles olhou para o garoto gordo. Falar de uma banheira de banha. Esse garoto olhou como se não tivesse exercido desde que ele foi engatinhando.

"E eu", disse o primeiro filho, "am Randy. Agora, para todas as crianças nesse bairro há um preço pequeno para a passagem de ônibus, se você me entende." Liu se levantou, pronto para socar no apagar das luzes os olhos do garoto, quando um de seus amigos puxou uma faca nele. "Tsk, tsk, tsk, eu esperava que seria mais cooperativa, mas parece que temos que fazer isso da maneira mais difícil." O garoto caminhou até Liu e levou sua carteira do bolso. Jeff tem esse sentimento de novo. Agora, foi realmente forte, uma sensação de queimação. Ele se levantou, mas Liu fez um gesto a sentar-se. Jeff ignorou e caminhou até o garoto.

"Escute aqui você pouco punk, devolver minha carteira mano, ou outra coisa." Randy colocar a carteira no bolso e tirou sua própria faca.

"Oh? E o que você vai fazer?" Assim como ele terminou a frase, Jeff bateu o garoto no nariz. Como Randy alcançou sua face, Jeff segurou o pulso do garoto e quebrou. Randy gritou e Jeff pegou a faca de sua mão. Troy e Keith correu Jeff, mas Jeff era muito rápido. Ele jogou Randy no chão. Keith atacou ele, mas Jeff abaixou e apunhalou-o no braço. Keith largou a faca e caiu no chão gritando. Troy Rushd-lo também, mas Jeff não precisava sequer da faca. Ele apenas perfurado Troy direto no estômago e Troy caiu. Quando ele caiu, ele vomitou todo. Liu não podia fazer nada, mas olhar com espanto para Jeff.

"Jeff Como você?" que era tudo que ele disse. Eles viram o ônibus chegando e sabíamos que seria culpado pela coisa toda. Então eles começaram a correr tão rápido quanto podiam. Enquanto corriam, eles olharam para trás e viu o motorista do ônibus correndo sobre a Randy e os outros. Como Jeff e Liu fez a escola, eles não ousam dizer o que aconteceu. Tudo o que fiz foi sentar e ouvir. Liu só pensava que, como seu irmão espancar alguns garotos, mas Jeff sabia que era mais. Foi algo assustador. Como ele tem esse sentimento que ele sentiu o quão poderoso ele era, o desejo de apenas, machucar alguém. Ele não gostava de como soava, mas não podia deixar de me sentir feliz. Ele sentiu aquela estranha sensação de ir embora, e ficar longe durante todo o dia de escola. Mesmo quando ele caminhava para casa devido à coisa toda, perto da paragem de autocarro, e como agora ele provavelmente não estaria tomando o ônibus mais, ele sentiu-se feliz. Quando chegou em casa de seus pais perguntaram-lhe como seu dia era, e ele disse, numa voz um tanto sinistro, "Foi um dia maravilhoso." Na manhã seguinte, ouviu uma batida na porta de sua casa. Ele desceu para encontrar dois policiais na porta, sua mãe olhando para ele com um olhar irritado.

"Jeff, estes oficiais dizem-me que você atacou três filhos. Que não era de combate regular, e que eles foram esfaqueados. Esfaqueado, filho!" Olhar de Jeff caiu no chão, mostrando a sua mãe que era verdade.

"Mãe, eles foram os que puxaram as facas em mim e Liu."

"Filho", disse um dos policiais, "encontramos três filhos, dois esfaqueado, um com uma contusão em seu estômago, e temos testemunhas que comprovem que você fugiu do local. Agora, o que isso nos diz?" Jeff sabia que era inútil. Ele poderia dizer que ele e Liu tinha sido atacada, mas não havia provas de que não foram eles que atacaram primeiro. Eles não poderiam dizer que eles não estavam fugindo, porque verdade seja dita que eram. Então Jeff não poderia defender-se ou Liu.

"Filho, invocar o seu irmão." Jeff não poderia fazê-lo, uma vez que foi ele que bateu todos os meninos.

"Senhor, que ... que era eu. Eu era o único que venceu até as crianças. Liu tentou me segurar, mas ele não podia me deter." O policial olhou para seu parceiro e ambos aceno de cabeça.

"Bom garoto, parece um ano em Juvy ..."

"Espere!" diz Liu. Todos olharam para cima para vê-lo segurando uma faca. Os policiais puxou as armas e as trancou em Liu.

"Foi-me, bater-se os punks pequenos. Possui as marcas para provar isso." Ele levantou as mangas para revelar cortes e contusões, como se ele estivesse em uma luta.

"Filho, basta colocar a faca para baixo", disse o oficial. Liu realizou-se a faca e deixado cair para o chão. Ele colocou as mãos para cima e caminhou até a polícia.

"Não Liu, que era eu! Eu fiz isso!" Jeff tinha lágrimas escorrendo pelo rosto.

"Huh, bro pobres. Tentando assumir a culpa pelo que fiz. Bem, me levar embora." A polícia levou Liu para o carro patrulha.

"Liu, diga-lhes que era eu! Diga a eles! Eu era o único que venceu até as crianças!" Mãe de Jeff colocou as mãos em seus ombros.

