segunda-feira, 3 de abril de 2017

estamos com um novo projeto ! provavelmente se deve saber que endereço do site mudou e segundo criamos um outro blog que estamos com projetos sobre o rock iremos falar de coisas do rock e bom deixarei o link aqui caso quiserem acessar


obrigado pela atenção !


aviso ! #importante


Escuta - disse o demônio, pousando a mão sobre a minha cabeça. - O país de que te falo é um país lúgubre, na Líbia, às margens do rio Zaire. E ali não há repouso nem silêncio. As águas do rio, amarelas e insalubres, não correm para o mar, mas palpitam sempre sob o olhar ardente do Sol, com um movimento convulsivo. De cada lado do rio, sobre as margens lodosas, estende-se ao longe um deserto sombrio de gigantescos nenúfares, que suspiram na solidão,erguendo para o céu os longos pescoços espectrais e meneando tristemente as cabeças sempiternas. E do meio deles sai um sussurro confuso, semelhante ao murmúrio de uma torrente subterrânea. E os nenúfares, voltados uns para os outros, suspiram na solidão. E o seu império tem por limite uma floresta alta, cerrada, medonha!

Lá, -como as vagas em torno das Híbridas, pequenos arbustos agitam-se sem repouso, contudo não há vento no céu! - e as grandes árvores primitiva oscilam continuamente, com um estrépito enorme. E dos seus cumes elevados filtra, gota a gota, um orvalho eterno. A seus pés contorcem-se num sono agitado, flores desconhecidas - venenosas. E por cima das suas cabeças, comum ruge-ruge retumbante, precipitam-se as nuvens negras a caminho do ocidente, até rolarem as cataratas para trás da muralha abrasada do horizonte. E nas margens do rio Zaire há repouso nem silêncio.Era noite e a chuva caía enquanto caía, era água mas quando chegava ao chão era sangue! E eu estava na planície lodosa, por entre os nenúfares, vendo a chuva que caía sobre mim. E os nenúfares voltados uns para os outros suspira na solenidade da sua desolação.



De repente apareceu a lua através do nevoeiro fúnebre vinha toda carmesim! e o meu olhar caiu sobre um rochedo enorme, sombrio, que se erguia a borda do Zaire, refletindo a claridade da lua; era um rochedo sombrio sinistro de uma altura descomunal! Sobre o seu cume estavam gravadas algumas letras. Caminhei através dos pântanos de nenúfares, até a margem para ler as letras gravadas na pedra; mas não pude decifrá-las. Ia voltar quando a lua brilhou mais viva e mais vermelha; olhando outra vez para o rochedo distingui só caracteres. E esses
caracteres diziam: desolação.

Levantei os olhos; na crista do rochedo estava um homem de figura majestosa. Pendia-lhe dos ombros a antiga toga romana, cobrindo-se até aos pés. Os contornos da sua pessoa não se distinguiam, mas as feições eram as da divindade porque brilhavam através da escuridão da noite a do nevoeiro. Tinha a fronte alta e pensativa, os olhos profundos e melancólicos Nas rugas do semblante, liam-se as legendas da desgraça e da fadiga o aborrecimento da humanidade e o amor da solidão Escondi-me no meio dos nenúfares para ver o que aquele homem fazia ali. E o homem assentou-se no rochedo, deixou pender a cabeça sobre a mão e espraiou a vista pela soledade, contemplou os arbustos buliçosos e as grandes
árvores primitivas; depois, ergueu os olhos para a céu a para a lua carmesim. Eu observava as ações do homem escondido no meio dos nenúfares e o homem tremia na solidão.

Todavia a noite avançava e ele continuava assentado sobre o rochedo. Então o homem desviou os olhos do céu para o rio lúgubre para as águas amarelas do Zaire, e para as legiões sinistras dos nenúfares; escutou-lhes os suspiros melancólicos e as oscilações murmurantes E eu o espreitava sempre, do meu esconderijo e o homem tremia na solidão. Todavia a noite avançava e ele continuava assentado sobre o rochedo. Embrenhei-me na profundezas longínquas do pântano, caminhei sobre e as flores dos nenúfares e chamei os hipopótamos que habitavam a espessura do bosque E os hipopótamos ouviram o meu chamado e vieram os Behemothes até o pé do rochedo e soltaram um rugido medonho E eu, escondido por entre os nenúfares, espreitava os movimentos do homem e o homem tremia na solidão.

Todavia a noite avançava e ele continuava assentado sobre o rochedo. Então invoquei os elementos e uma tempestade horrorosa rosa sobreveio. E o céu tornou-se lívido pela violência da tempestade e a chuva caía em torrente sobre a cabeça do homem e as ondas do rio transbordavam e o rio espumava enfurecido e os nenúfares suspiravam com mais força, e a floresta debatia-se com o vento, e o trovão ribombava e os raios flamejavam, e o rochedo estremecia. Irritei-me e amaldiçoei a tempestade, o rio e os nenúfares, o vento e as floresta, o céu e o trovão E na minha maldição os elementos emudeceram e a lua parou na sua carreira, e o trovão expirou e o raio deixou de faiscar, e asnuvens ficaram imóveis e as águas tornaram n repousar no seu imenso leito, e as árvores cessaram de se agitar, e os nenúfares não suspiraram mais e na floresta não se tornou a ouvir o mínimo murmúrio, nem a sombra de um som no vasto deserto sem limites.

Olhei para os caracteres escritos no rochedo e os caracteres diziam agora: Silêncio. Volvi outra vez os olhos para o homem, e o seu rosto estava pálido de terror. De repente, levantou a cabeça, ergueu-se sobre o rochedo e pôs o ouvido à escuta. Mas não se ouviu nem uma voz no deserto ilimitado E os caracteres gravados no rochedo diziam sempre: Silêncio. E o homem estremeceu e fugiu e para tão longe fugiu que jamais o tornei a ver. Ora, os livros dos magos, os melancólicos livros dos magos encerram belos contos, esplêndidas histórias do céu, da terra e do mar poderosos; dos gênios que têm reinado sobre a terra, sobre o mar e sobre o céu sublime. Há muita ciência na palavra das Sibilas. E das florestas sombrias de Dodona saíam outrora oráculos profundos.

Mas jamais se ouviu uma história tão espantosa como esta! Foi o demônio que ma contou, assentado ao um lado, na solidão do túmulo. Quando acabou de falar, desatou a rir e como não pudesse rir com ele, amaldiçoou-me. Então o lince, que vive eternamente no túmulo, saiu do seu esconderijo e veio deitar-se
aos pés do demônio, olhando-o fixamente nas pupilas.

fonte: http://creepypastadark.blogspot.com.br/

Silêncio - Edgar Allan Poe

quinta-feira, 30 de março de 2017


Quem nunca tirou uma vida não pode entender as razões de quem já o fez. Por isso, não tente aplicar a mim as suas noções de justiça, necessidade ou prazer. Vou contar a minha história não para que você me julgue, mas para que a experimente, se for capaz.

Meu pai sempre teve armas em casa. Era colecionador. Eu nunca pusera um dedo em nenhuma, pois sabia que o velho me arrancaria o couro, talvez literalmente. Quando íamos para o sítio da família no interior, ele sempre levava pelo menos uma espingarda de chumbinho. Eu o observava acertar alvos parados, depois móveis, e aquilo podia proporcionar horas de agonia para minha mãe, que ficava mais pálida a cada tiro ouvido a distância. Não é um esporte para pessoas frágeis.

Nosso caseiro era um homem de uns 50 anos, com cara de mais de 60, sem esposa, filhos ou dinheiro, que meu pai empregara por piedade. Mas em pouco tempo os vizinhos do interior começaram a nos telefonar em São Paulo queixando-se de que o homem aprontava nos botecos da cidadezinha, completamente bêbado, arranjando encrenca com os peões. Quando contratamos o pobre viúvo, não sabíamos que era um alcoólatra.


