quarta-feira, 15 de março de 2017




Eu sou um jovem adulto, tenho hoje 27 anos.

a minha história começou quando tinha 10 anos, era uma criança como as outras, sem nada a acrescentar, tinha uma irmã, e um irmão mais pequeno.

em crianças, tinhamos muitos amigos que iam para a rua brincar conosco. minha irmã tinha uma amiga muito próxima, chamava-se ana. a ana era um amor de menina, um anjo autentico, sua mãe era uma dentista divorciada, um pouco galdéria, mandava a filha para a rua para poder receber seus amigos homens em casa.

certo dia, a menina ana, ao ir para a escola, morreu atropelada.

na altura, foi algo muito traumatizante, para todos.

tudo começou nesse dia, nessa noite. quando ia para a cama, comecei a ter todas as noites o mesmo sonho. estava num armazém escuro, sem nada, esfomeado, procurando algo, no fundo do armazém encontrava-se uma estante.

eu aproximava-me. nessa enorme estante,cheia de preteleiras, havia apenas uma coisa... a cabeça de ana, decepada. de seguida, acordava com o coração aos pulos, isto com 10 anos de idade. era um filme de terror, todas as noites, até que um ano depois, um amigo meu com apenas 12 anos, morre atropelado por um comboio, metade de sua cabeça fica desfeita.

a partir desse dia, quando ia dormir, encontravam-se duas cabeças decepadas na enorme estante, a de ana e a de nuninho, com parte da face desfeita.

e todas as noites o mesmo sonho, o armazém, a fome, a caminhada até ao movel, e as cabeças alí, estáticas, como vasos decorativos de um sociopata.

com o passar dos anos, fui crescendo, e pessoas a minha volta, iam morrendo, e essas mesmas, fosse por acidente ou não, iam aparecendo na estante, agora 17 anos depois, quando ia dormir, deparava-me com uma enorme coleção de cabeças decepadas, amigos, conhecidos, até familiares, e ja tinha mais de 50 cabeças espostas.

e todas as noites o numero de cabeças ia crescendo, e nunca consegui dormir uma unica noite sem acordar com uma enorme dor de cabeça.

até que uma noite, tudo mudou, finalmente compreendia o significado de tanto terror, ali estava, novamente, no sonho, caminhei pelo armazém, esfomeado, procurando comida, e ao chegar ao fundo, lá estava a estante, desta vez completa, havia uma ultima cabeça que completava aquele show de horrores, era a minha própria cabeça!

e nunca mais acordei, pois tambem eu tinha morrido.


Cabeças

Os Demônios de cada Mês!
     Mês!                                                     Demônios!  
         
Fevereiro:                                                  Leviathan!
Março:                                                       Satan!
Abril:                                                         Astarte!
Maio:                                                         Lúcifer!
Junho:                                                       Baslberit!
Julho:                                                        Belzebú!
Agosto:                                                     Astaroth!
Setembro:                                                 Thamsuz!
Outubro:                                                   Baal!
Novembro:                                                Hécate!
Dezembro:                                                Moloch!


Demonios de cada mês

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017


Um dos piores sons deste mundo é ouvir um bocado de terra cair sobre a tampa do caixão onde está seu amigo. Após presenciarem seu colega, que em pouco tempo já tinha uma relação fraternal, descansar eternamente embaixo da terra ele partiu de mãos dadas com a mulher chorosa mais a criança. Seguiram para fora do cemitério sem dizerem uma única palavra, em respeito ao morto. Sejamos racionais: Quem nunca acreditou ou iludiu-se com alguém? Seria melhor recapitular este caso para que possamos compreender o que vale em uma amizade.


Seis semanas antes Virgílio, sem aviso prévio, sofreu um mal súbito quando seguia para o trabalho. Ele sentiu uma forte ardência no braço direito, acompanhada pela falta de fôlego, perdeu os sentidos e desabou no piso da lotada estação de metrô. Sua parada cardiorrespiratória virou atração para todos os passageiros, um bom assunto que muitos iriam expor no trabalho. Assim o corpo de Virgílio perdia suas energias vitais no meio daquelas centenas de gente aguardando o próximo trem. A alma do recém-defunto desprendera-se da carne desamparada e doente, ficando ao chão somente um corpo abatido, com coração infartado e ventrículo fibrilando.


– Nada mais pode ser feito, ele já está morto. – sussurrou o médico socorrista para o segurança da estação que estava ao seu lado, mesmo assim ele continuava procurando sinais no infartado.


– Não doutor, o senhor deve fazer uma massagem cardíaca.


– Não dá mais tempo. Ele está sem respirar por mais de dez minutos; já houve a morte do cérebro. Nem o desfibrilador resolve agora.


– Mesmo assim acho que devemos ter fé e fazer uma massagem cardíaca! – disse o segurança tentando assumir o controle do atendimento.


– O médico ainda sou eu e... – dando uma pausa para olhar toda aquela gente em volta, continuou a discutir em voz baixa com o outro ao seu lado – você é o segurança desta estação. Então afaste as pessoas, porque quero tirar o corpo deste tumulto todo.


Os dois se entreolharam numa disputa de autoridade, um conflito entre opiniões distintas. O paramédico estava preocupado com a aglomeração que diariamente agitava a estação, enquanto o segurança queria dar assistência tardia ao morto. O profissional da saúde se levantou e seguiu em direção das pessoas aglomeradas, ordenando de forma irritante e prepotente que afastassem do cadáver e entrassem no trem que se aproximava.


– Olha, ele conseguiu – disse uma moça espantada, apontando sobre o ombro do socorrista.


A população entrou em alvoroço, aplaudindo com grande euforia, olhando na direção onde estava o defunto. O sujeito que deveria resgatar aquele enfartado olhou para trás, notando que o segurança do metrô dava assistência ao moribundo que acabara de despertar dos mortos. O infartado ainda permanecia deitado no chão, mas agora estava consciente e dialogando com seu novo amigo que trabalhava de segurança, única pessoa a fazer uma massagem cardíaca nele.


Virgílio seguiu direto para o hospital mais próximo. Quando a noite chegou, ele assistia as reportagens sobre seu ataque cardíaco em todos os telejornais da TV. As câmeras de monitoramento da estação filmaram toda a ação do profissional da segurança, este estava sendo elogiado na matéria como um verdadeiro herói. Em outro canal específico uma moça era entrevistada – a mesma que apontou por sobre o ombro do socorrista – dizendo que o homem do resgate era mau profissional e todos viram ser negligente com a vida que sofria agonizante na plataforma de embarque do metrô. Os dias trilhavam durante a semana sempre se falando no mesmo assunto, de modo a tomar proporções internacionais, havia até debates calorosos nos programas televisivos da tarde, além da cobrança da opinião publica por uma explicação pela má conduta da equipe de resgate.


Em um dos quartos, no segundo andar do hospital, Virgílio estava esperançoso pois acabava de receber alta. Junto com ele estava sua linda esposa, o filhinho de cinco anos e seu mais novo amigo, o segurança Pedro. Foi Pedro quem devolveu sua vida, lhe fez massagem cárdica enquanto muitos se benziam crendo não haver mais esperança para o infartado. Todos os dias Pedro visitava Virgílio em seu leito porque agora ambos tinham uma comunhão de vida e confiança.


Quando Virgílio passou pela portaria do hospital, acompanhado de sua família mais Pedro, vários jornalistas os aguardavam do lado de fora.


– Estou retornando à minha casa com minha esposa, meu filho e junto com meu novo irmão Pedro. Eu nasci de novo, ressuscitei nos braços deste homem que devo minha vida! – Talvez fosse exagero por parte de Virgílio, mas eram palavras repletas de emoção, faladas perto dos microfones. Com lágrimas nos olhos, abraçando seu filho, esposa e também Pedro, o infartado continuou dando entrevista – Agora tenho que manter minha saúde tomando remédios, fazendo uma dieta saudável e praticar exercícios físicos... Sim, tudo está bem agora... Não guardo magoas de ninguém... Já perdoei aquele socorrista!


Tentando reestabelecer sua rotina decomposta pela doença, toda família tentava conviver com as mudanças que Virgílio faria. Sempre que ele retornava do trabalho fazia uma pausa na estação, tempo para aguardar o termino do expediente de Pedro. Chegando em casa, o infartado fazia uma leve refeição, em seguida corria pelas ruas do bairro com o colega. Pedro adorava conviver com a família de Virgílio, sempre esteve sozinho no mundo, morava em um apartamento alugado junto com um funcionário do trabalho. Em determinados dias da semana o segurança tinha folga, quando Virgílio chegava do serviço encontrava com satisfação o amigo sentado à mesa, tomando café junto com sua mulher. Sem abalar-se o infartado abraçava seu amigo, ainda grato pela nova vida.


– Já está pronto para corrida? – Perguntava o segurança.


– Claro que sim, só espera eu trocar de roupa.


– Querido você acabou de chegar, descanse um pouquinho primeiro – falava a esposa, deixando transparecer que precisava da companhia do marido também, depois completava – aquele filme que você queria assistir no cinema vai passar daqui a pouquinho na TV.


– Não posso assistir, tenho que me manter saudável. Dizia Virgílio sem preocupar-se com a carência da mulher.