"Jeff, por favor, você não tem que mentir. Sabemos que é Liu, você pode parar." Jeff observava impotente como o carro da polícia acelera-se com Liu dentro. Poucos minutos depois, o pai de Jeff puxado para dentro da calçada, vendo o rosto de Jeff, e sabendo que algo estava errado.

"Filho, filho o que é?" Jeff não soube responder. Suas cordas vocais estavam tensas de chorar. Em vez disso, a mãe de Jeff andou dentro de seu pai para dar a má notícia a ele como Jeff chorou na garagem. Depois de uma hora ou assim Jeff voltou para a casa, visto que seus pais eram ambos chocado, triste e decepcionado. Ele não podia olhar para eles. Ele não podia ver como eles achavam de Liu quando era culpa dele. Ele só foi dormir, tentando fazer com que a coisa toda fora de sua mente. Dois dias se passaram, com nenhuma palavra de Liu em JDC. Não há amigos para sair com. Nada além de tristeza e culpa. Isso é até sábado, quando Jeff é acordei por sua mãe, com um rosto feliz, ensolarada.

"Jeff, é o dia." ela disse que ela abriu as cortinas e deixar inundação de luz em seu quarto.

"O que, o que é hoje?" Jeff perguntou como ele mexe acordado.

"Ora, é partido de Billy." Ele agora estava totalmente desperto.

"Mãe, você está brincando, certo? Você não espera que eu vá para a festa de algum miúdo depois ..." Houve uma longa pausa.

"Jeff, nós dois sabemos o que aconteceu. Eu acho que esta parte poderia ser a coisa que ilumina os dias passados. Agora, se vestir." Mãe de Jeff saiu da sala e as escadas para preparar-se. Lutou-se a levantar-se. Ele pegou uma camisa aleatória e uma calça jeans e desceu escadas. Ele viu o pai ea mãe toda vestida, sua mãe em um vestido e seu pai em um terno. Ele pensou: por que eles sempre usam essas roupas extravagantes para uma festa de criança?

"Filho, é que todo o seu vai vestir?" disse a mãe de Jeff.

"Melhor do que usar muito." , disse. Sua mãe empurrou para baixo a sensação de gritar com ele e escondeu-o com um sorriso.

"Agora, Jeff, que pode ser sobre-vestida, mas isto é como você ir se você quiser fazer uma impressão." disse o pai. Jeff grunhiu e voltou para seu quarto.

"Eu não tenho roupas extravagantes!" ele gritou descer escadas.

"Basta pegar alguma coisa." chamou sua mãe. Ele olhou ao redor em seu armário para o que ele chama de fantasia. Ele encontrou um par de calças vestido preto que ele tinha para ocasiões especiais e uma camiseta. Ele não podia encontrar uma camisa para ir com ele embora. Ele olhou ao redor, e encontrou apenas camisas listradas e padronizada. Nenhum dos que vão com calças de vestido. Finalmente ele encontrou um capuz branco e colocá-lo.

"Você está vestindo?" ambos disseram. Sua mãe olhou para o relógio. "Oh, não há tempo para mudar. Vamos embora." Ela disse que ela arrebanhou Jeff e seu pai para fora da porta. Atravessaram a rua até a casa de Bárbara e Billy. Bateram na porta e em que parecia que Barbara, assim como seus pais, a maneira mais vestidos. Enquanto eles caminhavam dentro de todos Jeff podia ver eram adultos, não crianças.

"As crianças estão fora no quintal. Jeff, que tal você ir ao encontro de alguns deles?" disse Barbara.

Jeff saiu para um jardim cheio de crianças. Eles estavam correndo em trajes de vaqueiro estranhos e atirando um no outro com armas de plástico. Ele poderia muito bem estar de pé em uma Toys R Us. De repente, um garoto veio até ele e lhe entregou uma arma de brinquedo e chapéu.

"Hey. vamos brincar?" , disse.

"Ah, não criança. Eu sou muito velho para essas coisas." O garoto olhou para ele com aquela cara de cachorrinho fofinho.

"Por favor!" disse o garoto. "Tudo bem", disse Jeff. Ele colocou o chapéu e começou a fingir atirar nos filhos. A princípio ele pensou que era totalmente ridícula, mas depois ele começou a realmente se divertir. Não poderia ter sido super legal, mas foi a primeira vez que ele havia feito algo que levou sua mente fora de Liu. Assim, ele brincava com os filhos por um tempo, até que ouviu um barulho. Um barulho estranho de rolamento. Em seguida, ele bateu-lhe. Randy, Troy, e Keith tudo pulou a cerca em seus skates. Jeff deixou cair a arma falsa e arrancou o chapéu. Randy olhou para Jeff com um ódio ardente.

"Olá, Jeff, não é?" , disse. "Nós temos alguns negócios inacabados". Jeff viu seu nariz machucado. "Eu acho que estamos quites. Eu bater o crap fora de você, e você começa o meu irmão enviou a JDC."

Randy tem um olhar irritado em seus olhos. "Oh não, eu não vou para até mesmo, vou para ganhar. Você pode ter chutou nossas bundas que um dia, mas não hoje." Como ele disse que Randy correu para Jeff. Ambos caíram no chão. Randy perfurado Jeff no nariz, e Jeff agarrou-o pelas orelhas e cabeça butted ele. Jeff empurrou Randy fora dele e ambos se levantaram. As crianças estavam gritando e os pais estavam correndo para fora da casa. Troy e Keith ambos puxou as armas de seus bolsos.