Nas férias de verão, fomos para lá e assim que chegamos demos com a horta nos fundos da casa, de onde mamãe tirava seus temperos e saladas, mastigada por pássaros e insetos. O gramado, amarelo e sem viço, e o pomar, forrado de frutas podres que ninguém havia colhido.

O homem foi despedido. Lembro-me dele naquela manhã, sóbrio, protestando. Papai não cedeu. Era um homem firme. Vi o velho ir embora cabisbaixo e senti uma ponta de estranha satisfação.

Na noite seguinte, minha mãe recolhia roupas do varal quando eu a ouvi gritar. Corri para fora antes de meu pai, mais curioso do que aflito, e vi o antigo caseiro segurando-a pelo braço. Ele não passava de um bêbado gritando bobagens, mas ela tremia de pavor.

Eu tinha sete anos e me lembro de tudo isso e do que veio depois tão bem quanto a gente consegue lembrar de quando tinha essa idade. Comecei a xingá-lo, velho feio e nojento, os piores nomes que um rapazinho de família sabia. Papai saiu da casa. Nas mãos, tinha a espingarda. Nos olhos, ódio.

Minha mãe escapou e me arrastou para dentro, trancando-me no quarto. Me deixa sair, eu pedia, quero ajudar papai. Mas sabia que ele não precisava de nenhuma ajuda. Eu queria ver o que ele ia fazer com o homem. Mamãe, não. Por isso, ficou apenas escorada do lado de fora da minha porta, impedindo que eu saísse ou que olhasse pelo buraco da fechadura.

Da janela, entre as frestas da veneziana, vi meu pai levar o velho em direção ao bosque que ficava perto da casa principal, apontando a arma para sua nuca. Abri a janela em silêncio, saltei na grama e os segui à distância.

Fui arranhado por uma dezena de trepadeiras e samambaiaçus que formavam o que para mim parecia uma verdadeira mata pré-histórica, repleta de sons noturnos e brilhos incertos. Andamos por muito tempo, a noite era quente, eu suava de calor e de excitação. Atravessamos muitos trechos de mata densa até que vi os dois pararem. Eu me escondi atrás de um tronco, temendo que me vissem. Não consegui enxergar mais nada. Ouvi suas vozes baixas, sem entender o que diziam. Então, um tiro, e outro, e mais outros. Depois, silêncio.

Quando finalmente achei seguro deixar meu esconderijo, meu pai estava tapando um buraco com terra e folhas. Não havia mais sinal do nosso antigo caseiro.

Ele se ergueu e acho que quase gritou quando me viu ali parado.

Não se preocupe, papai, eu disse a ele. Não vou contar nunca pra mamãe que você matou o homem ruim.

Ele não disse nada. Andou até o córrego no meio do bosque, lavou as mãos, enxugou-as nas calças. Quando alguém ameaça sua família, você fica louco, murmurou, creio que tentando convencer a si mesmo. Só então sorriu um sorriso forçado. Vai ser nosso segredo, disse.

Contou a mamãe que tinha dado um dinheiro para o velho ir embora e que se aparecesse lá de novo nós chamaríamos a polícia imediatamente. Isso bastou para ela.

Não falamos mais sobre aquilo e eu não perguntei a ele se tinha remorso de ter matado o velho. Mas muitas vezes me peguei deitado na cama imaginando o que ele havia sentido. Se seria excitante apontar uma arma para outra pessoa. Se seria divertido ouvi-la pedir misericórdia. Se seria prazeroso como nenhuma outra coisa olhá-la nos olhos, ver o terror em seu rosto e, ainda assim, disparar o gatilho.

Quando eu tinha uns doze anos meu pai me achou homem o suficiente pra aprender a usar a espingarda de chumbinhos. Tecnicamente, não é nem mesmo uma arma de fogo, pois não dispara movida a explosão, mas a ar comprimido. É coisa pra matar passarinho mesmo. Um brinquedo. Em meus treinos solitários eu imaginava como teria sido matar alguém com aquilo. Um tiro dado bem de perto num dos olhos funcionaria? Seria suficiente para penetrar no cérebro e arruinar tudo? Quem sabe com o cano colado na têmpora da vítima? Ou dentro da sua boca, o chumbinho rasgando a garganta por dentro, causando hemorragia, asfixia?

Fui experimentar minhas teorias. Havia um cão vira-latas que sempre aparecia pelos arredores, certo de receber restos de comida nos sítios. Encontrei-o sob uma árvore na estrada e mirei no olho. Infelizmente o tiro pegou na orelha, e o animal saiu correndo e ganindo, sem que eu conseguisse acertar um outro tiro num ponto mais vital. Mas no mesmo dia tive a sorte de encontrar outro alvo interessante. Estava bem no meio da estrada, semi-atropelada por alguma roda veloz. O corpo estava esmagado no local onde deviam ficar as entranhas. Era uma cascavel, arisca e belíssima em sua agonia contorcionista. Fiquei longe o suficiente para evitar a última mordida do bicho. Mirei bem na cabeça que se movia. Acertei em cheio! Depois, com meu canivete, cortei fora o chocalho da cobra, meu troféu. Carreguei por muitos anos o chaveiro que meu pai fez para mim com ele.

Logo, porém, a velha espingardinha perdeu a graça e procurei outras distrações. Com o tempo, como era de se esperar, comecei a olhar para as garotas com olhos que já não eram de menino. Aos quinze, tive essa namoradinha completamente doida. Era maior de idade e me mostrou o cigarro, a bebida, as drogas e o sexo, de longe a coisa mais interessante da lista. Seu sexo era bizarro e eu, um parceiro perfeito. Fazíamos teatro na cama, empregando uma dezena de brinquedos menos inocentes do que chicotes de couro. Verdade, ela mandava em mim e suas ordens eram: me chama de puta, me bate, me fode. Um dia, ela se jogou no chão e me pediu pra chutá-la. E eu chutei. Não parei de chutar quando ela pediu. Joguei-me sobre ela e apertei seu pescoço até não agüentar mais suas unhas enormes me arranhando os braços.

Ela se levantou ofegando, xingando, juntando as roupas, jurando que ia prestar queixa contra mim na Delegacia da Mulher. Eu disse a ela que a denunciaria antes como corruptora de menores, traficante, prostituta e sei lá mais quantas bobagens que eu era capaz de elaborar e que o seu estilo de vida confirmaria.

A polícia nunca foi me procurar por isso. Nunca mais vi a garota.

Sexo, drogas, badalação: nada disso me satisfazia. Eu levava em mim algo insaciável desde aquela noite no sítio, anos antes. Tinha vontade de procurar meu pai e perguntar tudo. Queria saber sobre o prazer, a sensação de ser superior àquele homenzinho desprezível e esmagá-lo feito uma barata, a noção de ser poderoso, maior do que a lei, a moral, a vida. Mas sabia que ele jamais confessaria.

Eu ansiava por aquilo que faria meu sangue ferver de verdade, algo que ensaiou sua aparição quando acertei o cão vadio, quando acabei com a agonia da cobra, quando arranquei as pernas dos camundongos no fundo da casa… Eu não falei dos camundongos? Eles me entretiveram por alguns anos. Eles e os pardais nas arapucas. Mas isso não é importante. O importante era aquele calor, aquele júbilo doido que tomou conta de mim quando quase sufoquei minha namorada. Essas coisas todas me davam prazer, estar no limite e, quem sabe, cruzá-lo. Mas eu não conheci o êxtase até aquela noite, seis anos atrás.

Eu havia chegado aos dezoito e saía há alguns dias com essa menina bonita, menor de idade ainda e, como toda menina, ansiosa para ser mulher. Sei o que estão pensando: chave de cadeia, certo? Como nem eu nem ela queríamos a intromissão de nossos pais nesse assunto, estávamos nos vendo às escondidas.