Sem dar mais ouvidos, os dois saíram em maratona pela noite. Porém a corrida foi impedida porque o médico socorrista, aquele mesmo que não prestou assistência ao infartado, aguardava os dois na rua com aparência intimidadora.


– O quê está fazendo na frente da minha casa?


O sujeito com expressão de ódio no rosto saca um revolver de trás das costas, aponta para o segurança e, junto com uma grande quantidade de saliva, passa cuspir ofensas:


– Por causa deste filho da égua minha vida está arruinada! Eu fui demitido por uma alegação de incompetência... Sabe o que significa isto... seu guardinha de merda!? Que eu não tenho mais nada a perder!!!


– Calma cara, todos nós cometemos falhas naquele dia. – disse Pedro com as mãos espalmadas para seu inimigo, tentando inutilmente tranquilizá-lo e rematou – nos podemos resolver esta situação juntos, vamos hoje mesmo aos jornais, é apenas um mal-entendido que iremos resolver!


– Você não assistiu? Quando saí do hospital eu disse que tinha te perdoado. Concluiu Virgílio!


– Isto não é com você, sabe por quê? – gritava fora de controle o sujeito armado, apontando o cano para o chão ele prossegue – Porque era para você estar morto... Um defunto que ajudaria todos à sua volta!!!


– Cara isto não é certo, aquela não era a hora de Virgílio. Ele precisava ser reanimado! Falou o segurança.


– Você é mesmo um monte de bosta! Sabe quanto tempo eu estou aqui? Vigiando esta casa? Como tem coragem de dizer que eu estou errado! Toma desgraçado!!!


O assassino descarregou o tambor do revolver contra Pedro, porém Virgílio decidiu que seu herói não deveria morrer, era uma divida que possuía. Assim o pai de família avançou no meio da linha de fogo, tragando todo o aço que entrava em seu corpo. Um bucólico escudo humano defendeu seu salvador, Virgílio blindou seu amigo e desabou agonizando no meio da rua.


*****

Virgílio sobreviveu, novamente estava deitado no mesmo quarto do hospital, recuperando-se misteriosamente de outro choque contra sua vida. Em menos de um mês ele enfartou na plataforma lotada do metrô, foi desenganado por um socorrista que deveria fazer-lhe uma massagem cardíaca, teve sua vida devolvida pelo segurança Pedro e agora tinha tomado seis tiros para proteger este novo amigo. Estava sem paradeiros o criminoso que lhe feriu a tiros, desapareceu como um crápula que era.


Através da janela, notava-se a noite reinar neste lado do Globo. Virgílio abriu os olhos, reparando que o amigo estava sentado ao seu lado a dizer:


– Bem-vindo ao mundo pela terceira vez!


– Olá, tudo bem com meu herói?


– Nada disso, agora estamos quites! Eu te salvei e você empatou tudo. Só o doido que atirou em você ainda esta foragido, fugiu depois que te acertou.


– Pedro, você tem que se prevenir, eu suponho que ele possa voltar para te pegar!


– Que nada, todos os canais de televisão estão divulgando seu retrato, ele deve estar bem longe agora. – Pedro deu uma pausa para criar coragem de fazer a pergunta que já tinha ensaiado, respirou fundo e soltou – Por que você entrou no meio dos tiros? Eu sou um homem que tem quase nada para abrir mão, não tenho nenhum compromisso familiar ou missão neste mundo. Por que Virgílio você fez isto? Não pensou na sua esposa ou filho?


– Você é meu amigo...


– Não é só isso... Qualquer um sabe que outro em seu lugar jamais morreria pelo colega que conhece há pouco tempo. Por quê?


Virgílio olhou a noite que estava do lado de fora, fazendo uma leve careta de repudio, depois encarou seu amigo com afeição e disse:


– Quando você me reanimou na estação, acreditando que eu ainda tinha chances de viver, eu também lutava em outro plano. A sua ressuscitação sobre meu corpo na plataforma do metrô não era a única desavença. Eu estava ali também em outra dimensão, não queria morrer, não era minha hora. Assim, como qualquer outro mortal, eu tentava resistir perante o anjo da morte que queria me levar para o mundo dos falecidos. Só que ninguém mais conseguia vê-lo, somente eu existia contra aquele monstro em forma de gente. Enquanto eu implorava por mais alguns dias nesta carne, a morte caminhava junto com a noite e disse que trazia a solução para todos meus males, pois iria por um fim nas minhas amarguras; novamente eu lhe disse que não queria morrer ainda! O bicho olhou para meu corpo estirado no chão e lá estava você, tentando inutilmente me reanimar, foi você que de alguma forma convenceu a morte em devolver meu espírito. A morte então olhou para mim perguntando se eu desejava testar minhas resistências contra o destino de todos os mortais. Eu respondi suplicante que sim. Em seguida ela fragmentou-se na escuridão, porém antes  disse-me que caso eu sentisse medo ela retornaria para me levar instantaneamente! Eu acordei sentido uma grande comunhão contigo, igual uma ligação entre dois irmãos. Foi por isso que impedi o bandido de acertar você, porque eu temeria pela sua agonia em continuar a viver. Enquanto eu não sentir medo acredito que serei imortal, mas isto é um sarcasmo diabólico pois penso que estou sendo constantemente testado.


Pedro ouvia atônito cada palavra do outro deitado sobre a maca. Acontecimento para se duvidar, porém seu amigo falava com uma convicção veemente, além da situação não ser a propicia para mentir. Ele então olha Virgílio e diz em tom confiante:


– É difícil de acreditar, só que as evidencias estão cicatrizando na sua pele. – colocando as mãos na cabeça, maravilhado pelo discurso do amigo, Pedro levanta e completa – Cara... Muita gente não pensa desta forma, isto pode ser uma experiência pós-traumática... Mas quem sou eu para falar que tal dádiva pode ser fatídica para você!


– Será mesmo uma alucinação? É melhor não pagar pra ver. Contudo não posso ao menos ter um sonho ruim, senão caio duro.


– De uma forma ou outra isto é um milagre! Se for sério como diz então eu queria muito estar no seu lugar!!!


Três dias depois Virgílio retornou para casa, sob os holofotes da imprensa. Uma motivação o contagiava porque não estaria desamparado, seu amigo sabia seu segredo e não deixaria abalar-se. Uma definição mais especifica para amizade é a confiança, sentimento que Pedro não deveria receber já que era amante da mulher do outro. Enquanto Virgílio estava internado, aquele que dizia ser amigo seduziu sua esposa. O paramédico tentou inutilmente alertá-lo, porém a cegueira da desilusão encobria os fatos e suspeitas.


– Como matar alguém que tem parceria até com a morte? – pensava Pedro durante o almoço de ação de graça na casa do amigo, concluindo seu raciocínio de maneira traiçoeira – Tenho que tocar em seu ponto fraco!


A manhã seguinte foi a mais conclusiva, uma manhã de segunda-feira quando o infartado entrou em um dos vagões do metrô para seguir ao trabalho. Sentado distraidamente ele não reparou que o ex-funcionário do resgate acomodou-se ao seu lado. Ele jamais esperava um encontro assim, o cara que por duas vezes quis levá-lo para o cemitério o cumprimentou:


– Virgílio, precisamos conversar. – Virgílio ficou agitado ao perceber o outro no seu lado. De forma branda nas palavras o ex-paramedico quis contê-lo – Escuta o que tenho para dizer, você sabe que eu não lhe farei mal.


– O que você quer maluco? Fala logo, senão eu grito para todos quem é você.


– Rodney, meu nome é Rodney. Eu sei que estou correndo risco, não só o perigo em ser preso mais também que talvez você não possa acreditar em mim, entretanto o cara que diz ser seu amigo está tentando roubar sua família.


– Isto não é verdade! Pedro é como um irmão pra mim.


– Lembra a vez que eu quis matar Pedro e acabei acertando você? Eu passei três dias seguindo ele, acompanhando a rotina dele quando vi...


– O que você viu?


– Eu não posso dizer, você tem que voltar para casa e tirar suas próprias conclusões. – Rodney estendeu a mão e mostrou um embrulho para Virgílio, continuando – Leve isto, você sabe o que é, vai precisar e não hesite em usar.


O infartado pegou o embrulho, sentindo que era pesado e consistente devido à densidade do metal contido dentro. Virgílio olhou para o outro, tentando não abalar-se e disse:


– O que é isso? Você tem ideia do que está querendo?


Rodney olhou no fundo dos olhos de Virgílio, tentando mostrar que a comunhão dele pelo amigo não valia à pena:


– Você venera tanto aquele sujeito e não enxerga o que está a sua frente, não é? – e pressionando as mãos que agarrava o embrulho, encostando no peito de quem segurava, Rodney persistiu – Quando você passou pela estação não viu seu camarada, sabe onde ele está?


– Ele está de folga. Balbuciou Virgílio, já deixando transparecer suas duvidas.


– Volta para casa homem. Sua família está com aquele bandido!


Seguindo a contramão do fluxo que trilhava para o labor cotidiano, o infartado decide retornar para casa, tentando manter a cabeça fria e razão alinhada no autocontrole. Se bem que falar em razão para uma pessoa que morrerá quando sentir medo é bem contraditório. Realmente descobrir que está sendo traído pela esposa, junto com o melhor amigo e flagrar os dois é ato que coloca toda valentia de um homem a prova.


