sexta-feira, 16 de dezembro de 2016


Em um grupo de WhatsApp, achei uma conversa assustadora anotei tudo, veja como foi!

annie96 01:31

você tá dormindo?

mcdavey 01:31

não.. acho que você também não :stuck_out_tongue_winking_eye:
annie96 01:32

não consigo.. é o vento.. parece gatos brigando. qual é a sua desculpa? :stuck_out_tongue_winking_eye:
mcdavey 01:32

estudando :frowning:
annie96 01:32

então é assim eles chamam o pornô agora? :stuck_out_tongue_winking_eye:
mcdavey 01:32

annie, que droga!!!

annie96 01:34

então não nega? :stuck_out_tongue_winking_eye:
mcdavey 01:36

eu ainda não consigo acreditar no que o johnny fez hoje!

annie96 01:36

nem eu.. aquele garoto tem problemas..

annie96 01:36

droga, o vento tá muito barulhento.. não parece normal lol

mcdavey 01:36

Sem vento aqui. Apenas chuva.

annie96 01:37

Sorte sua. eu preciso do meu sono de beleza! :stuck_out_tongue_winking_eye:
mcdavey 01:37

Com certeza, você precisa :wink:
annie96 01:38

o que? você quer dizer que eu sou

annie96 01:38

droga eu acho que ouvi passos no cascalho lá fora

mcdavey 01:39

Manda o seu pai louco ir olhar :stuck_out_tongue_winking_eye:
annie96 01:39

eu estou sozinha! a família saiu de férias lembra? eu te falei!

mcdavey 01:40

Sério? Até quando? A gente devia sair :grinning:
annie96 01:40

realmente tá soando como pegadas mas tem alguma coisa estranha nelas.. eu deveria olhar pela janela, mas minha cama tá tão quente!!

mcdavey 01:41

Tem certeza que você quer olhar pela janela quando está sozinha? E se realmente houver alguém no seu jardim, olhando pra você?

annie96 01:42

NÃO TEM GRAÇA DAVID

mcdavey 01:42

uau, criança.. tenho certeza que não é nada

annie96 01:42

vou checar, já vlt

mcdavey 01:43

Se realmente tiver algum estranho na sua vizinhança

mcdavey 01:43

Vc vai ligar pra quem?annie96 01:45

David tem alguém no jardim!!!

mcdavey 01:45

Que, sério?

annie96 01:45

SIM. dá pra ver as costas de um homem...mcdavey 01:46

O que ele tá fazendo?

annie96 01:46

ele tá... procurando algo? agachado no arbusto...

mcdavey 01:46

haha ele deve tá chapado.. provavelmente procurando as drogas :stuck_out_tongue_winking_eye:
annie96 01:48

david isso é sério! o que eu faço?

mcdavey 01:49

nada? Ele provavelmente vai sair sozinho :smile:
annie96 01:49

omg agora ele tá cavando com as próprias mãos. ele tá arruinando o jardim!

annie96 01:50

merda ele tá se virando pra cá

mcdavey 01:50

Como ele se parece?

annie96 01:51

DAVID WTF ISSO NÃO TEM GRAÇA

mcdavey 01:51

Hã??

annie96 01:51

COMO VOCÊ TÁ FAZENDO ISSO?

mcdavey 01:52

Do que você tá falando??

annie96 01:54

eu posso ver que é você! no meu jardim! como você tá digitando sem tocar no telefone? olha isso! eu tou na janela, você pode me ouvir batendo?

mcdavey 01:54

Droga annie agora você está me assustando também.. eu realmente não tou no seu jardim. Esse não sou eu.

annie96 01:54

PARE DE BRINCAR. eu posso ver seu rosto. e vc tá usando aquela jaquela estúpida de futebol que você tem tanto orgulho!

mcdavey 01:55

deve ser alguém parecido comigo.. sinceramente annie eu tou em casa. Eu não brincaria com você desse jeito.. :smile:
annie96 01:55

tem que ser algum amigo seu david.. fazendo uma pegadinha doentia.. quem mais poderia estar usando sua jaqueta?

mcdavey 01:55

tem muitas jaquelas desse tipo! meus amigos não se parecem nem um pouco comigo... você só tá comigo na sua cabeça :wink:
annie96 01:55

ele tá cavando de novo

annie96 01:55

que droga, sai logo!!!

mcdavey 01:56

annie, você tem uma arma na sua casa?

annie96 01:56

não seja idiota david. eu não poderia atirar em alguém.

mcdavey 01:57

você não precisa usar ela. apenas mostre que você a tem.

annie96 01:57

sua jaqueta não tem seu nome nas costas?

mcdavey 01:58

sim, todos do time tem seu próprio nome nela

annie96 02:00

eu tou vendo a droga do seu nome!!!

mcdavey 02:00

que

annie96 02:01

QUE BOSTA É ESSA DAVID?

mcdavey 02:04

Annie, aquela jaqueta do meu guarda-roupa...

annie96 02:04

DROGA ELE ME VIU

annie96 02:04

POR QUE ELE TÁ SORRINDO ASSIM

annie96 02:04

ELE TÁ VINDO

mcdavey 02:04

CHAMA A POLÍCIA!!!

mcdavey 02:05

ANNIE?

mcdavey 02:07

ANNIE RESPONDE

mcdavey 02:12

eu liguei pra polícia, disse que há uma tentativa de invasão em sua casa. eles disseram que estão a caminho mas vai levar cerca de meia hora

mcdavey 02:15

annie você tá aí?

annie96 02:17

aquilo está na casa. não posso falar tenho que fazer silêncio. luzes apagadas. tou num closet com uma faca. difícil escrever tremendo muito

mcdavey 02:17

droga droga aguenta aí annie a polícia vai chegar aí em 20 mins.. você sabe onde ele tá?

annie96 02:17

AQUILO. não ele. a aparência que ele tinha quando me viu David... ninguém pode se parecer com aquilo..

mcdavey 02:17

jesus cristo, aquilo sabe onde você tá?

annie96 02:17

não, eu peguei a faca quando vi ele correndo para a entrada e entrei no closet quando ouvi ele invadindo

mcdavey 02:17

ok ótimo você vai ficar bem.. um drogado não tem cérebro pra achar alguém escondido no closet.. a polícia vai chegar aí logo!

annie96 02:18

meu deus aquilo tá me chamando

annie96 02:18

ele não soa como você david

annie96 02:18

é uma voz tão profunda

annie96 02:18

preenchendo a casa

annie96 02:18

preenchendo minha cabeça

mcdavey 02:18

o que diz?

annie96 02:19

"saia daí annie."

annie96 02:19

"eu só quero olhar pra você"

annie96 02:19

fica repetindo isso de novo e de novo

annie96 02:20

eu fiquei louca, david?

annie96 02:21

é isso o que se sente?

mcdavey 02:21

só mais 10 minutos annie! aguente firme! você é forte e vai conseguir!

annie96 02:21

aquilo está subindo as escadas mas com passos tão.. devagares.. irregulares

annie96 02:21

por que aquilo se parece com você david? por que você?

mcdavey 02:21

eu não sei annie!! por favor acredite em mim

annie96 02:21

você pode fazer isso parar?

annie96 02:21

por favor, faz isso parar?

mcdavey 02:22

eu faria se pudesse eu prometo

annie96 02:22

está no final do corredor

annie96 02:22

david eu não disse nada aos meus pais quando eles saíram

annie96 02:22

eu tava ouvindo música

annie96 02:22

vai ser essa a última vez que vi eles?

mcdavey 02:23

annie

annie96 02:23

tem que ter a ver com você David.. só você pode fazer isso parar.. pense rápido..

mcdavey 02:25

EU NÃO SEI ANNIE DEUS POR FAVOR

annie96 02:25

por favor...

mcdavey 02:27

pode ser... porque eu penso muito em você

mcdavey 02:27

eu penso em você o tempo todo

annie96 02:28

então pare.

mcdavey 02:28

eu não sei como

annie96 02:29

tá arranhando as paredes e chegando perto.. por favor david...

mcdavey 02:29

eu tou tentando. tou tentando muito

annie96 02:31

Está ficando mais lento. Tente mais.

annie96 02:32

Seja lá o que você está fazendo, está funcionando.

annie96 02:34

Parou. Eu não ouço nada.

mcdavey 02:34

sério?? não saia ainda! fique escondida até a polícia chegar aí!

annie96 02:34

O que eu devo dizer a eles, já que ele foi embora?

mcdavey 02:34

TUDO annie TUDO que você me disse

annie96 02:34

Eu não sabia que você se sentia  assim por mim, David :smile:
mcdavey 02:35

estou tão feliz que isso parou

annie96 02:35

Você pode vir aqui de manhã David? Eu realmente quero te ver :smile:
mcdavey 02:36

claro annie eu vou estar aí

annie96 02:38

Ótimo! Mal posso esperar!

mcdavey 02:40

annie...

mcdavey 02:42

annie, como eu sei que essa é você?

annie96 ficou offline...

Annie Ficou Offline (CreppyPasta)



eu te vi

Lá perto de casa

Jogando bola com os seus amigos

Sai pra fora

Queria brincar

Mas lá veio o povo falar

"Menina não pode jogar, de boneca vá brincar"

Me irritei

"Porque não pode jogar? tu estás e com medo de me enfrentar"

"Medo de que? De você? Pirralha vá pra casa de boneca brincar"

Antes que eu falasse, logo ele tomou a fala

"Deixe-a jogar. O que custas uma chance dar?"

Ele falara. Me defendera. E nesse momento que um broto de sentimento surgiu em meu peito

"Jogar com menina? Esse resto de aborto? Jogar com menina não vou nunca nem morto!"

Lágrimas começaram a descer por meus

olhos. Boto os pé na carrera, a um lugar que nem eu sei, um lugar desconhecido, onde haja brincadeira.

Não sei onde estou. Não sei como aqui parei. Não sei o que fazer, não sei como voltarei.

  Caminhando pelo chão escuro de um beco vazio. Logo percebi, o quanto ali estava frio.

   "Olá pequenina...Hora esta...O que faz aqui, numa hora dessa?"

Uma voz masculina. Calma.

   "Eu fugi. Cansei dos meninos. Não me deixam brincar."

  "Entre..."

O rangir de uma porta sendo aberta é ouvido. Fiquei com ância. Estava em minha frente, a dois metros de distância.

"Venha brincar comigo...Eu serei teu eterno amigo"

Pouco pensei ate querer entrar. Voltar pra quê? Pra não poder jogar?

   Inicei os passos até a porta chegar. Entrei no mesmo, vendo a porta se fechar. Tudo escuro estava, não via nada. nenhum olhar, simplesmente nada.

"Onde estás? Quero jogar."

"Vamos jogar. Agora vamos começar..."

  "Mas Não vejo nada...Nem ao menos teu rosto."

"Disso cuidarei depois. Mas seguindo. Como parou aqui? Como foi o teu caminho?"

"Não sei. Apenas corri. Querendo sair de lá e acabei parando aqui"

"Isso com uma uma pequena tão novinha. Me diga. Quantos anos tem minha Lindinha?"

"Tenho 7. Porque a pergunta?"

"E seus pais? Sabem que aqui está?"

"Não."

"Bom. Muito bom. Minha solução aqui está. Se não sabem que está aqui. Não vem te procurar."

"Como assim?!" estava assustada, mas sem entender o que se passava.

"Oh querida... Você não vai voltar. Agora vamos começar a jogar. Com que membro quer começar?"

fonte: http://aminoapps.com/page/legiao-do-medo/1844070/inocencia-mata-poesia-da-morte-creepy

Inocência mata - Poesia da morte\Creepy

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016





Geralmente a avó começava a gritar-lhe no instante em que a porta se abria, indagando por que Ludmila se demorara no bosque ou se, por acaso, se comportara mal na escola e por isso fora castigada. Havia ocasiões em que a avó nem mesmo isso dizia, arremessando o travesseiro contra Ludmila, sempre preparada para pular de lado. Mas naquele dia foi diferente. Nenhum travesseiro foi-lhe arremessado. E também não houve gritos.