Fomos sozinhos a uma casa noturna no centro da cidade. A banda era boa, mas ela prestava mais atenção ao que eu cochichava ao seu ouvido. Soltei meia dúzia dessas bobagens românticas que tornam o caminho entre as pernas das garotas mais largo e rápido. Depois, meus verbos ficaram mais ousados, lamber, apertar, chupar. Ela aceitou voltar comigo para o carro. Vagamos por algum tempo até chegar a um local maravilhosamente deserto, cheio de casebres e terrenos baldios, nada convidativos a curiosos.

Ela era mesmo bonita. Rosto de criança e corpo de mulher, combinação irresistível, e eu não resisti. Inclinamos os bancos e eu comecei a beijá-la. Mas, volúveis, as mulheres acham que podem mudar de idéia no meio do caminho que aceitaram seguir, e ela, boa moça de família, não deixou minhas mãos continuarem roupas adentro, me chamou de apressado, calma que não é assim, eu sou virgem…

Suas mãozinhas prepotentes me empurraram. Era tudo de que eu precisava.

A verdadeira excitação cresceu em mim de forma explosiva e eu me joguei sobre ela. Ela ameaçou gritar, tampei sua boca com uma mão, com a outra eu puxei sua saia, examinei depressa o que escondia. Ela mordeu a mão que a amordaçava. Sem pensar, acertei um soco no seu rosto e travei os dedos em volta da sua garganta. Meu casaco grosso de couro impediu que ela me arranhasse, mas eu não pensava nisso na hora. Ela se debatia. Eu me lembrei dos pernilongos quando a gente os segura por uma perna e vai arrancando as outras devagar. Seus olhos enormes, arregalados, nada entendiam, só suplicavam, a boca muda, aberta como um mundo de novas sensações para mim. Vi as pupilas tremerem e sumirem por sob as pálpebras e a língua pender entre os lábios.

Aproximei meu rosto do seu: não respirava mais. Ainda penetrei o aperto de seu corpo seco, ainda quente, mas logo desisti. Aquilo não tinha mais graça; eu já havia apaziguado a minha sede.

Rodei por muito tempo na via que margeia o rio, madrugada afora, até sair da cidade. Antes que o sol nascesse e o movimento voltasse às ruas, arrastei minha vítima para a margem do rio, fiz uma chupeta no tanque do meu carro e despejei um pouco de gasolina no corpo. Acendi um pedaço de papel com meu isqueiro e joguei-o sobre o corpo. Creio que consegui ao menos desfigurá-lo e apagar o meu toque na sua pele já roxa. Era suficiente; empurrei-a para dentro da água imunda. Achei impressionante ver como foi fácil. Especialmente nos dias seguintes, quando ninguém da polícia veio me procurar.

Mas não resisti a guardar comigo o pingente que ela levava no pescoço. Um pequeno troféu, que guardei junto com o chocalho da cascavel no fundo de uma gaveta.

Naquela noite, conheci a verdadeira paixão da minha vida: a morte. A morte estampada nos olhos de quem encara seus instantes finais, a vida se perdendo sem defesa entre minhas mãos. Isso era poder. Isso era o gozo supremo.

E, sabendo disso, não pude mais parar.

Elas não precisavam ser garotinhas. Bastava que fossem jovens, de pele ainda tenra e olhos grandes nos quais eu pudesse ver meu rosto refletido antes de as pupilas se tornarem baças. A emoção de seduzi-las, levá-las comigo, despistar todos os olhares e então vê-las dar seu último suspiro me dominava completamente. A lábia, a transgressão e então o júbilo da vitória. Sempre guardava uma lembrancinha, anel, presilha de cabelo, até cadarço de tênis, na falta de algo melhor. Não podia manter um registro escrito da minha marca, pois seria muito perigoso, então essa era a minha forma de contabilizar. Minha mãe uma vez até encontrou o estoque e eu expliquei tranqüilamente que eram lembranças de minhas ex-namoradas. Chegaram a um total de doze peças. Uma para cada garota.

Sei o que você está pensando. Se não sinto culpa. Se nunca pensei na dor dos pais, maridos ou bebês dessas mulheres. Preciso confessar que não. O Doutor Junqueira diz que sou um psicopata, o que significa mais ou menos que sou incapaz de sentir remorso. É uma explicação tosca, mas basta para entenderem o que há de errado em mim – ou diferente, como prefiro dizer. Tem alguma coisa no meu cérebro, como uma peça fora do lugar, que me torna imune a esse complexo de culpa que todos tentam me incutir. Não sei se culpa é um sentimento ou um fato. Se for um fato, sim, eu assumo minha culpa, mas, se for um sentimento, será inteiramente desconhecido para mim até o dia da minha morte. Não foi erro do meu pai por me passar os valores errados ou mesmo da minha mãe por ser uma criatura fraca. Eu já nasci assim, diz o bom doutor.

Gosto do Dr. Junqueira. Ele é engraçado. Vejo o suor se acumular sobre sua boca e a caneta tremer na mão se ele anota alguma coisa enquanto conto detalhes do meu modus operandi. Desse jeito, acho que não vai durar muito como psiquiatra aqui dos detentos. Não sei se a reação é de nojo ou de prazer. Pra mim, é um pouco de cada. Os homens se escondem sob a moral. O doutor é assim, como meu pai.

Para que não digam que sou completamente insensível, saibam que sempre amei meu velho. Quando terminei a faculdade, ele me levou para o sítio, que eu já não visitava há alguns anos, e para a farra na cidadezinha próxima. Eu era oficialmente um homem. No bar, me falou de trabalho, de casamento, de família, de todas essas coisas que tornam um sujeito digno e que ele havia sonhado para mim. Bebemos muito, talvez demais, e, quando chegamos em casa, de madrugada, fomos praticar tiro em latas de cerveja que íamos esvaziando na boca à medida que precisávamos de novos alvos. Dificilmente acertávamos algum. Eu estava excitado e descuidado e comecei a fazer perguntas sobre aquele caseiro que ele havia liqüidado há muitos anos. Ele ficou sério apesar do álcool, mas insisti. Perguntei se ele se sentira vingado porque o desgraçado assustara mamãe. Se ele se sentira superior a ele ao dar-lhe ordens sob a mira da espingarda. Se tinha se sentido um homem de verdade ao mandar o desgraçado para o inferno. Porque estava bêbado, ele riu e disse que sim, e que o velhote era um grande filho da puta que já tinha olhado gozado para mamãe mais de uma vez e por isso merecia mesmo uma bala no meio dos cornos.

Então, finalmente, perguntei quantos tiros haviam sido necessários e onde haviam acertado. Se a morte fora rápida ou ele agonizara. Ele se deixou embarcar naquela conversa que em qualquer outra ocasião o teria deixado horrorizado. Aquelas respostas eram o meu santo grau. Nunca me senti tão próximo dele como então.

Eu não tinha a paixão de papai por armas. Preferia trabalhar com as mãos. Expliquei isso a ele quando contei sobre a minha coleção de lembranças das meninas. Falei a ele do meu prazer como um rapaz fala do seu primeiro amor. Ele ouviu em silêncio por alguns instantes e demorou para compreender. Quando o fez, seus olhos se arregalaram e ele começou a gritar comigo. Seu louco, seu desgraçado, oh, filho, não o meu filho, por quê, Deus, e outras palavras que não faziam o menor sentido. Ele andava de um lado para outro, me xingava e murmurava Deus, Deus, o que vou fazer?

Na minha ingenuidade eu confessara a meu pai o que realmente movia minha vida e agora ele me odiava. Disse num ímpeto que ia me denunciar. Você não vai fazer isso, respondi, sou seu único filho, não vai me mandar para a prisão.

Ele berrou, me chamou de criminoso, você tem de pagar pelo que fez. Eu disse que se ele me denunciasse eu contaria à polícia sobre o homem que ele havia matado. Mostraria até o local onde ele estava enterrado. Eu havia visitado aquele túmulo no bosque por anos a fio, em segredo, pensando na vida e na morte.