Virgílio entrou em casa próximo das nove horas, encontrando seu filhinho sozinho na sala assistindo televisão. O pai abraça sua criança, indagando onde estaria sua mãe. O menino apenas aponta para o quarto do casal que estava com a porta trancada. Ele deixa o menino no sofá e segue de arma em punho na direção do dormitório. Quando encostou o rosto na porta escuta nitidamente os gemidos prazerosos da sua mulher. Em uma ação de bravura, junto com as forças das pernas de corredor, Virgílio arromba a porta com dois chutes e enxerga o que era esperado. Ele deparou-se com os dois pelados sobre a cama, uma traição que fez a ferida dentro do seu coração reabrir novamente, embora agora não era uma dor cardiovascular que sentia e sim a decepção de flagrar seu precioso amor num ato de infidelidade. Virgílio mal conseguiu reprimir o que sentia, seu coração estava quebrantado...


*****


Estavam os dois adultos saindo com a criança do cemitério, homem e mulher caminhavam sem dizer uma palavra em memória ao morto. Não há som pior que ouvir o barulho oco da terra caindo sobre a tampa de um caixão. Um taxi os aguardava na saída, então Virgílio abriu a porta de trás do veículo para a mulher entrar com seu filho e seguiu para sentar ao lado do motorista.


Ninguém estava feliz naquele dia, mas havia alívio pelo pesado fardo que ambos deixaram de carregar. Virgílio foi forte para matar o colega a quem devia sua vida, só que a mesma bravura não foi capaz de ter com sua mulher. Ele temia viver sem ela, assim morreria também. Agora Virgílio tinha um propósito para sua imortalidade: Tentar fazer sua mulher feliz, dar assistência que a esposa nunca teve. Porém, quando ela ficar fraca pela velhice, não resistindo ao destino de todos os viventes e morrer, ele então temerá sua perda e será enterrado junto com sua amada.


– Obrigado Rodney! Pensou o infartado enquanto o taxi partia.


Rodney estava observando o carro sair, escondido entre as árvores do cemitério. Sobre ele recaiu a culpa pela morte de Pedro. Foi esta a versão dada em depoimento à polícia.

Fonte: http://conteudoperverso.blogspot.com.br/2013/12/o-amigo-de-seis-semanas.htm

O Amigo de Seis Semanas

sábado, 28 de janeiro de 2017



Anos atrás minha família decidiu passar as férias na serra gaúcha e para isto alugou uma pequena e antiga casa em Gramado para ficarmos durante duas semanas.
No andar térreo a casa possuía uma sala, banheiro e a cozinha. Os quartos eram no andar superior e havia ainda um porão que era usado apenas como depósito de coisas velhas contendo um sofá, armários e outras coisas sem muita importância.
O primeiro dia nesta casa transcorreu de forma tranquila: passeamos pela cidade, voltamos a tardezinha, fizemos um delicioso fondue, brincamos e dormimos todos esgotados pelas atividades do dia.

Na segunda noite algo aconteceu: fomos acordados no meio da noite por um grito terrível vindo do quarto de minha irmã. Quando meu pai chegou correndo até lá encontrou a garota sentada na cama gritando e chorando muito. Meu pai se sentou ao seu lado, a abraçou e perguntou o que havia ocorrido.
Ela contou que tinha acordado sentindo um cheiro horrível. Quando ela abriu os olhos disse ter visto o quarto inteiro encharcado de sangue, as paredes possuíam marcas de mãos e pés, o liquido vermelho escorria pelas paredes e havia respingos por todos os lados.
Todos pensaram que havia sido apenas um pesadelo, porém minha irmã se recusou a dormir novamente naquele cômodo e acabou se mudando para o de meus pais até o final das férias.
Em outro dia minha mãe estava fazendo o almoço, enquanto meu pai estava fora,  e nós explorávamos o porão, examinando cada coisa velha que achávamos por lá. Até que ouvimos um estalo e a luz apagou nos deixando na escuridão. Apesar de ser dia, o lugar ficava quase todo escuro iluminado apenas por uma claridade que vinha do andar superior, nos permitindo ver apenas as paredes de pedras antigas.
Eu comecei a ficar com medo, sem claridade aquele porão era assustador, nós estávamos paralisadas  sem saber direito o que fazer. De repente um mau cheiro começou a invadir nossos narizes, me fazendo sentir náuseas... Era cheiro de carne podre, como se houvesse algum animal morto por ali.
Um barulho veio de um canto escuro, parecia que algo se arrastava pelo chão. Eu e minha irmã gritamos e saímos correndo em direção da porta. Subimos a escada e lá embaixo podíamos ouvir algo como se tivesse arranhando o chão, o cheiro de podridão aumentava e a porta não queria abrir. Nós batíamos na porta e gritávamos sem parar, até que minha mãe a abriu com cara de assustada.
Contamos o que havia acontecido: a escuridão, sobre o cheiro de coisa podre e da coisa que se arrastava pelo chão. Ela prontamente disse que estávamos impressionadas pelo lugar antigo e que desceria até lá e substituiria a lâmpada, que provavelmente estaria queimada.
Apreensivas ficamos no topo da escada enquanto ela descia para o porão com uma lâmpada e uma lanterna nas mãos, o tempo que ela ficoua lá embaixo pareceu uma eternidade. De repente ela surgiu da escuridão subindo os degraus correndo, fechou a porta do porão e sentou-se em uma cadeira. Seu rosto estava branco e seus olhos arregalados de medo.
- Eu não quero que vocês descam até lá novamente. – disse ela em voz alta, quase gritando.
Em seguida pegou o telefone e foi para a sala onde ligou para a policia. Nós ouvimos ela falando que havia visto alguém no porão. Enquanto esperávamos a policia, ficamos todas juntas, olhando assustadas para a porta que ia para o andar inferior, receosas que a qualquer momento, alguma coisa saísse de lá. Nossa mãe recusou a dizer o que tinha visto lá embaixo.
Quando a policia chegou, nossa mãe os recebeu e os chamou para entrar na casa. Chegou até a porta do porão, a destrancou e eles desceram até a escuridão, empunhando lanternas e as armas em punho. Ficaram por um longo tempo procurando, mas não encontraram nada. O mais curioso é que não havia outra forma de sair lá debaixo, pois o porão não tinha outras portas ou janelas.
Assim que os policiais saíram, minha mãe contou o que havia visto lá no porão: ela estava rosqueando a lâmpada no bocal quando começou a sentir o cheiro horrível que havíamos descrito para ela, quase em seguida passou a ouvir um barulho estranho. Então ela apontou a lanterna por todos os cantos até que avistou algo entre um móvel antigo e a parede.
Era um homem agachado, suas roupas estavam rasgadas, seus cabelos eram compridos e desgrenhados, seu rosto estava todo distorcido, como se estive com uma expressão de ódio. Assim que a luz da lanterna apontou em seu rosto, minha mãe viu seus olhos vermelhos e então ele fez um movimento para o lado, desaparecendo por entre as coisas velhas que haviam por lá. Neste instante minha mãe deixou a lanterna cair de suas mãos e saiu correndo.
Depois disso, tivemos que ficar mais aquela noite na casa. Trancamos a porta do porão e colocamos algumas cadeiras na frente. Todos dormiram no quarto de meus pais com a porta bem trancada. Nossas férias acabaram mais cedo e no dia seguinte voltamos para casa...

Fonte: http://clubedosmedos.blogspot.com.br

O Porão

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017



Quem é Horthembrak?

Uma espécie de espírito ou entidade muito comum em lendas urbanas. Não se sabe de onde surgiu a crença, só sabemos que ela ficou muito famosa na região norte do Brasil.

Horthembrak não tem uma definição própria, alguns dizem que ele é um espírito outros que é um demônio, mas a maioria delas assume trata-se de um ser do mundo dos elementares, uma espécie de essência natural inteligente. Muitos acreditem que ele não possua forma própria e que só assume alguma característica física quando quer entrar em contato com humanos.


É representado pelo número noventa e nove e tem como característica a inteligência sublime, por isso é muito admirado e invocado por muitos até hoje, já que representa o principal guia de magos e bruxos modernos.

Por ter aceitado dividir seus conhecimentos e princípios, que vão além da nossa razão, com os humanos, foi banido de sua dimensão, e foi obrigado a viver no umbral. Vivendo em várias dimensões diferentes.

Tem como aparência o rosto completamente pálido, tendo em sua cabeça a total ausência de nariz, olhos e orelhas, enfim, a total ausência de traços humanos, exceto pela boca com enormes lábios negros donde expõe constantemente sua língua negra, semelhante a uma língua de cobra. Muitos dizem que ele possui rabo, mas nem todos acatam a idéia.

Assume uma forma mais apresentável quando está próximo a humanos, é quando ganha uma característica bizarra: Possui cabelos azuis, olhos verdes flamejantes, rosto pálido e no lugar de suas unhas podemos ver folhas de grama.

Há diversas formas de invocá-lo, já que existe a lenda de que ele é o principal precursor dos desejos e ideais mundanos: poder, força e conhecimento.