— Babushka?

Arriscando um olhar para a avó, Ludmila viu as trancas brancas espalhadas sobre o travesseiro e a coberta puxada para o alto, como a arrumara algumas horas antes. Teve vontade de dizer: “Perdoe-me pelo que fiz esta manhã, Babushka. Não queria ser uma menina má. Por favor, perdoe-me e diga alguma coisa. Por favor...”

Se a avó não falasse agora, passaria dias e dias sem dizer coisa alguma. Nem uma única palavra. Talvez só voltasse a falar depois que a neve começasse a cair e o pai e irmãos de Ludmila tivessem voltado da colheita.



Cuidadosamente, para não acordar a avó, Ludmila arrumou os rabanetes e o repolho sobre a mesa, juntamente com uma preciosa fatia de porco salgado. E depois foi pôr lenha no fogo. Babushka vivia-se queixando de estar com frio, mesmo no tempo mais quente. A cada dia, Ludmila tinha que descrever círculos maiores pelo bosque, a fim de pegar lenha. Na primavera seguinte, pediria ao pai e irmãos para deixarem uma pilha maior de lenha, antes de partirem para a colheita no início do verão. Se Babushka quisera a cabana mais quente naquele verão do que no anterior, certamente haveria de querê-la ainda mais quente no verão seguinte.

Mas, por outro lado, Ludmila já estaria então com 13 anos e seria capaz de cortar alguma lenha. Ou pelo menos os galhos mais baixos dos pinheiros e bétulas em torno da clareira. Se pudesse fazê-lo, os homens teriam o tempo necessário para escavar o poço que algum dia levaria água para dentro da cabana. Ou talvez pudessem fazer um cercado em torno da horta, a fim de que os coelhos e veados não roubassem tudo o que plantavam, como vinha acontecendo. E agora quase não havia comida para o inverno que se avizinhava. O simples pensamento deixou-a mais faminta do que o habitual. E quase já não havia rublos em casa, até que o pai voltasse.

Evitando olhar para a avó, que detestava ser surpreendida dormindo, Ludmila fritou o porco, descascou os rabanetes e cortou o repolho, pondo tudo para cozinhar no fogo, com o resto de água que ainda estava no balde. Pôs o xale e saiu de novo, atravessando a clareira na direção do riacho que corria ruidosamente sobre as pedras, quase como uma balalaica de Shura.

Se ficasse fora de casa por mais algum tempo, Babushka continuaria a dormir e haveria menos tempo para que se queixasse. De qualquer forma, era melhor ficar ali fora, pensando e contemplando as moitas e as árvores. E o cheiro era também melhor. O cheiro no interior da cabana era simplesmente horrível.

Ao voltar para casa, fingiria que acabara de chegar da escola e do armazém. A avó, como sempre, poderia gritar ou jogar-lhe o travesseiro. Depois, tomariam a sopa e iriam dormir. Dentro de alguns dias, talvez uma semana, o pai e os irmãos estariam de novo em casa. Babushka ficava mais calma sempre que eles estavam em casa. Mas era como o pai dissera, na primavera anterior:

— Se você tivesse que ficar na cama com as pernas paralíticas, minha querida Ludmila, também estaria rabugenta e implicante.

Se o pai o dissera, então era assim mesmo. Afinal, ele não era o melhor pai que existia no mundo? Ajudava-a nos deveres de casa e sempre aparecia na escola nos dias mais escuros do inverno, no momento em que Ludmila se preparava para iniciar a longa e solitária viagem de volta a casa, através dos bosques. O Camarada Varvara, o mestre-escola, dizia que cada pessoa devia produzir de acordo com sua capacidade e colher de acordo com suas necessidades. Mas a avó comia sem produzir qualquer alimento. O pai dizia que, na idade dela, isso era natural; no passado, a avó já produzira muito.

Naquele verão, quando os passarinhos e outros animais vinham devorar a horta, quando não havia forragem para alimentar o gado e os carneiros, quando não havia o que dar aos porcos e galinhas, estavam presentes todos os indícios de que os lobos voltariam a aparecer no próximo inverno, segundo o velho Nikolai, do armazém. Há três anos que ninguém da aldeia via um lobo. Mas todos sabiam que, quando as pessoas morriam de fome, os lobos sempre apareciam.

Ludmila jamais vira um lobo, mas já os ouvira uivando. E com bastante frequência. Babushka sempre dizendo que as meninas más só serviam mesmo para alimentar animais selvagens.
Ah, seria maravilhoso quando o pai e os sete irmãos voltassem! Provavelmente ainda naquela semana, dissera o velho Nikolai, sacudindo a cabeça tristemente, porque um retorno prematuro significava uma má colheita e menos comida para todos. De qualquer maneira, o pai manteria os lobos longe da cabana, como sempre o fizera antes.

Assim que todos estivessem em casa, não mais haveria as manhãs escuras e solitárias, quando Ludmila tinha que se levantar da cama em que dormia com a avó, quebrar o gelo no balde com água e cozinhar a kasha, depois de ajudar Babushka com o penico.

Havia ocasiões em que a avó reclamava tanto e a retardava de tal forma que Ludmila tinha de correr pelo bosque até a estrada e daí até a aldeia, mesmo assim chegando atrasada à sala comunal onde funcionava a escola. O Camarada Varvara sempre a castigava com deveres de casa extras, a serem feitos à luz de vela. Se a avó pelo menos pudesse produzir velas ou não demorasse tanto no penico...

E lá estava a primeira estrela. Outras despontaram um instante depois, brilhando cada vez mais intensamente, apesar da lua já estar subindo pelo ar, que naquela noite estava tão amarela quanto as bétulas durante o dia. Uma noite maravilhosa, impregnada pelos sussurros que vinham do bosque.

No ano passado, o pai e os irmãos tinham chegado um mês depois, cantando ruidosamente, vindos da aldeia, onde os caminhões tinham-nos deixado. Haviam saído correndo ao verem-na acenar, disputando para ver quem a alcançaria primeiro. Quem quer que o conseguisse, imediatamente a levantava nos braços e quase a sufocava de apertos e beijos, demorando bastante antes de largá-la para o seguinte na fila. Mas nenhum deles jamais corria para beijar a avó.

Seria ótimo se eles voltassem mais cedo este ano, como o velho Nikolai afirmava que iria acontecer. Mas seria triste por causa das pessoas que iriam morrer de fome naquele inverno, talvez até algumas de sua própria comuna.

Qual das pessoas de sua família poderia morrer?

Não o pai, que era forte e saudável. Não os irmãos, porque eram jovens e fortes. Não Babushka, que não era jovem nem saudável, mas era a mais forte de todos. Era o que o pai estava sempre dizendo. Cada vez que Babushka lhe perguntava:

— Quem é o mais forte de todos nós?

— E você, querida mãezinha.

Babushka sacudia a cabeça e sorria, mostrando as gengivas encolhidas. Os sete meninos e Ludmila riam e aclamavam. Porque o pai sempre se postava num lugar em que Babushka não podia vê-lo e piscava alegremente, para indicar o que realmente pensava.

Mas com todos eles tão fortes, restava apenas uma pessoa que era fraca. Uma menina má, que não podia cortar lenha, que ficava irritada quando Babushka se demorava no penico todas as manhas, que detestava trazer-lhe água para que se lavasse, que não gostava de arrumar a cama e ajeitar o travesseiro sob as trancas brancas.

Pobre Babushka... Era fácil demais odiá-la, era difícil recordar que estava velha e aleijada. Mas como alguém poderia amá-la, se cheirava tão mal e gritava tanto? Naquela manhã, quando Ludmila já estava atrasada para a escola, Babushka arremessara-lhe o travesseiro, alegando que estava duro. Ludmila desatara a chorar. Jogara o travesseiro contra a avó, vendo-o cair sobre o rosto encarquilhado. Minutos depois estava correndo a caminho da escola, o mais depressa que podia, chorando sem parar.

Mais estrelas. Ao luar, as sombras iam ficando cada vez mais difusas e compridas. Ludmila afastou-se do córrego e atravessou a clareira até a porta da cabana. Sentou-se no balde virado ao contrário, sem querer entrar.

Um grito ou um travesseiro em sua cara? Uma queixa ou uma exigência? O que aconteceria se reagisse ao grito? Ou se tornasse a jogar o travesseiro em Babushka? E se ela não entrasse, ficando ali fora, à espera do pai e dos irmãos?

Quando eles chegassem Ludmila gostaria mesmo de ficar dentro de casa. A cabana estaria então ressoando de conversas e risadas. E de noite
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ouviria o violino de Oleg e a balalaica de Shura, sob o acompanhamento das palmas ritmadas do pai. Rodio, Vukuly e Kyril dançariam um gopak. E depois Ludmila valsaria com todos eles, contando cuidadosamente para que não brigassem para decidir quem seria o próximo. Não havia música e dança todas as noites, porque, uma vez por semana, os homens iam até a aldeia, para beber cerveja e conversar com os amigos.

Se ela morresse de fome naquele inverno, com quem eles iriam dançar? Ludmila assoou o nariz com a ponta do xale. Morrer talvez não fosse tão ruim assim. No céu, ela descobriria pessoalmente como a mãe era. É verdade que o Camarada Varvara dissera que não existia o paraíso. Ela contara a história ao pai, que comentara:

— É bem possível. Mas, seja como for, sua mãe era um anjo.

Só que o pai não conseguia recordar-se se ela era grande ou pequena, feia ou bonita. Sabia apenas que tinha sido a mulher certa para ele e jamais descobrira outra igual.

Babushka dizia que nenhuma mulher, muito menos a segunda esposa do filho, merecia tal devoção. Além do mais, ele não precisava de uma segunda esposa, já tendo sete filhos homens. O que a segunda esposa poderia fazer a não ser produzir outra menina inútil? Era ótimo que não tivesse havido outra filha além de Ludmila. A própria Ludmila já era demais, tão faminta que era. Às vezes, quando Babushka começava a falar sobre meninas fracas, meninas más, meninas famintas, Ludmila sentia vontade de machucá-la.

Dois anos atrás, quando Babushka se levantava pela manhã da cama que partilhava com Ludmila, sofrera subitamente uma queda. O pai atravessara correndo a cortina que dividia a cabana. Ludmila estava tão assustada que se pusera a chupar o polegar, coisa que há anos não fazia. Babushka estava de olhos fechados e respirava tão ruidosamente como se estivesse roncando. Quando o pai se ajoelhara ao lado dela e começara a chorar, Ludmila desatara também a chorar.

Mas a avó finalmente abrira os olhos, revirando-os. E mais algum tempo se passara antes que resmungasse:

— Ludmila... Ludmila... ela me empurrou...

Um médico viera examiná-la, para determinar sua remoção para um hospital. Dissera que Babushka sofrera um derrame e nunca mais voltaria a andar. E acrescentara que havia poucos leitos para os vivos, muito menos para os agonizantes. Alegara que não havia razão para transferir Babushka para o hospital. Ela poderia morrer a qualquer momento, de um choque súbito ou simplesmente pelo coração parar. Ou podia sobreviver por muitos anos. Mas era justamente esse o problema. Eles estavam mais preocupados com aqueles que podiam recuperar-se e voltar a produzir.

Ludmila pensara em perguntar: e o que vai acontecer comigo? Os verões já eram terríveis. E se a avó tivesse de ficar na cama, o próximo verão seria ainda mais longo e difícil, com os homens longe de casa.