"Ninguém interrompe ou tripas vai voar!" eles disseram. Randy puxou uma faca e esfaqueou a Jeff-lo em seu ombro.

Jeff gritou e caiu de joelhos. Randy começou a chutá-lo no rosto. Depois de três chutes Jeff pega o pé e torce-lo, fazendo com que Randy de cair ao chão. Jeff se levantou e caminhou para a porta dos fundos. Troy agarrou.

"Precisa de ajuda?" Ele pega Jeff pela parte de trás do colarinho e joga-lo através da porta do pátio. Como Jeff tenta ficar de pé ele é chutada para o chão. Randy começa a chutar repetidamente Jeff, até que ele começa a tossir sangue.

"Vamos Jeff, brigar comigo!" Ele pega Jeff se e atira-o para a cozinha. Randy vê uma garrafa de vodka em cima do balcão e esmaga o vidro sobre a cabeça de Jeff.

"Fight!" Ele joga Jeff volta para a sala de estar.

"Vamos Jeff, olha para mim!" Jeff olha para cima, o rosto crivado de sangue. "Eu era o único que tem o seu irmão mandou para JDC! E agora você só vai sentar aqui e deixá-lo apodrecer lá por um ano inteiro! Você deveria se envergonhar!" Jeff começa a se levantar.

"Ah, finalmente! Você ficar e lutar!" Jeff é agora a seus pés, sangue e vodka no rosto. Mais uma vez ele fica aquela sensação estranha, aquela em que ele não se sentiu um pouco. "Finalmente. Ele é up!" Randy diz que ele é executado em Jeff. É quando acontece. Algo dentro de Jeff encaixar. Sua psique é destruída, todo o pensamento racional se foi, tudo o que ele pode fazer, é matar. Ele pega Randy e pilha leva-o ao chão. Ele fica em cima dele e lhe dá um soco direto no coração. O soco causa do coração de Randy para parar. Como Randy suspiros de respiração. Jeff martelos em cima dele. Soco após soco, o sangue jorra do corpo de Randy, até que ele leva um último suspiro e morre.

Todo mundo está olhando para Jeff agora. Os pais, as crianças chorando, mesmo Troy e Keith. Apesar de quebrar facilmente a partir de seu olhar e apontar suas armas para Jeff. Jeff vê é as armas apontadas para ele e corre para as escadas. Como ele corre Troy e Keith soltou fogo nele, cada tiro perdido. Jeff sobe as escadas. Ele ouve Troy e Keith acompanhamento para trás. Como eles deixam as suas rodadas finais de balas Jeff patos para o banheiro. Ele pega a toalha e rasga-lo na parede. Troy e Keith correr em, facas pronto.

Troy move sua faca em Jeff, que se afasta e bate a toalha para o rosto de Troy. Troy desce duro e agora tudo o que resta é Keith. Ele é mais ágil do que Troy, porém, e os patos quando Jeff balança a toalha. Ele largou a faca e pegou Jeff pelo pescoço. Ele empurrou-o contra a parede. Uma coisa de lixívia caiu em cima dele a partir da prateleira de cima. Ele queimou os dois e os dois começaram a gritar. Jeff enxugou os olhos da melhor forma que pôde. Ele puxou a toalha e fê-lo direto para a cabeça de Keith. Como ele estava ali, sangrando até a morte, ele soltou um sorriso sinistro.

"O que há de tão engraçado?" Jeff perguntou. Keith pegou um isqueiro e ligou-o. "O que é engraçado", disse ele, "é que você está coberto de água sanitária e álcool." Jeff olhos se arregalaram como Keith jogou o isqueiro para ele. Assim que a chama fez contato com ele, as chamas iniciou a álcool na vodka. Enquanto o álcool queimou, a lixívia branqueada sua pele. Jeff soltou um grito terrível que ele pegou fogo. Ele tentou rolar para fora do fogo, mas não adiantava, o álcool tinha feito dele um inferno andar. Ele correu pelo corredor, e caiu das escadas. Todo mundo começou a gritar quando viram Jeff, agora um homem em chamas, cair no chão, quase morto. A última coisa que viu Jeff era sua mãe e os outros pais que tentam apagar as chamas. Foi quando ele desmaiou.

Quando Jeff acordou ele tinha um elenco em volta do seu rosto. Ele não conseguia ver nada, mas sentiu um elenco em seu ombro, e une todo o seu corpo. Ele tentou se levantar, mas ele percebeu que havia alguma tubo em seu braço, e quando ele tentou se levantar ele caiu, e uma enfermeira correu dentro

"Eu não acho que você pode sair da cama ainda." ela disse, enquanto colocá-lo de volta em sua cama e re-inserido no tubo. Jeff sentou-se ali, sem nenhuma visão, nenhuma idéia do que seus arredores foram. Finalmente, depois de horas, ele ouviu sua mãe.

"Querida, você está bem?" , perguntou ela. Jeff não podia responder, porém, seu rosto estava coberto, e ele era incapaz de falar. "Oh querida, eu tenho uma ótima notícia. Depois de todas as testemunhas disseram à polícia que confessou Randy de tentar atacá-lo, eles decidiram deixar Liu ir." Isso fez com que Jeff quase parafuso para cima, parando no meio, lembrando o tubo que sai do seu braço. "Ele vai ficar fora até amanhã, e então vocês dois poderão estar juntos novamente."