Muitos dizem que para ter sucesso em suas invocações é necessário ter um objetivo certo e quase sempre é preciso ter como antecessor a invocação de Horthembrak a invocação de um djinn, e só após ter o domínio total sobre o djinn (assim que ele estiver preso em uma garrafa, preparada com sal e algumas ervas) é que é possível ficar seguro na presença de Horthembrak.

Dizem que costuma ser imensamente prestativo e didático com pessoas inteligentes e muito cruel e violento com as mais ignorantes.


O caso dos Irmãos Aragão

Ninguém sabe até aonde essa história é verdadeira, característica típica de uma lenda urbana. Mesmo assim, bastante interessante.

Manaus 18 de Junho de 2005, a polícia finalmente localiza os três irmãos Aragão, um fato que apesar de muito divulgado pela imprensa ganhou pouca repercussão nacional. Devido à falta de esclarecimentos das autoridades.

Dois dos irmãos foram encontrados mortos, de forma misteriosa, a segunda uma garota que tinha na faixa de dezoito anos, fora encontrada perdida vagando pelas matas, completamente despida. Fora cometida por uma espécie de loucura momentânea e hoje encontra-se sob tratamento psiquiátrico.

As notícias liberadas pela polícia eram absurdas e muito contraditórias. Nunca ninguém soube, de fato, o que havia realmente ocorrido.

Até o ano de 2008, quando uma suposta carta veio aparecer. Na tal carta o irmão mais novo da família Roberval faz uma espécie de reportagem, ele narra um fato, que poderia esclarecer o mistério ocorrido naquela data, mas a polícia nega a veracidade da carta.

Na carta eles relatam a existência de um gravador, os investigadores dizem que este gravador jamais existiu, mas muitos afirmam que ele, ainda hoje, encontra-se sob poder da polícia. A Família não confirma os fatos e desde 2006 não aparecem em público e já deixaram bem claro que jamais voltarão a falar sobre tal assunto.

Não se sabe ao certo como o conteúdo desta carta, que parece uma página do diário de um dos irmãos, chegou à internet, apenas sabemos tratar-se de um relato fascinante.


A Carta

"(Manaus 15 de junho de 2005):

-19h12min
Eu Roberval Aragão dou início ao fato que sem dúvida irá mudar o rumo da humanidade. Eu e meus irmãos estamos a três anos nos preparando para este dia, e hoje iremos mudar o curso da história. Seremos ícones da religião moderna e de toda e qualquer seita ou ordem secreta.

-19h54min
Estamos nos dirigindo a uma cabana, que fica em uma região bem afastada de Manaus, mas especificamente na zona leste, fica logo após o bairro Jorge Teixeira, não sei ao certo o nome da localidade… Reinaldo foi quem tratou de encontrar o local, disse que ali era a localização perfeita para o ritual, tenho esperanças que tudo dê certo.

-20h22min
Estamos presos no trânsito, meu irmão está impaciente, Alicia nossa irmã do meio teve que desligar o celular. Meu pai tá enchendo o saco.

-23h12min
Chegamos! Demorou a beça, mas enfim chegamos… Agora temos que preparar o terreno.

-23h15min
Fui impedido de ajudar no preparo do local, que fique bem claro que meu irmão é um tirano. Acha que sabe de tudo, sendo que quem encontrou a forma de trazê-lo a nosso mundo fui eu. Que fique bem claro que ele acha que sabe como proceder, mas tudo que ele sabe fui eu quem ensinou.

-23h20min
O dia esta perfeito, temos uma linda lua nova o que representa o começo de um novo ciclo, a noite é quente e tudo que aqui for feito não morrerá e sim estará somente partindo em busca de um novo e real conceito.

-23h22min
Desculpa, deixa-me explicar no que consiste o ritual. Hoje iremos trazer a terra o grande Horthembrak, mas antes precisamos invocar um Djinn e por meio dele devemos chamar Horthembrak.

É um processo trabalhoso, mas tentarei explicar… Não temos muito tempo, então não irei esclarecer para vocês quem é Horthembrak ou o que é um Djinn, apenas vou explicar como invoca-los. Só espero que não tentem fazer isso sem o devido preparo, fizemos um longo estudo até chegarmos onde estamos:

Primeiro você tem que ter em mãos todo o material: Carvão preto, uma garrafa de vidro banhada em água com sal e folhas de pinheiro, quatro velas pretas, um livro da bíblia; este tem que também ter uma capa preta, texto do gênesis, um punhado de pó de carvão e não podemos esquecer da bússola. Após ter o material você deve desenhar com a pedra de carvão uma imensa letra “c” no chão, ele tem que estar quase fechando, ele deve ter apenas uma pequena abertura para que o líder do ritual possa entrar. Não esquecendo que esta entrada deve ficar em oposição a Jerusalém, e pelo mapa vejo que fica a sudoeste, não pise jamais na linha, isso traria conseqüências graves. Temos que localizar com exatidão o norte, o sul, o leste e o oeste e em cada ponto colocamos uma vela. Temos que colocar de pó de carvão na base, já que ele simboliza as cinzas. E antes de entramos no circulo devemos contorná-lo dezoito vezes no sentido anti-horário. Queime a página da bíblia Gênesis 1-6 onde fala sobre a criação do homem. Em seguida a pessoa que ficou dentro do circulo deve colocar os pés voltados para o sudoeste, ela deve ajoelhar-se e encostar a testa no chão e chamar pelo Djin do fogo, isto simboliza submissão.

Nos que ficamos fora do circulo principal, ficamos apenas protegidos por um circulo de sal e devemos seguir a invocação. Devemos falar algo em latim:

“FIRMAMENTUM IN MEDIO AQUARUM ET SEPARET AQUAS AB AQUIS, QUAE SUPERIUS SICUT INFERIUS, ET QUAE INFERIUS SICUT QUAE SUPERIU, AD PERPETRANDA MIRACULA REI UNIUS. SOL EJUS PATER EST, LUNA MATER ET VENTUS HANC GESTAVIT IN UTERO SUO, ASCENDIT A TERRA AD COELUM ET RURSUS A COELO IN TERRAN DESCENDIT. EXORCISO TE CREATURA AQUAE, UT SIS MIHI SPECULUM DEI VIVI IN OPERIBUS EJUS, ET FONS VITAE, ET ABLUTIO PECCATORUM. AMEN"

Nem sei o que significa, só sei que estudamos um monte para aprender todos os fonemas, não queria falar errado, meu irmão apenas me disse que não se trata de nada satânico, nem mesmo cristão e sim forças elementais, espíritos da vida. Não acreditamos em Deus ou Diabo, apenas nas forças cósmicas, energias da natureza e nos espíritos guardiões. Acredito que esse lance da bíblia e as referencias a Jerusalém, não passam de mero simbolismo.

-00h32min
-Enfim terminaram a preparação, garanto que se fosse eu, com certeza já teríamos terminado. Eles me chamaram, então, preciso entrar no meu circulo de proteção, mas não largarei meu caderno, muito menos o gravador, quero registrar tudo.

-00h37min
Meu irmão entrou no circulo e esta dando início ao ritual, Alicia pediu-me que parasse de escrever e me concentrasse no rito.

-01h27min
Ele esta parado com a testa no chão, não esta esboçando nenhuma reação, fiquei com medo que estivesse passando mal, há alguns minutos eles soltou uns gemidos esquisitos, como que de gravetos sendo quebrados, não estou com medo, apenas ansioso.

-01h44min
-Incrível, meu irmão está possuído, ele disse se tratar do próprio Horthembrak e não de um Djinn, disse que adoraria que eu escrevesse tudo o que ele falar. Estou me sentindo o homem mais importante do planeta.

O que escreverei agora não são palavras do meu irmão e sim do grande Horthembrak:

Horthembrak : A vida, bem podemos dizer que ela é apenas uma ilusão. Você vive durante anos, mas do que vale? Se você erra, será condenado ao fogo eterno. É assim que pensam os cristãos. Pura intrujice. Não existe inferno ou mundo das trevas, apenas existem dois pólos, duas escolhas e ambos senhores. Se você não agrada um, segue para servir o outro e se você agrada a este outro, como este poderia lhe fazer mal. Pensem bem, o inferno não é um local de tortura e sim uma nova espécie de paraíso, um lugar de regozijo para aqueles que nos agradam.

Eu: O que ocorre quando nossos espíritos ficam na terra atormentando as pessoas o que significa isso?

Horthembrak :( risos) Vocês são muito infantis. Acreditam mesmo que uma moça estuprada bate e atormenta as outras após a morte? Acham mesmo que isso é possível? Se ela estando viva, mal pode defender-se, por que agora depois de morta ela iria desenvolver tal força titânica. Cada alma segue seu rumo, os que ficam são espíritos ilusórios, eles adoram perturbar sua paz, conseguem imitar vozes e até mesmo trejeitos. Tentam através disso entrar em contato com vocês e quando conseguem, eles obtém o livre acesso.

Eu: Mas você não disse que demônios não são criaturas más?

Horthembrak: Não disse isso, demônios são seres inteligentes, muito mais inteligente que vocês, pois desafiaram a própria criação. Não vivemos como humanos. Vocês são como animais de estimação.