Dois anos... Um tempo interminável. E jamais ouvira um “obrigado” ou um “por favor” de Babushka. Só fazia gritar e jogar o travesseiro nela. No inverno passado, o pai ficara furioso por causa disso:

— Já chega! Está sendo rude demais com Ludmila. Ela está trabalhando mais do que você poderá voltar a fazê-lo.

Babushka ficara tão ofendida que mal falara durante todo o inverno. E passara a beliscá-la durante a noite, os dedos cruéis encontrando a perna, o braço ou uma orelha de Ludmila. Ela beliscava e beliscava até que Ludmila não conseguia mais aguentar. Empurrava a avó para longe. Mas a velha nunca mais caíra da cama.

Ludmila suspirou e pegou o balde. Abriu a porta e hesitou por um instante, esperando que o travesseiro voasse em sua direção. Mas a avó continuava exatamente como a deixara pela manhã. Com o travesseiro ainda comprimido sobre o seu rosto.

Cuidadosamente, Ludmila largou o balde no chão. Tirou a panela do fogo e serviu sopa em sua tigela. Pegou uma colher e tomou tudo, saboreando lentamente. Depois, sem olhar para a cama, levantou-se e serviu-se do resto da sopa,tomando tudo tranquilamente.


Ludmila

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Este local é dedicado aos frequentadores do blog(leitores no caso)
Aqui serão postados desenhos de creepypastas(e na pagina do facebook também)dos fãs.
Só poderão ser postados desenhos de própria autoria.
Para enviar seus desenhos acesse:


E poste no mural,assim nós veremos e postaremos aqui e lá na própria página.Com direito a créditos(nome,onde mora,apelido facebook,skype,canal no youtube,e blog-se o possuí-lo)

Os Desenhos dos donos do blog,estarão postados em álbuns da página,e os dos fãns em outro albúm separado(para não houver engano,ou bagunça).
lembrando que sua arte tem que estar com  o nome do blog !




fã arts



Quando a norte-americana Eletronics Company Empire resolveu montar sua filial brasileira em nossa cidade, eu era um jovem de vinte e cinco anos, havia me formado em informática na universidade local e ansiava por encontrar um emprego seguro que influenciasse minha namorada a decidir-se favoravelmente ao meu pedido de casamento. Samira estava relutante a respeito do matrimônio simplesmente porque não tínhamos estabilidade financeira, ela trabalhava como tradutora free-lance e seu pai era um homem amargurado, abandonado pela esposa e que via a vida se esvaindo enquanto media areia num depósito de material de construção; eu era um caipira órfão que me sustentava com as parcas rendas de uma criação de cabras, galinhas e algumas vacas leiteiras de um sítio recebido de herança de meus pais. Um sítio que era considerado pela população como lugar amaldiçoado – a cem metros da única casa da propriedade, uma edificação de dois andares, velha, de madeira, grande e sombria, havia uma imensa árvore centenária, esgalhada, com a terrível fama de atrair pessoas desesperadas.

Várias vezes por ano alguém cingia uma corda no pescoço e se dependurava nos seus galhos robustos, rugosos e fortes. Eu, que tinha meu quarto no segundo andar, estava tão acostumado com a violência daquelas mortes que nem dava muita importância – desde pequeno acordava muitas vezes com o vento uivando de maneira solene, ia à janela e observava um corpo balançando solitariamente, a coisa era até poética quando havia uma lua cheia no céu parcialmente nublado. Meus pais – quando eram vivos – ligavam para a polícia. Depois que eles morreram num acidente com o nosso fordinho de antanho, eu passei a encarregar-me de avisar as autoridades.
Com o tempo, os suicídios tornaram-se uma rotina tão grande que os agentes da perícia médica deixaram de vir com os policiais para atender aos chamados. Os meganhas retiravam o cadáver da forca, punham-no dentro do camburão e zarpavam. Já não enchiam o meu saco exigindo depoimentos. O morto geralmente era um viciado em tóxico, um endividado em jogos, uma jovem desiludida, um arruinado nos negócios – gente desse naipe. De vez em quando um malaco qualquer desistia do suicídio na última hora, ia embora e a corda com seu laço lúgubre ficava pendurada num dos galhos da árvore. Da última vez contei as forcas ainda virgens balançando ao sabor dos ventos noturnos – haviam quinze desses arranjos.
***
Samira odiava meu pedaço de terra, vivia insistindo para que eu vendesse tudo, comprasse um apartamentozinho na cidade, arranjasse um emprego decente, que me tornasse uma pessoa normal, comum, um cidadão que no seio da sociedade não fosse olhado como aberração. A instalação da empresa norte-americana em nosso município pareceu-me uma bênção do céu. Assim, contei a Samira das minhas pretensões empregatícias na Eletronics Company Empire e, claro está, ela vibrou de entusiasmo. Fiz uma ficha na empresa, uma semana depois fui chamado para a entrevista. Foi aí que o bicho pegou – eu teria que falar com uma psicóloga da firma e, ainda, com o diretor-geral, um gringo chamado Victor Roddick, e o cara tinha dificuldade em dizer até mesmo bom dia em português. Quanto a mim, conseguia ler e escrever em inglês com desenvoltura, mas não entendia os fonemas e era incapaz de pronunciar a mais corriqueira das frases. Minha língua dava nó dentro da boca, eu balbuciava coisas ininteligíveis que provocavam risos em qualquer um que estivesse por perto.
– Vou me informar, Ditão, se posso servir de intérprete – disse Samira. Ora, como é que eu não tinha pensado naquilo? Samira falava inglês corretamente e não dava vexame quando se aventurava no árabe, língua dos ancestrais da mãe. Minha garota foi aos escritórios da empresa, passou por várias salas conversando com subalternos até chegar ao diretor Victor Roddick – o que não consegue uma jovem bela, inteligente e determinada? O homem todo poderoso mandou que Samira me levasse à sua presença.
No dia e hora determinados, Samira foi ao salão de beleza e deu uma encaracolada no seu longo cabelo negro, maquilou-se, colocou um vestido vermelho decotado generosamente e com a barra um palmo acima dos joelhos, calçou sapatos salto-agulha e lá fomos nós para a entrevista, eu com o braço em torno de seus ombros, todo orgulhoso de namorar a garota que era, sem dúvida, a mais bela da cidade. Sentia-me capaz de mover o mundo com um peteleco do dedo mindinho. Samira, pequenina perto dos meus quase dois metros de altura e cento e dez quilos de músculos, parecia uma avezinha implume protegida sob as asas do condor-rei. O diretor Victor Roddick recebeu-nos à porta de seu gabinete de trabalho, conduziu-nos para duas poltronas postadas à frente da grande escrivaninha de madeira maciça. Roddick me surpreendeu logo de cara. Não era semelhante à imagem que eu fazia de um dirigente de uma empresa do porte da Eletronics Company Empire. Se não tivesse todos os membros em tamanhos normais, poderia facilmente ser chamado de anão. Não devia ter mais que um metro e meio de altura, excessivamente magro, cabelos totalmente brancos, a pele do rosto parecia um pergaminho milenar cheio de dobras, vincos e ranhuras. Sua idade poderia variar entre os setenta e noventa anos.
O diretor sentou-se por detrás da mesa descomunal e ficou nos olhando – minto, ficou olhando Samira, ela cruzara as pernas e um bom pedaço do seu magnífico par de coxas magnetizava os olhos pequenos, cinza, úmidos do gringo. Os dois começaram a conversar, Samira ria com todos os dentes, passava a mão pelos cabelos, se esmerava na arte da sedução, muito coquete, num atrevimento que só; o homem todo simpaticão parecia estar sacando do repertório americano engraçadíssimas piadas de salão, aquelas anedotas execráveis que tantas vezes já vimos em filmes de comédia. E foi assim. Por mais de meia hora os dois trocaram impressões, falavam nisso e naquilo sem que eu entendesse pissiricas. Só fui abrir a boca – para dizer um tímido até logo ao homem – depois que Samira e Victor Roddick levantaram-se de seus assentos e deram um formidável aperto de mão. Apenas quando caminhávamos pelos corredores do prédio administrativo é que Samira dignou-se a me dirigir a palavra.
– Pronto, Ditão, o emprego é seu. E se prepare para mais uma boa notícia, eu também fui contratada. Vou ser secretária do Dr. Victor Roddick. Não é a maravilha das maravilhas? Agora, neste momento, o nosso diretor já deve estar telefonando para o Departamento de Pessoal. A gente tá indo pra lá assinar a papelada.
***
Fui designado para o setor de montagem de softwares e uma semana após o diretor Victor Roddick me convocou para uma reunião em sua sala. Com Samira servindo como intérprete, fiquei sabendo que seria indicado para o cargo de supervisor de serviços gerais. Mas para tanto eu precisava fazer um estágio de seis meses na matriz da Eletronics Company Empire, em Detroit. Fiquei de pensar no caso, na verdade não estava disposto a ir para uma terra estrangeira, tinha consciência de ser um caipira de difícil adaptação. Naquela noite, nos lençóis do Motel Alameda, Samira convenceu-me que eu não devia perder a chance de subir hierarquicamente dentro da empresa. Tirei meu passaporte e quinze dias depois viajei de avião para a cidade considerada por muitos americanos como a mais violenta dos Estados Unidos. Não vi nenhum tipo de violência, principalmente porque me entoquei no hotel reservado pela empresa. Era do trabalho para casa, durante seis meses aprendi o que tinha que aprender na matriz da Eletronic Company Empire – inclusive a falar o idioma inglês – e não dei nem mesmo um passeio pelo centro da cidade. Eu era só tristeza, saudades de Samira, dos meus animais de criação que ficaram sob os cuidados de um primo beberrão, do meu pedacinho de terra improdutiva e até mesmo da árvore centenária com seus galhos retorcidos cheios de forcas penduradas como se fossem frutas.
Retornei do estágio em Detroit e soube de supetão que Samira estava morando numa cobertura duplex da Avenida Higienópolis, região central da cidade. Em companhia do velhinho mais para anão, o diretor Victor Roddick. O pai de Samira, outrora o homem mais amargurado que eu já tinha conhecido, não era mais o empregadinho no depósito de materiais de construção – com os bolsos repletos de dólares americanos, havia adquirido o estabelecimento comercial, esbanjava sorrisos e, montado num carro recém-adquirido, novinho em folha, era o cara da vez nos prostíbulos disfarçados de casas de massagem. As surpresas não pararam por aí: assim que reassumi meu cargo de supervisor geral da Eletronics Company Empire, fui chamado ao Departamento de Pessoal, lá recebi de uma funcionária despida de sorrisos um papel assinado pelo diretor Victor Roddick – eu estava demitido. E mais: por justa causa. O documento estava tão bem redigido, tão bem articulado, apontava tantas desqualificações de meu caráter e tantas falhas funcionais na execução das minhas tarefas operárias que nem pensei em mover uma ação trabalhista. Seria o meu advogadinho – indicado pelo Estado – contra o batalhão de jurisconsultos amealhados a peso de ouro pela maldita empresa.
Pobre é assim, quando é fodido pelos poderosos, a coisa tende a estraçalhar todas as pregas do fiofó. Desanimado, desiludido, massacrado pelas injustiças, com o rabo entre as pernas voltei para o meu sitiozinho, para a companhia de minhas cabras, galinhas e vaquinhas leiteiras.
***
Passaram-se cinco anos, nesse tempo arranjei uma amante chamada Eunice, uma sitiante viúva, ainda jovem, que me recebia em sua casa e nunca pôs os pés em minhas terras; durante esses anos melhorei um pouquinho minha condição financeira após investir na criação de codornas e coelhos e, também, passei a ter visões com os enforcados na minha árvore, todos eles, desde o tempo em que comecei a me conhecer por gente. Acordava de noite com os ventos uivando, olhava pela janela e lá estavam aquelas criaturas desesperadas balançando nos galhos rijos e grossos. Uma árvore carregada de cadáveres esbatidos pela claridade lunar. Nunca consegui esquecer Samira, não porque ainda estivesse apaixonado, mas por causa da tristeza provocada pela sua traição. Porém, não odiava a garota, na verdade tinha até uma ponta de pena por vê-la, graças à ambição desmedida, desperdiçando os melhores anos de sua vida em companhia de um velhinho que poderia ser seu avô – que digo? – seu bisavô. Meu ódio se concentrava em Victor Roddick, o grandíssimo canalha, era tanto ódio que sobrava animosidade para os demais diretores da Eletronics Company Empire.
***
Um dia recebi com grande surpresa um enviado da diretoria da empresa. O sujeito trazia uma pasta com muitos dólares e a proposta de aluguel por uma noite da minha propriedade. Explicou-me que os chefões tinham ouvido falar da Árvore dos Enforcados, se divertiram muito com os comentários supersticiosos envolvendo fantasmas e outras fantasias monstruosas e, por puro gozo, queriam fazer uma festa à grande em comemoração ao Halloween, uma festa bem ali, sob minha árvore amaldiçoada. Eu não sabia o que significava Halloween, o carinha me falou longamente a respeito da tradição americana ao dia consagrado às bruxas, era tanta besteira junta que acabei rindo e topei a parada.
No dia da festa de Halloween fui para a cidade, comprei algumas garrafas de cachaça, conversei longamente com os conhecidos a respeito da maluquice dos gringos, demos muitas risadas dos panacas, avisei a todos que estaria em casa da minha amante, íamos fazer quentão, quem quisesse que fosse lá tomar uns tragos. Comprei brinquedos para as três crianças pequenas de Eunice e fui para o sítio dela. Na manhã seguinte fui acordado por três policiais que me informaram: o diretor Victor Roddick, da Eletronics Company Empire, fora encontrado devidamente pendurado num galho da Árvore dos Enforcados e eu, claro, era o principal suspeito de um possível assassinato. Eu tinha meu álibi, sólido como rocha. Ali estava Eunice, minha companheira, para confirmar que passáramos a noite juntos, tomando quentão e comendo broas de milho. Havia também as crianças, elas tinham ido dormir tarde da noite e poderiam testemunhar a meu favor. Sim senhor, meu álibi era incontestável.