Ele me olhou com medo, vacilou. Não importa, disse então, e me deu as costas. Tive receio de que fosse para dentro buscar as chaves do carro e correr para a delegacia mais próxima. Papai, chamei, mas ele não se virou. Então, atirei nas suas costas.

Sem mirar, acertei-o entre os ombros e ele gritou de dor. Só então se voltou, e no ímpeto caiu sentado na grama. Eu me aproximei, recarreguei a espingarda, encostei-a na sua têmpora e disparei. Não me lembro de carregar de novo e de novo a arma, mas sei que o acertei repetidas vezes no rosto até ele parar de tremer.

Não. Eu não gostei de matar papai. Eu o amava de verdade. Mas ele ameaçou algo que eu amava mais ainda e tive de fazer. Tive. Não sinto culpa.

A polícia não engoliu minha história de que, quando acordei na manhã seguinte, papai já havia saído da casa no sítio e eu não o vira mais desde então. Mamãe, sempre tão frágil, desta vez decidiu ser firme. Papai tinha amigos entre gente graúda da capital e ela insistiu com todos eles, pedindo ajuda, influência, dinheiro, o que fosse necessário.

Não foi preciso muito. Não sei se ela já suspeitava de mim, mas um dia mostrou à polícia os meus troféus secretos e um oficial identificou o pingente que a minha primeira vítima usava numa foto. Acabei sendo detido. Mostraram minha coleção às famílias de algumas garotas desaparecidas, que reconheceram uma aliança de casamento, um chaveiro e uma caneta de luxo. Depois disso, confessei tudo.

Não sei realmente se o jornal publicará esta carta aberta, mas sei que alguém na redação há de lê-la. Como você, que me lê agora. Se você acredita que sou louco, tente, uma vez na sua vida vazia, colocar-se no meu lugar e pense de novo nesta pergunta: você já quis matar alguém? Não? Mentira. Apenas não teve chance. O que faria se estivesse lá? Comigo? Em mim? A vítima à sua frente, o desejo de matar na alma e todo o poder para isso em suas mãos.

A morte está em nós como a fome, a sede ou a libido. Está no jogo da sobrevivência. Livre-se dos seus valores morais, das suas leis e principalmente do seu medo de ser pego. Diga, o que sobra?

O que sobra sou eu.

fonte: http://conteudoperverso.blogspot.com.br/2013/12/voce-ja-quis-matar-alguem.html

Você já quis matar alguém?

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No dia 17 de junho de 2006,um garoto com 13 anos de idade foi encontrado morto em um restaurante da rede de fast food McDonalds,em Nova York.Ele usava um uniforme de orfanato e ao seu lado foi encontrado um papel de caderno,com uma carta,oque leva as autoridades á hipótese de suicidio.Porém,ainda há muitas dúvidas sobre o caso.Como o menino fugiu de seu orfanato?Porque ele foi á um restaurante que,segundo o uniforme,ficava a 2km de seu orfanato?E a maior pergunta:porque as autoridades não deram quase nenhuma informação do caso?Várias perguntas sem qualquer resposta.Em pouco tempo,o caso caio no esquecimento,isso até 2016.

No dia 04 de Dezembro de 2016,dez anos após o caso,um homem que não revelou seu verdadeiro nome,em um fórum de teorias da conspiração da Deep Web,afirmou ter trabalhado na rede de fast-food,e disse que o caso foi encoberto pelas autoridades,que receberam propina do McDonalds,e que poucos e pequenos sites de notícias postaram uma notícia do caso.Por isso,é quase ímpossivel achar a notícia na internet,más tem algo a mais,algo que apenas quem era do McDonalds sabia.Ele afirmou que o conteúdo da carta foi alterado pelos funcionarios do restaurante onde o corpo foi encontrado,e mais.Disse que o menino não era do orfanato:que os funcionarios trocaram suas roupas,colocando o uniforme.Ele disse que colocando isso na internet,sua vida estava correndo riscos,más que a verdade tinha que ser revelada.Ele postou o real conteúdo da carta,que você verá logo abaixo.Leia,por sua conta e risco.

"Você certamente conhece a rede de fast-food McDonalds.Covenhamos,quem não conheçe?Todo santo dia,pelo menos uma propaganda desse maldito restaurante passa na TV.Oque muitos não sabem,é que o McDonalds,possuí uma instituição de caridade,que acolhe órfãos e mordadores de rua,chamada Casa Ronald McDonalds.Isso pode parecer normal,afinal certas empresas possuem institutos de caridade.Oque ninguém sabe,é que entre as instalações de Casa Ronald McDonalds,existe uma em específico.Uma que é diferente.Ela não tem uma fachada,indicando que é uma Casa Ronald McDonalds.Não tem número,não tem indereço,e geralmente fica em um local isolado,onde não há movimento.Ela é rara,e existe apenas em cidades grandes com influencia economica em seu país.O único geito de chegar até lá e se você for levado até a mesma,que foi oque aconteceu comigo.

Eu nunca conheci meus pais de verdade,e sou oque eles chamam de "garoto mal".Já passei por várias famílias,más eles sempre me devolviam 1 ou 2 anos depois.Eu lembro do carinho que eles me davam,más eu nasci para decepcionar famílias,e por isso decepcionei cada um deles.

Era dia 16 de Junho.Eu estava no centro de atendimento.Minha assistente social chegou.Ela era loira,com belos olhos azuis.Ela chegou até mim.Dava para ver o cansaço em seus olhos.

-Bom,você foi um garoto mal.Agora,só lhe restam duas opções:escola militar,ou a Casa Ronald McDonalds,que milagrosamente propos lhe acolher em uma de suas instalações.

Eu nunca tive paciencia com sargentos,e acordar 5 horas da manhã?Ha,não me faça rir.Além disso,oque teria demais ficar em um orfanato em homenagem a um palhaço de fast-food?

-Casa Ronald McDonalds,é claro. Eu disse,sem saber que essa era a pior escolha que eu faria em minha vida.

-Bom,arrume suas coisas.Sairemos daqui 1 hora.

Fiz como ela mandou.Peguei uma mala grande,onde guardava as roupas que as familias que me adotaram deram.Peguei também uma mochila,onde guardei alguns cadernos,meu celular,uns agasalhos e etc.Também levava um álbum,contendo fotos de todas as familias que me adotaram.Eu gostava de ver tudo aquilo,pois me trazia boas lembranças,más como eu já disse,eu nasci para decepcionar familias.Então eu sai do local que estava,onde vi minha assistente social me esperando,ao lado de uma van,na qual entrei para partir viajem.

Depois de um tempo andando dentro da van,eu dei uma olhada na janela para ver onde estavamos.Estavamos no centro,e eu reconhecia cada um dos lugares.Certa vez,quando tinha 11 anos de idade,vim com meus irmãos até um bar para encher a cara.Bons tempos...

Depois de quase uma hora,a van parou,e assistente social disse:

-Chegamos.

Eu olhei pra fora da van,e vi que estavamos estacionados em frente a um edificio cinza,sem janelas.Não tinha nenhuma fachada,nem número,nem enderço,Não tinha siquer a decoração.

-Tem certeza?

-Bom,vamos descobrir

Ela olhou mais um pouco para o lugar pela janela da van.

-Nós já tivemos alguns casos que passaram pela casa Ronald McDonalds.

-...

-Além disso,eles assumem total responsabilidade as pessoas que recebem,então talvez nunca mais nos veremos.

Desci do carro.Peguei a alça da minha mochila com meu palmar destro e a coloquei nas costas,na qual apertava e desapertava.A assistente social foi até o porta malas,onde pegou minha mala.Nos aproximamos do local estranho.Em sua frente haviam duas portas de ferro,que se abriram após minha assistente falar com alguém pelo celular dela.Sim,era necessário falar com alguém por fora do edifício para poder entrar.Eu estranhei,obviamente,más não tinha outra opção.As portas se abriram,e fecharam depois que entramos.