-02h54min
Ele disse que para obtermos sucesso e trazermos até nossa realidade, sua principal semente, ele deve fazer sexo com minha irmã, não concordei com isso, isso está passando dos limites, isso é contra a natureza, mas minha irmã concordou e por isso estou aqui fora do quarto aguardando os dois.

-03h15min
-Eles parecem ter terminado, minha irmã esta com uma cara de total insatisfação, não sei por que mas sinto nojo dela.

-03h44min
Eu desculad. As letras estão ilegíveis, não consigo escrever, só escrevo para pedir desculpa, desculpa a meu pai, desculpa a todos. Quero que fique claro que sou inocente, Deus sabe que sou.
Acabei de cometer uma monstruosidade, mas foi necessário, não tive culpa, não era ele.
Meu irmão de uma hora para outra começou a agredir Alicia ele batia violentamente em seu rosto. Tentei evitar, mas não consegui, com apenas um braço ele me atirou do outro lado da sala. Não vi alternativa… eu estava me defendendo e defendendo a vida da minha irmã.
Acertei aquele cano de metal na cabeça dele, entendam foi a única maneira de fazê-lo parar.

-..h..min
Não sei que horas são, meu relógio simplesmente parou, estou sentado no chão, espero que o dia amanheça, acho que assim essas coisas irão embora, meu irmão esta caído, desfalecido no chão. Minha irmã ainda esta desacordada, a sala esta fria, a pouco senti um medo incrível, um medo tão grande que cheguei a vomitar. Não sei o que esta acontecendo, as coisas fugiram do controle. Apenas protejo a mim e minha irmã, dentro do circulo de sal.

-..h…min
Desculpa se a tinta da caneta agora está vermelha. Ainda a pouco a caneta que usava flutuou a minha frente e simplesmente explodiu, como se houvesse uma bomba dentro dela. Não sei por que, mas não consigo parar de escrever. Acho que isso tem um real motivo. Acredito que eu talvez sirva de exemplo. Um péssimo exemplo

-..h..min
Parece maldição… não amanhece, estou com medo, já pensei diversas vezes em clamar pelo Deus dos cristãos, mas não posso fraquejar, tenho que mostrar para esse ser que sou mais forte. Clamei pelos espíritos guardiões.

-..h…min
Agora a pouco ouvi um som horrível. Estou apavorado, é como se houvesse uma multidão gritando e chorando do lado de fora da cabana. Não sei, estou apavorado.

-..h..min
Há três figuras negras paradas me olhando, eles tem olhos vermelhos, tentarei contata-los, direi a eles que estou aqui a seu serviço.

-..h..min
Agora a pouco senti a pior sensação da minha vida, os seres sumiram, ainda a pouco senti como se diversas larvas geladas tentassem subir em meu corpo, elas tentavam entrar em minha boca, era como se este ser tentasse me possuir. Não posso correr, minhas pernas não me obedecem, agora sei como uma pessoa paralítica se sente. Percebi que posso conter esses espíritos asquerosos, basta eu prender a respiração e eles não entram em mim.

-..h..min
Estou conseguindo, prendi a respiração por diversas vezes, eles se foram. Me deixaram em paz. Venci!

-..h…min
Ouço passos, enfim alguém veio em nosso socorro, quem sabe posso até salvar meu irmão…"

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Após três dias de busca foram encontrados os corpos dos dois irmãos. Reinaldo estava deitado na sala, com o corpo em forma de cruz e sobre seus pés havia um crânio de cachorro. Roberval foi encontrado deitado sobre os joelhos, sua face estava roxa, ele morrera de asfixia, a policia disse se tratar de suicídio. Uma forma meio exótica de se matar. Alicia fora encontrada nua correndo pela mata. Estava num avançado estado de desidratação.

Até hoje ninguém sabe que fim teve o caso, ninguém sabe se Alicia realmente ficou grávida ou teve sucesso com aquela invocação.

Este caso permanece um mistério, muitos o escarnecem, dizem tratar-se apenas de um boato ou mera estória. Já outras pessoas usam este caso como exemplo para outros jovens que um dia possam vir a ter este tipo de curiosidade, essa mesma curiosidade que você está tendo agora.

fonte: http://conteudoperverso.blogspot.com.br/2013/11/a-invocacao-de-horthembrak.html

A Invocação de Horthembrak

terça-feira, 3 de janeiro de 2017




Meu jogo Crashou na metade de uma partida há dois dias. Como estava me sentindo cansado, fui dormir.
Quando eu loguei hoje, eu percebi que eu tinha recebido uma honra, mais especificamente a de "Oponente Honrado". Eu achava originalmente que fosse apenas um Bug Splat, mas o fato que eu recebi honra nesse jogo era estranho para mim. Eu não conseguia me lembrar direito do jogo, já que foi bem curto, mas por sorte, eu tinha a gravação da partida no meu LolReplay, mesmo sem a partida aparecer para mim no histórico.
Eu joguei de Nocturne jungle nessa partida, como costumo jogar, e estava com uma build normal, lá para uns 15 minutos, o que era uma Pedra Espiritual, Botas da Mobilidade, duas Espadas Longas e algumas poções, até o ponto em que meu jogo fechou.



Enquanto eu estava assistindo, eu percebi algo estranho no jogo. O jungler inimigo nunca se conectou. Na tela de carregar, o nome dele nunca apareceu. "O nome deve estar em outra língua, e deve ter bugado", eu pensei. Mas depois do jogo carregar, eu vi que ele simplesmente não tinha nome. Mais estranho ainda, ele também era um Nocturne. Desde o começo, ele ficou parado na base.
Eu também posso descrever a você o que aconteceu durante o jogo. Nós começamos normalmente, eu fiz meu trabalho normal na jungle, mas ninguém morreu nos 15 primeiros minutos. Todos estavam com um bom nível e farmando razoavelmente, com todos os jogadores nos níveis de 6 a 10, exceto, obviamente, pelo Nocturne inimigo.
Eram 15:13 quando eu ultei para pegar o que me parecia uma kill garantida na Soraka inimiga. Foi quando o jogo Crashou, ou quando eu pensei que tinha crashado. Meu LolRecorder pensou ao contrario.
No replay, minha tela travou por aproximadamente 10 segundos depois de eu ultar nela, com tudo congelado no lugar. Quando eu estava jogando o jogo, foi durante essa glitch que meu jogo fechou. Mas, no replay, mostrou todos nós jogando. Isso REALMENTE me assustou, mas eu continuei assistindo. Aparentemente, meu "Personagem" conseguiu matar a Soraka, voltou base e continuou na jungle. Foi quando eu ouvi a mensagem "Um invocador foi reconectado". O jungler sem nome do time inimigo voltou e começou a jogar normalmente. Eu me sentia apreensivo assistindo-o.
As outras lanes se mantinham normais, e não demorou muito tempo para eu descobrir a próxima esquisitice. A Soraka que "eu" tinha matado nunca deu respawn. Quando eu apertei TAB para ver o contador, não havia numero algum. Ela apenas ficou morta. "Um aliado foi eliminado." Desta vez uma pessoa no meu time morreu, e foi o Nocturne inimigo que o matou. Ele jamais deu respawn também. Eu fiquei congelado na minha cadeira, assistindo-os morrer, um por um, deixando, em cada morte, uma má sensação em mim.
O Nocturne que eu estava "Supostamente" jogando fez tudo que eu faria, o que me assustava ainda mais. Era como se eu ainda estivesse jogando a partida. Depois que algum jogador morria, ele não voltava ao jogo. Eu quase infartava quando via meu personagem com pouca vida, a ponto de cair da cadeira. Eu não sei explicar por que, mas é uma sensação horrível saber que se o seu personagem morrer, ele não volta. Eu não parava de dizer para mim mesmo que era um glitch, mas o que aconteceu depois, eu achei difícil de acreditar.
Haviam apenas 3 pessoas sobrando. Eu, o Nocturne sem nome, e o mid laner inimigo, a Diana. Nesse ponto, meus olhos estavam grudados na tela, e eu não conseguia parar de assistir enquanto meu personagem caçava ela. Essa foi a morte que mais me chocou. Meu personagem ultou nela, como eu teria feito, e pulou nela nos fantasmas da jungle. Quando meu personagem chegou lá, eu vi o Nocturne inimigo parado na passagem do red buff deles... Ele... apenas ficou parado e assistiu meu Nocturne massacrar a Diana inimiga...
Apos a morte dela, tudo ficou parado.
Os minions não se moviam, os projeteis estavam congelados, junto do meu personagem. Tudo estava parado exceto pelo jungler sem nome. Ele andou na minha direção e pausou por um segundo. O timer da gravação ainda estava andando, como se a partida não estivesse parada. Eu não tinha visto o chat. Eu lembro meus dedos tremendo após abrir o chat.
O jungler sem nome inimigo estava digitando a partida inteira depois do meu jogo crashar. Tudo que ele dizia, repetidamente, a cada minuto era "MORTE" até eu ter matado a Diana. Eu senti meu coração parar. quando li essas palavras, decoradas na minha tela. O que ele falou depois foi de gelar a espinha.
"Obrigado pela sua assistencia"
E foi assim que o jogo acabou. Nenhum nexus foi destruído, nenhuma votação de surrender aconteceu. O jogo simplesmente acabou. Traumatizado pelo que vi, eu imediatamente pesquisei o nome de todos no jogo. Vi ,então, que nenhum deles jogou outro jogo depois dessa. Ainda procuro a cada minuto, torcendo para que um deles entre em um jogo. Eu realmente não seu o que aconteceu com essas pessoas, e eu não quero saber.
Eu deletei a gravação do meu computador. Eu não quero nunca mais a ver.
A mensagem de "Oponente Honrado" na minha tela apos logar ainda me assusta. Eu nunca me senti tão mal.