O que ninguém sabia é que, se Eunice bebeu quentão como um gambá, eu mal molhei a boca com o preparado alcoólico. Por volta das dez horas da noite colocamos as crianças na cama, às onze e meia Eunice dormia esparramada no sofá, embriagada. À meia-noite fiz o percurso entre o sítio dela e o meu numa velocidade de maratonista e, por uma sorte absurda, encontrei a cúpula diretiva da empresa em final de festa, havia litros de uísque, vodca e gim espalhados em torno da Árvore dos Enforcados, os gringos arrastavam pelo chão, uns vomitando, outros já inconscientes. Esperei até que todos mergulhassem nas brumas alcoólicas, depois ajuntei o corpinho minúsculo de Victor Roddick pela cintura, joguei-o nos ombros e subi a árvore com a categoria e agilidade de um felino. Para minha surpresa, Roddick saiu da inconsciência e ficou sóbrio num piscar de olhos. Começou a se debater e a gritar pedindo socorro. Não adiantava nada, seus amigos chafurdavam no coma alcoólico, não iriam ajudá-lo de jeito nenhum. Ajeitei uma das forcas no pescocinho fino do diretor, frágil como uma haste de flor.
– My God! – ele gemeu.
– Sem my God, meu chapa – eu disse. E soltei o gringo no espaço. Desci da árvore e observei o sujeitinho com os olhos esbugalhados e a língua de fora. Um belo espetáculo, sem dúvida. Uma visão maravilhosa. Em seguida voltei para o sítio de Eunice, bebi alguns copos de pinga pura e tratei de acordar minha amásia com xícaras e xícaras de café, rimos da bebedeira, dançamos pela sala, trôpegos, bêbados, felizes, transamos alucinadamente e por fim dormimos.
Pelo menos até agora as autoridades não descobriram o que aconteceu realmente na festa de Halloween dos gringos. Da minha parte, daqui da janela do segundo andar de minha enorme casa de madeira, frequentemente vejo o espectro do diretor Victor Roddick, entre os demais suicidas de outras épocas, balançando suavemente na ponta da corda, açoitado pelo vento noturno e palidamente banhado pelos raios da lua. É um êxtase.


J. Athayde Paula


fonte: http://conteudoperverso.blogspot.com.br/2013/09/a-arvore-dos-enforcados.htm

A Árvore Dos Enforcados


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Eu acordo.

É claro aqui. Extremamente brilhante. O que é este lugar? Uma prisão? Um hospital? Existem 4 paredes sólidas, um berço rígida, e um pequeno orifício. Existe uma porta? Eu não vejo uma porta. Onde diabos eu sou? Como eu cheguei aqui?

Pense ... o que aconteceu? Lembra o que aconteceu ... Onde eu estava na noite passada? Onde foi que eu adormecer? Merda ... eu não consigo pensar. Eu não consigo pensar em nada. Isso é alguma experiência? Eu não posso pensar. Eu não posso nem pensar em meu nome dum raio! Quem sou eu?

ESPERAR! Olhe ao seu redor, idiota. paredes sólidas. Trancado em um quarto. Estou em um asilo de loucos. É isso aí! Eu sou louco! Eu estava louco, pelo menos. Estou com ele agora. Estou curado? Posso ir?

Eu me levanto. I check-in com a mim mesmo. Eu estou nua. Estou extremamente limpo, embora, tal como o resto da sala. Tudo à minha volta é branco e impecável. Está tão brilhante aqui.

"Olá? Está aqui alguém? Preciso de ajuda! "Eu grito. Não há nenhuma resposta.

"Alguém! Por favor!"

Eu começo a andar em torno sensação das paredes. Onde está a porta? Tem que haver uma porta aqui. Que porra é essa? Tem que haver uma porta!

Não há nada. Lisas, paredes sem costura. I olhar debaixo da cama para ver se há mais alguma coisa em tudo nesta sala. Estou surpreso que não há nada lá em baixo.

Estou em um asilo de loucos? Este parece muito surreal. Onde diabos eu sou? Por que não consigo nem lembrar meu próprio nome porra ???

"Ei! Você está finalmente se, não é? "Eu ouvi a voz de um homem velho que vem do respiradouro. I atropelado, extremamente animado.

"SIM! O que está acontecendo? Quem é Você? O que é tudo isso !? "Eu grito com entusiasmo. Eu olho para o respiradouro para ver nada além de escuridão.

"Você não se lembra de nada disso, não é?" Ele me pergunta.

"Não. Não me lembro de qualquer coisa, desde antes de acordar agora ".

"Tudo bem." Ele diz com uma pitada de uma risada em sua voz. "Eu acho que você vai fazer grande."

O que? Eu estou tão cansado dessa sensação de ser tão foda ficando perdido. Eu quero entender.

"Por favor", eu imploro. "O que está acontecendo? Quem é Você? Quem sou eu?"

Ouço apenas o silêncio.

"DIGA-ME!" Eu grito. Ele ecoa através do orifício, e estou respondeu com nada.

As horas passam.

Eu estou sozinho com meus pensamentos. Eu tento tão duro para chegar nos cantos da minha mente, e descobrir quem diabos eu sou. Isto é tudo tão estranho para mim. Não sei porquê, porque eu não tenho nenhuma lembrança de minha vida para compará-lo, mas eu sei que eu quero sair daqui. Eu tenho que sair daqui.

Eu ando ao longo das paredes, sentindo-se cada polegada única para qualquer sinal de uma saída. Tem de haver alguma coisa. Não é como este lugar foi construído em torno de mim! Por que eu não consigo encontrar nada? Horas e horas passam, sem nada. Eu grito para ajuda até que minha garganta está inflamada, mas não há nenhum ponto. Se ouvir de ninguém, se aquele homem ainda está lá fora, ele não vai responder. Finalmente, exausto, eu deito de volta para baixo.

Quando acordar há comida aqui. Uma bandeja com pão, arroz e um pedaço de bife fica no canto. Há um copo de água com ele. Estou extremamente fome, por isso não tenho qualquer hesitação como eu passar por cima e cavar. É delicioso. Estou tão feliz. Depois que tudo se foi, eu finalmente chegado a meus sentidos e começar a refletir mais uma vez sobre onde estou.

Vou até o respiradouro e gritar: "Olá?"

"Olá!", Eu ouvir de volta, em um tom alegre.

"Quem é você?", Pergunto.

"Será que você aproveite a sua comida?" É a resposta que recebo.

Não estou com humor para malditos jogos. Eu quero respostas.

"ONDE ESTOU? Deixe-me sair daqui! "

"Você vai sair em breve. Nós temos que ter certeza de que você está saudável! "

Que porra é essa? Eu sou apenas uma porra experiência? Eu sou saudável o suficiente. Eu quero respostas porra, eu quero saber onde eu estou. Mais importante, eu quero ser livre.

"Deixe-me sair AGORA VOCÊ filho da puta! Eu quero sair daqui! "

A voz tem ido novamente. Eu grito para ele mais, mas é inútil. Estou sozinho.

À medida que as horas passam eu passar minha rotina de busca de um caminho para fora. Eu, é claro, encontrar nenhum. Eventualmente, eu sinto a necessidade de usar o banheiro, mas não há nenhum lugar para ir. Eu grito isso em voz alta, mas não ganha nada em resposta. Estou muito orgulhoso de ir apenas no canto. Isso é degradante. Eu não vou deixá-los me ver assim. Se eles ainda podem me ver. Algo me diz que puderem. Tenho a sensação de que eles estão sempre me observando.

Eventualmente eu deitar e chorar. Eu gritar e gritar e chorar até que eu me esgotar completamente no sono.

Algo estranho acontece então. Eu sonho.

Em minha mente eu estou voando. Há árvores e rios e luz solar e é tudo tão estranho. Eu posso sentir uma sensação estranha no estômago e da boca. Dói um pouco.

Eu acordei de volta na minha prisão. Eu ainda sinto um pouco de dor no meu estômago. Eu esfregue-o com a mão, e sentir algo estranho. Quando eu olho para baixo, há uma cicatriz saliente lá. O que diabos é isso? Eu sinto a mesma coisa na minha bochecha. Eu estou chocado, mas principalmente chateado. Eles estão brincando comigo. Eles esperar até que eu dormir e começar com os seus jogos de merda. Eu olho para as paredes e gritar. Eu quero sair dessa.

"Você está bem?" Eu ouvi a voz familiar perguntar.

"VOCÊ ME FIRA seu filho da puta! VOCÊ ME CORTA! O que você fez TO ME !? "Eu bati o respiradouro tão duro quanto eu posso. Eu vou te quebrar. Eu vou quebrar o meu caminho para onde quer que este homem é e fazê-lo me dar algumas respostas de merda. Eu batê-lo e batê-lo mais e mais. Minha mão dói mal. Eu acho que eu quebrei-lo. Eu não me importo. Eu continuo batendo e gritando.

"Por favor acalme-se. Lamento que você está machucado. Vou fazer tudo melhor em breve. Você esta sozinho?"

Eu me recuso a responder. Vou ignorá-lo, assim como ele me ignora. Foda-se ele. Ele não parece se importar se eu responder ou não. Ele não se importa sobre mim. Ninguém faz. Eu sou um animal. Eu sou um experimento. Eu sou a porra de um brinquedo.

"Por favor, não se preocupe. As coisas estão prestes a ficar muito melhor. Eu prometo! "Com isso, ele se foi.