Mãe de Jeff Jeff abraços e diz que suas despedidas. O próximo par de semanas foram aquelas onde Jeff foi visitado por sua família. Então chegou o dia em que seus curativos eram para ser removido. Sua família estavam todos lá para vê-lo, o que ele seria semelhante. Como os médicos desembrulhou os curativos de todos Jeff rosto estava na borda de seus assentos. Eles esperaram até que o curativo última segurando a tampa em seu rosto foi praticamente removida.

"Vamos esperar o melhor", disse o médico. Ele rapidamente puxa o pano, deixar o resto queda do rosto de Jeff.

Mãe de Jeff grita ao ver seu rosto. Olhar Liu e Jeff pai horrorizada no rosto.

"O quê? O que aconteceu com meu rosto?" Jeff disse. Ele correu para fora da cama e correu para o banheiro. Ele olhou no espelho e viu a causa da aflição. Sua face. É ... é horrível. Seus lábios foram queimados a um profundo tom de vermelho. Seu rosto se transformou em uma cor branca pura, e seu cabelo chamuscado de marrom a preta. Ele lentamente colocou a mão em seu rosto. Tinha uma espécie de couro para ele se sentir agora. Ele olhou de volta para sua família depois de volta para o espelho.

"Jeff", disse Liu, "Não é tão ruim assim ...."

"Não tão ruim assim?" Jeff disse: "É perfeito!" Sua família foram igualmente surpreso. Jeff começou a rir descontroladamente Seus pais notaram que seu olho esquerdo e mão tremiam.

"Uh ... Jeff, você está bem?"

"Tudo bem? Eu nunca me senti mais feliz! Ha ha ha ha ha haaaaaa, olhe para mim. Esse cara vai perfeitamente comigo!" Ele não conseguia parar de rir. Ele acariciou seu rosto sentindo isso. Olhando no espelho. O que causou isso? Bem, você deve se lembrar que quando Jeff estava lutando contra algo Randy em sua mente, sua sanidade, agarrou. Agora, ele foi deixado como uma máquina de matar louco, isto é, seus pais não sabiam.

"Doutor", disse a mãe de Jeff, "É meu filho ... bem, você sabe. Na cabeça?"

"Ah, sim, esse comportamento é típico para os pacientes que tomaram grandes quantidades de analgésicos. Se seu comportamento não muda em poucas semanas, trazê-lo de volta aqui, e nós vamos dar-lhe um teste psicológico."

"Oh, obrigada médico." Mãe de Jeff foi para Jeff. "Jeff, sweety. É hora de ir."

Jeff olha para o lado do espelho, seu rosto ainda formado em um sorriso louco. "Kay mamãe, ha ha haaaaaaaaaaaa!" sua mãe tomou-o pelo ombro e levou-o para obter suas roupas.

"Isto é o que veio", disse a moça na mesa. Mãe de Jeff olhou para baixo para ver as calças vestido preto e capuz branco seu filho usava. Agora eles estavam limpos de sangue e agora costuradas. Jeff mãe o levou para seu quarto e fez colocar suas roupas. Então eles deixaram, não sabendo que este era o último dia de vida.

Mais tarde naquela noite, a mãe de Jeff acordou com um barulho vindo do banheiro. Parecia que alguém estava chorando. Ela caminhou lentamente para ver o que era. Quando ela olhou para o banheiro, ela viu uma visão horrenda. Jeff tinha levado uma faca e um sorriso esculpido em seu rosto.

"Jeff, o que você está fazendo?" perguntou a sua mãe.

Jeff olhou para sua mãe. "Eu não podia continuar sorrindo mamãe. Doeu depois de algum tempo. Agora, eu posso sorrir para sempre. Mãe de Jeff notado seus olhos, rodeados de preto.

"Jeff, seus olhos!" Seus olhos estavam aparentemente nunca fechar.

"Eu não podia ver meu rosto, eu cansei e meus olhos começaram a fechar eu queimado as pálpebras para que eu pudesse ver-me para sempre;... Minha cara nova" Mãe de Jeff lentamente começou a se afastar, visto que seu filho estava ficando louco. "O que há de errado mamãe? Não sou bonito?

"Sim filho," ela disse, "Sim você é. L-deixem-me ir buscar o pai, para que ele possa ver seu rosto." Ela correu para o quarto e sacudiu o pai de Jeff do seu sono. "Querida, pegue a arma que ....." Ela parou quando viu Jeff na porta, segurando uma faca.

"Mamãe, você mentiu." Essa é a última coisa que ouvi como Jeff corre-los com a faca, evisceração ambos.

Seu irmão Liu acordei, assustado com algum ruído. Ele não ouviu mais nada, então ele apenas fechou os olhos e tentei voltar a dormir. Como ele estava na fronteira do sono, ele teve a sensação mais estranha que alguém o estava observando. Ele olhou para cima, antes que a mão de Jeff cobriu a boca. Lentamente, ele ergueu a faca prontos para mergulhá-la em Liu. Liu goleou aqui e ali tentando escapar aperto de Jeff.