League Of Legends -Creepypasta

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016



Sou funcionario do cartoon network ja faz um tempo, eu adoro esse trabalho, alem de eu ganhar bem sou um dos primeiros a assistir novos desenhos e novos episodios, um dos desenhos que eu me amarro e Hora de Aventura, e um desenho muito divertido mas, eu testemunhei uma coisa muito pertubadora vinda dele. Vou contar...

Era dia de estreia de mais uma temporada de Hora de Aventura e como sempre eu e os outros funcionarios eramos os primeiros a assistir. Então entramos na sala sentamos e esperamos começar. Dai tudo bem, começou a abertura normalmente, mas o episodio não tinha titulo, dai pensamos, Ah, ainda deve estar em fase de desenvolvimento por isso não tem titulo, então ficamos quietos e assistimos. O desenho começou na casa da arvore e aparece Finn com um look no minimo estranho, ele estava com uma roupa no estilo punk, estava sem o seu chapeu e seus cabelos ao inves de loiros estavam negros, um negro bem profundo. Logo depois aparece a princesa Jujuba também com um estilo parecido com o de finn, e Jujuba diz a Finn que o Rei Gelado raptou mais princesas e que precisa de sua ajuda, Finn simplesmente ficou furioso e jogou uma pedra na cabeça da princesa jujuba, Jujuba cai no chão e Finn começa a dar repetidas pancadas com a pedra na cabeça da jujuba, a jujuba levanta e começa a jorrar sangue de sua cabeça encharcando Finn e toda a sala da casa da arvore de sangue, Princesa jujuba depois desmaia. Nos achamos aquilo tenebroso, muitos dos funcionarios estavam chingando e perguntando quem foi o encarregado disso, eu e mais alguns funcionarios continuamos a assistir. Finn sai da casa da arvore e vai ate o reino doce, ele pergunta a jake se quer ir mas jake, com um tom obscuro diz NÃO, estou ocupado fazendo coisas que Deus tem medo, Finn então mostra o dedo do meio ao Jake e sai, Finn ao entrar no reino doce começa a simplesmente chingar todos do reino falando Fodam-se, Fodam-se, vão para o inferno!, Finn ainda vandalizou todo o reino, e simplesmente sem nenhum tipo de censura tira sua roupa e olha para a tela, como se nos tivesse encarando, e ficou por cerca de um minuto la, parado com aqueles olhos de maniaco, e derrepente ele aponta o dedo para a tela e diz, Fodam-se. Dai a tela fica escura por um tempo, então do nada aparece Finn com suas vestimentas padrão porem com sua boca ensanguentada e com seu braço cravando a espada em seu peito parecedo que todos os seu membros do corpo estava contra ele. Dai o episodio acabou, eu me senti mal e fiquei simplesmente paralisado sentado na frente do telão, e os funcionarios gritando de raiva querendo falar com quem fez aquela desgraça, o diretor do desenho quando viu o episodio alegou que não tinha nada haver com aquilo e disse que absolutamente ninguem da equipe teria feito aquele episodio, depois disso mais ninguem se pronunciou, o episodio foi totalmente descartado e destruido e nunca mais ouvimos falar dele.

Episódio Perdido-Hora de Aventura:A Revolta de Finn







Eu estava navegando na internet após um dia longo no trabalho, no Cartoon já não estava mais passando steven universo, que era o desenho que eu mais gostava, bem, aos 30 anos eu gosto de assistir steven universo, meu filho ainda não acredita. então estava num site de desenhos animados, no canto da tela, tinha um botão, escrito "Assista o Episódio de Steven ****" logo pensei que era o desenho animado do cartoon, então cliquei no botão... a tela então ficou feia, o fundo ficou preto, o título do site ficou feito em arial black, não era o animado site de desenhos que eu conhecia, a página carrega completamente, então aparece uma foto da intro do steven universo, eu cliquei pensando que iria ver um episódio bom e bonito, não era bem assim.

Ao clicar no botão de play aparece uma espécie de estática, logo aparece uma jumpscare de Steven, ele não estava bonitinho com o steven real, ele estava triste, com uma aparência assustadora, sangue escorria nos seus olhos, com um texto logo ao lado, "Você é o único que pode me salvar". esse jumpscare durou exatamente 3 segundos, logo um frio em minha espinha, pois no fundo, algo começava a se mexer, uma música de piano depressiva começava a tocar, então no fundo, forma uma especie de homem negro, ele tinha olhos brancos, então ele fica me encarando por 5 segundos, meu coração começa a bater rápido, eu sentia que aquela coisa no fundo iria fazer algo de ruim comigo, uma tela de tv fora do ar aparece, e logo a intro de steven universo.

Algo estava errado, steven não estava lá, apenas Garnet, Ametista, a música estava em reverso, a intro termina.

O Episódio começa, ametista está lutando com Lapis Lazuli, enquanto Garnet a ajuda, até agora, nenhum sinal da perola, ela deveria estar lutando e ajudando as 2 gems, então a tela corta para Perola,

"Steven, você vai gostar muito daqui."

-"Sério Perola, que legal!"

Então aparece uma criatura, ela tinha chifres é olhos vermelhos, "Steven, fique atrás da Pedra! eu derroto esse chifrudo!" -"Não pérola! eu cansei de ser tratado como um inútil das gems, eu vou ajuda-la, então o possível demônio ataca steven com uma bola de fogo, steven e acertado na barriga, fazendo com que a chave de um portal se quebre, é o portal se fecha, aquela era a única saída dos 2 sairem dali, então, perola fica furiosa, "GRRR! STEEEEEEVEN!" Perola ataca o demonio com uma lança, o demonio grita de sofrimento, perola cada vez perfura mais forte o demonio, então ele se apaga e vira areia, Perola olha para steven com um olhar furioso é assustador, sua roupa estava melada de sangue, então ela começa a correr atrás de steven, steven corre desesperadamente para salvar sua vida, -"Perola, se controle!" então steven descide se defender, ela cria um escudo e empurra perola, ela cai de um Precipício, ela fica de barriga para baixo, ela está vendo pelo seus olhos sua morte, um monte de pedras conjutas em formato de cones, ela cai, um Grito muito alto sai do computador, um sangue escorria dos olhos e do corpo de perola, ela estava morta. -"Perola, me desculpe." Steven se ajoelha no chão, pela sua aparência, ele estava depressivo, Lapis Lazuli finalmente recua.

--"Ametista, cadê a Perola?"

---"Ela deveria estar com o steven nos ajudando, vamos ver no topo da colina."

As duas entram na casa, encontram um portal semi-aberto,

--"Eu não acredito"

---"Ohh, ela foi..."

--"TEMOS QUE SALVA-LOS!"

As duas pegam uma chave e jogam dentro do portal semi-aberto, ele fica mais largo, o suficiente para as duas entrarem, Elas chegam no estranho lugar, Garnet começa a soar, então uma cena assustadora, alguns demônios estavam devorando steven, um grito de pavor soava no desenho, então, steven finalmente morre, garnet e ametista matam os demônios que estavam cercando steven,

--"Steven, acorde!"

Então ametista acha uma carta de socorro que estava no bolso de steven, nela... estava escrito, "Você é o único que pode me salvar" eu rapidamente puxei meu computador da tomada, aquilo era aterrorizante, tão pertubador, que eu nunca mais vou ver steven universo.

fonte: http://creepypastadark.blogspot.com.br/

O Episódio Perdido de Steven Universo

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016



Procedimentos de contenção especiais: A interação com SCP-775 deve ser feita através de assistência robótica sempre que possível. Caso seja necessário a interação humana, todos os funcionários devem usar o
 traje Haz-Mat Mk2 blindado em todos os momentos. Caso algum resquício de rasgo seja encontrado em um dos trajes, o assunto deve ser imediatamente colocado em quarentena e deve passar por uma verificação se há sinais de infestação. As áreas de contenção devem ser revestidas com uma camada de chapa de aço, com todas as articulações e soldagens tão apertadas quanto possível, sem comprometer a integridade estrutural. Um selo de duas partes deve ser mantido como o único ponto de acesso para a área de contenção. Canos de ar deverão ser inundados com água sanitária, se qualquer unidade de SCP-775 for detectado dentro da câmara de vácuo, e continuarão a ser inundados por cinco minutos, ou até que todos os SCP-775 tenham sido rescindidos. A área de contenção deve ser pulverizada com água sanitária em uma base mensal para manter a densidade populacional. A alimentação não deve exceder duas vezes [DATA expurgado] fornecidos apenas a critério do Comando do setor.