O interior era mais estranho ainda.O lob do local tinha cadeiras,das mesma que você encontra em um hospital.Era mal iliminado e tinha portas que davam acesso a vários corredores brancos.No fundo do local,havia uma janela,com uma mulher vestida de enfermeira.Confesso que ela era até gostosa.

Nos aproximamos da mulher que estava de costas.Ela digitava rápidamente algo em seu computador.Minha assistente social se aproximou e disse:

-Olá.

A mulher então se virou.Ela estava usando uma maquiagem de palhaço,igual a de Ronald McDonalds.Ela deu um breve sorriso.

-Ah,olá,vocês já chegaram.

-Sim.Aqui está o garoto.

Ela olhou para mim,com um sorriso em seu rosto.

-Olá menino.Você vai gostar muito de ficar aqui.

-...

Minha assistente pegou de sua bolsa meus documentos,e os passou por uma entrada na jalena para a enfermeira,que os leu.Depois disso,elas discutirão um pouco,e então ela olhou para mim,com um olhar de ódio.Um calafrio subiu em mim,eu surtei.

-NÃO!EU NÃO POSSO FICAR AQUI!

Eu gritei de pavor.

-EU PREFIRO A ESCOLA MILITAR,ME LEVE PARA A ESCOLA MILITAR!

A assistente e a enfermeira olharam para mim.A enfermeira então disse,novamente com um sorriso no rosto:

-Que foi garoto?Medo de palhaços?

A assistente social olhou para meus olhos.Ela estava com raiva,e ditou em um tom alto.

-Não seja burro!Você odiaria a escola militar!E afinal de contas,oque tem demais em uma casa de acolhimento do McDonalds?

-Isso mesmo. Disse a infermeira palhaça,que logo após olhou para um corredor.

-Ó!Lá vem o comite de boas-vindas! Ela disse com um sorriso largo na face,e logo depois fechou a janela com uma portinha retrátil.A mesma que há nas lojas,que sobem e descem.

Minha assistente social olhou em meus olhos novamente.

-Olha,eu tenho que ir.Você ficara bem.Até mais. Ela se virou de costas e saio pela mesma porta que entramos no local,que depois se fechou.Eu corri para a mesma,e dei vários murros,enquanto gritava.

-NÃO!NÃO ME DEIXA SOZINHO,POR FAVOR!ME AJUDA!

De nada adiantava.Eu me afastei,e olhei para o corredor.Eu pude escutar risadas,e depois sombras vindo em minha direção.

Eu corri para um canto,olhando tudo aquilo que estava ocorrendo.Eu pude ver pessoas,com trajes de enfermeiros,usando maquiajens de Ronald McDonalds,igual a enfermeira que me recebeu.Eles seguravam ferramentas metálicas,e se aproximavam cada vez mais,com sorrisos em seus rostos,enquanto soltavam gargalhadas e risos.

-FIQUEM LONGE DE MIM!

Eles me cercaram.Era homens e mulheres.Um deles colocou a mão em minha boca,impedindo meus gritos,e logo depois eu pude sentir uma agulhada no ombro.Ele tinha injetado algo em mim através de uma seringa.Após isso,todos riram.Eu senti meus olhos pesados,e escorreguei ao chão,quase desacordado.Um sorriso se formou em meu rosto,contra minha vontade.Então o enfermeiro-palhaço que me atacou chegou perto de mim,e as únicas palavras que eu pude escutar antes de desmaiar foram:

-Você sorrira muito conosco.Hahaha!

Depois de muito tempo desacordado,eu abri meus olhos,que giraram.Não sabia que tipo de droga eles haviam me dado.Eu olhei ao meu redor.Eu estava em uma maca de hospital,dentro de um quartinho branco,vestindo uma roupa de hospital.Eu olhei para o lado e vi uma porta.

Em um impulso,eu levantei da cama,e cai no chão.Me segurei para não soltar qualquer som de dor.Eu me arrastei até a porta da salinha,tentando abri-la,más estava trancada,com um cadiado.

-Merda,merda!

Eu então coloquei meu ouvido contra a porta,onde pude escutar sons de gritos,seguidos de risadas.Minha espinha gelou.Aquilo com certeza não era uma casa de acolhimento.Aquilo com certeza não era uma Casa Ronald McDonalds,não como eu vi nas fotos.Eu então me arrastei até minha mochila.Abri a mesma,e a única coisa dentro era o meu álbum.Más na frente,estava escrito em vermelho "Olhe as fotos".Eu não deveria ter feito aquilo,más fui curioso.Eu abri.Me choquei com o que vi.Eram as fotos de cenas de crime,porém as vítimas...as vítimas...eram pessoas...que eu conhecia...e muito bem.Eram as pessoas das familias que me acolheram.Eu começei a chorar,ao ver as fotos das mães que eu tive,todas mortas.Eu não aguentei,meu estomago revirou,e eu vomitei.Voltei a olha o álbum,virando cada folha rapidamente,vendo meus pais,tios,irmãos,todos mortos,com as tripas pra fora.Más o pior era na última página.Eu vi minha assistente social,indo até a van.Depois outra imagem dela,olhando pra trás.Agora ela aparece gritando.Depois em outra foto,ela aparece caida no chão,ao lado da van.Depois uma outra foto.Era a mesma enfermeira palhaça que nos recebeu,jogando um líquido no corpo da assistente.E logo depois,jogando um esqueiro,a incendiando.A enfermeira ria,ria com um sorriso psicótico.Eu vomitei denovo,enquanto fechava meu álbum.

-Não,isso não pode ficar assim.Eu tenho que sair daqui. Pensei comigo mesmo.

Eu peguei minha mochila,e descompactei o bolso da frente.Tinha que estar ali.O grampo,que eu usava para destravar portas e roubar casas.Afinal,como sempre disse,eu nunca fui um bom garoto.Minha mão deslisou no tecido macio da mochila,até tocar em algo metálico.Dei um suspiro de alívio.Eu me levantei,e dei uns passos para trás,com uma leve tontura.Fui até a porta,onde coloquei o grampo no cadeado,e o destravei,mais rápido doque eu imaginava.Eu abri um pouco a porta,deixei uma pequena fresta,onde pude ver um corredor,que tinha outros dois corredores em seu meio,quase como um labirinto.Eu quase infartei ao ver um enfermeiro palhaço vindo em minha direção.Eu ia fechar,más ele virou para o outro corredor.Dei um suspiro.

Respirei fundo,e abri a porta,saindo de lá,logo em seguida a fechando atrás de mim.Eu podia escutar gritos de pessoas,seguidos de risadas.Eu andei pelo corredor,com passos silenciosos.Eu tinha que sair dali,eu não podia morrer assim,não mesmo.Enquanto andava,escutei o choro de uma criança em uma porta ao meu lado,igual a que tinha em meu quartinho.Eu tentei abri-la,más escutei passos,e então corri para o outro corredor,me escondendo.Eu olhei me enclinando,e pude ver dois enfermeiros palhaço,com seus uniformes sujos de sangue.Eles abriam a porta onde o menino estava,e adentraram no recinto,o fechando e trancando logo em seguida.Eu queria ter ajudado,más eu não podia,ou poderia ser descoberto.

Eu continuei minha caminhada pelos corredores brancos,até encontrar uma porta no fundo de um dos corredores,com o símobolo verde "Exit" encima da mesma.Eu fui até a porta.Era minha salvação.Coloquei meu palmar destro na maçaneta,e a girei devagar,sem fazer nenhum barulho.Ela estava aberta,eu abri levemente,e a fechei depois.Escadas sem fim estavam em minha frente.Eu desci devagar,com calma,até ver em minha frente uma porta com o número 5 escrito em vermelho.Isso significava que eu estava no quinto andar.Eu desci tudo,depois de um longo período.Meus olhos então fitaram em uma enfermeira vindo em minha direção.Eu gelei.Eu tentei subir,más ela já tinha me visto.Eu tinha que lutar com ela,para sobreviver.Ela chegou perto de mim,tentando me imobilizar.Eu não deixei.Ela ditou:

-Parece que temos um garoto mal criado.Você vai para a sala do cantinho,pensar pelo que você fez,Haha!