"Shhhhhhh", Jeff disse: "Basta ir dormir."

fonte: http://creepypastadark.blogspot.com.br/

historia bizarra: jeff the killer



Desgraça é variada. O infortúnio da terra é multiforme. Estendendo-se pelo vasto horizonte, como o arco-íris, suas cores são como as deste, variadas, distintas e, contudo, intimamente misturadas. Estendendo-se pelo vasto horizonte, como o arco-íris! Como é que, da beleza, derivei eu um exemplo de feiura? Da aliança da paz, um símile de tristeza? Mas é que, assim como na ética o mal é uma conseqüência do bem, igualmente, na realidade, da alegria nasce a tristeza. Ou a lembrança da felicidade passada é a angústia de hoje, ou as agonias que existem agora têm sua origem nos êxtases que podiam ter existido
Meu nome de batismo é Egeu; o de minha família não o mencionarei. E, no entanto, não há torres no país mais vetustas do que as salas cinzentas e melancólicas do solar de meus avós. Nossa estirpe tem sido chamada uma raça de visionários. Em muitos pormenores notáveis, no caráter da mansão familiar, nos afrescos do salão principal, nas tapeçarias dos dormitórios, nas cinzeladuras de algumas colunas da sala de armas, porém mais especialmente na galeria de pinturas antigas, no estilo da biblioteca, e, por fim, na natureza muito peculiar dos livros que ela continha, há mais que suficiente evidência a garantir minha assertiva.
As recordações de meus primeiros anos estão intimamente ligadas àquela sala e aos seus volumes, dos quais nada mais direi. Ali morreu minha mãe. Ali nasci. Mas é ocioso dizer que eu não havia vivido antes, que a alma não tem existência prévia. Vós negais isto? Não discutamos o assunto. Convencido eu mesmo, não procuro convencer. Há, porém, uma lembrança de forma aérea, de olhos espirituais e expressivos, de sons musicais embora tristes; uma lembrança que jamais será apagada; uma reminiscência parecida a uma sombra, vaga, variável, indefinida, instável; e tão parecida a uma sombra, também, que me vejo na impossibilidade de livrar-me dela enquanto a luz de minha razão existir.
Foi naquele quarto que nasci. Emergindo assim da longa noite daquilo que parecia mas não era, o nada, para logo cair nas mesmas regiões da terra das fadas, num palácio fantástico, nos estranhos domínios do pensamento monástico e da erudição, não é de estranhar que tenha eu lançado em torno de mim um olhar ardente e espantado, que tenha consumido minha infância nos livros e dissipado minha juventude em devaneios; mas é estranho que, com o correr dos anos, e tendo o apogeu da maturidade me encontrado ainda na mansão de meus pais; é maravilhoso que a inércia tenha tombado sobre as fontes da minha vida; é maravilhoso como total inversão se operou na natureza de meus pensamentos mais comuns. As realidades do mundo me afetavam como visões, e somente como visões, enquanto as loucas idéias da terra dos sonhos tornavam-se, por sua vez, não o estofo de minha existência cotidiana, mas, na realidade, a própria existência em si, completa e unicamente.
Berenice e eu éramos primos e crescemos juntos no solar paterno. Mas crescemos diferentemente: eu, de má saúde e mergulhado na minha melancolia, ela, ágil, graciosa e exuberante de energia; ela, entregue aos passeios pelas encostas da colina, eu, aos estudos no claustro. Eu, encerrado dentro do meu próprio coração e dedicado, de corpo e alma, à mais intensa e penosa meditação, ela, divagando descuidosa pela vida, sem pensar em sombras no seu caminho ou no vôo saliente das horas de asas lutulentas. Berenice! – invoco-lhe o nome – Berenice! – e das ruínas sombrias da memória repontam milhares de tumultuosas recordações ao som da invocação! Ah! bem viva tenho agora a sua imagem diante de mim, como nos velhos dias de sua jovialidade e alegria! Oh! deslumbrante, porém fantástica beleza! Oh! sílfide entre arbustos de Arnheim! Oh! náiade entre as suas fontes! E depois. . . depois tudo é mistério e horror, uma história que não deveria ser contada. Uma doença, uma fatal doença, soprou, como o simum, sobre seu corpo. E precisamente quando a contemplava, o espírito da metamorfose arrojou-se sobre ela invadindo-lhe a mente, os hábitos e o caráter e, da maneira mais sutil e terrível, perturbando-lhe a própria personalidade! Ah! o destruidor veio e se foi! E a vítima. . . onde estava ela? Não a conhecia. . . ou não mais a conhecia como Berenice!
Entre a numerosa série de males, acarretados por aquele fatal e primeiro que ocasionou uma revolução de tão horrível espécie no ser moral e físico de minha prima, pode-se mencionar como o mais aflitivo e obstinado em sua natureza, uma espécie de epilepsia, que, não raro, terminava em transe cataléptico, transe muito semelhante à morte efetiva e da qual despertava ela quase sempre duma maneira assustadoramente subitânea. Entrementes, minha própria doença – pois me fora dito que eu não poderia dar-lhe outro nome – minha própria doença aumentou e assumiu afinal um caráter de monomania, de forma nova e extraordinária, e a cada hora e momento crescia em vigor e por fim veio a adquirir sobre mim a mais incompreensível ascendência. Esta monomania, se devo assim chamá-la, consistia numa irritabilidade mórbida daquelas faculdades do espírito denominadas pela ciência metafísica “faculdades da atenção “. É mais que provável não me entenderem, mas temo, deveras, que me seja totalmente impossível transmitir à mente do comum dos leitores uma idéia adequada daquela nervosa INTENSIDADE DE ATENÇÃO com que, no meu caso, as faculdades meditativas (para evitar a linguagem técnica) se aplicavam e absorviam na contemplação dos mais vulgares objetos do mundo.