Eu sento na minha cama pouco duro, olhando para a minha mão. Dói tanto que eu não posso mesmo começar a mover um dedo sem dor intensa atirando-se no meu braço. Os ossos estão todos indo em direções aleatórias tornando-se quase irreconhecível como uma mão humana. É agora que eu perceber o quão fodido que é. O que eu fiz para mim mesmo? Essa abertura não vai mover ou quebrar, não importa o que eu faço. Nada vai mover ou quebrar. Estou preso. Isso é tudo que existe para ela. Estou preso e eu não vou a lugar nenhum. Como minha mente começa a vagar, eu finalmente chegar a uma realização estranha. Eu não tenho que ir mais ...

Quando eu fui dormir eu tive que usar o banheiro mal. Mas agora que o sentimento é completamente desaparecido. Será que eles me corta para tirar minha merda !? Por que diabos eles fariam isso? O que está acontecendo aqui? Eu tento reproduzi-lo na minha mente durante horas, tente pensar em qualquer cenário, possivelmente, onde nada disto faria sentido. Eu acho que de todos os tipos de coisas, mas nada parece ser 'ele' para mim. Este é apenas loucura aleatória, e não há maneira de me entender. Então eu desistir. Eu apenas aceitá-lo. Isso é tudo que posso fazer.

E o tempo passa.

Eu não sei quanto tempo. Eu acordo. Eu grito, eu grito, eu choro. Há comida para mim, e eu comer. A voz fala de vez em quando, me dizendo alguma besteira enigmática que eu não me importo mesmo para tentar entender. Então eu dormir. Eu sonho às vezes, mas nem sempre. Às vezes, eles são maus sonhos. Às vezes eu sonho que as paredes fechar-se menor e menor até que não há espaço à esquerda e eu ficar esmagado. Os meus ossos se quebram e meus pulmões colapso e eu sinto que tudo, lentamente. Eu estou aterrorizado. Eu estou bravo. Eu quero sair. I vai sair.

Eu acordar uma vez para encontrar mais dor no meu corpo. Há uma nova cicatriz no meu peito ao longo da minha caixa torácica, e outro na minha cabeça. As cicatrizes são parte da vida cotidiana para mim agora. Nada de novo sobre isso. Estes parecem um pouco maior do que o habitual, porém, e doeu muito mais. Este não é, de longe, a coisa mais incomum sobre este dia embora.

Eu olho em toda a sala e eu não posso acreditar no que estou vendo. Há uma menina aqui. Uma menina, ela parece cerca de 17, está deitado no chão, dormindo no outro lado da sala, completamente nua. Ela é bonita. Estou cheio de alegria. Eu não sei o que eles têm em mente, mas eu não me importo. Há outra pessoa aqui! Alguém para tocar, olhar! Alguém que eu sei que é real! Alguém que poderia ser capaz de me ajudar a sair daqui. Eu ... Eu estou muito animado. Minha mente está correndo. De onde ela veio? O que eu devo fazer?

I saltar para cima e caminhar até ela. Eu toco seu ombro e começou a falar com ela.

"Ei. Olá? Acordar. "Seus olhos piscam aberta e ela se concentra em mim. Ela está apavorada. Eu não sei o que ela passou, mas ela não compartilha meu entusiasmo por estar com outro ser humano. Ela grita e se esconde no canto da sala. Tento acalmá-la, mas ela não vai tê-lo.

"Por favor não! Eu não vou te machucar! "Eu digo com toda a calma que eu puder. "Estou no seu lado! Estou contigo! Por favor acalme-se. Confie em mim. Você está bem? Sabe onde estamos? "Ela apenas permanece enrolado no canto.

"Escute, eu estive aqui por tanto tempo. Eu não sei o que este lugar é. Sabe alguma coisa sobre nada disso? Você sabe quem está nos mantendo aqui? Há outros onde você veio? Sabe o seu nome? "Ela só responde com um soluço silencioso e pânico. "Estamos nisto juntos. Estamos juntos aqui. Você não precisa se preocupar. Nós vamos ficar bem. Nós vamos descobrir isso. Vamos sair daqui. OK? Vamos sair daqui. "Minhas palavras não significam nada. Sei que ela pode precisar de algum tempo para obter um controlo sobre a realidade, então eu ir para a ventilação e dar-lhe tempo para se acalmar.

"Ela vai ficar bem." Eu ouço vem de baixo dentro da abertura. "Ela só precisa de tempo para se acostumar com isso."

Eu tenho que concordar. Quem é essa pessoa, ele está chamando os tiros. Descobri há muito tempo não adianta tentar argumentar ou persuadi-lo. Eu só olhar para a escuridão na abertura e não dizer nada.

Eventualmente, depois de horas de choro, ela se acalma. Sento-me com ela e tentar pedir-lhe algumas perguntas. Ela nunca responde e, de facto, não parece compreender realmente o que estou dizendo. Eu sinto que o som da minha voz atenua-la um pouco, então eu continuar a falar. Eu digo a ela sobre a minha experiência aqui a partir de quando eu acordei. Tento transmitir todos os detalhes que eu posso pensar sobre o meu tempo nesta prisão. Eventualmente, ela abraça-se para mim e eu sinto incrível. A pele quente e suave de seu corpo nu abraçado contra mim é diferente do que qualquer coisa que já experimentei neste difícil ambiente, frio. Corro os dedos pelos cabelos e ela geme baixinho. Nós sentar no chão juntos por horas. Agora eu sei que ela entende. É eu e ela contra tudo o que é isso. Aconteça o que acontecer, nós estamos nisso juntos. Apesar desta situação completamente fodido, eu me sinto muito melhor agora.

Dias continuam a passar. As cicatrizes começam a desaparecer e não há novas aparecem. A comida vem e agora temos sido dado o "luxo" de ter um lugar para usar o banheiro. Esta menina e eu ter chegado muito perto. Nós realmente fizemos amor várias vezes. Ela é meu tudo agora. Eu juro que se eles tentam levá-la para longe de mim Eu não sei o que vou fazer.

Nós deitar no chão beijar agora. Nós apenas fizemos amor novamente e foi muito belo. Ela confia em mim, e eu dela. Eu nunca iria machucá-la, e eu nunca deixaria ninguém. "Eu te amo" Eu digo a ela que eu beijá-la de cabelo. Ela sorri e repete-o de volta para mim. Eu sei que ela entende o seu significado; Eu posso ouvi-lo em sua voz. Como ela deriva para dormir Eu prometo a mim mesmo que eu vou sair deste quarto e levá-la comigo.

Então isso acontece. Eu acordar e ela se foi. Eu sabia que era só uma questão de tempo, eu apenas me fiz acreditar que não iria acontecer. Eu choro. Eu grito. Eu vou para a ventilação. "O que você fazer com ela !? Dê a ela volta para mim! "Eu bati a ventilação e gritar.

"Não se preocupe!", Diz a voz que eu estou tão acostumado. "Ela está bem. Ela é apenas no novo local! É algo que temos vindo a trabalhar há algum tempo. Você gostaria de ver?"

Estou confuso. Estou chateado. Eu estou assustado. Não há nenhum ponto na luta. Este é o meu mestre. Ele tem controle. Ele tem a minha vontade. Eu limpo as minhas lágrimas e dizer-lhe que sim. Peço-lhe, na verdade. Digo-lhe que vai ser bom, eu vou fazer o que quiser. Digo-lhe que não vai tentar sair ou bater nas paredes ou fazer qualquer coisa ruim. "Só por favor, por favor, deixe-me estar com ela. Por favor."

"Pouco tempo suficiente." Ele diz que volta para mim, quase zombando de mim com suas palavras.

"POR FAVOR!" Eu grito. Eu choro, eu imploro. Eu não posso fazer isso sem ela, eu sei disso. Eu farei qualquer coisa para estar com ela. A voz me deixa sozinha de novo e eu quero morrer. Eu faria qualquer coisa para me matar e acabar com tudo isso. Mas eu não posso deixá-la. Ela precisa de mim, e eu prometi a ela que nunca iria deixá-la. Eu choro e gritar no canto até que eu começar a tossir sangue. Finalmente eu vomitar e desmaiar de exaustão.

Eu acordar em algum lugar estranho. Isso é um sonho? Deve ser. Há árvores. Há grama. O céu bonito é sobre mim. Eu não estou na minha prisão! Isso não pode ser real! Mas isso é. É realmente! Esperar. Isso significa?

Eu corro. Eu corro todos os lugares procurando por ela. Ele me prometeu. Ela tem que estar aqui. Eu começar a realmente tomar na minha nova casa. Eu olho em volta e perceber que eu ainda estou trancada, é apenas muito maior. Vejo cercas brancas grandes que cercam a área a subir pelo menos 20 pés. Eu vou me preocupar com isso quando estou com ela novamente. Agora eu só tenho que encontrá-la. As árvores são todos tão bonito. Tudo é tão bonito. Eu só preciso dela.

Finalmente, eu ouvi-la. Ela grita com alegria e corre para mim. Nós abraçar e chorar como se beijam apaixonadamente. Eu estou feliz. Estou tão feliz que me deixa estar com ela novamente. Eu sou inteira e agora pode finalmente relaxar. Depois que ambos começam a acalmar, nós decidimos olhar ao redor deste novo lugar.

Por horas nós queremos saber a sala de parede a parede. Quem quer que nossos captores são, eles realmente fomos todos sobre este lugar. Há um rio que flui através da totalidade da vizinhança. Há uma máquina gigante que sobe para o céu e sobre a parte superior do muro. Quando nos aproximamos dele que são oferecidos alimentos. Todos os alimentos que poderia querer. E é tudo delicioso. Isto é incrível. Nós provar tanto quanto pudermos antes de nós são completamente preenchidos. Estamos tão felizes juntos. Mas ainda ... há algo que para este novo local de ser liberdade. Aquelas paredes condenado. Se estamos sempre indo para obter livre e descobrir quem realmente somos, onde nós realmente somos, temos que passar por aquelas paredes. Portanto, agora só temos de trabalhar em um plano.

Os dias passam. Nós desfrutar de uns aos outros e nosso paraíso privado, ao mesmo tempo secretamente tentando encontrar algum modo de escapar. O homem do respiradouro nunca fala para nós aqui. Mas ainda assim, eu sei que ele está assistindo. Eles estão todos ainda observando. Eu posso sentir isso a cada segundo do dia.

Um dia nós acontecer em cima de alguma coisa. Quando ela vê que ela fica animado. "Veja! Olhe! ", Ela sussurra para mim. Estou orgulhoso de suas habilidades de linguagem. Recentemente, ela foi realmente pegar um monte de mim. O que notamos é uma árvore, assim como qualquer outro. Este, no entanto, está perigosamente perto da parede e apenas alto o suficiente para que se pudesse escalá-lo e pular. Seria um inferno de uma queda, mas seria vale a pena apenas para chegar ao fundo de toda essa merda. É isso. Eu sei isso. Este é o nosso caminho para fora. Temos que ter cuidado, porém. Eu digo-lhe que é preciso esperar, para passear-se. Se temos pressa isso sem pensar que poderíamos foder toda a coisa. Ela entende, eu sei, mas ela não gosta. Digo-lhe para apenas adiar por um dia ou dois e vamos descobrir a melhor maneira de fazer isso. Eu sei que eles são para nós. Eles estão apenas esperando por nós para fazer um movimento para que eles possam nos punir. Eles vão nos separar, nos colocar de volta naquela pequena sala, ou ambos. E eu não posso deixar isso acontecer. Não tem jeito.