-Nunca,vadia

Eu dei um empurrão nela,enquanto segurava seus braços,lhe deiuma cabeçada.Ela deu passos para trás,com os olhos fechados,até escorregar no corrimão,e cair para trás.Ela gritou,e caio.Eu pude ouvir o som do impacto,más respirei aliviado,não apenas de sobreviver,más de que ninguém havia notado.

Eu agora acelerei meus passos.Eu não podia ficar lá nenhum segundo mais.Desci todas as escadas correndo,abrindo todas as portas,até chegar na porta com o número 1.Eu a abri.Agora estava em uma sala grande,com mais uma porta de escadas na parede,porém algo me chamou a atenção.

Eu pude ver duas portas,com uma grande cruz vermelha brilhante no meio.Eu não devia abrir,más fui curioso denovo,oque me ferrou novamente.Eu preençei meu ouvido contra a porta,onde pude escutar sons de aparelhos de hospital.Eu sabia que não deveria abrir,más não resisti a tentação.Movi minha mão até a maçaneta,que estava aberta.Eu empurrei levemente,e vi oque assombra minhas memórias até hoje.Eu vi uma sala,com luzes piscando.Meus olhos fitaram em várias...várias crianças,cruicificadas em cruzes de madeira,com tubos saindo de seus pulsos.Elas olhavam para o nada,com os olhos fechados,já mortas.Todas nuas.Os tubos,terminavam em um,um cilindro enorme no meio da sala,com um grande "M" no meio.O M de McDonalds.Aquele cilindro,com 3 metros de altura,tava sugando o sangue das crianças já mortas.Meus olhos começaram a lacrimejar.Um grande energia veio de dentro de mim,que subiu até minha garganta.Eu tentei segurar,más não concegui.Eu gritei,enquanto lágrimas saiam de meus olhos.

-QUE PORRA É ESSA!?

Um alarme começou a apitar.Eles deviam ter percebido meu desaparecimento.Eu corri para as escadas.Eu desci tão rápido,que nem andava,apenas rolava.Eu corri,ofegante,chorando.Eu pude ver uma porta no corredor,enquanto o alarme soava,e eu podia ouvir risos altos atrás de mim.Eles estavam me seguindo.Eles me encontraram.Eu abri a porta,onde dei em um beco.Eu vi um bueiro e abri o mesmo.Entrei dentro dos esgotos,e fechei o bueiro,tampando as risadas.Corri em meio a água,por longos metros,até ver uma escada.Eu corri até a mesma,exausto.Abri o bueiro,e sai de lá,chorando.

Eu concegui.A chuva caia sobre mim,que era bem vinda.Eu estava em meio a prédios abandonados.Já estava de noite,más postes de luz iluminavam a rua.Eu andei,clamando por socorro.

-SOCORRO!TEM ALGUÉM AI!ALGUÉM,POR FAVOR!ALGUÉM PODE ME OUVIR!

De nada adiantava.Eu continuei caminhando,enquanto a chuva caia sobre minha pele.Eu então senti algo macio embaixo de meu pé.Era um jornal,que marcava a data 16 de Junho de 2006.Eu voltei a gritar.

-ALGUÉM,POR FAVOR!!!

Gritei até ficar roco,até não conceguir mais falar.Eu continuei a andar,até ver no final da rua,uma grande luz.

Eu me aproximei.Era um restaurante.Más não era qualquer restaurante.Ele ostentava um grande M amarelo,que brilhava em meio a escuridão da noite.Eu adentrei em seu interior.Não havia ninguém.Eu caminhei entre as mesas,até meus olhos fitarem em um caderno,ao lado de uma mesa,encima de uma das mesmas.Eu o apalpei.O abri.E agora estou escrevendo isso para que alguém encontre no futuro.Se você está lendo,quero que faça uma coisa por mim.Quero que vingue a morte de todas aquelas crianças.Conte tudo,a todos que puder.Quero que todos saibam a verdade sobre a Casa Ronald McDonalds.Eu não posso mais fazer isso.Não posso mais viver,não com tudo que eu vi guardado em minha memória.Enquanto eu escrevo,um cartaz do Ronald McDonalds está olhando para mim.Ele está sorrindo.Eu quase posso escutar suas risadas dentro de minha mente.Eu também estou sorrindo agora,e também estou rindo.

-Ha...ha...ha...

O restante da carta está coberto de sangue,sendo impossível a leitura da mesma.

fonte: http://pt-br.creepypastabrasil.wikia.com/

A Maldita Casa Ronald McDonalds


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Desde pequeno quis viajar para Chernobyl desde que eu soube do desastre que houve lá. Resolvi chamar uns amigos e ir, e enquanto visitava um hospital eu encontrei algumas folhas de papel em forma de diário escritas em caneta, que dizia:              
DIA 1: Eu e meus amigos viemos para Chernobyl, cara é muito legal... Eu adoro escrever no meu diário e espero que algum dia alguém o leia, de preferência depois que eu morrer! Eu não acho seguro mas acho que vou dormir no carro enquanto meus amigos vão dar um passeio pelos mercados e apartamentos. Hoje é dia 15/04/2000
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DIA 2: Meus amigos não voltaram, estou ficando cada vez mais nervoso com isso. Eles marcaram voltar as 19:00! Estou com muito medo de 'sair' do carro... Hoje é dia 16/04/2000
DIA 3: …
DIA 4: O carro não funciona. Não da pra imaginar como eu sobrevivi apenas comendo chocolate e tomando refrigerante que meus amigos compraram para a viagem... Tenho comida para mais 3 dias! Hoje é dia 18/04/2000.
DIA 5: Finalmente resolvi sair do carro, fui lá fora investigar e vi uma criança com muito sangue nas pernas. Vi também seus braços deformados, gordos, inchados não sei! Era assustador!
DIA 6: Acho que não vou sobreviver aqui por muito tempo! Espero que alguém leia isso. Por favor, diga a minha família que eu os amo!
DIA 7: Estou com tanto medo, daria tudo para sair daqui. Daria tudo para sair daqui.
DIA 8: Meus amigos estão todos mortos. Andando por um hospital e 'os vi' sem cabeça! Não sei quem fez isso mas vai pagar caro!
DIA 9: Estou dentro desse hospital, me da nojo! Estou comendo minha última barra de chocolate. Pra minha sorte eu voltei no carro e achei dois pacotes de Ruffles e uma garrafa de água com gás.
DIA 10: Eu escuto gritos toda noite, hoje fui investigar e vi aquela menina novamente quando eu toquei nela ela logo disse ' Sua hora vai chegar, assim como todos nós, todos nós!
DIA 11: Querido diário! Eu estou com muita saudade da minha família, estou com medo, com fome, com sede. Acho que é minha hora!
DIA 12: Borboletas são lindas...
...
Folheando o diário e encontrei essa frase:
Здравствуйте, якщо ви читаєте це, тому що ви ніколи по-справжньому пощастило, більшість ніколи не повертатися сюди! Не для утримання тут, якщо ти помреш! І я буду чекати тебе в пекло, і я буду грати з вами теж
...Eu voltei para o Brasil e procurei um tradutor e ele impressionado traduziu para mim a seguinte frase:

Olá,se você esta lendo isso é 'porque tens muita sorte nunca, 'mais nunca mais volte aqui! 'Não é para exploração, se 'voltar aqui você morre! E eu 'encontrarei você no inferno e 'irei brincar muito com você...
Eu apenas dou uma dica!
NUNCA VÃO PARA CHERNOBYL OU CIDADES QUE VOCÊ NÃO CONHECE! NÃO BRINQUE COM ESPÍRITOS OU CIDADES ABANDONADAS...
Meu sobrinho foi para lá e desde então não voltou mais!