Meditar infatigavelmente longas horas, com a atenção voltada para alguma frase frívola, à margem de um livro ou no seu aspecto tipográfico; ficar absorto, durante a melhor parte dum dia de verão, na contemplação duma sombra extravagante, projetada obliquamente sobre a tapeçaria, ou sobre o soalho; perder uma noite inteira olhando a chama imóvel duma lâmpada, ou as brasas de um fogão; sonhar dias inteiros com o perfume de uma flor; repetir, monotonamente, alguma palavra comum, até que o som, à força da repetição freqüente, cessasse de representar ao espírito a menor idéia, qualquer que fosse; perder toda a noção de movimento ou de existência física, em virtude de uma absoluta quietação do corpo, prolongada e obstinadamente mantida – tais eram os mais comuns e menos perniciosos caprichos provocados por um estado de minhas faculdades mentais, não, de fato, absolutamente sem paralelo, mas certamente desafiando qualquer espécie de análise ou explicação.
Sejamos, porém, mais explícitos. A excessiva, ávida e mórbida atenção assim excitada por objetos, em sua própria natureza triviais, não deve ser confundida, a propósito, com aquela propensão ruminativa comum a toda a humanidade e, mais especialmente, do agrado das pessoas de imaginação ardente. Nem era tampouco, como se poderia a princípio supor, um estado extremo, ou um a exageração de tal propensão, mas primária e essencialmente distinta e diferente dela. Naquele caso, o sonhador ou entusiasta, estando interessado por um objeto, geralmente não trivial, perde imperceptivelmente de vista esse objeto através duma imensidade de deduções, e sugestões dele provindas, até que, chegando ao fim daquele sonho acordado, muitas vezes repleto de voluptuosidade, descobre estar o incitamentum, ou causa primeira de suas meditações, inteiramente esvanecido e esquecido. No meu caso, o ponto de partida era invariavelmente frívolo, embora assumisse, por força de minha visão doentia, uma importância irreal e refratada. Nenhuma ou poucas reflexões eram feitas e estas poucas voltavam, obstinadamente, ao objeto primitivo, como a um centro. As meditações nunca eram agradáveis, e, ao fim do devaneio, a causa primeira, longe de estar fora de vista, atingira aquele interesse sobrenaturalmente exagerado, que era a característica principal da doença. Em uma palavra, as faculdades da ment
e, mais particularmente exercitadas em mim, eram, como já disse antes, as da atenção ao passo que no sonhador-acordado são as especulativas.
Naquela época, os meus livros, se não contribuíam efetivamente para irritar a moléstia, participavam largamente, como é fácil perce-ber-se, pela sua natureza imaginativa e inconseqüente, das qualidades características da própria doença. Bem me lembro, entre outros, do tratado do nobre italiano Coelius Secundus Curio ‘De AMPLITUDINE BEATI REGNI DEI;” da grande obra de Santo Agostinho, “A CIDADE DE DEUS”; do “De CARNE CHRISTI”, de Tertuliano, no qual a paradoxal sentença: MORTUS EST DEI FILIUS; CREDIBILE EST QUIA INEPTUM EST: ET SEPULTUS RESUR-REXIT; CERTUM EST QUIA IMPOSSIBiLE EST”, absorveu meu tempo todo, durante semanas de laboriosa e infrutífera investigação.
Dessa forma, minha razão perturbada, no seu equilíbrio, por coisas simplesmente triviais, assemelhava-se àquele penhasco marítimo, de que fala Ptolomeu Hefestião, que resistia inabalável aos ataques da violência humana e ao furioso ataque das águas e dos ventos, mas tremia ao simples toque da flor chamada asfódelo. E embora a um pensador desatento possa parecer fora de dúvida que a alteração produzida pela lastimável moléstia no estado moral de Berenice fornecesse motivos vários para o exercício daquela intensa e anormal meditação, cuja natureza tive dificuldades em explicar, contudo tal não se deu absolutamente. Nos intervalos lúcidos de minha enfermidade, a desgraça que a feria me mortificava realmente, e me afetava fundamente o coração aquela ruína total de sua vida alegre e doce. Por isso não deixava de refletir muitas vezes, e amargamente, nas causas prodigiosas que tinham tão subitamente produzido modificações tão estranhas. Mas essas reflexões não participavam da idiossincrasia de minha doença, e eram as mesmas que teriam ocorrido, em idênticas circunstâncias, à massa ordinária dos homens. Fiel a seu próprio caráter, minha desordem mental preocupava-se com as menos importantes, porém mais chocantes mudanças, operadas na constituição física de Berenice, na estranha e verdadeiramente espantosa alteração de sua personalidade.