Certamente o suficiente para que a noite eu finalmente ouvir de meu velho amigo novamente. Eu estou acordado por sua voz sussurrando para mim. Eu olho em volta, mas não vejo nada. A voz está em toda parte e é a lugar nenhum. É na minha cabeça? Eu estou imaginando? Eu não sei mais. Eu não estou disposto a arriscar o jogo se é apenas minha imaginação, então eu falar de volta. "O que você quer? O que você fez com a gente? Onde estamos? "Ele ignora todas as minhas perguntas. Não me surpreende, no mínimo. Ele me diz. Ele me avisa. Ele sabe sobre o nosso plano. Eu sabia que eles fizeram. Não temos segredos de nossos captores. Eles estão em toda parte, sempre observando.

"Esqueça." Ele me diz. "Apenas desfrutar da sua nova casa."

"Prisão" Eu corrigi-lo. "Esta é uma porra de prisão. Tudo que eu sempre querendo desde que acordei naquele dia é a porra de verdade, e eu nunca tive nada de você. Você está farto. Estive aqui, capturado, durante meses, anos. Apenas me diga quem sou eu! "A voz se foi.

Eu ando em torno de pensar sobre tudo isso. Hoje é o dia. Vamos sair daqui. Não importa o que é mais que cerca, eu sei que tem que ser melhor do que este. A liberdade é mais que cerca.

O sol nasce e eu faço o meu caminho de volta para ela. Espero que ela deveria estar acordando agora. Quando eu chegar onde dormimos vejo que ela não está lá. Ela nunca foge de mim assim. Sempre que seja ela- Ah, não ... Ela já está acontecendo. Será que a voz veio para ela na noite também?

Eu corro para essa árvore. Eu sei que ela está lá. Eu sei que ela é. Quando eu finalmente chegar a ele eu vejo que ela já é metade do caminho. "Espere!" Eu grito. Ela olha para mim e sorri. Ela me faz um gesto para vir com ela. Eu ainda estou com medo, mas eu percebo que eu não posso me deixar ser. Eu tenho que levantar-se para essas pessoas, esses bastardos. I ir para ele com tudo que tenho.

Juntos nós dois rapidamente fazer o nosso caminho até a árvore. Nós vamos mais e mais, e finalmente, finalmente estamos perto do topo. Ela chega ao topo ramo e se inclina para o lado da parede. Eu olho para o rosto e ver uma expressão do total, êxtase desenfreado. Ela ganhou. Ela sabe disso. Tudo o que ela vê lá, ela sabe que é sua liberdade. Ela sorri para mim e eu vejo a curiosidade infantil em seus olhos. Sem ser capaz de esperar mais tempo, ela se abaixa, me beija, e sobe por cima do muro.

MERDA! Ouço-a garra no topo da cerca e, em seguida, fazer o seu caminho para o outro lado em uma queda. Ela grita quando eu ouço seu corpo bateu no chão do outro lado. Por favor, deixá-la ficar bem. Não deixe que nada aconteça com ela! Sem pensar eu fazer o meu caminho até a parte superior do muro e saltar sobre mim mesmo.

A queda é difícil para mim também. Quando eu pousar Eu sinto uma dor diferente de qualquer I já se sentiu a partir das cicatrizes. Eu não acho que nada está quebrado embora. Se for, eu estou muito preocupado com ela para se concentrar nele. Ela está chorando e segurando sua perna. I verificar isso, mas ela parece estar bem. Algo é diferente sobre ela, embora. Talvez seja a partir da luz ou de bater a sujeira tão difícil, mas sua pele parece mais áspera. Ela é suja agora. Eu também. Eu finalmente se levantar e tomar em onde estamos agora.

Nós caiu na lama. Sujeira e lama. Estamos machucado e ferido e assustado. Mas pelo menos estamos livres. Pelo menos temos uma chance. Eu olho para cima por cima do muro, apenas subiu, orgulhosos da nossa realização. Então eu ouço alguma coisa. Um pouco fora de nós Eu vejo um outro edifício. Um grande disco edifício em forma com uma porta mecânica que acabou de abrir.

Andamos até lá lentamente, tomando cuidado para não ferir-nos mais. Minhas pernas ainda estão me matando, mas eu tenho que saber o que é isso. À medida que se aproxima dele, o edifício faz um som incrível que nos impede em nossos caminhos. Fora da porta anda ... outros. As únicas outras pessoas que eu já vi.

Tem de haver duas dúzias deles, pelo menos. Eles não são como nós dois, no entanto. Eles são mais altos. Eles são mais finos. Eles usam roupas. O tom da sua pele é muito mais leve do que a nossa e seus dígitos parecem se estender por muito mais tempo. Eles são como nós, não há dúvida, mas há algo muito diferente. Um deles se aproxima de nós.

Ele caminha dentro de cerca de 15 ou 20 pés de nós e paradas. Ele olha para nós intensamente. Tudo o que podemos fazer é olhar para trás. Quando ele finalmente fala ele me bate duro. Este homem, este homem que eu estou olhando cara a cara, ele é o homem do respiradouro. Ele é a voz que me manteve e me trancado e me atormentado por tanto tempo. Ele é meu único amigo e meu único inimigo.

"O que você tem feito?" Ele diz para nós dois. Eu não posso dizer de seus grandes olhos negros, se ele é mais chateado ou triste. "Você arruinou tudo o que fizemos para você."

"Fuck you" Eu gritar com ele. "Nós não estamos indo ser a porra dos seus escravos mais!"

Ele olha para nós em silêncio para o que parece minutos. Ele olha de volta para seus pares, ainda dentro do edifício. Ele deixa escapar um suspiro pesado, e olha de volta para nós.

"Sabíamos que era apenas uma questão de tempo. Você terá que fazer as coisas por si mesmos agora. Isto é, eu tenho medo, a única maneira para você aprender. "

Eu não sei o que dizer. Eu não tenho certeza do que ele quer dizer. Eu não tenho certeza se eu realmente me importo. Eu só olhar para ele, segurando meu amor. Não importa o que eu sei que eu não vou ter que voltar para a forma como as coisas eram. Isso é tudo que importa.

Ele caminha de volta para o edifício e que a porta feche. De repente, surpreendentemente, todo o edifício ergue-se no ar. Em uma incrível piscar as paredes e tudo dentro deles em nossa prisão anterior desaparecer, sem deixar vestígios. O edifício voando sobe mais alto e mais alto no ar até que esteja fora do nosso site. Então, agora, finalmente, nós estamos sozinhos.

Juntos, nós queremos saber a área, à procura de respostas. Estou começando a me sentir desconfortável agora. Estou com fome, e pela primeira vez, que eu me lembre, não tenho comida. Não há dispensador, não há nenhuma máquina, não há nenhuma bandeja mágica esperando por mim. É só eu e ela e para o mundo.

Tem sido muito diferente nestes últimos dois anos. Nós estávamos tão perdidos quando eles deixaram. Eu me odeio por dizer isso, mas eu quero estar de volta com eles. Eu quero ouvir sua voz de novo e pegar minha comida e ficar limpo e cuidado. A comida que comemos agora é terrível. O modo como vivemos é terrível. Nós ficar sujo agora. Nós se machucar agora. Sempre dormimos não ficar limpa e fixa como nós usamos para. Acordamos da mesma forma que fui dormir. Temos de nos limpar e cuidar de nós mesmos. Não foi até eles nos deixaram que nós percebemos o quanto precisamos deles.

Está frio aqui fora. Temos que matar os animais que vagam aqui e vestir suas peles apenas para manter aquecido. Nós se sentir estúpido, sujo, impotente. Nós odiamos o que nos tornamos. Às vezes eu fico acordado à noite e tentar recuperar a voz na minha cabeça. Eu tento falar com ele e eu continuo esperando e esperando que ele vai responder. Mas ele não faz. Quem quer que fossem, eles se foram agora. É só eu e Eva agora. Assim como quando nos conhecemos, eu sei que não importa o que, nós teremos um ao outro. Isso me ajuda a torná-lo durante o dia, às vezes.

Nós crescemos tão perto aqui. Ela está grávida agora, por isso temos vindo a trabalhar arduamente para tentar construir um bom abrigo para uma família. É difícil, mas eu sei que podemos fazê-lo. Muitas noites ela se rompe e eu segurar a cabeça e acariciar seu cabelo enquanto ela chora. "Onde você acha que eles foram, Adam? Você acha que eles nunca vai voltar e nos ajudar? "Eu sei que eles não vão.

Eu tento ser corajoso para ela. "Eu não sei. Talvez eles vão. Eles nos amou. Eu sei que eles ainda o fazem. "

Eu beijo seu cabelo como se eu tivesse feito isso muitas vezes antes. Espero, acima de tudo, que o que eu apenas disse a ela é verdadeira.

Ao acordar

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016



O ano de 2145 vai ficar para a história, especialmente o dia 25 de outubro. Foi nessa segunda-feira que os homens se revoltaram contra a criação de seres vivos para abate e alimentação. Currais foram incendiados, celas e clausuras destruídas e milhares de pessoas nas ruas atacando consumidores e funcionários da WHR alimentos. O sentimento de liberdade toma as ruas da América. Pessoas se abraçam e choram comemorando mais uma vitória do ser humano contra o assassinato para alimentação. Poderia esse ser o início de uma era, ou simplesmente o fim do mundo. Mas para entender melhor o motivo de tanta comemoração precisamos voltar no tempo, em um tempo onde só havia 10 bilhões de pessoas na Terra.

No ano de 2050 o mundo passou por uma crise mundial sem precedentes. Não estávamos mais conseguindo alimentar todas as pessoas do planeta. Milhares passavam fome, guerras na África dizimaram milhares por água enquanto países como Brasil e China encabeçavam a lista como os maiores produtores de gado para consumo no mundo. Acreditava-se que um boi chinês bebia mais água durante um dia de sua curta vida do que um homem afegão durante uma semana.

Nesse mesmo ano a ONU resolveu tomar atitudes para diminuir o consumo de carne e estimular o consumo de alimentos de origem vegetal, que é muito mais barato e tem um melhor aproveitamento de área e solo. Grandes países como Estados Unidos e Índia davam benefícios a países que eliminassem ou diminuíssem a criação de animais para consumo. E por mais absurda que a idéia possa ser, os grandes produtores de gado aderiram a ação e reduziam a cada ano 3% do seu rebanho. O objetivo era ter somente 5% da criação de gado de corte no mundo, o que tornaria o consumo caro e restrito a uma elite.

Em meados de novembro de 2062 uma fusão empresarial mudaria a história do mundo. Dois grupos de investidores americanos aproveitam a “crise do gado”, como foi chamada a histeria coletiva em busca de carne, para propor um novo modelo de negócios. A crise chegou ao seu ápice quando os rebanhos bovinos do mundo todo foram atacados por uma peste que dizimou 90% do que restou dos animais, e os que sobraram estavam fracos e debilitados. Em dez anos, os bois para consumo foram extintos. Os outros animais que eram criados em cativeiro para alimentação como porcos, búfalos, javalis e galinhas foram dizimados nos anos seguintes.

Durante alguns anos, países como Tailândia e Camboja descobriram rituais antigos da pequena ilha no arquipélago de Vanuatu, próximo da Austrália. Esses rituais consistiam no sacrifício de pessoas para a prática do canibalismo. A grande maioria reprovava a prática de alguns grupos de tailandeses e cambojanos de invadir necrotérios em busca de carne para sua alimentação. Com o passar dos anos, a prática começou a ser tolerada na região, até que foi descoberta no ocidente pelo empresário Willian Herald Rousseau. Willian era um americano poderoso, dono de empresas alimentícias espalhadas por todo o mundo. A maior delas, a WHR alimentos. A crise do gado quase fez sua empresa falir, até que ele descobriu o enorme potencial da carne humana. Sim, carne humana para consumo. O empresário conseguiu apoio parlamentar nos Estados Unidos, e no ano de 2093 conseguiu a aprovação da comercialização da carne humana, com dezenas de restrições, como somente o consumo de carne provinda de pessoas que tiveram morte natural era permitida, por exemplo.