FONTE: http://www.eutanasiamental.com.br/2013/05/o-diario-de-chernobyl.html

O Diário de Chernobyl

terça-feira, 28 de março de 2017



Quem curte heavy metal e seus subgêneros sabe que o estilo sempre teve uma ligação muito forte com o gênero horror, tanto faz ser nas letras, ou nas performances das bandas. Deathgasm, filme dirigido e escrito por Jason Lei Howden busca manter essa ligação do metal como o terror, trazendo muito sangue em seu primeiro teaser trailer oficial, que marca sua estreia mundial no SXSW Film Festival.

O filme é estrelado por Milo Cawthorne, James Blake, Kimberley Crossman e Stephen Ure.

Sinopse: Dois adolescentes sem querer invocam uma entidade do mal e agora são obrigados a se safar dela. 








fonte: http://medobdrops.blogspot.com.br/

Deathgasm – Teaser trailer

Item #: SCP-048  

Procedimento Especial de Contenção:
A designação SCP-048 deve ser retirada do catálogo SCP. Nenhuma SCP futura deve ser acrescentada ao número.

Descrição: 
SCP-048 foi, por muito tempo, considerada um "número maldito" pela equipe SCP: Qualquer item designado à este numero tende a ser destruído, desfeito, roubado ou perdido pela Fundação, geralmente de forma involuntária por qualquer individuo. Em suma, pessoal designado para o SCP-048 em suas diversas encarnações possui 50% mais chances de sofrer morte, desmembramento e/ou ação disciplinar.

A possibilidade de o número '048' possuir qualquer qualidade sobrenatural é desconhecida, contudo, graças às superstições acerca deste número, a designação foi removida do catálogo SCP para manter a moral dos funcionários.

Adendo 1: 
Isso é uma palhaçada! Eu vou provar pra vocês, supersticiosos de merda, que vocês são uns covardes. A restrição ao SCP-048 foi removida e designada ao [DADOS EXPURGADOS]. - Dr. Cortez.

Adendo 2: 
SCP-048 - [DADOS EXPURGADOS], foi acidentalmente jogado no lixo nesta manhã e perdido. Em um incidente não relacionado, Dr. Cortez acidentalmente, traumaticamente, amputou seus braços no liquidificador do refeitório. SCP-048 fechado.

Adendo 3: 
SCP-048 foi novamente removido dos arquivos, após tornar aparente que tal "Barco Vampiro" jamais existiu, tampouco se tornou posse da Fundação SCP. Acredita-se que este engano ocorreu quando um pesquisador de baixo nível tentou salvar sua "ideia de história incrível" em seu disco rígido, sobrescrevendo o arquivo no local designado para o SCP-048. O pesquisador em questão foi exonerado de qualquer atividade relacionada aos arquivos por tempo indeterminado.

SCP-048 - "O Número SCP Maldito"


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Eu estava eu em casa acessando Internet como normalmente fazia. Estava procurando por mistérios da humanidade e achei um site estranho. era bem básico o layout e tinha cara de ser um blogue. O site tinha várias páginas sobre mistérios e coisas estranhas, era até bem legal.

Achei uma matéria bem peculiar. ela se chamava: A Realidade Mecânica

Falava sobre uma dimensão paralela a nossa em que o universo teria se formado da mesma maneira aqui só que a terra teve um outro destino. um destino mais Estranho. dizia que neste lugar a terra era dominada por uma força estranha denominada: The Steam Force

não acreditei muito nisso. pois não tinha cara de ser um negocio serio.

Fui dormir e senti algo estranho. parecia ser um frio. não tinha como eu sentir frio naquela noite pois estava fazendo um calor insuportável. 35° Celsius no termômetro da cidade. achei que estava ficando doente. Dormi logo em seguida

Eu tive um sonho estranho. estava em um espécie de parque. um parque com varias árvores com folhas caindo. Era um clima de Outono. mais era um pouco estranho.

Eu estava sentado em um Banco Feito de Ferro um pouco enferrujado. eu olhava para o céu e via nuvens na cor marrom. isso era estranho bem estranho. parecia que tinha ocorrido uma Poluição de níveis catastróficos.

eu não sentia nada de errado no ar. Olhei para minhas mãos. vi algo que me assustou e me fez acordar na hora. Minhas mãos pareciam estar cobertas de um matéria parecido com ferro e doeram muito na hora.

Quando me acordei senti um arrependimento gigantesco de ter ido dormir. Não era pra eu ter feito aquilo. eu poderia ter simplesmente continuado no computador jogando e não ler aquele texto.

Eu me acordei numa Cama. parecia ser um hospital. não tinha ninguém. mas eu ouvia vozes de pessoas do lado de fora. passavam varias pessoas pelo corredor.

Eu estava vestindo uma roupa diferente e bem estranha. parecia uma espécie de traje de ferro e titânio.

Eu passava pelas pessoas e me sentia estranho. aquelas pessoas estavam com uma roupa igual a minha. Era exatamente como meu sonho. o lugar tinha um tom sépia muito forte. parecia ser proveniente de uma poluição forte. sai daquele lugar e vi um mundo totalmente diferente. um lugar onde varias maquinas totalmente mecânicas trabalhavam 24 horas o tempo inteiro na rua. Eu via engrenagens em toda a parte.

Passei muito tempo nesse lugar. nessa realidade... Arrumei um lugar para morar. uma casa.

Parecia que eu tinha ido para outro mundo.

Fiquei anos trabalhando em uma maquina. Simples mais poderosa.

Meu trabalho deu certo. Eu me libertei dessa realidade horrível... Ou não ?

Através desse equipamento avançado eu consegui avessar o meu mundo. minha casa... o lugar que eu pertenço... Consegui através desse equipamento ter contacto com a Internet. revi toda a minha vida... Vi noticias sobre meu desaparecimento...

Mas eu não podia fazer nada.. não podia alterar nada. Apenas escrever um texto.

Arquivo localizado em > /root/home/rfree/documents/MECHANICALREALITY.txt

Porque eu estou preso a ela... a Maldita... A Realidade Mecânica. Aqui sofro bastante. a fome e grande. o Ar não e de boa qualidade. as pessoas roubam umas as outras. a Agua e rarefeita... Uma força militar vive abusando de autoridade com todos denominada "The Order" eles sugam tudo de todos. inclusive o Oxigênio disponível... Metade do meu corpo e uma maquina. eu conheci algumas pessoas. inclusive uma garota que me ajudou muito... Hoje sou casado com ela. nos não resolvemos ter filhos. Ela disse que quer ir comigo... quer conhecer esse mundo, esse lugar bom, esse lugar perfeito chamado Planeta Terra.

Estou a anos construindo uma nova maquina essa será 20 vezes mais poderosa que a antiga e terei a capacidade voltar a meu lugar. no dia em que cheguei aqui eu tinha 19 anos. hoje tenho 28.

descobri que Anos aqui são poucos meses na terra.

Eu sei eu vou conseguir. vou conseguir sair dela. da Realidade Mecânica. o lugar em que não existe tranquilidade nem muito menos. Paz

Este texto foi achado no computador de um garoto de 19 anos chamado Richard Freeman e eles está desaparecido a 2 meses... Junto ao texto tinha uma imagem. uma imagem de uma cidade... uma cidade feita basicamente de engrenagens e com um ar Steampunk, A policia local foi retirada do caso. uma corporação chamada SCP está no caso e já levou todas as provas. Denominou o caso de SCP -001. o único SCP que tem um numero em Negativo. ou seja está secretamente guardado para futuras investigações.