Descrição: SCP-775 parece ser uma forma de aracnídeo da ordem Ixodida, mais comumente conhecida como o carrapato. Ele é de um tamanho significativamente maior, com a maioria dos adultos, atingindo uma dimensão comparável com a de um níquel dos EUA. A coloração varia entre tons de preto, vermelho, amarelo, cinza, em cada um. Os adultos possuem oito pernas, enquanto que os juvenis possuem apenas seis. SCP-775 é capaz de fazer pequenos saltos, e viaja muito rapidamente ao longo de superfícies sólidas.


SCP-775 possui em algumas partes, característica de uma estrutura de corpo flexível, mas é muito mais robusto do que o carrapato comum, capaz de sobreviver à esmagamentos,rasgos ou cortes com pouco ou nenhum dano, e capaz de nivelamento para deslizar através lacunas de até 0,25 centímetros. SCP-775 é também capaz de inchar até quatro vezes o seu tamanho original durante a alimentação, embora isso não ligeiramente dificulte a sua capacidade de se mover. As pernas de SCP-775 também são muito fortes, e são capazes de danificar concreto ao longo do tempo.

SCP-775 alimenta-se de uma maneira semelhante à do carrapato comum, mas mais intensamente. SCP-775 injeta uma enzima para aumentar o fluxo de sangue, e que começa a liquefazer outros tecidos. Esta enzima irá atacar todos os tecidos, exceto aqueles que compõem as camadas da pele. SCP-775, então, come o sangue e tecido liquefeito até que esteja totalmente inchado. Ele, então, colocará um saco de ovos contendo 20-30 novos SCP-775 sobre ou perto do sujeito hospedeiro, e em seguida, retomará a alimentação.

SCP-775 irá alimentar-se de todos os animais vertebrados, e continuará a se alimentar e se reproduzir no hospedeiro até que ele já não seja capaz de fornecer nutrientes. Os novos SCP-775, muitas vezes, se enterram sob a pele e tentam se alimentar de tecidos liquefeitos diretamente de lá. O hoespedeiro acabará por ser totalmente esvaziada, com apenas as camadas externas da pele remanescentes. SCP-775, em seguida, preencherá a pele com ovos, e em seguida, partirão para encontrar um novo hospedeiro. Hospedeiros em estágios avançados de infestação são descritos como tomando uma forma "inchada" ou "deformada", muitas vezes com múltiplos SCP-775 ligados a muitos lugares no corpo. Os "ninhos" na pele são muitas vezes cheios até a capacidade máxima que a pele é capaz de carregar. O SCP-775 é capaz de reproduzir crias, dois dias após a eclosão, com ovos que levam cerca de 24-30 horas para eclodir, em média. Este ciclo de vida acelerado e a capacidade de resistir a maioria das formas de dano físico, pode levar o SCP-775 a uma explosão populacional quase contínua. Lixívia parece ser eficaz no controle do SCP-775, que acaba por morrer depois de vários minutos submerso no mesmo.

Notas sobre a recuperação:

SCP-775 foi primeiro encontrado em [DATA expurgado] A família Stull parece ter sido as primeiras infectadas. A equipes de resgate encontrou apenas um macho adulto e uma fêmea juvenil que ainda viviam na casa, que se presume-se ter se hospedado em ███████ (idade ██) e █████ (idade ██) Stull. Ambos estavam em estágios muito avançados da █ ████████ ██ infestação, tornando a identificação difícil. A maioria dos membros do SCP-775 parecem ter preferência por infestar mãos, pés, face e abdômen dos indivíduos. Os mesmbros restantes da família foram encontrados no porão, sendo utilizados como "ninhos" para novos SCP-775, com uma das peles já descartada. Vários milhares de unidades de SCP-775 estavam presentes na casa, e não se sabe se os indivíduos usados ​​como "ninhos" foram transportados para o porão por SCP-775, os restantes membros da família, expiraram naturalmente. Evidências de [DATA expurgado] serão destruídos; no entanto, os registros serão mantidos para referência segura.

Fonte: SCP-Wiki

SCP-775




Benthlem Royal Hospital, esse é o nome do maldito lugar que torturava seus pacientes (as vezes como diversão), vamos citar alguns métodos e procedimentos que eles usavam para "curar seus pacientes".

1 - Trancavam os pacientes em jaulas
O Hospital cobrava ingressos do público, e o que eles podiam fazer, era simplesmente, cutucar os coitados nas jaulas com varas (de qualquer forma), como se fossem animais.

2 - Até quem não precisava estar lá
O Hospital abrigava quem era epilético ou tinha dificuldade de aprendizagem (o que hoje não é nada de deficiência mental)

3 - Cadeira Giratória
Um dos mais estranhos e crueis tratamentos era esse, o paciente tinha que ficar numa cadeira giratória no teto e girava ele como uma centrífuga, tudo bem que ficar numa dessas no parque diversões por alguns minutos é divertido, mas eles não ficavam por minutos, ficavam por horas. As vezes o paciente ficava lá até por 12 horas, o que podia matá-lo

4 - Tratamentos Brutais
Um dos "tratamentos" era dar banhos frios, espancar e deixar os pacientes com fome, os tratamentos eram tão cruéis, que o hospital recusava pessoas que pareciam ser fracas demais, e podiam não aguentar tudo aquilo.

5 - O Cemitério do Lugar
Bethlem-manicômioAlguns não aguentavam tanta crueldade, acabavam morrendo, suas famílias não queriam nem saber dele, por que achavam que não tinham cura, então deixavam apodrecendo dentro daquele hospital. Os corpos eram eliminados deixando eles perto da rua do Hospício.

6 - Sem Inspeção 
Bethlem-manicômioO Manicômio passou 40 anos sem uma única inspeção, e quando acontecia, só checavam uniformes e utensílios domésticos.

7 - James Norris
Um dos piores casos foi desse cara, Norris passou 10 anos acorrentado às paredes de Bethlem.
Apenas em 1814 seu caso veio à tona, foi liberto, mas ainda confinado no hospital. Suas condições de saúde eram tão ruins, que morreu uma semana depois, de tuberculose e pneumonia

Benthlem Royal


Durante o expediente na repartição pública, Ramon fazia questão de ser apenas um fantasma, aquele que batia o ponto exatamente no horário, respondia aos cumprimentos dos colegas de trabalho com resmungos, sentava-se à mesa na seção contábil e anulava-se no mundo dos números. Nunca foi convidado para reunir-me com a turma no barzinho às sextas-feiras à noite, não participava de brincadeiras tipo amigo-secreto, jamais foi a um batizado de filhos de funcionários, sua boca sempre permaneceu descaída quando o chefe contava piadas idiotas – ninguém tentava conquistar sua amizade, o que lhe parecia uma bênção.
Mas há dois dias o comportamento de Ramon mudou. Passou a xingar os colegas da repartição por qualquer coisinha, a chutar a lixeira perto da mesa, teve duas ou três crises constrangedoras de choro convulso, ali, bem diante de todos. Consequência: prestes a terminar o expediente, foi chamado à sala da chefia, recebeu uma suspensão de três dias e conselho para procurar um psicólogo.