No começo milhares de pessoas se manifestaram contra a comercialização de carne humana para consumo. Ruas foram tomadas por militantes e religiosos que eram contra a empresa. Durante anos, dezenas de ações judiciais foram movidas, até que finalmente, o povo cansou de lutar e deixou a empresa continuar seu negócio.

E com o esquecimento do povo, as irregularidades começaram. Pessoas eram sequestradas e assassinadas para ter sua carne vendida em supermercados clandestinos, enquanto a WHR alimentos mantinha o monopólio da venda legalizada de carne humana nos grandes supermercados. Comer carne de pessoas era um luxo e custava caro. Dependendo da nacionalidade das pessoas o preço variava e degustações de carnes importadas viraram moda nos supermercados mais finos da América.

O golpe final veio no ano de 2121: O filho de Willian, Gregory Herald Russeau, sucessor de seu pai nos negócios, foi eleito presidente dos Estados Unidos e criou uma lei para permitir que todas as pessoas tivessem acesso a carne, que isso não era mais privilégio somente dos ricos. Com maestria, o sucessor de Willian aprovou uma lei que permitia a criação de seres humanos em cativeiro para abate e consumo.

Agora, em pleno século XXII assistíamos pessoas sendo alimentadas com hormônios de crescimento para serem abatidas quando completavam 18 anos. Essa foi a única restrição que o congresso americano colocou na lei, que somente maiores de dezoito anos poderiam ser abatidos.

Isso não impediu que fazendas de pessoas fossem criadas. Sim, fazendas de pessoas. Seres humanos ficavam trancafiados em currais por anos, procriando e vendo seus filhos crescerem. As mulheres davam a luz a pelo menos quinze filhos durante a vida, antes de serem sacrificadas para alimentar os rebentos que ela punha no mundo. O leite materno das enclausuradas era utilizado na fabricação de laticínios, como queijos e yogurtes. Os homens eram castrados e toda a inseminação era feita de forma artificial, para garantir a qualidade da carne gerada.

Fazendas nesse formato garantiam qualidade de vida das pessoas de abate. Algumas fazendas clandestinas confinavam as pessoas em grades para que não se movessem durante anos para garantir uma carne com gordura farta e poucos músculos duros. Alguns recebiam alimentação diretamente pela traqueia, de uma gosma gordurosa com mais de 3.000 calorias por refeição.

E não era somente a carne que era aproveitada pela indústria. A pele humana era utilizada para fazer móveis e até roupas. O primeiro desfile que apresentou uma jaqueta de couro humano causou muita polêmica no mercado da moda. A medicina também se beneficiava extraindo órgãos de pessoas confinadas para tratar doenças dos ricos que tinham um plano de saúde caro. Até os ossos das pessoas eram utilizados para fertilização do solo, depois de triturados e tratados, serviam de suporte aos vegetais que os alimentariam.

Milhares de vegetarianos continuavam sua batalha, agora pela preservação de seres humanos e pela libertação das pessoas confinadas. Cartazes espalhados pelas ruas mostravam frases do tipo "Eu não como meu semelhante".

A WHR alimentos exibia constantemente na mídia campanhas e pesquisas que mostravam as pessoas felizes nas celas, sem sentir dor nem saber que seriam abatidas. Eles mostravam que não havia sofrimento e que era um processo rápido. Campanhas para alimentação saudável e receitas de como preparar pratos deliciosos de carne humana estavam expostas em seu site. Programas de televisão discutiam os melhores temperos e até a melhor forma de fazer um churrasco com a carne de pessoas.

Mas a criação de pessoas para abate era lenta e demorada. Era preciso tornar o processo mais rápido. Foi ai que aconteceu o evento que desencadeou a revolta do abate.

Uma organização internacional investigou as empresas da WHR alimentos e descobriu que 30% de suas carnes eram de pessoas sequestradas para esse fim. Mafiosos eram contratados para sequestrar, enclausurar e desossar as pessoas. Aqueles supermercados clandestinos agora vendiam a carne de assassinatos para supermercados sob a supervisão da WHR alimentos. A opinião pública ficou chocada e foi para as ruas.

No mundo inteiro, pessoas atacaram as redes de empresas da WHR alimentos, principalmente ranchos, criadouros e currais que mantinham pessoas presas para consumo. As pessoas presas não sabiam o que fazer com aquela liberdade. Elas andavam pelas ruas assustadas, perdidas e sem entender o motivo da desordem. Ainda eram animais, que não desenvolveram suas habilidades físicas e de raciocínio. Já as que foram sequestradas e estavam enclausuradas começaram sua revolta assassinando os funcionários dos estabelecimentos da WHR alimentos. Willian, que morreu de infarto em 2100, não viu o fim que sua empresa estava tendo e nem o de seu filho Gregory, morto em um atentado terrorista orquestrado por ingleses.

O mundo estava mudando novamente. Precisávamos cuidar das pessoas que nunca aprenderam a falar ou a raciocinar como seres humanos. O mundo se voltou contra os Estados Unidos quando descobriu toda a verdade. A ONU condenou todo e qualquer consumo de carne, tanto de seres humanos quanto dos poucos animais que ainda restaram na terra. O mundo precisava recomeçar. O apocalipse zumbi nunca acontecera, mas o holocausto canibal foi o mais próximo que chegamos do fim do mundo.

fonte:http://www.apocalipse2000.com.br/contos25.htm

A revolta do abate

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016



1952, quinta feira, dia 23 de dezembro. Leonel sai de casa para passar o natal com a família no Rio de Janeiro.
Nas estradas mineiras chovia como ele nunca tinha visto antes.
Sozinho no carro Leonel sentiu um calafrio como se estivesse prestes a morrer. Na mesma hora ele parou o carro. Começou a sentir febre e a suar frio.
Na estrada não passava um veículo e a chuva tinha apertado mais. Quase cego com a tempestade Leonel avista uma luminosidade não muito longe dali. Ele deixa o carro no acostamento e, caminhando com dificuldade, o pobre homem chega até o portão do que parecia ser um mosteiro franciscano . Ele bate na porta e grita por ajuda mas desmaia antes dela chegar.
Leonel acorda com muita dor de cabeça em um quarto escuro. Ele estava deitado numa cama simples e pela janela podia ver que a chuva não havia reduzido.
Quando tentou levantar-se da cama a porta se abre e um homem alto vestido de monge entra no quarto.
- "Você deve deixar o mosteiro imediatamente." falou, com uma voz preocupada.
- "Estou doente, não podem me mandar embora deste jeito, por favor deixe-me ficar.", agonizou Leonel quase chorando.
O monge não disse mais nada e se retirou do recinto.
 Preocupado em ter que ir embora Leonel se levanta e sai do quarto sorrateiramente. O lugar mais parecia um calabouço medieval. O coitado não sabia o que fazer.
Por instinto Leonel desce as escadas da masmorra. Uma voz o chama. Ela vem de uma cela, a porta está trancada e pela pequena grade um homem magro de cavanhaque conversa com Leonel.
- "Amigo, você precisa me ajudar. Esses monges me prenderam aqui e me torturam quase diariamente. E eles farão isso com você também se não fugirmos logo. Por fa..."
Antes do sujeito concluir o monge alto grita com Leonel.
- "Saia daí!!!"  - agarrando-o pelo braço o monge arrasta o enfermo rapaz escada acima.
O pobre Leonel não tinha forças para reagir e foi levado facilmente.
Já em uma sala gigantesca repleta de monges Leonel se vê como um réu sendo julgado.
O franciscano que parecia o líder falou.
- "Rapaz, você deve ir embora imediatamente. Foi um erro nosso tê-lo deixado entrar aqui. Sabemos do seu estado de saúde mas não podemos deixá-lo ficar".
Leonel mal ouviu o homem e desmaiou novamente.
O infeliz viajante acorda mais uma vez na masmorra. A porta do quarto estava aberta e Leonel sai a procura do homem que estava preso no andar de baixo. Sem vigília, ele consegue chegar até a cela do magrelo. Mal se aproxima e Leonel é surpreendido com o sujeito na pequena grade já pedindo ajuda.
- “Por favor, me tire daqui. Eles vão nos torturar, eles são de uma seita malígna. São adoradores de Satanás.”
Tremendo como uma vara verde em dia de chuva, Leonel corre até um pequeno depósito em busca de uma ferramenta capaz de abrir a cela.
 Minutos depois ele retorna com um imenso pé de cabra. Com um pouco de esforço a porta é arrombada. O sujeito magro sai correndo da cela e rindo como se uma piada hilária tivesse acabada de ter sido contada.
Sem saber do que se tratava, Leonel corre também, mas dá de cara com um monge de quase dois metros de altura.
-  “ O que você acaba de fazer, maldito?!” Rugiu o franciscano pegando-o pelo braço.
- “Me solte! Me solte seu filho de Satanás!”
Gritava Leonel tentando se soltar do agarrão do monge.
Com um olhar de temor e raiva o homem alto encara o pobre Leonel...
- “Você não sabe o que fez... sua vida está condenada agora. Você acaba de libertar o próprio Satanás. E ele fará de você o seu servo predileto. Sua alma será dele”.
Logo após o monge ter terminado de falar Leonel dá um grito de pavor... seu último grito de pavor.
Naquele instante o pobre e inocente viajante acaba de ter um fulminante ataque cardíaco que levou sua alma literalmente para os quintos dos Infernos, ao lado do, agora, seu eterno mestre, Satanás.

fonte: http://www.juraemprosaeverso.com.br

O MOSTEIRO DE SATANÁS

terça-feira, 29 de novembro de 2016


Em 1998, eu tenho um novo emprego de professor em uma nova cidade. Para economizar dinheiro I mudou-se para uma pequena casa que estava para alugar. Meu companheiro de quarto, Claire, foi bom o suficiente e nós dois demos bem facilmente. Mudei-me e encontrei meu quarto. Ao desembalar me deparei com uma fotografia emoldurada de idade. Três homens vestidos como atendestes hospitalares estavam sentados juntos na sala de estar da casa. Estes três homens, uma vez tinha vivido na casa que eu estava agora alugar com Claire. Eu não queria jogar fora a fotografia, ele não parecia certo. Mas eu não quero mantê-lo, tam pouco. Eu escolhi para pendurar a imagem para cima na sala de estar, como a decoração e uma lembrança da amizade que uma vez floresceu em casa.

Na primeira noite, fui acordado por Claire tropeçando no escuro no meu quarto. Acendendo as luzes, vi Claire e percebeu que ela estava caminhando sono. Eu chamei o nome dela e finalmente acordou Claire e ela, confusa com o que tinha acontecido, desculpou-se e disse-me que ela nunca tinha dormido andou antes.

Claire estava tremendo, ela então passou a explicar que ela estava tendo um sonho vivido e bizarro. Em seu sonho, ela estava em um hospital e uma mulher, um paciente, segurava sua mão e levando-a para o corredor como se a mulher queria Claire para ver alguma coisa.

Na manhã seguinte, fui para uma corrida e viu um prédio abandonado a poucas quadras da minha casa. O edifício era enorme, as janelas quebradas e as portas encadeadas. Não havia sinais do lado de fora do prédio, mas por todas as aparências que parecia um hospital. Eu estava olhando para o edifício como se estivesse em transe quando notei que havia algo, ou alguém olhando para mim da janela do quinto andar. Assim que eu fiz contato com os olhos ele desapareceu.

A área inteira, o edifício eo silêncio me assustou. Corri para casa.

Naquela noite, Claire e eu nos sentamos juntos para assistir a um filme, beber um pouco de vinho e conversar. Quando eu trouxe o meu louco ex-namorado Claire riu um pouco. Ela comentou que o meu ex soou como ela durante seus dias selvagens. Ela passou a dizer-me que ela tinha uma pausa mental para baixo há alguns anos e que ela estava em uso de medicação, mas estava melhor agora e foi tudo atrás dela. Sua história enviou um arrepio pela minha espinha. Eu mal a conhecia e eu agora eu aprender sobre isso.