De modo algum, jamais a amara durante os dias mais brilhantes de sua incomparável beleza. Na estranha anomalia de minha existência, os sentimentos nunca me provinham do coração, e minhas paixões eram sempre do espírito. Através do crepúsculo matutino, entre as sombras estriadas da floresta, ao meio-dia, e no silêncio de minha biblioteca, à noite, esvoaçara ela diante de meus olhos e eu a contemplara, não como a viva e respirante Berenice, mas como a Berenice de um sonho; não como um ser da terra, terreno, mas como a abstração de tal ser; não como coisa para admirar, mas para analisar; não como um objeto de amor, mas como o tema da mais abstrusa, embora inconstante, especulação. E agora. . . agora eu estremecia na sua presença e empalidecia à sua aproximação; embora lamentando amargamente sua decadência, e sua desolada condição, lembrei-me de que ela me amava desde há muito e num momento fatal, falei-lhe em casamento.
Aproximava-se, enfim, o período de nossas núpcias quando, numa tarde de inverno, de um daqueles dias intempestivamente cálidos, sossegados e nevoentos, que são a alma do belo Alcíone, sentei-me no mais recôndito gabinete da biblioteca. Julgava estar sozinho, mas, erguendo a vista, divisei Berenice, em pé à minha frente.
Foi a minha própria imaginação excitada, ou a nevoenta influência da atmosfera, ou o crepúsculo impreciso do aposento, ou as cinzentas roupagens que lhe caiam em torno do corpo, que lhe deram aquele contorno indeciso e vacilante? Não sei dizê-lo. Ela não disse uma palavra e eu, por forma alguma, podia emitir uma só sílaba. Um gélido calafrio correu-me pelo corpo, uma sensação de intolerável ansiedade me oprimia, uma curiosidade devoradora invadiu-me a alma e, recostando-me na cadeira, permaneci por algum tempo imóvel e sem respirar, com os olhos fixos no seu vulto. Ai! sua magreza era excessiva e nenhum vestígio da criatura de outrora se vislumbrava numa linha sequer de suas formas. O meu olhar ardente pousou-se afinal em seu rosto.
A fronte era alta e muito pálida e de uma placidez singular. O cabelo, outrora negro, de azeviche, caía-lhe parcialmente sobre a testa e sombreava as fontes encovadas com numerosos anéis, agora dum amarelo vivo, discordando, pelo seu caráter fantástico, da melancolia reinante em suas feições. Os olhos, sem vida e sem brilho, pareciam estar desprovidos de pupilas, e desviei involuntariamente a vista de sua fixidez vítrea para contemplar-lhe os lábios delgados e contraídos. Entreabriram-se e, num sorriso bem significativo, os dentes da Berenice transformada se foram lentamente mostrando. Prouvera a Deus nunca os tivesse visto, ou que, tendo-os visto, tivesse morrido!
O batido duma porta me assustou e, erguendo a vista, vi que minha prima havia abandonado o aposento. Mas do aposento desordenado do meu cérebro não havia saído, ai de mim! e não queria sair, o espectro branco e horrível de seus dentes. Nem uma mancha se via em sua superfície, nem um matiz em seu esmalte, nem uma falha nas suas bordas, que aquele breve tempo de seu sorriso não me houvesse gravado na memória. Via-os agora, mesmo mais distintamente do que os vira antes. Os dentes!. . – Os dentes! Estavam aqui e ali e por toda a parte, visíveis, palpáveis, diante de mim. Compridos, estreitos e excessivamente brancos, com os pálidos lábios contraídos sobre eles, como no instante mesmo do seu primeiro e terrível crescimento. Então desencadeou-se a plena fúria de minha monomania e em vão lutei contra sua estranha e irresistível influência. Os múltiplos objetos do mundo exterior não me despertavam outro pensamento que não fosse o daqueles dentes, Queria-os com frenético desejo. Todos os assuntos e todos os interesses diversos foram absorvidos por aquela exclusiva contemplação. Eles. Somente eles estavam presentes aos olhos de meu espírito, e eles, na sua única individualidade, se tornaram a essência de minha vida mental. Via-os sob todos os aspectos. Revolvia-os em todas as suas peculiaridades. Meditava em sua conformação. Refletia na alteração de sua natureza. Estremecia ao atribuir-lhes, em imaginação, faculdades de sentimento e sensação e, mesmo quando desprovidos dos lábios, capacidade de expressão moral. Dizia-se, com razão, de Mademoiselle de Sallé; que tous ses pas êtaient des sentiments” e de Berenice, com mais séria razão acreditava “que toutes ses dents étaient des idées”. Idées! Ah! esse foi o pensamento absurdo que me destruiu! Des idées! ah! eis porque eu os cobiçava tão loucamente! Sentia que somente a posse deles poderia restituir-me a paz, e devolver-me a razão.
E assim cerrou-se a noite em torno de mim. Vieram as trevas, demoraram, foram embora. E o dia raiou mais uma vez. E os nevoeiros de uma segunda noite de novo se adensavam em torno de mim. E eu ainda continuava sentado, imóvel, naquele quarto solitário, ainda mergulhado em minha meditação, ainda com o fantasma dos dentes, mantendo sua terrível ascendência sobre mim, a flutuar, com a mais viva e hedionda nitidez, entre as luzes e sombras mutáveis do aposento. Afinal, explodiu em meio de meus sonhos um grito de horror e de consternação, ao qual se seguiu, depois de uma pausa, o som de vozes aflitas, entremeadas de surdos lamentos de tristeza e pesar. Levantei-me e, escancarando uma das portas da biblioteca, vi, de pé, na antecâmara, uma criada, toda em lágrimas, que me disse que Berenice não mais. . – vivia! Fora tomada de um ataque epiléptico pela manhã e agora ao cair da noite, a cova estava pronta para receber seu morador e todos os preparativos do enterro estavam terminados.