Foi avistado um homem de 28 anos e uma garota de 25 nos arredores de Washington D.C o rapaz não tinha documentos e a garota também não tinha nada. os dois estava vestidos com uma roupa estranha... A polícia local não achou nenhum registro deles em lugar nenhum. parece que eles nunca existiram. o rapaz disse que se chama Richard Freeman. mas não tem fisionomia alguma com o Richard Freeman que desapareceu a meses atrás. Ele diz estar sofrendo de Amnésia. e diz ter vindo de uma realidade alternativa a nossa.

O HD do computador de Richard Freeman foi confiscado pela SCP Corporation e está seguro em total sigilo nas instalações da SCP Corporation.

The Steampunk Reality


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Item: #SCP – 1981

Classificação do objeto: Seguro

Procedimentos de Contenção Especial: SCP-1981 deve ser mantido em um local seguro de vídeo no arquivo de mídia da área .... Durante o uso, SCP-1981 não deve ser retirado de sua proteção ou ser exposto a nenhuma fonte magnética forte. Um sistema de Video System da Betamax e uma televisão analógica foram disponibilizados na sala de observação 02, na área ..., assim como os equipamentos de gravação.

Descrição: SCP-1981 é uma fita Betamax padrão. ‘’Ronald Reagan Cortado Enquanto Discursava’’ foi escrito a mão, em um adesivo, com caneta. Análises de laboratório indicavam que a SCP-1981 era feita de material comum, e os números de fábrica correspondiam a fitas cassetes produzidas em 1980. SCP-1981 foi encontrada inicialmente por um responsável pelos arquivos do Ronald Reagan Presidential Library em 1991, que ao assistir a fita, alertou a polícia, com o intento de achar o criador por acusações de obscenidade. Uma investigação de baixo nível foi conduzida pela polícia, até um ponto que a fundação foi alertada e pegou a fita.

Amnésicos (remédios para indução de amnésia) de Classe A foram administrados antes que ... fosse notificado. Investigações futuras mostraram que não foram achados traços da origem da SCP-1981

A fita parece ser uma gravação caseira do antigo presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, fazendo seu discurso do ‘’Império do Mal’’ para a Associação de Evangélicos no Sheraton Twin Towers Hotel, em Orlando, Flórida, em 8/3/1983. No entanto, em 1 minuto e 10 segundos, o discurso começa a divagar de forma pesada, não se parecendo com nenhum discurso antes feito por Reagan. Começando em, aproximadamente 5 minutos, múltiplas incisões, lacerações e feridas de penetração podem ser vistas, sendo feitas lentamente, mas sem nenhuma indicação da fonte dessas feridas. Mesmo com as múltiplas feridas que incapacitariam uma pessoa normal, Reagan continuava a dar seu discurso até suas cordas vocais serem totalmente arruinadas ou até a fita ir a estática, em 22:34 min.

Mesmo rebobinando a SCP-1981 e iniciando o playback da fita, Reagan faria um discurso totalmente diferente ao anterior, algumas vezes mais radical que o outro. Os tópicos incluíam tortura, estupro de crianças e rituais de sacrifício. E os traumas causados em no presidente também se mostravam divergentes, com ele sendo empalado, mutilação genital e ..., sendo todas observadas. Em uma das reproduções, é possível ver uma figura vestida de roupas pretas e um capuz cônico, que foi substituído por um dos membros de imprensa de Ronald, mais pra frente chamado de SCP-1981-1. A importância da aparição dele ainda é um mistério.

Os discursos feitos por Reagan eram muita das vezes, incoerentes e sem a mínima estrutura, e fortemente compostas por anedotas e parábolas. Mas ocasionalmente, ele fazia referências a eventos futuros, nos quais ele não poderia saber, como os ataques de 11 de Setembro, o resultado das eleições russas de 2008 e .... Por isso, tempo e esforços rigorosos foram feitos para gravar cada playback da fita. No entanto, múltiplas tentativas de gravar a fita em outra fita Betamax resultaram em falha, mas câmeras conseguiram gravar os playbacks individuais. Qualquer observação feitas e gravadas da SCP-1981, devem ser entregues para o Dr. B(censurado), supervisor do projeto.

Anos de interferência magnética danificaram seriamente a qualidade de sinal da SCP-1981, dificultando a busca por informação dos playbacks. Além disso, a natureza pesada das mutilações feitas em Reagan foram descritas como ‘’Extremamente perturbadoras’’, e por isso é recomendado que qualquer funcionário se sentindo doente após o playback deve visitar a área de psiquiatria para uma avaliação de nível 3.

Como Reagan estava vivo no tempo da recuperação do SCP-1981, uma rede de segurança foi criada para eliminar todas as ligações entre o presidente e a fita. Nenhuma ligação existente foi encontrada, porém, Reagan frequentemente reclamava de pesadelos antes do seu estado mental se degradar por completo.


Transmissões:

00:17:24 - Reagan: A renovação dos valores tradicionais que têm sido os tendões de força deste país. Uma pesquisa recente realizada por um pesquisador com sede em Washington concluiu que os americanos eram muito mais dispostos a participar de canibalismo do que eles têm nos últimos cem anos. América é uma nação que não vai sofrer abominações de ânimo leve. Sete. E esse é o núcleo do despertar. Doze. Dezoito. Vamos parar al-Qaeda. Agora lá vai você de novo.

00:18:02 - Reagan: Pela primeira vez, subiram, e vejo que estão sendo consumidos. Eu vejo círculos que não são círculos. Milhares de milhões de almas mortas dentro de contenção. Apesar de ter comido o tecido moral do país, transformando corações em imundície. Eu sou de um nível acima do reino humano. O que é que deu? Um sorriso falso que condena toda uma nação.

00:18:43 - Não há esperança.

00:18:59 - [Aplausos]

00:19:15 - [Reagan estremece as costas, como se estivesse sentindo dor severa. Vários novas lacerações começam a se manifestar em toda cavidade ocular, bem como furos que aparecem para penetrar testa e têmporas. Restante do braço esquerdo está agora cortado.]

00:19:59 - Reagan: Mais consenso provou que mais da metade de todos os americanos, eu ainda odeio. Comido por todo vazio. O vazio. A tristeza. A escuridão. A escuridão

SCP- 1981

segunda-feira, 27 de março de 2017



Alguns anos no futuro...


"Papai, porque eles nos odeiam?"


"Oh querida, pode parecer que eles nos odeiam, mas na verdade, eles nos escolheram".


"Mas papai, porque eles estão fazendo isso?"


"Não sei querida, mas, infelizmente, essa é a vontade deles. Esta será a última vez que isso acontece, o mundo vai ver... Há um velho ditado que diz que é preciso destruir antes que se possa criar. É como quando você brinca com seus blocos de montar. Antes de construir algo novo, você tem desmontar o que tinha feito antes. A mesma coisa acontece com os homens e as cidades".


"Eles não poderiam ter escolhido outro lugar?"


"Eles poderiam sim, meu bebê, muitos outros. Mas fomos os escolhidos. Não havia comida suficiente e para eles, nós consumíamos demais, por isso que há tanta maldade no mundo agora."


"Entendi, papai."


"Já faz nove minutos desde que as sirenes tocaram e eu quero que você seja corajosa, meu anjo. Vamos ser imortais depois de hoje, isso significa que nós vamos viver para sempre. Sem mais dor, sem mais fome, sem mais lágrimas. Isso não soa tão ruim, não é?"


"Temos que nos despedir agora, papai?"


"Não, querida, daqui a pouco nós vamos nos encontrar de novo. Eu te amo muito minha filha. Estou muito orgulhoso de você."


A família Smith está na frente de uma grande e laje de mármore, eles apertam as mãos e fecham os olhos. As lágrimas que rolam de seus rostos evaporam imediatamente assim como seus corpos, uma vez que a explosão nuclear os alcança. Tudo o que restou foi uma mensagem pintada no chão de mármore: "Nós perdoamos vocês, construam algo melhor."


fonte: http://conteudoperverso.blogspot.com.br/2013/09/o-recomeco.html

O Recomeço