Mais tarde, quando eu fui para a cama um ouvido um acidente de fora da minha janela. Eu joguei a cortina e viu Claire andando fora da varanda, quebrando um vaso de flores enquanto se movia. Abri a janela e gritou seu nome, mas ela não respondeu. Claire estava andando pela rua em direcção ao hospital abandonado, sonambulismo, a mão esticada como se ela estivesse sendo guiado por uma força invisível.

Eu joguei algumas roupas e correu para fora da casa ainda chamando o nome de Claire. Até o momento eu pego com ela, ela estava pisando dentro das portas do hospital. Alguém tinha desencadeado as portas.

Eu estava com muito medo de andar dentro do hospital depois dela, eu hesitei e me arrependo disso até hoje.

Quando eu finalmente teve a coragem de caminhar dentro I foi recebido por uma mulher sem-teto idosos. Perguntei-lhe se ela tinha visto ninguém entrar no hospital, só agora e tudo o que ela fez foi sorrir para mim e se afastam. Entrei em pânico e se afastou do lado de fora, o sentimento mau presságio foi esmagadora.

Eu olhei para o hospital e viu Claire pendurado para fora de uma janela no quinto andar. Gritei seu nome, mas eu não podia obter a sua atenção. Eu nunca vou esquecer o olhar no seu rosto: puro terror. Clair mantido inclinado para fora da janela e olhando para trás para o hospital como se tivesse medo de alguém ou de alguma coisa. Às vezes ela olha para baixo, aparentemente direto para mim, mas ela ainda não me viu.

Eu chamei o nome dela desesperadamente enquanto eu observava ela sair pela janela e saltar. Ela morreu na minha frente.

A polícia chegou e eu disse a eles tudo sobre sonambulismo de Claire. Mas quando eles aprenderam sobre o seu histórico de doença mental que rapidamente isolado, até um suicídio e que foi o fim de sua história.

Uma semana depois, li seu obituário no jornal e no artigo confirmaram que o hospital abandonado era na verdade um hospital. Um hospital mental.

Adormeci naquela noite eu tive um sonho muito estranho. Eu estava andando pelo corredor de um hospital, uma mulher em um vestido do hospital segurando a minha mão. Ela estava me guiando em algum lugar e ela ficava olhando para trás para se certificar de que eu ainda estava seguindo.

O estalar dos dedos e uma voz de homem assustou-me acordado. Eu tinha sonhado. Eu tinha sido sonambulismo. Eu tinha andado os quatro quadras da minha casa para a rua do hospital abandonado. Um homem tinha quase me bateu com seu carro. Se ele não tivesse de me acordado Eu não tenho certeza do que não aconteceu.

A ideia de sono era agora terrível. Tanta coisa havia acontecido em tão pouco tempo eu tentei manter acordados durante o maior tempo possível. Mas, eventualmente, como costuma acontecer, o sono tomou conta de mim. O sonho, o mesmo sonho sobre estar no hospital, repetiu. Desta vez, quando eu acordei no entanto eu não estava na minha cama ou em pé na rua. Eu estava deitado o cobertor de um berço de idade dentro do hospital.

Scared eu andei pelos corredores tentando encontrar as escadas e sair, mas eu não encontrei nada. Eu ouvi vozes abafadas e gritos vindos de todos os quartos vazios que se alinhavam os salões. Dobrei a esquina e entrou cara a cara com três pessoas todas vestidas como pacientes. Um paciente era a mulher do meu sonho. Recuei e disse a mim mesmo que eles não eram reais, se eu ignorava que fosse embora.

Eu continuei procurando a saída e ouvi outra voz gritando atrás de uma porta. Houve um brilho alaranjado rastejando para fora de debaixo da porta e através da pequena janela na porta. Olhei dentro e rosto de um homem espiou para trás. Seu rosto foi queimado, terrivelmente queimado! Ele me pediu para deixá-lo fora, mas eu não poderia trazer-me a tocar a porta. Virei-me e vi as mesmas três pacientes como eu tinha antes.

Um por um, os três pacientes se aproximou da janela e pulou para fora. Olhei pela janela, mas eu não vê-los, eu vi três enfermeiros que funcionam a partir do edifício em pânico. Eu gritei para eles, mas eles não pararam. Foi quando senti o cheiro da fumaça.

Virei-me e vi as chamas alaranjadas estendendo-se por baixo da porta e fumaça enchendo cada corredor. Eu não tive escolha. Eu tive que saltar.

Aproximei-me da janela e preparada para saltar para fora quando eu senti uma mão no meu braço. Olhei e vi a mulher sem teto me puxando para longe da janela. Ela me levou para fora do hospital e eu corri para minha vida.

O resto da noite eu fiquei acordado e fiz alguma pesquisa sobre o hospital.

Ela foi abandonada há vinte anos depois de um incêndio devastou o hospital. Os serventes todos fugiram do prédio e deixou seus pacientes para trás, para queimar vivo.

Mudei-me para fora da casa na manhã seguinte e voltar com os meus pais. Eu não tenho sono andou desde então.

Sonâmbulo

domingo, 27 de novembro de 2016




O que estou prestes a compartilhar com você hoje é uma das muitas formas relativamente seguro em que você pode acessar (não exactamente entrar) um lugar que eu chamo de "Shadowside", e sua eficácia depende da seriedade a que você me leve; a sua distância pode variar.
Eu não vou dizer-lhe que você não deve ter medo da Shadowside; é provável que você já tenha visto esse lugar, afinal, e acha que foi apenas um "sonho recorrente". Vou dizer que não há necessidade de ignorantemente ter medo, no entanto.
Há uma diferença. A ignorância alimenta o medo e o medo tornar o lugar muito pior. Você tem que ser excelente na preparação, se quiser tentar fazer isso. É como sky diving: se não acertar na primeira tentativa, então isso não é para você.
Se você usou drogas ou álcool às vésperas da noite do "evento", você vai ter uma experiência ruim. Se você estiver passando por problemas graves em sua vida e não se sentir mentalmente ou espiritualmente estável, ou se você está fazendo isso apenas para fugir, você vai ter uma experiência péssima. E se você não seguir minhas instruções (em especial a vários backups eu vou dar a você, e que, confie em mim, têm uma razão de existir) você vai realmente ter uma experiência horrível.
Aliás, o nome desse jogo é "Os Três Reis".
Ingredientes:
- Uma sala grande, vazia e tranquila, de preferência sem janelas. Se houver janelas, você precisa ser capaz de cobri-las e assegurar a total escuridão. Porões geralmente funcionam bem, se eles forem suficientemente espaçosos.
- Um pacote de velas (você vai usar apenas uma, se tudo correr bem), e um isqueiro.
- Um balde de água e uma caneca.
- Um ventilador.
- Dois grandes espelhos (como aqueles de guarda-roupas. Não se preocupe, eles não vão ser prejudicados. E se forem, essa será a última de suas preocupações).
- Três cadeiras.
- Um despertador.
- Um celular ligado (não esqueça de carregar a maldita bateria!)
- Um ente querido disposto a seguir as regras e se juntar a você em toda essa loucura.
- Um pequeno brinquedo ou objecto querido de sua infância.
Preparação: Comece a preparar tudo por volta das 11 da noite. Coloque uma cadeira no centro da sala, voltada para o norte (isso é importante). Coloque as outras duas cadeiras exactamente à esquerda e à direita, de frente para o seu trono. A distância entre o seu trono e sua rainha e bobo da corte deve ser o comprimento do seu braço para cada lado, mais ou menos. Coloque os dois grandes espelhos nas cadeiras da rainha e do bobo, à esquerda e à direita, virados para você (e um para o outro). Tente o seu melhor para que fiquem em um ângulo de 90 graus (de outro jeito, você pode obter mais ou menos do que três Reis). Se você se sentar no seu trono voltado para frente (norte), você deve ser capaz de perceber o seu próprik reflexo em cada um dos dois espelhos sem ter de virar a sua cabeça e nem os olhos para fazê-lo. Se você ver o seu próprio reflexo no canto de seu olho, mesmo que apenas um pouquinho, então você fez a coisa certa.
Coloque o balde de água e a caneca à sua frente, apenas um pouco fora do alcance.
Coloque o ventilador atrás de você, ligue-o. Não o coloque na potência máxima - médio ou baixo geralmente é suficiente. Deixe-o ligado.
Desligue as luzes, deixe a porta aberta e vá para o seu quarto.
Deixe as velas ao lado da sua cama, junto com o isqueiro, o despertador e o celular (deixe-o carregando).
Desligue as luzes e durma segurando seu objecto. Descanse, você vai precisar.
Acorde às 3:30 com seu despertador tocando. Desligue-o, mas não desligue a luz. Você terá três minutos para acender uma vela, pegar seu celular e sentar-se no seu trono no quarto escuro. Não se esqueça do objecto da sua infância!
Fique atento a sinais negativos! Se o seu celular não tiver carregado por algum motivo, aborte a missão. Se o seu despertador não tocar exatamente às 3:30, aborte a missão. Se encontrar a porta do quarto escuro fechada (lembre-se que a deixou aberta), aborte a missão. Se o ventilador estiver desligado, aborte a missão.
(Nota: Se tiver que abortar a missão por qualquer um dos motivos acima, saia da casa com seu ente querido. Vá para um hotel ou algo assim. Não precisa correr; você tem tempo para pegar seu casaco, suas chaves e o que bem entender, mas saia da casa. Depois das 6 da manhã, a barra deverá estar limpa.)
Se tudo está indo conforme o planeado, você pode avançar e tomar seu trono. NÃO olhe directamente para qualquer dos dois espelhos à sua frente. NÃO deixe que a vela se apague. O ventilador está atrás de você. Você deve proteger a vela com o seu corpo (há uma razão para isso; como você vai ver em breve) . Olhe para a frente, para escuridão. Não para a vela, não para os espelhos, apenas olhe em frente.
Leitores atentos certamente notaram que eu não disse durante a configuração que cadeira é da rainha e que cadeira é do bobo da corte. Isso porque é o seu trabalho descobrir. E dependendo do ponto de vista, você é a rainha ou o bobo de algum deles. Daí Três Reis.
Não vou estragar o que vai acontecer a seguir. Basta dizer, que você não estará sozinho e se tiver dúvidas, você obterá as respostas. Às vezes, sob a forma de novas perguntas, mas, assim é a humanidade, não é? Apenas fique parado e tente não se mover. Novamente, não olhar directamente para os espelhos, nem a vela. Apenas para a frente, confie em mim.
Não amarele; você precisa esperar até 4:34. Por volta das 4:34, tudo vai acabar. É normal tremer um pouco, mas tente não fazê-lo. Não que isso a fete o ritual ou qualquer coisa - é só uma coisa ruim de se fazer enquanto está em uma presença tão ilustre.
Há alguns detalhes a que você precisa estar atento.
Detalhe 1: Não deixe o ventilador apagar a vela. Proteja-a com seu corpo.
Detalhe 2: Seu ente querido deve entrar no quarto às 4:34 e chamar seu nome. Se por algum motivo isso não for possível, ele deve ligar para o seu celular. Se isso não funcionar, ele tem o copo de água e o balde.
Detalhe 3: O objecto querido da sua infância vai te mostrar o caminho se algo de errado acontecer.
Você tem que ser corajoso como um escuteiro se você quiser fazer essas coisas. Se começar a fazer tudo sem vontade, faça sem vontade até o final, para que não funcione. O pior que você pode fazer é levar isso suficientemente a sério para que funcione, e não suficientemente a sério para não estar preparado para as consequências.

O ritual dos três reis