O motivo para essa anormalidade no seu cotidiano de arquivo-morto foi que assaltaram sua moradia e furtaram, entre outras coisas, uma luneta que ele, Ramon, levou exatos oito meses para pagar em suadas prestações. A luneta era seu bem mais precioso, o instrumento que dava alguma cor em seu viver: Ramon saía da repartição, pegava o ônibus, chegava ao bairro, comprava uma quentinha no restaurante da esquina e subia para a residência no sétimo andar. Tomava banho, vestia o roupão, comia, tomava um copo d'água e ia para a janela bisbilhotar os moradores do Grande Hotel Lancaster – um prédio de doze andares muito antigo situado do outro lado da rua.
O edifício estava condenado, mas, sabe-se lá por qual razão, todas as tentativas de implosão tinham acabado em tragédia, em menor ou maior proporção. Da última vez (e isso fazia uns três meses), os operários estavam instalando os explosivos na base da construção quando um deles foi para os ares, a carga de dinamites misteriosamente detonou na mão do especialista e, o mais curioso, apenas o profissional fragmentou-se como uma pedra de gelo atingida por um martelo. Do prédio mesmo, não caiu nem mesmo uma lasca de reboco. Como o imóvel não queria ser demolido, uns doidos começaram a usá-lo como moradia, às escondidas.
Talvez não fossem realmente doidos, apenas excêntricos – assim pensava Ramon –, já que ninguém ousava aparecer na rua durante o dia. A bem da verdade, só algumas janelas brilhavam durante a noite, uns poucos moradores descerravam as cortinas e, parece, não se importavam que Ramon espionasse suas intimidades.
No começo Ramon costumava olhar um jovem casal morador no quinto andar e ficava intrigado com a maneira peculiar de eles fazerem sexo. Antes e depois da relação carnal os dois ajoelhavam-se ao lado da cama e pareciam rezar – mas com o passar das noites Ramon percebeu que o casal trocou a luz do teto, fluorescente, por lâmpadas que proporcionavam uma claridade soturna, de um roxo-violáceo, e viu também que num móvel escuro de contornos semelhante a um oratório queimavam velas vermelhas e pretas. De pronto perdeu o interesse pela intimidade daquela gente. Havia no sexto andar uma garota lésbica que lhe chamou a atenção pela facilidade com que arranjava parceiras. Ficou fascinado pelo instinto caçador da moradora – até que a flagrou numa suruba com três marmanjos. Aquilo foi a gota d'água, Ramon perdeu todo o respeito que nutria por ela. No mais, o que se via em um ou outro apartamento eram coitos simples, papai-e-mamãe, sem nenhum atrativo digno de observação. Exceto no sétimo andar. O casal de meia idade fazia estripulias na cama que era de infantilizar as posições sexuais do livro Kama Sutra. Assim, Ramon concentrou suas atenções apenas naquelas duas pessoas.
Agora estava de gancho. Ramon deixou o gabinete do chefe de seção com uma raiva tão danada que sentia na boca o gosto amargo do fel destilando em seu organismo - além de ficar sem a luneta, teria que se afastar do trabalho, sem sal, é verdade, mas que de qualquer forma ajudava a enganar a miserabilidade da rotina diária. Voltou para sua mesa e estava tão revoltado que ninguém ousou ao menos levantar os olhos para o seu lado.
Deixou a repartição como sempre fazia, às cinco da tarde, e aproveitou o restinho do dia para passear pelo calçadão, vistoriando com o olhar atento as óticas e lojas congêneres. Viu algumas lunetas, a maioria era produto de baixíssima qualidade, as de alto padrão estavam acima de suas possibilidades monetárias. Por fim acabou comprando um binóculo ordinário e prometeu a si mesmo que tal coisa seria um paliativo. No findar do mês haveria de entrar no crediário para a aquisição de nova luneta – tão portentosa como a que fora furtada. Comeu um cachorro-quente numa lanchonete e foi ao cinema, assistiu a um filme de ficção científica sobre a dominação da humanidade por robôs, saiu de lá por volta das onze da noite e rumou para casa – aquela era a hora de testar a funcionalidade do seu novo brinquedinho, se bem que não estava botando fé naquele binóculo tão mixuruca.
Ao chegar ao prédio o porteiro da noite deixou por breve momento a leitura do livrinho de faroeste e entregou a Ramon um curioso envelope roxo com seu nome escrito em letras góticas.
– Quem deixou isso? – perguntou Ramon ao porteiro.
– Sei lá, eu fui ao banheiro, quando voltei o envelope tava em cima do balcão.
Ramon subiu para o apartamento com a cabeça atordoada. Ninguém nunca, jamais, lhe escrevera uma linha sequer – e a sua primeira correspondência era aquilo, um envelope macabro. Sentou-se à mesa da cozinha, abriu o envelope e tirou uma folha de papel amarelo. Havia só uma frase escrita com tinta dourada: "Oi, querido, nós te convidamos para vir nos conhecer pessoalmente." Não havia assinatura, mas Ramon sabia que os remetentes moravam no Grande Hotel Lancaster. Desembrulhou o binóculo e foi para a janela, assim que posicionou o instrumento todas as janelas se iluminaram como se o edifício fosse uma árvore de Natal. Fascinado, Ramon constatou que as cortinas estavam abertas.
O binóculo era fantástico, muito melhor que a luneta, podia ver cada detalhe do pessoal esquisito. E o que constatou, com espanto, é que todos estavam usando trajes a rigor. As mulheres cobriam-se de vestidos de zemberlines, tafetás de seda, shantungs, georgettes e jacquards – uns vestidos com decotes mostrando grandes porções de bustos graciosos cobertos com jóias de muitos matizes cintilando numa disputa feroz com a claridade ofuscante dos apartamentos. Os homens trajavam smokings, as exceções eram um militar com a farda carregada de medalhas e um outro indivíduo com um uniforme engraçado, principalmente por causa do chapéu de três pontas que lembrava Napoleão Bonaparte. Apesar de sua sala estar mergulhada na escuridão, Ramon concluiu que os indivíduos do edifício de alguma maneira não só tinham conhecimento que estavam sendo observados naquele minuto, como tinham atitudes do mais puro exibicionismo.
No quinto andar uma loira alta, linda, ergueu uma taça de champanhe em sua direção, um sorriso magnífico no rosto de linhas harmoniosas, perfeitas. Fascinado, Ramon ficou muito tempo analisando-a, mentalmente fantasiando que acariciava aqueles cabelos dourados que lhe caíam pelas costas em graciosas ondas – em suaves cascatas, diria alguém com espírito poético. Ela mandou um beijinho com a ponta dos dedos unidos, depois pegou o celular e, ainda olhando-o, teclou. O seu telefone fixo na sala estridulou. Ramon ficou confuso, cheio de perguntas para si mesmo: como ela sabia o seu número? Porque só podia ser ela fazendo a ligação, ninguém jamais tentou falar com Ramon naquele telefone e, é claro, o aparelho já estava instalado quando ele alugara o imóvel. Correu atarantado para a mesinha, ao atender suas mãos cobriam-se de gotículas de suores gelados. Antes de abrir a boca, ouviu:
– Olá, meu querido, você não vem?
A voz que chegava ao seu ouvido era absolutamente encantadora, quente, envolvente, sexy e acariciante. Ramon engoliu salivas várias vezes antes de perguntar:
– Vocês estão dando uma festa?
– Estamos sim, uma festa de despedida. Antes de raiar o dia estaremos todos de mudança, não é mais possível adiar a implosão desse maravilhoso hotel.
– Vão embora?!
– Nosso Mestre encontrou um castelo magnífico no Sul da França. Está em ruínas, é claro.
– Não façam isso, eu não quero – disse Ramon, infantilmente.
– Temos que mudar, querido. Fazemos isso há muito tempo, não é um inconveniente, muito pelo contrário. É tão bom mudar de ares! E na França agora é outono, você não acha o outono a estação mais linda do ano?
– Prefiro o inverno...
– Oh, que fofinho! Você vem?
– Não tenho traje a rigor...
– Vista o seu terno de formatura.
– Como sabe que ainda tenho meu terno de formatura?
– Meu querido acredite, eu sei de tudo. De tudo!
– Será que o terno ainda me serve?
– Claro que serve! Olha, vou esperar você na recepção do hotel. Por favor, não demore, querido... – A mulher desligou, Ramon correu para a janela, posicionou o binóculo – o apartamento estava vazio, todos os apartamentos estavam vazios. Então ouviu o som de valsa, era isso, a festa estava começando. Rapidamente dirigiu-se para o guarda-roupa, retirou o terno escuro de gabardine de quando se formara em Ciências Contábeis, vestiu-o, calçou meias amarelas – não as tinha da cor preta –, o par de sapatos social um tanto empoeirado, uma gravata fina cinzenta, olhou-se no espelho.
– Estou bem? – Perguntou-se.
– Sim, estou ótimo! – Respondeu baixinho, sorrindo para o seu reflexo.
O porteiro sentia profunda aversão por Ramon, só lhe dirigia a palavra quando era absolutamente necessário. Mas naquele momento, vendo-o de terno e gravata, não resistiu à curiosidade.
– Vai para algum velório? – perguntou.
Ramon sorriu – era a primeira vez na vida que o porteiro via o rosto daquele rapaz abestalhado abrir-se num rasgo de alegria.
– Vou a uma festa.
O porteiro largou o livrinho de faroeste aberto em cima do balcão e emparelhou-se a Ramon, ambos dirigiram-se para a porta de saída.
– Posso saber onde é o baile? – Perguntou assim que chegaram à calçada.
– Ali. – Ramon apontou a fachada do Grande Hotel Lancaster.
– Só se for pra dançar com fantasmas, o hotel tá completamente abandonado, se duvidar até as baratas e ratos fugiram dali.
– Não está vendo todas as luzes acesas? – Estranhou Ramon.
–Cara, o que você tem, tá maluco, é? O lugar tá mais escuro que a alma do capeta.
Ramon indignou-se, até um cego perceberia aquela explosão de luzes. Achou que o porteiro estava querendo gozar com sua cara. Mas a música, não estaria ouvindo? O som estava bem alto, um som de música orquestral ao vivo, com toda certeza uma orquestra inteirinha estava tocando no salão de bailes do Grande Hotel Lancaster.
– Não está ouvindo a música?
– Você é retardado? Que música?
– Você não passa do sujeito mais ignorante do mundo. Um completo idiota. – Ramon indignou-se.
O porteiro, morrendo de rir, ficou plantado na calçada observando Ramon atravessar a rua. Então parou de rir ao ver que o esquisitão adentrava o hotel em ruínas. Ele teve que admitir, Ramon era amalucado, é verdade, mas que coragem! Santo Deus, que coragem!
Algumas horas depois, Ramon saiu daquele hotel sinistro com a felicidade estampada em cada centímetro de seu rosto, passou pela portaria, chamou o porteiro e disse:
– Osvaldo, poderia me fazer um favor?
– Claro! – Respondeu o porteiro, esperando por mais uma maluquice de Ramon.
– Se alguém perguntar por mim, diga que mudei para a França. – Disse adentrando o prédio.

O Hotel Lancaster foi implodido no dia seguinte. Ramon foi encontrado três dias depois, enforcado em seu apartamento.

fonte: http://conteudoperverso.blogspot.com.br/2013/08/os-estranhos-moradores-do-hotel.html

Os Estranhos Moradores do Hotel Lancaste