Com o coração cheio de angústia, oprimido pelo temor, dirigi-me, com repugnância, para o quarto de dormir da defunta. Era um quarto vasto, muito escuro
, e eu me chocava, a cada passo, com os preparativos do sepultamento. Os cortinados do leito, disse-me um criado, estavam fechados sobre o ataúde e naquele ataúde, acrescentou ele, em voz baixa, jazia tudo quanto restava de Berenice.
Quem, pois, me perguntou se eu não queria ver o corpo ?- Não vi moverem-se os lábios de ninguém; entretanto, a pergunta fora realmente feita e o eco das últimas sílabas ainda se arrastava pelo quarto. Era impossível resistir e, com uma sensação opressiva, dirigi-me a passos tardos para o leito. Ergui de manso as sombrias dobras das cortinas mas, deixando-as cair de novo, desceram elas sobre meus ombros e, separando-me do mundo dos vivos, me encerraram na mais estreita comunhão com a defunta.
Todo o ar do quarto respirava morte; mas o cheiro característico do ataúde me fazia mal e imaginava que um odor deletério se exalava já do cadáver. Teria dado mundos para escapar, para livrar-me da perniciosa influência mortuária, para respirar, uma vez ainda, o ar puro dos céus eternos. Mas, faleciam-me as forças para mover-me, meus joelhos tremiam e me sentia como que enraizado no solo, contemplando fixamente o rígido cadáver, estendido ao comprido, no caixão aberto.
Deus do céu! Seria possível? Ter-se-ia meu cérebro transviado? Ou o dedo da defunta se mexera no sudário que a envolvia? Tremendo de inexprimível terror, ergui lentamente os olhos para ver o rosto do cadáver. Haviam-lhe amarrado o queixo com um lenço, o qual, não sei como, se desatara. Os lábios lívidos se torciam numa espécie de sorriso, e, por entre sua moldura melancólica, os dentes de Berenice, brancos luzentes, terríveis, me fixavam ainda, com uma realidade demasiado vivida. Afastei-me convulsivamente do leito e sem pronunciar uma palavra, como louco, corri para fora daquele quarto de mistério, de horror e de morte.
Achei-me de novo sentado na biblioteca, e de novo ali estava só. Parecia-me que, havia pouco, despertara de um sonho confuso e agitado. Sabia que era então meia-noite e bem ciente estava de que, desde o pôr-do-sol, Berenice tinha sido enterrada. Mas, do que ocorrera durante esse tétrico intervalo, eu não tinha qualquer percepção positiva, ou pelo menos definida. Sua recordação, porém, estava repleta de horror, horror mais horrível porque impreciso, terror mais terrível porque ambíguo. Era uma página espantosa do registro de minha existência, toda escrita com sombrias, medonhas e ininteligíveis recordações. Tentava decifrá-la, mas em vão; e de vez em quando, como o espírito de um som evadido, parecia-me retinir nos ouvidos o grito agudo e lancinante de uma voz de mulher. Eu fizera alguma coisa; que era, porém? Interrogava-me em voz alta e os ecos do aposento me respondiam “Que era?”
Sobre a mesa, a meu lado, ardia uma lâmpada e, perto dela, estava uma caixinha. Não era de aspecto digno de nota e eu freqüentemente a vira antes, pois pertencia ao médico da família; mas, como viera ter ali, sobre minha mesa, e por que estremecia eu ao contemplá-la? Não valia a pena importar-me com tais coisas e meus olhos, por fim, caíram sobre as páginas abertas de um livro e sobre uma sentença nelas sublinhada. Eram as palavras singulares, porém simples, do poeta Ebn Zaiat: “Dicebant mihi sodales, si sepulchrum amicae visitarem, curas meas aliquantulum fore levatas’. Por que, então, ao lê-las, os cabelos de minha cabeça se eriçaram até a ponta, e o sangue de meu corpo se congelou nas veias?
Uma leve pancada soou na porta da biblioteca e, pálido como o habitante de um sepulcro, um criado entrou, na ponta dos pés. Sua fisionomia estava transtornada de pavor e ele me falou em voz trêmula, rouca e muito baixa. Que disse? Ouvi frases truncadas. Falou-me de um grito selvagem, que perturbara o silêncio da noite. -da ocorrência dos moradores da casa. – – de uma busca do lugar de onde viera o som. E depois sua voz se tornou penetrantemente distinta, ao murmurar a respeito de um túmulo violado — . de um corpo desfigurado, desamortalhado, mas ainda respirante, ainda pal-pitante, ainda vivo!
Apontou para minhas roupas; estavam sujas de barro e de coágulos de sangue. Eu nada falava e ele pegou-me levemente na mão; havia, gravadas nela, sinais de unhas humanas. Chamou-me a atenção para certo objeto encostado à parede, que contemplei por alguns minutos: era uma pá.
Com um grito, saltei para a mesa e agarrei a caixa que sobre ela jazia. Mas não pude arrombá-la; e, no meu tremor, ela deslizou de minhas mãos e caiu com força, quebrando-se em pedaços. E dela, com um som tintinante, rolaram vários instrumentos de cirurgia dentária, de mistura com trinta e duas coisas brancas, pequenas, como que de marfim, que se espalharam por todo o assoalho.

fonte: http://www.beatrix.pro.br/index.php/berenice-edgar-allan-poe

Berenice – Edgar Allan Poe